clicRBS
Nova busca - outros

leitor-repórter

26 mar09:56

Santa Rosa registrou grande amplitude térmica neste domingo

Ilson Tessaro, leitor-repórter

O domingo foi de grande amplitude térmica no noroeste do Estado. Em Santa Rosa, a estação da baixada do bairro Planalto, um dos pontos mais frios do município, registrou a segunda menor temperatura no mês de março dos últimos 15 anos,ficando atrás apenas dos 6.1ºC, registrados no dia 28 de março de 2000.

Durante o dia, a temperatura variou de 7,3ºC a 32,8ºC, uma amplitude térmica de 25, 5ºC.

O amanhecer desta segunda-feira também foi frio na cidade. A mínima de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) foi de 15,1ºC.

Comente aqui
25 mar14:01

Santa Rosa registrou baixas temperaturas neste domingo

A rápida elevação da temperatura foi favorecida com o predomínio do sol

Ilson Tessaro, leitor-repórter

Devido ao ar extremamente seco da madrugada, a temperatura variou muito em Santa Rosa pela manhã. Enquanto a estação meteorológica da RBS marcou mínima de 15,3ºC no Alto do Parque e o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) apontou 11,9ºC, uma estação meteorológica na baixada do bairro Planalto registrou 7,3ºC.

Em contraponto, a tarde é de calor na cidade. Às 14h, a temperatura era de 27,3ºC no Alto do Parque.

A máxima neste domingo pode chegar aos 30ºC no noroeste.

Comente aqui
24 mar16:05

Campeonato da Afucomaio se encaminha para a reta final

Clécio Ruver, divulgação

Clécio Ruver, leitor-repórter

Com a realização das semifinais do 27º Campeonato de Futebol 7 da Afucomaio de Crissiumal, na noite desta sexta-feira, a competição se encaminha para as decisões. Pela categoria veteranos, Oriental e Ageleite / Granja Planalto se classificaram para a decisão com gols nos minutos finais.

Na categoria principal o CMD / Associação Candelária, em noite inspirada do artilheiro Nando bateu de virada o EC Gaúcho e mais uma vez está na decisão, onde enfrentará a Carvoaria Hauschild / Transportes Schardong que garantiu a classificação na semana passada.

As equipes classificadas participam na próxima sexta-feira, dia 30, das finais da competição. A partir das 19h30min acontecerão jogos amistosos e as duas grandes finais:

> Veteranos – Oriental Três de Maio x Ageleite / Granja Planalto

> Livre – Carvoaria Hauschild / Transportes Schardong x CMD / Associação Candelária

Comente aqui
22 mar17:30

Aparecimento de curioso objeto intriga Cerro Largo

Eduardo Rotta, arquivo pessoal

A caminho da Universidade Federal Fronteira Sul, em Cerro Largo, dois estudantes depararam-se com um curioso objeto que destacava-se entre o lixo colocado na calçada no centro da cidade. Um objeto metálico, “do tamanho de uma lata de tinta grande”, com a inscrição de uma suástica – símbolo utilizado por diferentes culturas como asteca, celta e hindu, e mais tarde, pelo nazismo – causou estranheza.

_Passou pela cabeça a ideia de recolher e mostrar para alguém que conheça um pouco mais de história, mas ela estava toda enferrujada e dificultaria o transporte_ comenta o estudante Eduardo Rotta.

Ainda na manhã daquele dia 8 de março, após a aula, ao retornar ao local, a misteriosa lata não estava mais lá. Desde então as imagens que comprovam a existência do objeto causam controvérsias entre moradores do município de Cerro Largo, com aproximadamente 13.200 habitantes.

De acordo com a Polícia Civil não há registro policial de desaparecimento do objeto.

2 comentários
22 mar12:40

Alunos revelam preocupação com a água durante caminhada em Três Passos

Antonio Matoso, divulgação

Antonio Matoso, leitor-repórter

Cerca de 2 mil crianças revelaram sua conscientização em uma caminhada alusiva ao Dia da Água, em Três Passos, na manhã desta quinta-feira. Os alunos da rede pública municipal de ensino de Três Passos caminharam da praça Reneu Mertz até o Parque do Lago.

A importância da preservação dessa fonte natural de sobrevivência é lembrada anualmente em todo o mundo, no dia 22 de março, desde sua instituição em 1992.

Antonio Matoso, divulgação

Comente aqui
20 mar14:52

E o João-de-barro branco, nos deu o prazer de sua companhia

Foto: Marciane Cornely, divulgação

Marciane Cornely, leitora-repórter

Já querendo desistir de ver o bichano, olho para o lado, e lá está ele, lindo, diferente, encantador, se alimentando e protegendo contra os perigos da vida. De um lado para outro da rua ele vai, desconfiado com a minha presença, mas continua, a buscar suas caças.

O nosso encontro em Santa Rosa foi tão especial que me emocionei, e certamente será uma lembrança que a memória se encarregará de guardar na coleção dos presentes da vida, das pequenas coisas, que fazem o mundo ser por si tão especial, que acalentam nossos corações e fazem o amor florescer a cada dia.

A espécie registrada com tanta sutileza é um João-de-barro (Furnarius rufus) com leucismo. Indivíduo apresentando a plumagem branca, ocasionada por uma particularidade genética.

É importante preservar para que possamos apreciar as belezas e diferenças que a natureza nos proporciona.

3 comentários
02 mar14:45

NÃO É CÉU: "O Jogo"

Eduardo Matzembacher Frizzo/eduardo7frizzo@hotmail.com*

Acordou do amor. Queria lembrar os braços dele. Não conseguia. Queria lembrar as mãos, os cabelos. Não conseguia. Lembrava um rosto estranho que quanto mais próximo, mais distante ia. Havia aprendido jogos que escondem cartas debaixo da manga. Mas sempre fora às claras. Se uma briga for madrugada adentro, com pratos voando pela janela, ótimo. Mas se as coisas forem feitas como se faz nos escritórios, tornando o sentimento uma questão corporativa, chamava a conta. Relações não são contratos, ainda que a conveniência dite as normas de tudo.

Mas como pedir o fim? Chegar com um “acabamos”? Seguir os conselhos da Cláudia ou da Nova? Nada parecia real. Tudo tinha o cheiro dos argumentos dele: ironias que detinham coices, coices que detinham afagos e afagos adiados pelo horário e pela filha que morava noutra cidade.

O dia era cor de chumbo quando deu partida no carro. Havia neblina por detrás dos morros. Talvez aquilo dissesse algo: a neblina também era cinza. Mas ela sabia que coisas não dizem nada além delas mesmas. Entrar nesse jogo de relacionar tudo com tudo, seria idêntico ao pôquer no qual se encontrava sua vida. Esqueceu ou tentou esquecer esses detalhes, ignorando as piscadelas que a memória queria escavar.

Como manhã e domingo, com certeza ele estaria dormindo. Pela madrugada havia enchido a cara, dado fiasco ao cantar no palco de um pub qualquer e transado com “alguém fim de festa”. Mas havia acontecido ou era algo tão sem lógica quanto a neblina dos morros? Não passava de suposição. Mas toda loucura têm raiz naquilo que se supõe.

Quando chegou, desligou o motor e o suor das mãos. Desceu, caminhou pela calçada que separava o jardim da porta. Ao apertar a campainha pela primeira vez, ninguém atendeu. Esperou, apertou novamente. Ninguém. Colou o polegar no botão e foi aí que ouviu uns passos perto da porta.

“Sim?”, disse um homem nos seus setenta anos, vestindo bermuda xadrez e camiseta de campanha de vereador. “O senhor mora aqui?”, perguntou. “Sim.”, respondeu o velho com cara sonada, cabelos brancos espetados pelo travesseiro, braços com manchas roxas, rosto molhado pelo tapa frio d’água.

Ela franziu a testa, olhou para baixo e depois para o número da casa. 985. Não era engano. Há um ano freqüentava aquele lugar. Final de semana sim, final não. Até nos dias da semana, quando o trabalho gerava o despudor do pós-trabalho e o remédio para a tristeza era sexo e cerveja, às vezes estava ali.

“A senhora deseja alguma coisa?”, quis saber o outro, coçando olhos de sono com costas de mãos transparentes. “Não…”, disse rouca, “acho que me enganei de número…”.

Voltou devagar, pela calçada, separando o jardim da porta. Já não queria o fim. Queria um começo. Imaginava um recomeço sem conhecimento seguro, exato do quê. Por que ele não estava na casa lilás 985? Por que saiu de lá de uma hora para outra? Puxou o celular da bolsa. Telefone dele desligado. Entrou no carro como entrando num lugar pela primeira vez. Sabia só que era manhã e domingo e tudo cinza. A neblina dos morros era falta de cor como seu carro cinzento. O mais, ausente. Por qual motivo não estava? E o celular desligado? Tudo era mudez. Fumaça em lâmpada fosca. Carta debaixo da manga. Suspensão na véspera de um golpe.

Quem sabe seu amar tivesse estancado, de tanto guardado, de um guardar avarento, sem porque, tudo jogado. Quem sabe nem árvores existissem e tudo não passasse de mera coincidência que brota da mesma forma que feijão do algodão dos jardins de infância de abandono espontâneo. Quem sabe tivesse demorado demais e tudo se tornara pálido, cartas marcadas, previsível. O amor, como um blefe, envelhecera antes de descer à mesa do jogo.

Conhecer todas as regras, cinzenta.

* Eduardo Matzembacher Frizzo é estudante, professor universitário, advogado e Mestre em Desenvolvimento pela UNIJUÍ

Comente aqui
28 fev13:50

Abelhas fazem seu ninho no interior de uma coruja

Foto: Vilson Winkler, divulgação

Vilson Winkler, leitor-repórter

Em Tuparendi, as abelhas encontraram um curioso refúgio para produzir seu mel. No interior de uma enorme coruja de gesso, elas fizeram seu ninho, e permanecem lá desde março do ano passado.

Na residência de Clementino e Dulce Cappellari, no centro da cidade, uma ilusão de ótica até permite pensar que é a coruja quem está

Foto: Vilson Winkler, divulgação

produzindo o mel. Dulce não gostava dos sons emitidos por corujas e achava que traziam azar. No dia 15 de junho de 2010, o seu marido lhe deu de presente de aniversário uma coruja grande de gesso, com a intenção de a esposa perder o medo desta espécie de ave. Não foi o presente mais interessante que ela já recebeu, mas deixou exposta a coruja em uma das áreas frontais de sua residência.

Em março de 2011, Dulce reparou a presença de abelhas da espécie Jataí ao redor da coruja. No outro dia, ela constatou que já estava formada a entrada

Na comemoração dos 60 anos de Dulce, na noite do dia 15 de junho de 2011, no salão da Escola Yeté, uma surpresa. Uma coruja de verdade entrou voando no salão, pousou em cima de uma mesa decorada e ali ficou.

Com a chegada do inverno e com a gradativa diminuição de flores para colheita do mel, Dulce resolveu auxiliar o enxame, colocando nas proximidades da coruja uma tampinha com mel natural de Jataí.

Com a chegada do calor, em dezembro, Dulce conduziu a coruja para uma terceira área de sua residência, localizada nos fundos da casa, que será o seu local definitivo, onde apenas pegará raios solares da manhã e estará protegido do calor excessivo do verão.

Depois destes acontecimentos, Dulce afirma não ter mais pavor de coruja, se tiver a oportunidade, criará uma de verdade na sua propriedade.

Comente aqui
28 fev10:37

Campanha de adoção é sucesso e mais de 30 animais encontram novo lar em Santo Ângelo

Nadir Vier, leitora-repórter

Um gesto de solidariedade pode definir o destino de cães que ficaram sem lar depois de serem abandonados ou sofrer maus tratos. Carentes e com muito carinho para dar, os animais cativaram quem passou pelo Parque da Fenamilho no último final de semana.

Depois de serem abandonados, parte dos cães animais encontraram seu alento no carinho e no cuidado de Olga Welissaridis. No entanto, ela foi encontrada morta no último dia 12 de fevereiro, e novamente os animais precisam de um novo lar.

Foto: Nadir Vier, divulgação

Agora, muitos deles são os novos companheiros de dezenas famílias santo-angelenses que participaram da feira de adoção de cães e gatos abandonados promovida pela Associação Santo Angelense de Proteção aos animais (ASPA), juntamente com o grupo de voluntários Bicho Amigo.

Esses animais foram encontrados na rua ou abandonados por seus donos, sendo a maioria vítima de maus tratos. O resultado da campanha é comovente: de 37 animais que estavam disponíveis para adoção no Parque, 33 têm um novo lar.Antes de levarem os bichinhos para casa, os interessados assinaram um termo de adoção, responsabilizando-se pelos cuidados com o novo integrante da família. Esse documento esclarece ao adotante quais são suas responsabilidades em relação ao animal adotado e também facilita o acompanhamento da adoção para verificar se o animal está sendo bem cuidado.

Além de mobilizar a comunidade, o evento também contou com o apoio da Prefeitura e da Brigada Militar. Durante a feira, os visitantes acompanharam ainda, o show da Banda BardoeFada.

Para março, a Aspa e Bicho Amigo estão organizando dois eventos: um brechó e uma noite de rock, em parceria com BardoeFada. Toda verba arrecada é para a construção da nova sede da Aspa.

Outros animais disponíveis para adoção podem ser conhecidos através da rede social facebook, nos perfis ASPA ou Bicho Amigo, onde estão disponíveis as fotos e a história de cada um.

Foto: Nadir Vier, divulgação

Nadir Vier, divulgação

Comente aqui
28 fev08:07

ZIUREKA: Experiência ou estatística?

Edna Lautert

Há muito eu ouço falar de estatísticas. E, como sempre, como jornalista, cada vez que escrevo algo me baseio nas estatísticas. E, cada vez que acompanho uma prova, um acontecimento importante qualquer elas sempre estão lá: as estatísticas são as primeiras. Elas apontam, revelam, exemplificam, esclarecem. Mas, me pergunto até que ponto auxiliam de verdade a elucidar, ou atrapalham as verdadeiras investigações.

Às vezes elas nos passam algumas ‘verdades’ que vão longe de ser, ou se tornar real. Inclusive, em períodos eleitorais, elas costumam ‘derrapar legal’.

Eu comparo as estatísticas a uma moça fofoqueira: poucas são as que repassam a verdade sem aumentar, diminuir, distorcer, esconder, exagerar.

Se alguém esteve lá, viu, analisou, observou as reações, apalpou, sentiu o resultado. Mas desse resultado somar mais um, ou dois, até mesmo cinco – ainda assim continua conhecimento de fato? Se bastasse a análise superficial os cursos superiores, a ‘faculdade’ como se diz no linguajar popular, não exigiria laboratório, práticas, extensão.

Alguém pode confiar a vida a um resultado de amostragem?

As dúvidas e complexidades do cotidiano, reveladas em linhas de pesquisa que, em sua grande maioria, não são confiáveis. Mas é como a parábola: se você não confia que aqui é o meio do mundo, passe a medir. Quem vai fazer?

Edna Lautert – jornalista, membro da Associação Brasileira dos Jornalistas – membro da Academia Santo-angelense de Letras e colunista do clicRBS.

9 comentários