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14 mai17:54

Estiagens contínuas em lavouras do Rio Grande do Sul preocupam pesquisadores

Os reflexos de secas e estiagens nas lavouras do Rio Grande do Sul desde o início do século preocupam os pesquisadores. Eles constataram que o rendimento do milho, por exemplo, é menor e mais instável no Rio Grande do Sul do que em outros Estados produtores, como Paraná e Goiás. Em 2012, a seca deixou 337 municípios do Estado em situação de emergência.

Rendimento do milho é menor e mais instável no Rio Grande do Sul do que em outros Estados, como Paraná e Goiás. foto: Roberto Witter, Agência RBS.

No município de Venâncio Aires, na região central do Estado, a falta de chuvas fez a prefeitura do município estender o trabalho de retirada de pedras do rio Taquari. Normalmente, o serviço é feito apenas nos meses de janeiro e fevereiro. Desde o início de 2012 já saíram do rio que corta a cidade mais de oito mil toneladas de cascalho.

— As últimas cheias trouxeram bastante cascalho, a recarga do Taquari é muito grande. Nós estamos tendo problema não só o nível baixo dos rios, mas o pior de tudo é o nível do lençol freático — explica Fernando Heissler, secretário da Agricultura de Venâncio Aires.

Segundo o agrometeorologista Homero Bergamaschi, todas as culturas de sequeiro se transformaram em plantações de alto risco na região. É preciso buscar maneiras de diminuir os prejuízos para conviver, principalmente com as estiagens curtas, que são as mais frequentes.

— Práticas de manejo conseguem reduzir significativamente o impacto destas estiagens curtas. Agora, nas estiagens longas, elas não são suficientes. Não é com plantio direto, somente, não é com diversificação de culturas somente. Tem que entrar práticas tipo irrigação que vai ter que crescer cada vez mais, enfim, prática de investimento mais pesado, tecnologia mais avançada — afirma.

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27 mar11:34

Apesar da perspectiva de chuva, agricultores temem mais perdas com a chegada do frio

Marielise Ferreira/marielise.ferreira@zerohora.com.br

A chuva não adianta mais para recuperar a safra frustrada e as perdas bilionárias na economia gaúcha. Mas a perspectiva de precipitações regulares e bem distribuídas até a primavera anima o campo — e exige cautela. Especialistas alertam que a redenção para os problemas no verão não deve ocorrer completamente no inverno.

— Não se pode querer compensar tudo no ciclo de inverno. É preciso manter o planejamento de rotatividade e prazos para plantio — observa Alencar Rugeri, engenheiro agrônomo da Emater.

A corrida por informações sobre novas culturas já foi deflagrada. A linhaça e a canola surgem como alternativas ao trigo em algumas

Foto: Roberto Witter/ Efeitos da seca ainda são percebidos no noroeste

regiões. Entre os agricultores do Noroeste, uma das regiões mais castigadas pela seca, a maior preocupação é com a cobertura de solo, o que indica um aumento no cultivo de aveia.

Antes da chuva, porém, a preocupação é que o frio provoque outro revés na safra de verão. Segundo a Emater, as baixas temperaturas previstas para os próximos dias podem prejudicar as lavouras remanescentes de milho e soja. Rugeri destaca que a variação extrema de temperatura é um risco para a planta.

O consultor Jorge Vargas observa que o objetivo deve ser reter o máximo de água no solo para tentar evitar perdas maiores na safra de verão. Se depender do clima, há esperança de sobra. Além da chuva mais frequente a partir de abril, a previsão é de volumes considerados bons até mesmo na primavera, quando começa a safra de verão.

— Tudo dependerá de como o solo vai absorver a água, mas se a primavera for mesmo chuvosa, há boas perspectivas de safras melhores — salienta Julio Renato Marques, professor da Faculdade de Meteorologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

>> Clique aqui para ler a matéria na íntegra em zerohora.com

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03 mar15:27

Sementes de milho são distribuídas para agricultores atingidos pela seca em Giruá

Cerca de 300 famílias de Giruá foram beneficiadas com equipamentos, alimentos e recursos financeiros para minimizar os impactos da seca. Após assinar o decreto de emergência, a prefeitura lançou um plano estratégico de reação imediata aos efeitos da estiagem que secou açudes e ocasionou perdas nas lavouras.

Nesta semana, outra medida foi lançada para minimizar os efeitos da seca: o Programa de Apoio ao produtor Rural, um Plano estratégico de reação imediata aos efeito da estiagem.

O Programa destinará mais de R$ 500 mil em benefícios, para as centenas de famílias que realizaram as inscrições e para os beneficiados do Programa Água para Todos. Na última quarta-feira, 29 de fevereiro, ocorreu a entrega de sementes para a formação de novas lavouras de milho para 80 famílias beneficiadas, residentes em aproximadamente 30 localidades do município.

As próximas etapas do Programa englobarão a conclusão de redes de água, entrega de ensiladeiras, roçadeiras, reboques, distribuidores de uréia, entrega de sementes forrageiras e entrega de ração animal. O Programa beneficiará 100% das famílias que realizaram as inscrições. Até o momento, foram realizadas entregas de equipamentos agrícolas para oito grupos de produtores rurais, construídos cerca de 50 bebedouros para animais, efetuado repasse financeiro e de alimentos para 100 famílias, além da ampliação e construção de mais de 5 mil metros de redes de água.

>> Com informações da Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Giruá

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16 fev15:57

Na contramão da seca, Doutor Maurício Cardoso registra safra de milho acima da média

Enquanto o noroeste sofre com 47% de perdas na safra de milho e 53,2% nas lavouras de soja, um município comprova que alternativas diferenciadas – e simples – podem levar a um resultado satisfatório, mesmo em épocas de seca. Apesar da escassez de chuva no último trimestre, agricultores de Doutor Maurício Cardoso comemoram a colheita de milho, que chegou à média de 125 sacas/ha.

O número é  superior, até mesmo, que a média das safras dos últimos cinco anos, que foi de 83,93 sacas/ha no município. O plantio antecipado do milho é o maior motivo para o alto índice, de acordo com o chefe do Escritório Municipal da Emater, Alcides Arend.

_Em torno de 80% dos produtores realizaram o plantio entre 20 de julho e 15 de agosto, assim que abriu a janela do plantio. Quando a seca atingiu a região, a cultura já estava em fase avançada de formação de grãos e a falta de chuvas não interferiu significativamente nos números_ explica Arend.

Foto: Alcides Arend, divulgação// Os irmãos Vilseu e Vilson Gazzola na lavoura de soja safrinha após colheita de 164 sacas de milho por ha

Além de cultivar no início da fase do plantio, os agricultores de Doutor Maurício Cardoso mantém outras práticas importantes para o sucesso da safra.

_Desde a década de 90 incentivamos os produtores à conservação do solo e rotação de culturas que contribuem para um bom resultado, além da aplicação de tecnologia de ponta_afirma o chefe do escritório municipal da Emater.

A 47 km de Doutor Maurício Cardoso, o município de Santa Rosa contabilizou média de 71 sacas/ha nesta safra, a segunda melhor da região. Entretanto, a situação é crítica nos demais municípios da região, especialmente em Porto Xavier e Ubiretama. O primeiro, onde o plantio ocorreu em agosto, registrou uma média de 23,4 sacas/ha e em, Ubiretama, de 25,83 sacas/ha, nos últimos cinco anos.

De acordo com engenheiro agrônomo do escritório municipal da Emater de Porto Xavier, Leandro Seger, choveu 105mm durante todo o mês de novembro e 94mm em dezembro no município. No entanto, essas precipitações foram rápidas e isoladas.

_A quantidade de chuva foi menor do que o esperado e as altas temperaturas impediram o efeito desejado. As precipitações, em sua maioria, ocorreram em forma de pancadas e foram bastante esparsas, justamente em um período considerado crítico, que é o de enchimento de grãos_ explica Seger.

A preocupação agora é com a safra de soja, cuja colheita começa nos próximos meses. As perdas na área plantada já chegam a 53,2% na região.

Dados atualizados da safra de milho e soja nos municípios de abrangência da Emater/RS- Ascar Regional de Santa Rosa

Milho

Perdas – 47%

Área da região: 161.310 hectares.

Área plantada: 92%

Expectativa inicial de colheita – 4.310kg/ha, ou seja, 71,83 sacas/ha

Expectativa atual (com estiagem) – 2.537kg/ha – 42,28 sacas/ha

Soja

Perdas – 53,2%

Área da região: 653.570 hectares.

Área plantada: 100%

Expectativa inicial de colheita – 2393kg/ha, ou seja, 39,88 sacas/ha

Expectativa atual (com estiagem) – 1172kg/ha, ou seja, 19,53 sacas/ha

Perda: 53,2%

Médias históricas dos últimos cinco anos na região

Milho – 145.888 kg/ha em toda a região

Média – 1.963 kg/ha na região (kg/ha por município)

Média – 32,72 sacas/ha

Soja - 145.888 kg/ha em toda a região

Média – 3.241 kg/ha (por município – são 45 municípios)

Média – 54,03 sacas/ha

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26 jan09:33

Especialistas demonstram esperança na safra de soja

Marielise Ferreira/marielise.ferreira@zerohora.com.br

Aguardada com expectativa, a chuva dos últimos dias foi insuficiente para reduzir prejuízos nas lavouras de verão, como as de milho e de feijão, embora tenha amenizado perdas na soja.

Zero Hora ouviu especialistas de algumas das principais entidades vinculadas ao campo para saber de que forma a perspectiva de chuva abaixo da média nos próximos meses afetará agricultores que sofrem com a seca. A avaliação do grupo não é animadora.

Quem perdeu com as lavouras de milho e feijão acumula um prejuízo que não pode mais ser reparado. Tentativas de replantio das culturas estão sendo feitas por produtores em todo o Estado, mas a expectativa de minimizar as perdas pode ser novamente frustrada pela falta de chuva.

— Já na soja, houve recuperação significativa nas lavouras e, à medida que voltar a chover, a lavoura mais tardia vai continuar desenvolvendo — avalia Iberê de Mesquita Orsi, coordenador da Área de Agricultura da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs).

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18 jan13:38

Apesar da seca, produtor que antecipou plantio de milho pode ter bons resultados

Por Vanderlei Holz Lermen, agricultor no município de Boa Vista do Buricá

Estamos vivendo uma época difícil na agricultura. Já são quase dois meses sem chuva expressiva na região. Muitos municípios decretaram situação de emergência, e as perdas nas lavouras chegam a 80%, principalmente na cultura do milho.

O que eu, como jovem agricultor, tenho visto, são lavouras de milho secas, ou que ainda não chegaram na floração, e agora podem ser consideradas como perda total. Mas vejo também propriedades com milho seco, mas com espigas formadas e normais.

Então, me pergunto: os prejuízos da estiagem seriam culpa total do tempo ou a falta de planejamento das lavouras também influenciaria?

Como ando muito pelo interior do município de Boa Vista do Buricá e municípios vizinhos, vejo as diferenças contrastantes.

Onde a plantação foi feita cedo, a lavoura está com boa produção. A maioria dos produtores plantou mais tarde, devido à pastagem de inverno, e agora sofre com as perdas.

Mas, será que vale a pena esperar a pastagem de inverno terminar para plantar o milho, ou seria melhor tratar o gado algumas semanas a mais com silagem e fazer o plantio antes?

Na minha opinião, e constatação, vale a pena. E muito. Alguns dias podem fazer a diferença, entre uma boa produtividade e uma menor produtividade. Conversei com dois profissionais no assunto: o engenheiro agrônomo Adolar Ten Kathen e o técnico da Cotrimaio José Fantinel.

Kathen  afirma que as lavouras que foram plantadas no mês de agosto e até os primeiros dias de setembro têm apresentado  perdas de 50% a 60%. As demais, têm tido perdas de até 95% ou mesmo consideradas perda total. Os produtores que fizeram o plantio do milho mais cedo tiveram melhores resultados, segundo ele.

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06 jan12:28

Aumenta o número de municípios em situação de emergência no Noroeste

Juliana Gomes, Zero Hora

Foto: Gilberto Luís Junges, divulgação


Em Alegria, foi decretada situação de emergência ontem, depois do diagnóstico de 30% de perdas na produção de soja, 40% na produção de leite e 30% na de milho.

Problemas de abastecimento estão sendo enfrentados pelas comunidades da zona urbana e do interior. Na cidade, a água está sendo racionada diariamente das 14h às 17h e das 23h às 4h. Na zona rural, caminhões-pipa levam água para população e os animais.

Em Santo Cristo, o decreto foi assinado hoje, devido a perdas de 40% na produção de milho, 30% na de leite e 10% na de suínos. No distrito de Vila Sírio, caminhões transportam água para o consumo de animais e até das pessoas.

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29 dez13:05

Emater estima perda de até 40% nas culturas de verão

A situação das lavouras no Rio Grande do Sul, em função da estiagem, motivou uma reunião coordenada pela Delegacia Regional do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

O meteorologista do Cemetrs da Fepagro, Flávio Varone, apresentou as médias de ocorrência de precipitações nos últimos períodos e a projeção para os próximos três meses, que é de chuvas abaixo da média. Já o gerente técnico estadual da Emater/RS-Ascar, Dulphe Pinheiro Machado Neto, apresentou as estimativas de perda nas lavouras da safra de Verão, provocadas pela estiagem.

Ao final do encontro, ficou definida uma nova reunião para a próxima semana, com representantes de entidades e instituições envolvidas, uma vez que o prejuízo pode chegar a 40%.

Número exato do prejuízo será conhecido em janeiro


Segundo levantamento realizado pela Emater/Ascar no início do mês de dezembro, as culturas do milho e do feijão são as mais afetadas, podendo registrar perdas de até 40% das lavouras, em relação às expectativas iniciais. A soja ainda está sem confirmação de perdas e, no caso do arroz, deve haver redução da área cultivada nesta safra.

No Estado, entre 40% e 50% das lavouras de milho e do feijão estão nas fases de floração e enchimento de grãos, consideradas críticas quanto à presença de umidade no solo, fator indispensável para se garantir uma boa produtividade. Essa situação trará reflexos na produção total desta safra, uma vez que os danos em termos de diminuição do potencial produtivo podem ser considerados irreversíveis em 50% da área projetada.

As lavouras que se encontram em desenvolvimento vegetativo, cerca de 34% do total cultivado, também apresentam problemas na sua evolução, como murchamento das folhas basilares e crescimento deficiente.

Os prejuízos só serão conhecidos a partir do início de janeiro, quando os dados da segunda quinzena deste mês serão tabulados no Sistema de Monitoramento das Condições das Culturas. Até lá, o presidente da Emater/RS, durante assinatura de convênios entre SDR e prefeituras, ocorrida na manhã desta quarta-feira (28/12), solicitou aos prefeitos e secretários municipais de Agricultura que encaminhem informações sobre limites de abastecimento humano e animal de cada município, para que se possa ter a dimensão mais concreta do problema.

Informações: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

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28 dez14:02

Estiagem deve provocar perda de cerca de R$ 2,5 bilhões na economia gaúcha

Cerca de R$ 2,5 bilhões devem deixar de circular na economia gaúcha em 2012 em razão da estiagem prolongada. Estimado pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (Fecoagro) com base nas perdas das lavouras de milho, o prejuízo tende a provocar reação em série que afetará indústria, comércio e municípios.

— O impacto será forte se a quebra se confirmar, mas é preciso esperar até janeiro. Então, pode melhorar ou piorar — observa Tarcísio Minetto, economista da Fecoagro.

No noroeste gaúcho, em torno de 30% das lavouras foram perdidas. Mesmo se chover nos próximos dias, não há mais possibilidade de reverter o saldo.

_A expectativa inicial da produtividade era colher 4.351 Kg por hectare. Agora essa expectativa baixou para 3.482 Kg_ afirmou o engenheiro agrônomo e assistente técnico regional (ATR), Aldo Schmidt.

A colheita, prevista para iniciar em janeiro, já está sendo realizada em alguns municípios, como Maurício Cardoso, que já tem colhido 3% da área cultivada.

>> Clique aqui para conferir a situação em outras regiões do Estado, em reportagem de Zero Hora

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23 dez15:17

Emater estima perdas de 23% nas lavouras de milho na região de Santa Rosa

Com a escassez de chuvas, os agricultores do noroeste gaúcho já contabilizam prejuízos nas lavouras de milho. Celso Weimer, de Três de Maio, é um dos poucos produtores rurais da região de Santa Rosa que está com a safra de milho garantida, devido ao sistema de irrigação implantado na lavoura.

_Desde que construí o açude de meio hectare de lâmina de água, não dependo mais de chuva para garantir a produtividade de 190 sacos por hectare. Há três anos não sei mais o que é ter perdas na lavoura_ comemorou.

Enquanto isso, a grande maioria das lavouras acumulam perdas que, em alguns casos, já chegam a 60% diante da estiagem que assola o Estado.

De acordo com os dados do Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (22/12), 73% do milho (158.510 hectares) já está plantado nos 45 municípios de abrangência do escritório regional da Emater em Santa Rosa. A estimativa das perdas, devido à seca, é de 23%.

_A expectativa inicial da produtividade era colher 4.351 Kg por hectare. Agora essa expectativa baixou para 3.482 Kg_ afirmou o engenheiro agrônomo e assistente técnico regional (ATR), Aldo Schmidt.

A colheita, prevista para iniciar em janeiro, já está sendo realizada em alguns municípios, como Maurício Cardoso, que já tem colhido 3% da área cultivada.

Informações: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar Regional de Santa Rosa

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