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05 jan17:23

Estiagem: Região de Santa Rosa está entre as mais afetadas do Estado

A estiagem que afeta o Rio Grande do Sul levou a Emater/RS-Ascar a reavaliar, nesta quinta-feira a estimativa inicial para a safra dos grãos de verão – milho, feijão e soja. O maior impacto, até o momento, se dá sobre as lavouras de milho. Dados coletados na segunda quinzena de dezembro indicam que a cultura já registra uma perda consolidada de 25,17% em relação à previsão inicial. Com isso, a produção do grão não deverá ultrapassar 3.969.297 toneladas em 2011, número 31,29% menor que o do ano anterior, quando chegou a 5.776.51 toneladas no Estado.

O feijão da 1ª safra já apresenta queda de 11,43% em relação à estimativa inicial. Caso as condições climáticas adversas persistam, a tendência é de que estes percentuais aumentem. Os primeiros dados coletados neste início de janeiro, que deverão ser divulgados na próxima semana, começam a confirmar essas tendências.

O diretor técnico da Emater/RS Gervásio Paulus explica que o milho e o feijão foram os mais atingidos pela estiagem até o momento, já que o percentual de lavouras em fases de floração e enchimento de grãos foi expressivo durante o mês de dezembro, o que “afetou seriamente a produtividade dessas culturas em algumas regiões”. O maior impacto é nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Ijuí (com expectativa de redução no rendimento médio no milho de 37%), Passo Fundo (-35%), Lajeado (-30%), Santa Rosa (-25%) e Erechim (-24%).

Caso o cenário de estiagem persista, os danos devem se estender de forma mais grave também às lavouras de soja.

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Informações: Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar

Municípios que decretaram situação de emergência (55): Áurea, Cruzeiro do Sul, Fontoura Xavier, Engenho Velho, Novo Xingu, Liberato Salzano, Barra Funda, Fortaleza dos Valos, Putinga, Cerro Branco, Crissiumal,São Pedro das Missões, Constantina, Rodeio Bonito, Ilópolis, Coronel Bicaco, Passo do Sobrado, Chiapetta, Santa Cruz do Sul, Frederico Westphalen, Ibirubá, Lagoão, Vila Maria, São José das Missões, Jóia, Pinhal Grande, Palmeira das Missões, Arroio do Meio, São José do Herval, Cristal do Sul, Pinhal, Jaboticaba, Boa Vista das Missões, Nova Palma, Pouso Novo, Segredo, Seberi, Doutor Ricardo, Arroio do Tigre, Colorado, Santo Augusto, Bozano, Boa Vista do Cadeado, Selbach, Pejuçara, Quinze de Novembro, Capão do Cipó, Boa Vista do Buricá, Redentora, Tupanciretã, São Paulo das Missões, Travesseiro, Boa Vista do Incra, Toropi e Nova Boa Vista.

Nopreds (29): Pontão, São Valentim do Sul, Novo Tiradentes, Herveiras, Progresso, Tapera, Rondinha, Lagoa dos Três Cantos, Serafina Corrêa, Barros Cassal, Anta Gorda, Cachoeira do Sul, São Valério do Sul, Campos Borges, Restinga Seca, Novo Cabrais, Humaitá, Trindade do Sul, Amaral Ferrador, Catuípe, Jari, Quevedos, Braga, Agudo, Alto Alegre, Ronda Alta, Victor Graeff, Itacurubi e Faxinal do Soturno.

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05 jan09:34

Estiagem será tema de fórum técnico em Santo Ângelo nesta tarde

Diante da atual situação climática, com perdas de mais de 50% na cultura de milho e baixo desenvolvimento das pastagens em função da estiagem, será realizado nesta tarde um fórum técnico em Santo Ângelo.

Para avaliar a situação e buscar alternativas estarão reunidos representantes da Secretaria Municipal de Agricultura (Semagri), Emater, Sindicato dos Trabalhadores Rurais, Cotrisa, Banco do Brasil e Associação Missioneira de Engenheiros Agrônomos (AMEA).

A reunião será a partir das 13h30min na Semagri.

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03 jan16:14

Falta de chuva leva Santo Augusto a decretar situação de emergência

Pricila Aita, divulgação

O último registro significativo de chuva no dia 20 de novembro do ano passado motivou o decreto de situação de emergência em Santo Augusto, na região Celeiro. O Conselho Municipal de Agropecuária estima que o prejuízo na lavoura de milho pode ser de 75% a 90%. Em algumas propriedades as perdas chegam à totalidade da produção.

Também apresenta redução significativa na produtividade, a pecuária leiteria, com queda de 40%. A soja e as culturas de subsistência também sofrem com a estiagem e já apresentam perdas de 30%.

Os dados apresentados pelo Conselho levaram ao Decreto de Emergência, assinado pelo prefeito em exercício Ageu Gaspar Ozorio, nesta terça-feira. Este decreto servirá como um amparo para os produtores que sofrem com os efeitos da estiagem.

Além de Santo Augusto, já decretaram situação de emergência no noroeste, Boa Vista do Buricá, Chiapetta, Coronel Bicaco, Crissiumal, Fortaleza dos Valos, Ibirubá e Jóia.

Pricila Aita, divulgação

Pricila Aita, divulgação

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31 dez14:38

Estiagem começa a afetar a produtividade da soja no Estado

Roberto Witter/roberto.witter@zerohora.com.br

Com a estiagem avançada no Estado, produtores de soja que investiram no plantio antecipado estão preocupados com o desenvolvimento da lavoura. A pouca chuva ameaça deixar as plantas menores, o que reduz a produtividade mesmo sem afetar a qualidade.

Nas regiões em que foi semeada até a primeira quinzena de outubro, a soja se aproxima da fase de florescimento, quando a chuva é crucial. Por isso, o mês de janeiro será decisivo. No entanto, meteorologistas traçam prognósticos preocupantes.

– Na primeira quinzena de janeiro, a previsão aponta apenas chuva em áreas isoladas e em pouca quantidade. E não há nada que mostre mudança substancial para a segunda quinzena – afirma o meteorologista Cleo Kuhn.

Com 1,6 mil hectares de soja cultivados em Boa Vista do Cadeado, no noroeste do Estado, Sérgio Ferreira diz que as perdas já se aproximam da metade da lavoura.

>> Clique aqui para continuar lendo a matéria em zerohora.com

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29 dez13:05

Emater estima perda de até 40% nas culturas de verão

A situação das lavouras no Rio Grande do Sul, em função da estiagem, motivou uma reunião coordenada pela Delegacia Regional do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA).

O meteorologista do Cemetrs da Fepagro, Flávio Varone, apresentou as médias de ocorrência de precipitações nos últimos períodos e a projeção para os próximos três meses, que é de chuvas abaixo da média. Já o gerente técnico estadual da Emater/RS-Ascar, Dulphe Pinheiro Machado Neto, apresentou as estimativas de perda nas lavouras da safra de Verão, provocadas pela estiagem.

Ao final do encontro, ficou definida uma nova reunião para a próxima semana, com representantes de entidades e instituições envolvidas, uma vez que o prejuízo pode chegar a 40%.

Número exato do prejuízo será conhecido em janeiro


Segundo levantamento realizado pela Emater/Ascar no início do mês de dezembro, as culturas do milho e do feijão são as mais afetadas, podendo registrar perdas de até 40% das lavouras, em relação às expectativas iniciais. A soja ainda está sem confirmação de perdas e, no caso do arroz, deve haver redução da área cultivada nesta safra.

No Estado, entre 40% e 50% das lavouras de milho e do feijão estão nas fases de floração e enchimento de grãos, consideradas críticas quanto à presença de umidade no solo, fator indispensável para se garantir uma boa produtividade. Essa situação trará reflexos na produção total desta safra, uma vez que os danos em termos de diminuição do potencial produtivo podem ser considerados irreversíveis em 50% da área projetada.

As lavouras que se encontram em desenvolvimento vegetativo, cerca de 34% do total cultivado, também apresentam problemas na sua evolução, como murchamento das folhas basilares e crescimento deficiente.

Os prejuízos só serão conhecidos a partir do início de janeiro, quando os dados da segunda quinzena deste mês serão tabulados no Sistema de Monitoramento das Condições das Culturas. Até lá, o presidente da Emater/RS, durante assinatura de convênios entre SDR e prefeituras, ocorrida na manhã desta quarta-feira (28/12), solicitou aos prefeitos e secretários municipais de Agricultura que encaminhem informações sobre limites de abastecimento humano e animal de cada município, para que se possa ter a dimensão mais concreta do problema.

Informações: Assessoria de Imprensa da Emater/RS-Ascar

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28 dez14:02

Estiagem deve provocar perda de cerca de R$ 2,5 bilhões na economia gaúcha

Cerca de R$ 2,5 bilhões devem deixar de circular na economia gaúcha em 2012 em razão da estiagem prolongada. Estimado pela Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (Fecoagro) com base nas perdas das lavouras de milho, o prejuízo tende a provocar reação em série que afetará indústria, comércio e municípios.

— O impacto será forte se a quebra se confirmar, mas é preciso esperar até janeiro. Então, pode melhorar ou piorar — observa Tarcísio Minetto, economista da Fecoagro.

No noroeste gaúcho, em torno de 30% das lavouras foram perdidas. Mesmo se chover nos próximos dias, não há mais possibilidade de reverter o saldo.

_A expectativa inicial da produtividade era colher 4.351 Kg por hectare. Agora essa expectativa baixou para 3.482 Kg_ afirmou o engenheiro agrônomo e assistente técnico regional (ATR), Aldo Schmidt.

A colheita, prevista para iniciar em janeiro, já está sendo realizada em alguns municípios, como Maurício Cardoso, que já tem colhido 3% da área cultivada.

>> Clique aqui para conferir a situação em outras regiões do Estado, em reportagem de Zero Hora

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22 dez11:58

Estiagem leva Jóia a decretar situação de emergência

Após reunião com entidades ligadas ao setor agropecuário de Jóia, o prefeito Jânio Andreatta (PP), decidiu decretar situação de emergência no município.

A última chuva com volume expressivo ocorreu no dia 10 de novembro. Desde aquela data não se tem registros de precipitações significativas e prejuízos começam a ser contabilizados.

O encontro realizado na manhã desta quinta-feira, no Gabinete reuniu integrantes da Defesa Civil do Município, da EMATER, Gerentes de Cooperativas, Presidentes dos Sindicatos Rurais e Técnicos.

A partir da divulgação oficial do Decreto de Emergência, o mesmo será enviado ao Governo do Estado. Enquanto isso, os Técnicos continuam trabalhando na coleta dos dados para mensurar o percentual de prejuízos nas lavouras de milho, soja, pastagens e produção de leite.

Informações: Assessoria de Imprensa da Prefeitura de Jóia

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22 dez08:58

Seca à vista: Falta de água está prejudicando as culturas de verão

Muitos pés de soja já estão murchos com a falta de chuva

Baixo nível dos rios, prejuízos nas lavouras e preocupação de técnicos com hidráulicas. Devido à influência do fenômeno La Niña, as previsões dos meteorologistas indicam que há seca à vista na região. Os prognósticos dos institutos tem poucas variações, mas apontam para uma mesma conclusão: choverá pouco neste verão. A falta de chuva preocupa especialmente os agricultores do noroeste gaúcho. Conforme dados da estação meteorológica do Instituto Nacional de Meteorologia, na região, a última chuva significativa para as culturas de soja e milho foi no dia 21 de novembro, há um mês.

No cultivo do milho, as perdas já são de 30% no noroeste, segundo Aldo Valmor Schmidt, engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar Regional de Santa Rosa.

No próximo final de semana, pancadas de chuva isoladas podem atingir o noroeste gaúcho. Para o cultivo do milho, tarde demais.

_ Para o milho, não adianta mais chover .Ele já está em fase de maturação e no início de janeiro começa a colheita_explica o engenheiro agrônomo Sérgio Schneider.

Se chover nos próximos dias, é possível que a soja ainda seja recuperada. Mas é preciso que o volume seja significativo e bem distribuído.

_É necessário chuva de no mínimo 30mm até a próxima segunda-feira e nas próximas semanas de 20 a 30mm para que a safra seja salva_enfatiza Schneider.

Nos 45 municípios das regiões Noroeste e Missões, foram cultivados 158,5 mil hectares de milho, com expectativa inicial de 4.300 kg/ha, e 652,6mil hectares de soja, podendo ser colhidos 2.400kg ha.

_O cultivo de milho terá prejuízos em relação à expectativa inicial, mas a safra de soja, se chover, ainda poderá atender ao esperado_ afirma Aldo.

As chuvas que vierem a partir de agora não serão mais a tempo de salvar as lavouras de milho prejudicadas

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