clicRBS
Nova busca - outros

seca

30 mai13:27

Chuva ainda não ameniza a seca na região

No noroeste do Estado, região mais atingida pela seca, o índice de chuva foi baixo para atingir a expectativa dos agricultores. O plantio do trigo está atrasado em função da falta de umidade. Em Cruz Alta, um dos municípios que mais produz o grão, a precipitação durante a madrugada ficou em torno dos 7 mm.

- No ano passado, nesta mesma época, entre 10% e 15% do trigo da região já estava na terra. Este ano, não temos números oficiais ainda, mas a estimativa que temos é de que o índice, no máximo chegue a 2%. O solo está muito seco para o cultivo e esta chuva não é suficiente – explica Ênio Coelho, técnico agrícola da Emater.

A chuva forte das últimas horas foi uma boa notícia para produtores dos vales do Rio Pardo e Taquari e centro do Estado. A umidade maior do solo deve possibilitar, principalmente, a recuperação de pastagens para o gado. No entanto, o problema da falta de chuva para o cultivo do trigo, que se concentra na região Noroeste, persiste.

Na região de Lajeado, a boa quantidade de chuva trouxe benefícios, principalmente, para as pastagens do gado de leite. Além disso, o cultivo de hortaliças e de árvores frutíferas também foi beneficiado.

- A única ressalva que se faz é devido à distribuição irregular. Temos municípios da região onde foi registrada precipitação de 70 mm. Em outros, 25 mm. Mas de maneira geral foi uma chuva muito boa para as culturas – afirma Martin Wanderer, engenheiro agrônomo da Emater regional de Lajeado.

Na região de Santa Maria, o índice de precipitação beirou os 100 mm, trazendo benefícios para as pastagens do gado de corte. Nas lavouras, ajuda no desenvolvimento das plantas de cobertura de solo, como aveia, ervilhaca e nabo forrageiro.

- Fora o benefício das pastagens e lavouras, a chuva serviu para recuperar o nível de açudes e de algumas vertentes de água usadas no consumo dos animais – aponta o assistente técnico de solos e cultura da Emater regional de Santa Maria, Luiz Antônio Barcellos.

Comente aqui
14 mai17:54

Estiagens contínuas em lavouras do Rio Grande do Sul preocupam pesquisadores

Os reflexos de secas e estiagens nas lavouras do Rio Grande do Sul desde o início do século preocupam os pesquisadores. Eles constataram que o rendimento do milho, por exemplo, é menor e mais instável no Rio Grande do Sul do que em outros Estados produtores, como Paraná e Goiás. Em 2012, a seca deixou 337 municípios do Estado em situação de emergência.

Rendimento do milho é menor e mais instável no Rio Grande do Sul do que em outros Estados, como Paraná e Goiás. foto: Roberto Witter, Agência RBS.

No município de Venâncio Aires, na região central do Estado, a falta de chuvas fez a prefeitura do município estender o trabalho de retirada de pedras do rio Taquari. Normalmente, o serviço é feito apenas nos meses de janeiro e fevereiro. Desde o início de 2012 já saíram do rio que corta a cidade mais de oito mil toneladas de cascalho.

— As últimas cheias trouxeram bastante cascalho, a recarga do Taquari é muito grande. Nós estamos tendo problema não só o nível baixo dos rios, mas o pior de tudo é o nível do lençol freático — explica Fernando Heissler, secretário da Agricultura de Venâncio Aires.

Segundo o agrometeorologista Homero Bergamaschi, todas as culturas de sequeiro se transformaram em plantações de alto risco na região. É preciso buscar maneiras de diminuir os prejuízos para conviver, principalmente com as estiagens curtas, que são as mais frequentes.

— Práticas de manejo conseguem reduzir significativamente o impacto destas estiagens curtas. Agora, nas estiagens longas, elas não são suficientes. Não é com plantio direto, somente, não é com diversificação de culturas somente. Tem que entrar práticas tipo irrigação que vai ter que crescer cada vez mais, enfim, prática de investimento mais pesado, tecnologia mais avançada — afirma.

Comente aqui
10 mai16:30

Seca reduz geração de energia elétrica em Ijuí

Roberto Witter / roberto.witter@zerohora.com.br
A seca reduziu a somente 30% da capacidade a geração de energia das duas usinas hidrelétricas de Ijuí. Juntas, elas respondem por 20% da energia elétrica consumida na zona urbana do município do noroeste do Estado. O restante é comprado do Sistema Interligado Nacional (SIN).

A Usina Passo de Ajuricaba, no leito do Rio Ijuí, atualmente está com uma das turbinas desligadas. A outra opera em momentos intercalados do dia.

Já a Usina da Sede, também conhecida como Usina Velha, que fica às margens do Rio Potiribu, está com uma turbina desligada desde novembro. A outra funciona normalmente ao longo do dia.

De acordo com Fernando Lucchese, responsável pelo setor de geração do Departamento Municipal de Energia de Ijuí (Demei), que abastece a cidade, não há risco de desabastecimento.

- Estamos comprando mais energia do Sistema Interligado Nacional para suprir a demanda. Não há risco de apagão - explica Lucchese.

Comente aqui
09 mai19:32

Estiagem provoca queda nas exportações de soja

Rural BR

quebra de safra provocada pela seca derrubará as exportações de soja no Sul do país. Mesmo com o preço do grão em alta, o Porto de Rio Grande (RS) deve enviar para o exterior três milhões de toneladas da oleaginosa, queda de 50% na comparação com a safra anterior.

Para reverter o quadro, o Porto vai apostar no escoamento de outros grãos. As cargas de arroz destinadas a outros países devem dobrar.

— Nós estamos buscando outras cargas. Mesmo que elas não tenham um volume tão grande, elas têm um preço, um custo agregado que deixa um bom rendimento para o Porto. Então, é buscar também cargas que precisam do porto, como o arroz — afirma Dirceu Lopes, superintendente do Porto de Rio Grande.

A expectativa no Porto de Rio Grande é manter em 2012 a mesma média de 30 milhões de toneladas movimentadas no ano passado, mas o valor das mercadorias deve subir. No primeiro trimestre, o valor movimentado superou em 14% o mesmo período de 2011 e a soja teve papel importante nos números.

Segundo o analista de mercado Farias Toigo, pode faltar soja para atender a demanda mundial até a entrada da safra norte-americana. Com isso, a saca de 60 quilos pode atingir valores que superam o recorde de 2008, de US$ 16 por bushel.

— Há uma briga lá muito forte pela área plantada de milho e soja, que ainda não ficou totalmente definida. A gente vai ter esta posição oficial em 30 de junho. Havendo algum problema climático na soja, isso realmente vai ser uma bombinha no mercado. A gente não sabe a proporção que poderá ter — diz Toigo.

Comente aqui
03 mai12:24

Crise no campo - e na cidade: Comércio da região Noroeste sofre com alta inadimplência

Foto: Angela Bem, especial

Juliana Gomes e Roberto Witter - juliana.gomes@zerohora.com.br /roberto.witter@zerohora.com.br

A seca que dizimou lavouras e impôs caos no campo já começa a causar reflexos nas cidades que dependem da agricultura. Com os ganhos reduzidos, produtores encontram dificuldades para pagar contas.

Em Palmeira das Missões, de janeiro a março a inadimplência subiu 40% no setor de venda de produtos agropecuários. A situação preocupa o comércio em geral e alguns empresários já cogitam demissões.

Segundo a Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Rio Grande do Sul (FCDL), o problema não é generalizado. Está concentrado em algumas cidades das regiões norte e noroeste do Estado, altamente dependentes da agricultura e que mais sofreram com a falta de chuva.

As câmaras locais confirmam. Em Palmeira das Missões, a CDL registra nos meses de janeiro, fevereiro e abril um aumento de 20% na inadimplência. O número é ainda maior quando analisado o setor voltado ao agronegócio – venda de sementes, insumos e maquinários -, cujo índice bate na casa dos 40%. O problema é atribuído, exclusivamente, às quebras nas lavouras.

Segundo o Sindicato Rural do município, os prejuízos com a seca ultrapassam os R$ 120 milhões, somente na soja, principal planta cultivada, onde a quebra foi de 50%.

- Pelo menos até o início de junho a situação deve se manter. A partir daí, os bancos passam a liberar o dinheiro de seguros e, eventualmente, realizam alguma negociação com os produtores. Com o dinheiro na mão, a grande maioria começa a quitar suas dívidas – explica Walter Nickhorn, presidente da CDL de Palmeira das Missões.

Em Santo Ângelo, um produtor rural de 51 anos, que prefere não se identificar por se sentir constrangido, tem uma dívida de R$ 23 mil, ocasionada pelas perdas em função da seca. Na propriedade de 50 hectares dedicada à produção de soja e leite, sementes e insumos representam R$ 11 mil, que deveriam ter sido pagos em 25 de abril. Além disso, até o final do mês ele terá de desembolsar R$ 12 mil referentes ao custeio pecuário.

- A minha expectativa era fazer o pagamento com o que ganhasse com a soja e com o leite, mas a soja não deu nada e a produção de leite teve uma queda de 40% com a diminuição da pastagem. Estou preocupado – desabafa.

>> Clique aqui para ler a matéria na íntegra em zerohora.com

Comente aqui
25 abr15:21

Seca prolongada atinge Porto Vera Cruz

Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Porto Vera Cruz, divulgação

Desde o decreto de emergência em 12 de janeiro deste ano, pouco mudou no cenário formado pela seca em Porto Vera Cruz. Em abril, com o prolongamento da escassez de chuva, o decreto foi renovado por mais 60 dias.

Com base na análise de dados das estações oficiais do Inmet, a meteorologista da RBS Estael Sias destaca que é possível notar a forte influência do Fenômeno Climático La Nina desde os meses da primavera de 2011 no Rio Grande do Sul. Apesar de o fenômeno estar praticamente encerrado, algumas áreas do Estado ainda sofrem com o déficit de chuva, que pode completar seis meses.

Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Porto Vera Cruz, divulgação

As maiores perdas em Porto Vera Cruz são na produção rural, base da economia do município. Um laudo técnico – elaborado pelo Conselho Municipal da Defesa Civil, Secretaria Municipal de Agricultura e Meio Ambiente, e a EMATER-ASCAR de Porto Vera Cruz – mostra que entre dezembro de 2011 e abril deste ano significativas perdas se acumularam nas lavouras do município: 46% de milho, 50% de milho safrinha, 50% de citros, 20% de gado leiteiro, 20% de gado de corte, 25% de fumo, 20% de mandioca, 40% de cana de açúcar, 50% de olericultura 40% de silvicultura.

A maior perda foi registrada no cultivo da soja, chegando a 90%, devido ao estresse hídrico no período de desenvolvimento vegetativo, florescimento e enchimento do grão, explicam os técnicos do Conselho e das entidades participantes do levantamento.

Água para quem precisa

O carregamento de água é uma das ações emergenciais para auxiliar às famílias atingidas pela seca. Por meio das Secretarias Municipais de Obras e Agricultura, desde o início do ano, já foram transportadas pelo menos

500 cargas de água. Para tanto, um caminhão caçamba foi transformado em tanque pipa para atender à demanda. Além de água, famílias receberam cestas básicas e caixas de água.

Pelo menos 200 horas de serviços de máquinas em serviços como limpeza de bebedouros já foram realizadas desde o início do Decreto de Emergência. Também passaram a ser prioridade a produção de silagem nas propriedades através da Patrulha Agrícola.

Comente aqui
18 abr14:53

Porto Mauá prorroga decreto de emergência e reforça ações de combate aos efeitos da seca

Foto: Defesa Civil de Porto Mauá, divulgação/

Há mais de 150 dias com situação de emergência decretada pouco mudou no cenário formado pela seca no município de Porto Mauá. Com o baixo índice pluviométrico registrado a Secretaria de Obras, Agricultura e departamento de Assistência Social prorrogou o decreto de emergência por mais 30 dias, a contar de 9 de abril.

Segundo laudo técnico elaborado por entidades locais, as perdas nos 4 mil hectares de soja cultivados no município chegam a 78% em

Defesa Civil de Porto Mauá, divulgação

relação à expectativa inicial.

Além da soja, os prejuízos decorrentes da escassez de chuva puderam ser sentidos nas lavouras de milho safrinha e na produção de leite. Riachos estão abaixo do nível normal e bebedouros secaram

_Riachos que nunca secaram, agora estão secos. Também sofremos porque a economia do município é altamente dependente do fator agrícola_ afirma o secretário executivo da Defesa Civil Adilson José da Costa.

Diante da situação crítica, o município continua a realizar ações como limpeza de bebedouros, fornecimento de água com caminhão tanque com capacidade de 6 mil litros, visitas técnicas, cessão de uso de caixas de água, mangueiras, insumos e sementes.

Segundo Costa, foram adquiridos equipamentos agrícolas – trator, recadeira, pulverizador, ensiladeira, canterizador e trituradores – para fortalecer a patrulha agrícola e para sessão de uso de grupos de associados.

Os produtores rurais que necessitam de ajuda devem comunicar suas necessidades na Secretaria de Obras, Agricultura e departamento de Assistência Social. Após analise técnica e averiguação de aspecto legal são atendidas as demandas.

Defesa Civil de Porto Mauá, divulgação

Comente aqui
27 mar11:34

Apesar da perspectiva de chuva, agricultores temem mais perdas com a chegada do frio

Marielise Ferreira/marielise.ferreira@zerohora.com.br

A chuva não adianta mais para recuperar a safra frustrada e as perdas bilionárias na economia gaúcha. Mas a perspectiva de precipitações regulares e bem distribuídas até a primavera anima o campo — e exige cautela. Especialistas alertam que a redenção para os problemas no verão não deve ocorrer completamente no inverno.

— Não se pode querer compensar tudo no ciclo de inverno. É preciso manter o planejamento de rotatividade e prazos para plantio — observa Alencar Rugeri, engenheiro agrônomo da Emater.

A corrida por informações sobre novas culturas já foi deflagrada. A linhaça e a canola surgem como alternativas ao trigo em algumas

Foto: Roberto Witter/ Efeitos da seca ainda são percebidos no noroeste

regiões. Entre os agricultores do Noroeste, uma das regiões mais castigadas pela seca, a maior preocupação é com a cobertura de solo, o que indica um aumento no cultivo de aveia.

Antes da chuva, porém, a preocupação é que o frio provoque outro revés na safra de verão. Segundo a Emater, as baixas temperaturas previstas para os próximos dias podem prejudicar as lavouras remanescentes de milho e soja. Rugeri destaca que a variação extrema de temperatura é um risco para a planta.

O consultor Jorge Vargas observa que o objetivo deve ser reter o máximo de água no solo para tentar evitar perdas maiores na safra de verão. Se depender do clima, há esperança de sobra. Além da chuva mais frequente a partir de abril, a previsão é de volumes considerados bons até mesmo na primavera, quando começa a safra de verão.

— Tudo dependerá de como o solo vai absorver a água, mas se a primavera for mesmo chuvosa, há boas perspectivas de safras melhores — salienta Julio Renato Marques, professor da Faculdade de Meteorologia da Universidade Federal de Pelotas (UFPel).

>> Clique aqui para ler a matéria na íntegra em zerohora.com

Comente aqui
24 mar15:11

Com quebra na produção, abre oficialmente colheita de soja no Estado

Foto: Germano Rorato Neto, especial

Leandro Belles/ leandro.belles@diairosm.com.br

A colheita da soja no Estado foi aberta oficialmente na manhã deste sábado, em Tupanciretã, na região Central, com a presença do governador Tarso Genro. O município escolhido para a solenidade tem a maior área plantada do principal produto agrícola do Rio Grande do Sul: são 140 mil hectares de lavouras.

Tarso chegou à propriedade do produtor Dorival Terra, onde foi realizada a solenidade, pouco antes das 11h da manhã. Depois de participar da cerimônia e dar um breve passeio em cima de uma colheitadeira, ouviu as reivindicações de um grupo de produtores. Entre outros pedidos, foram solicitados mais atenção do governo para a programas de fomento à renovação das máquinas agrícolas e aumento de projetos de incentivo à irrigação.

Os agricultores também estenderam uma faixa com os dizeres: “os produtores rurais pedem socorro”. Em seu discurso, o governador prometeu empenho em atender os anseios do setor, castigado por uma das piores secas dos últimos anos:

- O governo gaúcho está pronto para atender os nossos agricultores. Estamos tomando medidas efetivas para solucionar os problemas.

A falta de chuva que marcou o verão gaúcho deve fazer com que os agricultores tenham perdas importantes. A Emater estima que a colheita de 2012 terá uma quebra de 30% em relação ao que era inicialmente estimado. No início do ano, esperava-se colher até 10,3 milhões de toneladas do grão, mas a falta de umidade no solo deve achatar a produção gaúcha para cerca de 7,1 milhões de toneladas.

>> Clique aqui para conferir a matéria na íntegra, em zerohora.com

Comente aqui
03 mar15:27

Sementes de milho são distribuídas para agricultores atingidos pela seca em Giruá

Cerca de 300 famílias de Giruá foram beneficiadas com equipamentos, alimentos e recursos financeiros para minimizar os impactos da seca. Após assinar o decreto de emergência, a prefeitura lançou um plano estratégico de reação imediata aos efeitos da estiagem que secou açudes e ocasionou perdas nas lavouras.

Nesta semana, outra medida foi lançada para minimizar os efeitos da seca: o Programa de Apoio ao produtor Rural, um Plano estratégico de reação imediata aos efeito da estiagem.

O Programa destinará mais de R$ 500 mil em benefícios, para as centenas de famílias que realizaram as inscrições e para os beneficiados do Programa Água para Todos. Na última quarta-feira, 29 de fevereiro, ocorreu a entrega de sementes para a formação de novas lavouras de milho para 80 famílias beneficiadas, residentes em aproximadamente 30 localidades do município.

As próximas etapas do Programa englobarão a conclusão de redes de água, entrega de ensiladeiras, roçadeiras, reboques, distribuidores de uréia, entrega de sementes forrageiras e entrega de ração animal. O Programa beneficiará 100% das famílias que realizaram as inscrições. Até o momento, foram realizadas entregas de equipamentos agrícolas para oito grupos de produtores rurais, construídos cerca de 50 bebedouros para animais, efetuado repasse financeiro e de alimentos para 100 famílias, além da ampliação e construção de mais de 5 mil metros de redes de água.

>> Com informações da Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Giruá

Comente aqui