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Biodiversidade degradada

29 de setembro de 2010 1

O mundo não consegue frear o ritmo no qual as espécies animais e vegetais desaparecem.

Quem advertiu isso recentemente foi o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon. O alerta foi feito em uma reunião sobre biodiversidade na cúpula das Nações Unidas sobre as Metas do Milênio em Nova York.

- A degradação da diversidade acelera-se no mundo – enfatizou Ban aos líderes reunidos na sede da ONU.

Relatórios recentes advertem que o ritmo natural da extinção de espécies multiplicou-se por mil devido à atividade humana e também às mudanças climáticas.

Mas a comunidade internacional tinha se comprometido a reduzir o ritmo da perda de espécies e habitats até 2010, declarado o ano internacional da biodiversidade.

- A meta para 2010 não foi alcançada - disse Ban.

O secretário-geral também advertiu que na convenção sobre diversidade biológica em outubro na cidade japonesa de Nagoya, os representantes de 193 nações deverão discutir a distribuição equitativa das responsabilidades sobre os recursos naturais e seus benefícios.

Para José Manuel Barroso, presidente da Comissão Europeia,somente um plano estratégico com as nações de economias emergentes pode “garantir transparência, segurança jurídica e previsibilidade para quem busca acesso aos recursos, assim como distribuição justa e equitativa dos benefícios derivados deles”.

A ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, pediu para divulgar mais a importância de conservar as espécies animais e vegetais.

- Precisamos de um pacto em Nagoya - lembrou ela.

Barroso, presidente da Comissão Europeia, foi enfático:

- Se não protegermos nossos ecossistemas e biodiversidade, não seremos capazes de mitigar a mudança climática nem de nos adaptar a seu impacto, nem de prevenir a desertificação e degradação dos solos.

Com informações da AFP

Comentários (1)

  • Rodrigo Mateus Nickel diz: 29 de setembro de 2010

    Bom dia Mariana.
    Quero muito acreditar que um pacto em Nagoya seja possível, conforme proposto pela ministra Izabella Teixeira. Mas, enquanto não discutirmos seriamente nossa matriz civilizacional ocidental capitalista, não tenho esperanças.
    Acredito que uma revolução comportamental individual seja o caminho. Ocorrendo uma conscientização popular, as mudanças podem ser feitas de baixo para cima, pressionando as instâncias governamentais.

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