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Santa Rosa

12 jun16:15

Cotrirosa inicia roteiro de palestras sobre a cultura do trigo

Inicia nesta terça-feira a partir das 19h30min, na Associação dos Funcionários da Cotrirosa – Afuco, em Santa Rosa, o roteiro das palestras sobre a cultura do trigo.

De acordo com o agrônomo Jairton Dezordi, o objetivo dos encontros é para transferir aos agricultores dos municípios de atuação da Cotrirosa, as novidades tecnológicas para a cultura do trigo bem como fazer uma revisão da tecnologia já aplicada na região e mostrar aos produtores a importância de utilizá-la de maneira correta para obter bons índices de produtividade com a cultura.

As reuniões, coordenadas pela área técnica, iniciam sempre às 19h30min. Confira o roteiro:

12/06, na Afuco – Santa Rosa e na Unidade da Cotrirosa, em Tucunduva;

13/06, no clube da linha Natal – Cândido Godoi, no clube da linha 1º de Março – Campina das Missões e na Acisa de Santo Cristo;

14/06, no salão da Igreja Evangélica de Confissão Luterana do Brasil – Linha 23 de Julho – Ubiretama e no clube de São Marcos – Tuparendi.

19/06, no clube de Senador Salgado Filho.

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12 jun12:12

Confira as oportunidades de trabalho na Efikácia Soluções Empresariais para Santa Rosa e região

- Gerente de Meio Ambiente e Responsabilidade Social;

- Projetista;

- Vendedor Balconista;

- Vendedor Externo, disponibilidade para vigens na região;

- Coordenador de PCP para Metalurgica;

- Instrutor Prático de Trânsito;

- Operador para Máquina Laser;

- Operador para serra;

- Operador de centro usinagem;

- Auxiliar para jateamento;

- Auxiliar para pintura;

- Auxiliar para Indústria;

- Soldador;

- Pintor

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05 jun11:25

Mesmo com estiagem, RS tem 12,3% da produção agrícola do Brasil, diz IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na manhã desta segunda-feira os resultados da safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas. Os dados indicam produção da ordem de 160,3 milhões de toneladas, superior em 0,1% à obtida em 2011 (160,1 milhões de toneladas) e 0,6% maior do que a estimativa de abril. É o que indica a quinta estimativa do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) em 2011.

A área a ser colhida em 2012, de 49,9 milhões de hectares, apresenta acréscimo de 2,5% frente à área colhida em 2011 e 0,7% menor frente ao mês anterior.

As três principais culturas (arroz, milho e soja), que somadas representam 91,0% da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas respondem por 84,6% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, o arroz apresenta uma redução na área de 11,9%, o milho, acréscimo de 12,4% e a soja, acréscimo de 3,3%. Em relação à produção, o arroz mostra redução de 13,5%, o milho, aumento de 21,7% e a soja, redução de 12,4%.

Comparativamente à safra passada, são constatados incrementos nas Regiões Norte de 4,6%, Sudeste de 8,2% e Centro-Oeste de 17,8% e decréscimos nas Regiões Sul de 16,0% e Nordeste de 3,5%. O Mato Grosso lidera como maior produtor nacional de grãos, com uma participação de 23,6%, seguido pelo Paraná, com 19,5% e Rio Grande do Sul, com 12,3%, estados estes que somados representam 55,4% do total nacional.

Estimativa de maio em relação à produção obtida em 2011

Entre os 26 produtos selecionados, 13 apresentam variação positiva na estimativa de produção em relação ao ano anterior: algodão herbáceo em caroço (4,6%), aveia em grão (10,7%), batata-inglesa 3ª safra (3,9%), café em grão – arábica (16,3%), café em grão – canephora (6,1%), cana-de-açúcar (4,2%), cebola (1,5%), cevada em grão (11,2%), feijão em grão 2ª safra (26,1%), laranja (0,1%),mandioca (1,2%), milho em grão 2ª safra (55,7%) e triticale em grão (5,6%).

Com variação negativa são 13 produtos: amendoim em casca 1ª safra (4,6%), amendoim em casca 2ª safra (6,0%), arroz em casca (13,5%), batata-inglesa 1ª safra (5,9%), batata-inglesa 2ª safra (3,2%), cacau em amêndoa (2,2%), feijão em grão 1ª safra (31,9%), feijão em grão 3ª safra (5,4%), mamona em baga (57,9%), milho em grão 1ª safra (0,2%), soja em grão (12,4%), sorgo em grão (7,2%) e trigo em grão (10,9%).

Os próximos levantamentos da produção agrícola trarão informações sobre as culturas permanentes e darão continuidade ao acompanhamento da colheita da safra de verão, ao desenvolvimento das 2ª e 3ª safras de alguns produtos, além das culturas anuais de inverno que, por força do calendário agrícola, têm parte de suas estimativas baseadas em projeções.

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04 jun11:57

Medicamentos para asma começam a ser distribuídos pelo SUS

Foto: Porthus Júnior, Agência RBS

Drogarias credenciadas no programa Aqui Tem Farmácia Popular começam a distribuir gratuitamente remédios contra a asma a partir desta segunda-feira. De acordo com o Ministério da Saúde, os três medicamentos — brometo de ipratrópio, diproprionato de beclometasona e sulfato de salbutamol — estarão disponíveis em mais de 20 mil estabelecimentos em todo o país. Para retirar os remédios, é preciso apresentar um documento com foto, o CPF e a receita médica dentro do prazo de validade.

A decisão de disponibilizar gratuitamente os medicamentos tem o objetivo de atender, prioritariamente, crianças com até seis anos, já que a asma está entre as principais causas de internação nessa faixa etária. Em 2011, do total de 177,8 mil internações no Sistema Único de Saúde (SUS) em decorrência da doença, 77,1 mil foram crianças com essa idade. Além disso, cerca de 2,5 mil pessoas morrem por ano por causa da asma.

Ainda segundo o ministério, a incorporação dos medicamentos deverá ampliar o orçamento atual do Programa Saúde Não Tem Preço em R$ 30 milhões ao ano. Atualmente, o Farmácia Popular atende a 200 mil pessoas que buscam remédios para a asma, mas a previsão é que a gratuidade beneficie até 800 mil pacientes por ano.

Agência Brasil

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03 jun13:12

Visão otimista torna a vida mais rica

Jane E. Brody/ The New York Times/ Zero Hora

Foto: Adriana Franciosi/ Agência RBS

A definição de um otimista: quem, feito eu, planeja fazer mais do que o tempo permite. Alguém que, como eu, não tendo alcançado o impossível, tem certeza de que tudo vai acabar dando certo.

Uma definição mais clássica da Clínica Mayo: “Otimismo é a crença segundo a qual boas coisas lhe acontecerão e que os eventos negativos são reveses temporários a serem vencidos”.

De acordo com um estudo, os adultos tidos como pessimistas, segundo testes psicológicos, tinham uma taxa de óbito mais elevada durante um período de 30 anos do que quem se mostrava otimista. Sem dúvida, os otimistas eram mais saudáveis porque estavam mais inclinados a se cuidarem bem.

Ao contrário do Cândido de Voltaire, ainda não perdi meu otimismo, embora claramente existam forças neste país e no mundo que poderiam subjugar até o mais ardente dos otimistas.

Sou uma realista, afinal, e me lamento pelas coisas em relação às quais pouco ou nada posso fazer diretamente: injustiça econômica, guerras e o fracasso repetido em aprender com a História, nossa sociedade louca por armas, a dependência excessiva de testes para estimular a conquista acadêmica e a tentativa de tirar das mulheres seus direitos reprodutivos.

Contudo, descobri que a vida é muito mais agradável quando se busca o lado positivo, vendo o copo meio cheio e presumindo que a razão terminará por vencer.

Para ler a matéria na íntegra em zerohora.com clique aqui

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03 jun13:02

Domingo será de chuva em grande parte do Estado

A chuva deve vir acompanhada de trovoadas, rajadas de vento e há risco de granizo em áreas isoladas do Norte, segundo alerta do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet).

A frente fria, responsável pela instabilidade, provoca chuva do Noroeste ao Litoral e também no extremo Sul, onde chove fraco. Em Porto Alegre e Região Metropolitana, também chove fraco.

A temperatura mínima no Estado deve ficar em torno dos 5ºC, no Sul, e a máxima não deve passar dos 20ºC à tarde, no Oeste. As únicas áreas que devem ficar ensolaradas durante o domingo ficam próximas da fronteira com o Uruguai. Ao longo do dia, a temperatura entra em acentuado declínio.

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30 mai14:25

Caminhão carregado com soja tomba em Santa Rosa

Roberto Witter / roberto.witter@zerohora.com.br

Um caminhão carregado com soja tombou na manhã desta quarta-feira, em um dos trevos de acesso a Santa Rosa, no noroeste do Estado. O acidente aconteceu por volta das 9h30min, na rodovia Santa Rosa – Três de Maio (ERS-472).

O condutor da carreta perdeu o controle do veículo em uma curva, quando trafegava em direção a Três de Maio. Ninguém ficou ferido e o trânsito não chegou a ficar interrompido, já que a maior parte da soja transportada caiu sobre o trevo. Chovia no momento do acidente.

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30 mai13:27

Chuva ainda não ameniza a seca na região

No noroeste do Estado, região mais atingida pela seca, o índice de chuva foi baixo para atingir a expectativa dos agricultores. O plantio do trigo está atrasado em função da falta de umidade. Em Cruz Alta, um dos municípios que mais produz o grão, a precipitação durante a madrugada ficou em torno dos 7 mm.

- No ano passado, nesta mesma época, entre 10% e 15% do trigo da região já estava na terra. Este ano, não temos números oficiais ainda, mas a estimativa que temos é de que o índice, no máximo chegue a 2%. O solo está muito seco para o cultivo e esta chuva não é suficiente – explica Ênio Coelho, técnico agrícola da Emater.

A chuva forte das últimas horas foi uma boa notícia para produtores dos vales do Rio Pardo e Taquari e centro do Estado. A umidade maior do solo deve possibilitar, principalmente, a recuperação de pastagens para o gado. No entanto, o problema da falta de chuva para o cultivo do trigo, que se concentra na região Noroeste, persiste.

Na região de Lajeado, a boa quantidade de chuva trouxe benefícios, principalmente, para as pastagens do gado de leite. Além disso, o cultivo de hortaliças e de árvores frutíferas também foi beneficiado.

- A única ressalva que se faz é devido à distribuição irregular. Temos municípios da região onde foi registrada precipitação de 70 mm. Em outros, 25 mm. Mas de maneira geral foi uma chuva muito boa para as culturas – afirma Martin Wanderer, engenheiro agrônomo da Emater regional de Lajeado.

Na região de Santa Maria, o índice de precipitação beirou os 100 mm, trazendo benefícios para as pastagens do gado de corte. Nas lavouras, ajuda no desenvolvimento das plantas de cobertura de solo, como aveia, ervilhaca e nabo forrageiro.

- Fora o benefício das pastagens e lavouras, a chuva serviu para recuperar o nível de açudes e de algumas vertentes de água usadas no consumo dos animais – aponta o assistente técnico de solos e cultura da Emater regional de Santa Maria, Luiz Antônio Barcellos.

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21 mai10:39

Em entrevista à TV, Xuxa conta que sofreu abusos sexuais na infância

Uma Xuxa Meneghel visivelmente emocionada e fazendo confissões a respeito de antigos episódios de sua vida. No domingo à noite, o programa Fantástico exibiu uma entrevista em que a apresentadora gaúcha fez grandes declarações, como o fato de ter sido abusada na infância (leia abaixo).

A entrevista foi ao ar no quadro O que Vi da Vida, Xuxa, do Fantástico, exibido pela RBS TV. A Rainha dos Baixinhos falou por cerca de 20 minutos. Ela começou lembrando da origem em Santa Rosa e da família, ressaltando a figura distante do pai militar e o carinho da mãe. Xuxa, 49 anos, relembrou suas primeiras experiências como modelo e o começo na televisão: “(…) com 16, 17 anos, eu já sustentava a minha família”.

Apresentadora esteve no quadro “O que vi da vida”, do Fantástico, dirigido por Cláudio Manoel (dir.)Foto: Matheus Cabral,TV Globo / Divulgação

Leia a íntegra do depoimento de Xuxa no programa:

Eu tenho orgulho de dizer que eu sou suburbana, mas até do que ser do interior, eu sou do subúrbio. Quando eu me lembro de Bento Ribeiro , me vem o trem, me vem eu tomando banho de sol na laje. São coisas que não saem da minha cabeça, eu adoro!

Dos cinco irmãos, a minha irmã Sola era um pouco distante de mim, a Mara era muito mandona, o Cira quase não falava comigo. Blad que cuidava de mim o tempo todo.

Eu tenho essas coisas: mãe muito presente, pai não presente. A mãe dando muito carinho. A gente recebia beijo do pai só no Natal e Ano Novo. E o meu pai, que era uma pessoa militar, distante, a gente tinha que chamar de Seu Meneghel. A gente nunca falava ‘pai’, era sempre ‘o senhor quer isso, o senhor quer aquilo’. Faltava quase bater continência para ele.

Quando estava voltando da ginástica olímpica, um garoto estava sentado do meu lado no trem, ele estava com bastante revista, e eu fiquei olhando. Chegou uma hora e eu falei: ‘Posso olhar uma?’. E minha irmã me olhou com uma cara do tipo: ‘Você vai puxar assunto com um cara que tu nem conhece no trem?’. E aí eu pedi desculpa, mas o cara me mostrou um monte de revista. E eu fiquei lá olhando as revistas, adorei. E aí ele chegou e falou: ‘Você gostaria de ser modelo?’. Eu tinha 15 anos. Eu falei: ‘Não. Não sou bonita. Não sou fotogênica’. Eu desci em Bento Ribeiro e ele me seguiu. Aí fui até em casa e depois de um tempo ele bateu na porta. Ele mostrou a identidade e disse: ‘Eu trabalho na editora Bloch, mas eu trabalho no arquivo, arquivando revista. ‘Você não tem nenhuma foto que você possa me dar?’. Eu chamei minha mãe e ela disse: ‘Não, ela não quer isso’. E eu falei: ‘Ah, mãe, eu não quero porque todo mundo acha que eu sou feia, mas eu acho que eu quero’. Aí ela perguntou: ‘Você quer?’. Eu sempre gostei de aparecer.

Quando eu comecei a fotografar com 16 anos, foi uma coisa estrondosa. As pessoas começaram a me chamar demais para fazer fotografia. Então com 16, 17 anos eu já sustentava a minha família.

Uma vez, também falar de um trabalho que eu estava fazendo, veio o Maurício Sherman, olhou pra mim e falou: ‘Quer trabalhar em televisão?’. Eu falei: ‘Caraca, como assim trabalhar em televisão?’. ‘Você tem uma coisa de Peter Pan, você tem uma coisa da Marilyn Monroe, tem o sorriso da Doris Day. Eu acho que criança vai gostar’. Eu falei: ‘Mas tem certeza?’.

Nunca fui muito namoradeira. Me arrependo hoje. Acho que eu deveria ter aproveitado mais. Mas eu chamava atenção mais de homens, dos maiores. E isso me deu muito problema.

Eu tinha 17, fui fazer a capa de uma revista e era ‘Minha liberdade vale ouro’. E ele mandou chamar uma morena, uma loira, uma negra e uma ruiva. Todas vestidas de dourado. A morena era a Luiza (Brunet), a loira era eu. Só que na foto ele (Pelé) virou um pouco mais pra mim, então ele saiu com a mão mais me tocando. E as pessoas queriam saber quem era essa pessoa que ele saiu mais virado. E começaram a falar que a gente estava namorando, e eu não estava namorando ele.

Ele tinha convidado todo mundo para sair depois dessa foto. Na realidade ele gostou foi da Luiza. Mas a Luiza era casada. Aí ele começou a conversa comigo, ligava bastante, queria falar com a minha mãe, mandava flores para minha mãe. E as pessoas começaram a falar cada vez mais. E um dia ele me deu um beijo. Me deu um frio na barriga, aí eu achei que estava gostando dele. E ele foi uma pessoa muito importante pra mim, eu gostei muito dele. Aprendi muita coisa boa, muita coisa ruim. Eu fiquei seis anos com ele. Ouvia muita gente falar que era porque ele era conhecido, ser famoso. Esse foi um dos motivos que eu quis me separar dele logo no início quando eu vi que estava gostando de verdade dele. Pena que eu era muito nova e ele muito conhecido e bem mais velho e não deu valor a isso.

Um dia eu olhei uma revista e estava o Senna numa fazenda. E eu pensei: ‘Olha só, um cara que gosta de bicho que nem eu, um cara com grana que não vai querer minha grana, um cara conhecido que não vai querer se aproveitar de mim, mas já tem namorada’.

E aí demorou uma semana, dez dias, ele ligou para a Globo, para tudo que era lugar, para me procurar. Atendi o telefone e ele disse: ‘Eu quero te conhecer’. E eu não podia falar: ‘Não, não quero’, porque eu tinha falado há pouco tempo, para todo mundo ouvir, que eu queria conhecer o cara. Aí eu falei: ‘Mas eu tenho um show para fazer’. E ele disse: ‘Mas eu vou mandar o meu aviãozinho te buscar’. E eu disse: ‘Eu não ando de aviãozinho porque eu passo mal’. E ele disse: ‘Não fica chateada não, mas eu tenho um avião um pouquinho maior’.

A gente se olhou, em vez de se cumprimentar a gente se tocou. A gente em vez de se beijar, a gente meio que se cheirava. Ele tinha um astral muito diferente. A gente ficou conversando horas e ele falou pra mim: ‘O que você vai fazer amanhã?’. E eu disse: ‘Vou ver minha avó’. Aí ele falou: ‘Vou conhecer a sua avó então’. Ele era muito rápido nessas coisas, mas a gente ficou se falando por uns 15 dias. Falando mesmo, não teve beijo, não teve nada, se conhecendo. Até achei esquisito: ‘Gente, será que ele não está interessado?’ Porque eu já estava muito interessada.

Mas quando a gente ficou junto, a gente não se largou, foi um negócio muito doido. Era como se tivesse uma coisa que encaixa de uma maneira tal. Ele gostava das coisas que eu gostava, das mesmas cores, não gostava das frutas que eu também não gostava. Eu sempre gostei de correr e eles sempre gostou de criança. Então se eu fosse homem eu queria ser corredor e ele dizia que se ele fosse mulher ele gostaria de ter a profissão que eu tinha. Então parecia que a gente se completava de uma maneira. Eu estava trabalhando muito e ele trabalhando muito também. Aí eu me separei dele, a gente se separou. A única pessoa que eu pensei realmente em me casar foi com ele. E eu achei que iria reencontrá-lo e que a gente ia ficar junto.

Ele morreu num domingo. No sábado, eu falei assim: ‘Onde é que ele vai correr?, por que eu vou atrás dele’. Aí todo mundo: ‘Mas ele tá namorando’. Eu disse: ‘Eu sei, mas eu vou atrás dele, vou olhar pra ele e vou ver se eu sinto tudo isso que eu acho que eu sinto e se ele ainda sente alguma coisa por mim e a gente vai ficar junto’. Aí no domingo ele foi embora. Tem muita gente que passa nessa vida sem conhecer uma pessoa que se encaixa desse jeito. Se existe a palavra alma gêmea, a minha alma gêmea estava ali na minha frente. Ele tinha tudo que eu queria, até eu desconfiava. ‘Não pode ser, esse cara deve ter lido o que eu gosto de alguém assim’, porque ele fazia tudo que eu queria, ele tinha o cheiro que eu queria. Não pode ter tudo numa pessoa só. Tem que ter defeito, e eu não conseguia. A gente ficou dois anos juntos, um ano e oito meses. Depois a gente se separou e ficou mais dois anos se vendo quase sempre. Um dia a gente vai se encontrar de novo.

Eu não tinha liberdade nenhuma, eu não tive privacidade nenhuma por um bom tempo. Antes de eu entrar em qualquer lugar as pessoas tinham que entrar na frente pra ver se tinha gente embaixo da cama, dentro dos armários e muitas vezes encontravam gente no armário, gente embaixo da cama. Até hoje eu acho que o preço mais alto é isso. Eu não tenho liberdade pra fazer as coisas que eu gostaria de fazer às vezes. Eu não me privo de ir a um shopping, eu não me privo de fazer compras, mas é meio que quase um evento. Às vezes eu atrapalho as pessoas, às vezes as pessoas nas lojas se sentem mal porque muita gente começa a querer entrar, quebrar, arrebentar. Então eu me sinto muito mal com tudo isso. Se eu vou num lugar público, eu acabo atrapalhando, seja o que for. Uma vez o Mickey veio falar comigo, falou que me amava, escreveu, porque eles não podem falar. E foi correndo chamar a Minnie. E minha filha do lado: ‘Pô, mãe, até o Mickey e a Minnie’. ‘Pô, Sasha, desculpa’.

Esse é o preço que eu pago. As pessoas que têm a liberdade de ir e vir e fazer as coisas que eu não posso fazer, não podem viver o que eu vivo, não podem ter o que eu tenho. Então eu aprendi que isso é o preço. Alto, mas eu tenho muita coisa. Porque eu estou exposta a isso, eu vivo isso. Não só aceito, como gosto, como quero. O dia que eu sair e uma criança não olhar pra mim, não quiser falar comigo, eu vou dizer: ‘Opa, tem alguma coisa errada’.

A assessoria do Michael Jackson estava querendo que ele casasse, tivesse filhos. E eles estavam buscando uma pessoa. Nessa época eu estava trabalhando na Espanha. Fui chamada para o show dele. E eu, obviamente como fã dele, era louca por ele, falei: ‘Eu vou ver!’. Tirei foto com ele, essas coisas todas. Ele estava chupando pirulito, eu peguei o pirulito que ele estava chupando e levei que nem fã.

Mas logo depois me chamaram pra ir pra Neverland, as pessoas queriam que eu falasse com ele. Ele sabia tudo da minha vida, ele leu tudo sobre mim. Cheguei lá, fui jantar com ele, a gente viu filme juntos, essas coisas todas.

E depois veio uma proposta do empresário dele: se eu não pensava em de repente ficar com ele. Eu falei: ‘Como assim?’. É porque ele gostaria de ter filhos, casar. E eles achavam muito legal ter essa junção. Uma pessoa que trabalha com criança na América do Sul e ele que gosta de criança. Ele me mostrou só as coisas de criança. Todos os clipes dele. Chorei, obviamente que eu ia chorar. Do lado do Michael Jackson, sentada no cinema, na casa dele. Como eu não ia chorar. Chorei, me debulhei. Ele pegava na minha mão, e quanto mais ele pegava na minha mão mais eu chorava. Pra mim é um ídolo, mas de ídolo pra outra coisa era muito diferente. Então não rolou. Minha resposta, obviamente, foi não. Eu fico com a pessoa que eu me apaixono.

A coisa mais difícil é o cara me aceitar do jeito que eu sou. Eu sou complicada pra caraca. Eu sou muito independente, eu gosto de fechar a porta do meu carro, gosto de dirigir, não gosto que ninguém pague as minhas contas, eu gosto de liberdade, já que eu tenho tão pouco.

Não abro mão de ficar perto da minha filha por homem nenhum. Meu trabalho está na frente porque também é uma coisa que eu preciso pra poder ajudar todo mundo. Minha fundação depende de mim, minha família depende de mim, minha filha. E eu preciso disso pra me sentir viva, me sentir melhor. Aí eu vou deixando porque talvez um dia esse homem vá aparecer na minha frente, bater na minha porta, como já aconteceu e rolar. E não rola assim. Não existe isso. Não vai ter essa segunda vez. Esse alguém batendo na minha porta e dizendo: ‘Eu sou tudo isso que você quer, estou aqui para você’. Então eu não estou procurando.

Mas às vezes, posso te dizer na boa, corre sangue aqui dentro e hormônio. Isso que é o pior. Esses hormônios é que matam a gente. Eu estava crente que quando eu chegasse aos 50 ia chegar calminha. Que nada! Aí se você me perguntar, eu vou dizer: ‘Faz falta, faz muita falta’. Em quatro paredes, eu dependo muito do cara. Mas até chegar em quatro paredes é que a coisa complica. Quando chega nas quatro paredes, eu e ele, ele e eu, aí eu não penso em mais nada. Não penso em trabalho, não penso em nada, não penso em ninguém. Aí as poucas pessoas que me conhecem dizem assim: ‘Nossa, mas eu não achava que você era assim!’ Por quê? Como eu ia ser? Queria muito saber o que passa na cabeça das pessoas.

O tempo, pra gente que trabalha em televisão, é um pouco cruel. Porque eu canso de falar isso: ‘Nossa como aquela mulher era bonita e ela agora está horrível’. E o tempo faz com a gente, as coisas caem, vão embora, descem. Eu já falei: às vezes dá vontade de dar uma puxadinha, fazer igual minha chuquinha, puxar tudinho, cortar e costurar, mas não dá pra fazer isso. E eu entendo que as pessoas ficam afoitas porque a televisão agora mostra os poros, mostra os detalhes todos. Então as pessoas querem puxar aqui, puxar ali. Fica todo mundo com a mesma cara. Fica todo mundo igual. E eu não quero ter essa cara de tamanco. Então eu vou ficar velhinha e todo mundo vai dizer: ‘Nossa, como ela era e agora olha como ela ficou’.

Quando me chamaram pra fazer a campanha do ‘Não bata, eduque”, que seria tentar mudar a cabeça das pessoas. E descobri que as crianças que estão na rua, 80% das pessoas que estão nas ruas se prostituindo – a palavra nem seria essa, porque elas não sabem o que estão fazendo-, roubando, se drogando, sofreram algum tipo de abuso dentro de casa. Algum tipo de violência dentro de casa que fez com que ela saísse.

E quando as pessoas começam a me falar sobre as histórias dessas crianças, que muitas vezes isso acontece dentro de casa, ou com o pai, ou com a mãe, ou com o tio ou com o melhor amigo do pai, ou padrasto. Ou seja: alguém muito conhecido dentro de casa que acabou abusando sexualmente dessa criança e ela resolve sair de casa. Mas para ela poder comer ela acaba fazendo isso nas ruas.

Isso me dá um embrulho no estômago porque eu consigo não só me colocar no lugar delas, como eu abracei essas causas todas porque eu vivi isso. Na minha infância até a minha adolescência, até os meus 13 anos de idade foi a última vez.

Pelo fato de eu ser muito grande, chamar a atenção, eu fui abusada, então eu sei o que é. Eu sei o que uma criança sente. A gente sente vergonha, a gente não quer falar sobre isso. A gente acha que a gente é culpada. Eu sempre achei que eu estava fazendo alguma coisa: ou era minha roupa ou era o que eu fazia que chamava a atenção, porque não foi uma pessoa, foram algumas pessoas que fizeram isso. E em situações diferentes, em momentos diferentes da minha vida. Então ao invés de eu falar para as pessoas, eu tinha vergonha, me calava, me sentia mal, me sentia suja, me sentia errada. E se eu não tivesse uma mãe, se eu não tivesse o amor da minha mãe, eu teria ido embora, porque o medo de você ter aquelas sensações de novo, passar por tudo isso, é muito grande. Só que eu não falei pra minha mãe, eu não tinha essa coragem de falar com ela. E a maioria das crianças, dos adolescentes passa por isso.

Eu não me lembro direito porque eu era muito nova, eu me lembro do cheiro. Tinha cheiro de álcool, tinha cheiro de alguma coisa e eu não sei quem foi. E depois aconteceram muitas vezes. Parou aos 13 anos, quando eu consegui fugir. Agora tem essas coisas que pra mim doem, me machucam, me dá vontade de vomitar. Quando eu lembro que tudo isso aconteceu e eu não pude fazer nada porque eu não sabia, eu não tinha experiência. O que uma criança pode fazer? Eu tinha medo de falar pro meu pai e meu pai achar que era eu que estava fazendo isso. Porque uma das vezes que aconteceu foi com o melhor amigo dele, que queria ser meu padrinho. Eu não podia falar pra minha mãe, porque uma das vezes também foi com um cara que ia casar com a minha avó, mãe dela. Então, a errada era eu. Eu não tinha experiência, não sabia o que era. Professores. Um professor chegou pra mim e disse: ‘Não adianta você falar porque entre a palavra de um professor e de um aluno eles vão acreditar no professor, não no aluno. E até hoje, se você me perguntar por que aconteceu comigo, eu ainda acho que foi por minha culpa. E a gente não pode pensar assim. Porque a criança não tem culpa, a criança não sabe. O cara, o adulto, o homem, a mulher, a pessoa que faz isso com uma criança sabe, mas a criança não.

Talvez eles deveriam ter notado que quando eu não estava falando muito, eu que sou de falar demais, é porque estava acontecendo alguma coisa comigo. Mas na inocência da minha mãe, que casou tão nova e com cinco filhos, ela não reparou que eu que falava muito, em alguns momentos eu me calava. Por que você acha que eu não consigo casar e ficar muito tempo com uma pessoa? Deve ter uma explicação. Quem sabe não deve ser tudo isso que eu vivi? O fato de eu me achar horrível, me achar feia, e as pessoas falarem: ‘Não, é bonita’. E eu falar: ‘Não, não sou’. Deve ter a ferida ali.

Eu nunca falei pra ninguém porque eu achava que as pessoas vão me olhar diferente. Ou talvez não vão entender. Ou vão entender da maneira delas. Mas eu só queria dizer que eu não entendo muitas vezes porque aconteceu comigo. E porque eu não falei. E por que eu não soube dizer não, eu não sei. Talvez eu tivesse que passar por tudo isso pra hoje eu chegar e dizer: ‘Eu quero lutar por elas’. Eu tenho um sonho de um dia nenhuma criança sofrer nada porque criança é um anjo. Aquele cheiro, que eu gosto de cheirar o pescoço, que tem…

Eu vi o que poucas pessoas puderam ver. Eu senti o que poucas pessoas puderam sentir. Eu vivi o que pouquíssimas pessoas puderam viver. Eu vi o amor verdadeiro através da minha mãe. Eu vi o amor verdadeiro através das crianças. Eu acho que poucas pessoas viram ou viveram isso. E eu vivi um grande amor na minha vida que foi rápido. Porque tudo pra ele era muito rápido, e que poucas pessoas puderam viver e sentir, tão rápido e tão forte. E as outras coisas que eu vi que eu não gostei, parece que eu vi um filme, parece que eu não vivi. Então eu deixo só as coisas boas.

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10 mai08:55

Estrutura precária atrasa ampliação de voos no interior do Estado

Leandro Becker / leandro.becker@zerohora.com.br

Esbarra na infraestrutura o avanço da aviação comercial no interior gaúcho. Assusta a precariedade frente à quantidade crescente de passageiros.

O resultado é a estagnação. As companhias admitem que o interesse em abrir linhas não se concretiza pela carência que domina os terminais.

Para fazer o setor decolar longe do quase esgotado Salgado Filho, o Estado aposta em um plano: investir em quatro aeroportos. O foco é modernizar, até 2014, terminais considerados estratégicos: Passo Fundo, Rio Grande, Santo Ângelo e Caxias do Sul.

Pista de pouso e área de movimentação de aviões estão com asfalto desgastado em Santo Ângelo. Foto: Ângela Bem, especial.

A estimativa é de que as reformas nos três primeiros e a construção de um novo terminal na Serra precisem de ao menos R$ 225 milhões, sem contar melhorias nos arredores.

Há voos comerciais regulares em nove aeródromos. Desses, apenas três operam linhas com aviões de maior porte para fora do Estado: Porto Alegre, Caxias do Sul e Passo Fundo. Diante da demanda crescente, a sobrecarga é inevitável.

Conforme o Departamento Aeroportuário do Estado (DAP), os quatro aeroportos foram escolhidos pela demanda elevada, viabilidade do projeto e porque os municípios são referência em suas regiões.

— Precisamos aproveitar o fato de o Estado ser o início e o fim de rotas domésticas — ressalta Roberto Barbosa Carvalho Netto, diretor do DAP.

Em Caxias do Sul, a meta é atrair companhias e triplicar os quase 200 mil passageiros anuais. A chegada da Azul, que começou a operar há seis meses, fez saltar em 46% o número de embarques sem reduzir o movimento da Gol. Em março, 26 mil passageiros passaram pelo terminal, o dobro do mesmo período de 2011.

À espera de melhorias

Passo Fundo também busca ampliar rotas para melhorar serviços e tarifas. Com a modernização só no papel, as companhias adotam cautela. A prefeitura revela que a falta de estrutura é o principal empecilho para a Azul iniciar as operações no município.

As companhias despistam sobre a ampliação da malha, mas cobram providências para fortalecer a atuação no mercado gaúcho.

Executivos da Azul já se reuniram com prefeituras de Pelotas e Passo Fundo para discutir novas rotas. Em nota, a Trip admite interesse em operar em Passo Fundo, mas enfatiza que a infraestrutura é decisiva.

Principal operadora em mercados de baixa demanda, a gaúcha NHT também planeja expandir a malha, atendendo a pedidos de prefeituras.

— A demanda é imprescindível, mas de nada adianta haver passageiros se não houver estrutura — afirma Jeffrey Kerr, diretor de Planejamento da NHT.

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