clicRBS
Nova busca - outros

leitor-repórter

27 fev18:29

NÃO É CÉU: Petições para o universo

Eduardo Matzembacher Frizzo/eduardo7frizzo@hotmail.com*

Uma pessoa importante (para o ser humano que aqui fala) disse que Petições para o Universo existem e funcionam. De início, não entendi ou cri, vez que o ceticismo é a linha mestra das minhas concepções de vida e de mundo. Mas resolvi tentar.

Imaginei vários familiares, amigos e amigas de ontem e de hoje, namoradas que nunca mais vi, assinando a petição. Delineei os fatos, os fundamentos e os pedidos. Busquei um arrazoado nada jurídico, mas pleno do pulsar da existência e de um querer profundo.

Protocolei no Cartório do Cosmo via imaginação consciente. A petição foi recebida e devidamente encaminhada ao juízo competente. Para não deixar margens de erro, repeti o processo três vezes. Poderia ocorrer algum equívoco cartorário e o aceite inexistir, afinal.

O resultado? Desejos começaram a se tornar metas e metas começaram a se tornar rumos. A engrenagem das coisas, visíveis e invisíveis, movimentou-se. Não sei de despachos ou notas de expediente provenientes dessa lide. Nem sei se se trata de um litígio, visto não haver parte contrária.

O que sei e vejo de forma clara, é que quando começamos a dançar no ringue desse boxe dos dias, movidos por ímpetos de mudança, horizontes novos se abrem, dependendo nossos passos unicamente da persistência na direção de outros paradigmas. Jabes ou cruzados de esquerda podem até buscar nosso rosto. Se acertarem, porém, o sangue terá um gosto doce na boca.

Talvez esses movimentos não sejam certos. Talvez a “vontade de mudança” seja pura “ânsia de incerteza”.

Mas o fato, real e incontestável, é que somos capazes de vencer qualquer campeonato pelos estádios da vida, sejam eles em algum lugar como a futura Arena Gremista ou em um simples campo de várzea. Não interessa o cenário: interessa o protagonista.

Podemos e devemos, movidos por coisas, pessoas ou idéias que sentimos férteis e fortes no âmago do coração e na parte detrás da cabeça, correr atrás da felicidade. Precisamos disso. Quando os ares de um lugar ou as respirações de algumas conversas parecem não mais consentir com nossos sentires, o final da insônia pede outros quartos. Não adianta persistir no que é cômodo – seria sintoma de fraqueza e sinal de tristes horas. O que faz sentido é esquecer que existem chaves e simplesmente abrir todas as portas.

Do futuro, sei apenas a incerteza. Do amanhã, só me cabe o amanhecer. Do hoje, tenho a boca cheirando à café. Do agora, os dedos dançando pelas trilhas das teclas. Mas do tempo, esse sim, sinto o caráter implacável, as garras da destruição de tudo, do esmorecer da pele, voando em meus cabelos e ressentindo mortal, sempre mortal, a coragem e a liberdade que me escorrem veia por veia nesse exato instante.

A saúde, o amor, o trabalho, o bem-estar de uma casa morna, a palidez de um copo d’água gelada: tudo flui em raios da nossa presença para transformar em chuva o que era estiagem. Apontados para o porvir, esses jatos de querer quem sabe possam ser comparados à supernovas, estrelas próximas da morte que espalham no espaço a matéria da qual somos compostos quando enfim explodem. Não há destruição: o que existe é superação de muros que em algum momento, completamente bobos, julgamos intransponíveis.

Mas qual foi o juízo que recebeu minha petição? Não será a própria petição um atestado de falta de juízo? E se o Cartório do Cosmo esqueceu o encaminhamento? As próximas etapas dirão, já que sei da inexistência de um processo esquematizado e fechado quando se trata do Universo. Pode até haver recurso, tribunal superior ou corte interestelar, mas desde que os motivos de pedir sejam condignos com os pedidos, certamente o sucesso estará estampado na próxima página.

Resta então prosseguir. Resta agradecer à pessoa importante (aquela do início do texto) e falar para ela o quanto ela é essencial para mim, despertando-me para o novo desde o primeiro momento em que toquei seu rosto e sua boca. Mais que isso, falar o quanto “justiça” e “injustiça” são conceitos tolos próximos da dignidade e dos sorrisos do porvir presentes nas Petições para o Universo.

Já fez a sua? Se não, só mais um recado: nessas instâncias cósmicas, provavelmente somos advogados, promotores, autores, réus e juízes ao mesmo tempo e no mesmo espaço. Não há indício de poder quando todo poder brota das nossas mãos, pensamentos e compassos do coração.

Afinal, todos sabem ou deveriam saber: somos aqueles que desejamos ser – e as Petições para o Universo, provas da força do nosso querer.

* Eduardo Matzembacher Frizzo é estudante, professor universitário, advogado e Mestre em Desenvolvimento pela UNIJUÍ

1 comentário
27 fev16:20

Santa Rosa representada no 1º Fórum Mundial das Bicicletas

Eliseu Holz, leitor-repórter

Entre aproximadamente 1.800 pessoas presentes no 1º Fórum Mundial das Bicicletas, em Porto Alegre,Santa Rosa esteve representada. Mesmo sem patrocínio, o grupo de ciclistas santa-rosenses partiu para a Usina do Gasômetro. A ideia do Fórum surgiu de um grupo de cidadãos e cidadãs de Porto Alegre que utiliza a bicicleta no dia-a-dia, como meio de transporte e comoveu e motivou aos demais adeptos do ciclismo em diferentes partes do mundo.

A data escolhida não é ocasional. No sábado, dia 25 de fevereiro, um ano se completou do atropelamento coletivo de ciclistas da Massa Crítica ocorrido na Rua José do Patrocínio. Mas, além de marcar esta data, o Fórum Mundial da Bicicleta pretendeu a busca de ideias e soluções para tornar as cidades mais sustentáveis.

Em meio a painéis, passeios, oficinas e shows, a bicicleta foi abordada em suas mais variadas dimensões e possibilidades: mobilidade urbana, educação para a paz no trânsito, democracia direta, sustentabilidade, cooperação, solidariedade, cycle chic,mecânica básica, a bicicleta na economia, esporte, cicloturismo e por aí vai.

Mas há algo igualmente relevante e transformador que marcou toda a organização deste encontro internacional: a horizontalidade e a ausência de “donos” do evento. Um evento desta importância só ocorre quando se legitima socialmente.

Neste caso, muito provavelmente a legitimação desta iniciativa é a perda de qualidade de vida nas cidades.

Definitivamente, todos os participantes pretenderam motivar a quem está no comando do Poder Público para não se manter na contramão da história e das soluções inteligentes para melhorar a vida das pessoas nas cidades e torná-las mais humanas.

Impressionante é a palavra correta que pode resumir o evento.

1 comentário
27 fev12:06

ZIUREKA: ‘Me bateu de cheio no zóio’

Edna Lautert*

Vivemos dias em que a língua portuguesa vem sendo sistematicamente assassinada. Mas, em um país onde para cada 100 mil pessoas, 28 são assassinadas, o extermínio da língua portuguesa não é o pior.

Em nossas andanças, nos deparamos com situações que, por vezes, nos parecem incríveis.

O que me faz lembrar de um fato pitoresco, acontecido poucos dias atrás: estava uns amigos e eu a conversar, discordávamos de alguns números no mapa para onde deveríamos seguir viagem, quando um sujeito aproximou-se de nossa roda de conversa. Ficou a observar o que acontecia e não acrescentava nada. Mal balbuciava algum gesto com a cabeça. Ríamos, debatíamos, e aquele sujeito não participava. Todos começaram a sentirem-se incomodados com a presença do indivíduo, que apesar de bem vestido, sequer esboçava um sorriso.

Alguém, mais atrevido, do grupo, resolveu indagar: como está índio véio, o senhor não diz nada?

A que ele prontamente respondeu: – ‘pois óia, me bateu de cheio no zóio, mas eu tava esperanu que um doceis pudesse contá’.

*Edna Lautert – jornalista, membro da Associação Brasileira dos Jornalistas – membro da Academia Santo-angelense de Letras e colunista do clicRBS.

3 comentários
26 fev19:58

Parte da carga de caminhão carregado com frutas tomba no centro de Santa Rosa

Andréia Munoz Bortoli, leitora-repórter

Uma cena inusitada chamou a atenção de moradores na manhã deste domingo, em Santa Rosa. Parte da carga de um caminhão carregado de frutas tombou em frente ao prédio da ACISAP.

Com o acidente e a perda de diversas frutas, fica o alerta a pedestres e condutores de veículos da necessidade de cuidado ao circular perto de caminhões com cargas mal acondicionadas.

Comente aqui
26 fev19:23

Poodle supera diferenças e adota cinco gatinhos em Tucunduva

Foto: Jociane Mazzarro, divulgação

Jociane Mazzarro, leitora-repórter

Em Tucunduva, a cachorrinha Lécka de nove anos demonstra que sua generosidade supera diferenças e  ultrapassa fronteiras de espécies. Ela comprova que a relação entre cão e o gato pode sim ser pacífica e, para além disso, maternal.

Hoje, a poodle da família de Nelci Mazzarro faz o papel de ‘mãe’ de cinco gatinhos.

A relação começou quando a gata de uma amiga morreu envenenada, deixando os cinco filhotinhos com uma semana de vida. Então disse à ela para levar os gatinhos até a minha casa para ver se a “Lécka” adotaria eles.

A ideia surgiu pois anos antes, ela já havia adotado um gatinho, o Mimi, que apareceu em casa. Na época, ela chegou a produzir leite e acolher o bichinho.

Apesar dela ter adotado esse gatinho, eu achei que ela poderia rejeitar os cinco gatinhos, pois “Lécka” tinha filhotes com um mês de vida, mas tentamos mesmo assim.

No entanto, mais uma vez a cachorra mostrou sua generosidade e garantiu o alimento, carinho e sobrevivência dos pequenos felinos. Com sua benevolência, Lécka dá exemplo, até mesmo, a muitos humanos.

Comente aqui
24 fev12:36

O retorno do Barbarella à Santa Rosa

Foto: Matheus Acosta, divulgação

Matheus Acosta, leitor-repórter

Entre apresentações de professores e membros da direção no início do ano letivo da Fundação Educacional Machado de Assis (Fema), em Santa Rosa, a banda Barbarella fez os alunos e professores dançarem e cantarem ao som de muitos clássicos, rock, flash back, sertanejo, bailão, vanerão e músicas atuais.

Fazendo uma mesclade ritmos musicais, tocando clássicos e músicas atuais, a banda que completa 40 anos, empolgou o público. Sem dúvida eles inovaram e fizeram algo que poucas bandas fizeram até hoje. Trazer a “verdadeira música” que marcaram os anos 80 e os hits populares atuais em uma só mistura musical para fazer o povo dançar e cantar; é a missão da banda.

Trazendo algo que eu chamo de “Flash Back Bailão” ou “Flash Back de Baile”, pois esta é em minha opinião, a definição conjunta perfeita para definir o estilo da banda.

Já dizia o ditado popular, “não julguem o livro pela capa”, e desta forma eu digo, não julguem esta banda pelo nome, ou por ser desconhecida pelos jovens de hoje, acostumados com as músicas midiáticas e comerciais.

A banda Barbarella tem uma “marca” própria, algo que lhe dá uma identidade lhe diferenciando de outras bandas, faz algo em seus shows que não vemos outros grupos o fazerem.

Quando anunciaram a banda, lembrei já de cara, o mesmo método que eles usaram no Centro Cívico, que alias é uma de muitas das marcas da banda. Eles abrem o espetáculo com um dos maiores sucessos da banda “Só uma canção”.

“…Eu quero uma canção

Que libere as emoções

Pra cantar, pra dançar, pra sonhar”

E de repente, sai um agudo, que é marca do Nando, vocalista do Barbarella, em “pra sonhar”, que sai um eco, que é muito genial.

Logo em seguida, já começam a festa com o clássico do Queen, I Want To Break Free, seguindo a mesma linha da idéia de “Só uma canção” eles trazem a mensagem da liberdade e do amor. Enfim , um repertório empolgante e que perpassa gerações.

Outras fotos e a repercussão do show podem ser conferidas no blog www.santarosashows.blogspot.com

1 comentário
22 fev12:08

Caminhão de lixo fica preso em vala na vila Flores

Foto: Diego Rodrigues, divulgação

Diego Rodrigues, leitor-repórter

O itinerário de um caminhão de lixo foi interrompido na última segunda-feira, após a roda ficar presa em um buraco na vila Flores, em Santa Rosa. No local, onde estão sendo realizadas obras de troca de tubulação de água, a terra provavelmente cedeu com o peso do veículo.

Outro caminhão foi necessário para desatolar o veículo que ficou preso.

1 comentário
22 fev10:39

Fé e debate sobre a agricultura familiar levaram milhares de fiéis à Romaria da Terra

Foto: Arquivo da CPT e Diocese de Santo Ângelo, divulgação

Milton Gerhardt, leitor-repórter

Nem mesmo o calor intenso desanimou aproximadamente 15 mil romeiros que optaram pela reflexão na terça-feira de carnaval. Com o tema “Agricultura familiar camponesa: vida com saúde”, a 35ª Romaria da Terra reuniu fiéis de todo o Estado em Bom Princípio Baixo, interior de Santo Cristo.

A Romaria foi preparada e organizada pela Comissão Pastoral da Terra em conjunto com a Diocese de Santo Ângelo, que celebra seu Jubileu de Ouro de história. Evento já tradicional do calendário religioso do Rio Grande do Sul, buscou incentivar a agricultura sem uso de agrotóxicos e o associativismo para a produção de alimentos saudáveis.

Foto: Arquivo da CPT e Diocese de Santo Ângelo, divulgação

A presença de nove bispos, dezenas de padres e demais religiosos, políticos e lideranças atesta a certeza e a justeza da realização das Romarias da Terra. Entre as presenças ilustres, o governador do Estado Tarso Genro, que também esteve no cemitério da linha Salto, onde prestou uma homenagem às mais de 20 vítimas do acidente entre um ônibus e uma carreta no oeste catarinense, no carnaval do ano passado.

A comunidade de Bom Princípio Baixo foi escolhida para sediar essa Romaria, porque ali existem expressivas experiências de práticas da agricultura familiar. Iniciativas de associativismo e cooperativismo e formas marcantes de organização comunitária são também características significativas da maioria das comunidades do município de Santo Cristo, conhecido como terra do homem da terra.

O pregador dessa Romaria da Terra foi o bispo D. Guilherme Werlang, da Comissão de Justiça e Paz da CNBB. Em sua fala foi firme ao condenar o latifúndio que expulsa o homem que tira seu sustento do campo e o uso massivo de agrotóxico que gera os males que a sociedade enfrenta.

A 35ª Romaria da Terra também questionou os projetos de construção das grandes barragens, alertou para a insuficiência das políticas públicas de sustentação do trabalho na agricultura familiar e apontou caminhos alternativos para a permanência e sustentação dos jovens no campo.

Foto: Arquivo da CPT e Diocese de Santo Ângelo, divulgação

Foto: Arquivo da CPT e Diocese de Santo Ângelo, divulgação

Foto: Arquivo da CPT e Diocese de Santo Ângelo, divulgação

1 comentário
17 fev13:57

Leitora-repórter registra fenômeno ótico com dois “sóis” no céu

Foto: Noemi Jurinic, divulgação

A música “Segundo Sol”, célebre na voz de Cássia Eller, parece ter tomado sua forma literal no céu de Santa Rosa. Há algumas semanas, a leitora-repórter Noemi Jurinic, moradora da cidade, registrou o fenômeno ótico, que aparenta que no céu há dois “sóis”.

As curiosas imagens impressionam pela sua beleza e capacidade de instigar a imaginação.

Noemi Jurinic, divulgação

Comente aqui
15 fev17:23

Município do noroeste impressiona por sua conservação e limpeza

Cristiane Vianna, leitora-repórter

Quem disse que não temos exemplos de preservação do patrimônio público e limpeza em nossa região? Basta caminhar pelas ruas de São José do Inhacorá para perceber que a conservação do espaço público é exemplar na cidade de aproximadamente 2.200 habitantes.

O município possibilita aos seus moradores e visitantes espaços turísticos como o Parque São Francisco de Assis, o Calvário, pelatradição da encenação de Páscoa e Natal, com uma quantidade expressiva de visitantes que se encantam com as atrações. A cidade conta ainda, com uma praça, muito visitada, e é um espaço de grande valor à comunidade inhacorense, que proporciona lazer e entretenimento. Todos podem usufruir de um espaço de qualidade e conservado.

O resultado de campanhas com a finalidade de preservação e conscientização do cuidado pode ser observado na praça, que proporciona uma impressão agradável e encanta a todos que visitam o local.

A praça veio ao encontro da população que manifestava a ausência de um local para encontros de famílias e de lazer e, hoje, utiliza esse espaço com muita alegria.

>> Você conhece São José do Inhacorá? Envia fotos e relatos para a gente, pelo e-mail participe@clicrbsnoroestemissoes.com.br

Comente aqui