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Posts na categoria "Qualidade de Vida"

Uma chance para mudar

15 de maio de 2012 2

O episódio envolvendo as declarações do gerente de fiscalização de trânsito da Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC), Tarciso Kasper, escancara como Porto Alegre parou no tempo em conceitos de mobilidade urbana.
Ao desdenhar do interesse público pelo transporte coletivo e, indiretamente, estimular o uso de veículos próprios, a EPTC tomou a contramão de uma tendência recorrente em economias desenvolvidas ou em desenvolvimento. Deixar o carro na garagem faz bem para os próprios motoristas – afinal, significa trânsito menos pesado – e para o planeta, já sufocado pelas emissões de dióxido de carbono.
Porto Alegre poderia olhar adiante do próprio umbigo. Já há no Brasil empresas especializadas em compartilhamento de carros, sem falar em sites para agendar caronas. Nos Estados Unidos, criaram-se faixas específicas para veículos com mais de uma pessoa – quem circular sozinho leva multa. Em Londres, os Jogos Olímpicos vão ocorrer sem estacionamentos para os espectadores, salvo em casos especiais, como portadores de deficiências.
Os ingleses apostam no próprio transporte público, e aí reside uma boa lição para a EPTC. Em vez de dar desculpas, o órgão deveria aproveitar a oportunidade para estimular a população a andar de ônibus. E, principalmente, melhorar a infraestrutura disponível. Porque mandar trocar o ônibus pelo carro, seja ou não nas entrelinhas, torna ainda mais tênue a linha que separa a incompetência da omissão.

Um jardim de bem-estar

17 de junho de 2011 0

Um medidor de bem-estar que mostra o quão felizes são os moradores de um país por meio da imagem de uma flor. Esse é o OECD Better Life Index, criado por Moritz Stefaner e Raureif.

Cada flor representa um país e cada pétala um tópico, como educação, moradia, ambiente etc. O comprimento da pétala corresponde à pontuação de cada país para aquele assunto.
No site, dá para ver em mais detalhes a avaliação de cada local e ainda comparar o desempenho dos países.
Ao final, juntas, as nações formam um jardim super colorido. Bem mais bonito que um gráfico de barras do PIB mundial.

Caminhe pela cidade

10 de maio de 2011 2


Lá nas primeiras edições do Nosso Mundo, mais precisamente na edição número 1, nós falamos do Slow Movement, movimento que prega um jeito mais leve (e lento) de levar a vida.
Desde então, venho acompanhando as notícias do Slow Down London, uma espécie de clube na capital britânica que ajuda quem precisa a diminuir o ritmo.
Eles organizam encontros para não fazer nada além de bater um papo, praticar a escrita de uma carta ou apenas dar uma volta. Enfim, tudo para desacelerar a rotina.
Uma das atividades mais frequentes são as caminhadas pelas ruas de Londres. A ideia é que, ao bater perna sem um objetivo específico, o pessoal preste mais atenção na cidade onde vive, já que o normal é nem olhar para os lados na correria diária.
Um dos novos grupos de passeio que surgiram por lá é o London Strollers, que reúne gente de todas idades para pequenos passeios pela capital britânica.
Eu, particularmente, acho a ideia ótima e tenho certeza de que teríamos cidades melhores se tivéssemos o costume de caminhar mais pelas ruas. Além de aproveitar mais os deslocamentos, estaríamos ajudando a melhorar a nossa saúde e a saúde do planeta, já que haveria menos carros circulando por aí.
E aí? Que tal formar um grupo de caminhada e explorar sua região?


Cidades do futuro

19 de abril de 2011 0


Que cidade queremos no futuro?

Para discutir essa e outras questões envolvendo urbanização, a especialista May East vem para Porto Alegre hoje.
Ela é diretora de uma ecovila na Escócia, onde vive há 19 anos, e fica no redesenho das cidades.
O encontro, que rola hoje às 19h na sala 2 do Salão de Atos da UFRGS, deve ter também o movimento Cidades em Transição, que já tem mais de 300 municípios, na pauta.
Entre os adeptos, está a Vila Brasilândia em São Paulo.
O encontro é gratuito e tem a promoção da Educação Gaia Sul.
Para saber mais, clica aqui.

Quando?
Hoje, terça-feira, às 19horas
Onde?
Sala 2 do Salão de Atos da UFRGS (Av. Paulo Gama,110)



Carnaval da diversidade

03 de março de 2011 0


A bandeira estirada nesta foto é símbolo do diferente. E o Rio de Janeiro é um lugar que costuma acolher a diversidade, não?
Mesmo assim, a prefeitura decidiu lançar uma campanha específica para esse carnaval.
Intitulado Rio: Carnaval sem preconceito, o projeto começou ontem e é inédito.
Esta é a primeira vez que um programa é desenvolvido na cidade para orientar os cariocas sobre os diversos tipos de preconceito (religioso, racial, de gênero, por orientação sexual, por exemplo) e as formas de denunciá-los.
Serão distribuídos panfletos bilíngues nos blocos, praias e principais pontos turísticos da cidade.
Entre sábado e quarta-feira, um espaço fixo também será instalado em Ipanema para orientar o pessoal.
O desejo do coordenador de Diversidade Sexual da cidade, Carlos Tufvesson, é colaborar para a redução do preconceito.
Na cidade sensacional onde quase tudo pode, é preciso curtir o carnaval respeitando as diferenças.

Ah, também vale lembrar que o Rio de Janeiro já foi eleito o melhor destino gay do mundo.



Coração no asfalto

28 de dezembro de 2010 0

Essa é para dar um up no dia de vocês.

Olha que graça esta foto que roubamos do site do fotógrafo Terry Richardson. É um coração no asfalto.

Acho muito legal encontrar com esse tipo de surpresa pelas ruas das cidades.

Aqui em Porto Alegre, o pessoal do Vida Urgente já espalhou borboletas para chamar a atenção para os locais onde mais ocorrem acidentes.  Além de cumprir a função educativa, elas deixaram nosso asfalto mais bonito.

Já deparou com esse tipo de arte por aí? Manda para a gente (nossomundo@zerohora.com.br)

Um ranking verde das cidades

14 de dezembro de 2010 0


Até 2050, acredita-se que 70% da população mundial viverá em cidades. Embora representem pouco menos de 1% da superfície terrestre, os aglomerados urbanos são responsáveis por consumir até 75% da energia do planeta e por produzir até 80% das emissões de gases de efeito estufa.
Por esses e outros motivos, a Siemens, uma das líderes mundiais em engenharia, decidiu descobrir como está o desenvolvimento ambiental de grandes metrópoles ao redor do mundo. Em 2009, o foco do estudo, realizado pela consultoria Economist Intelligence Unit, foram as grandes cidades europeias. Este ano, as da América Latina.
Dezessete capitais, incluindo as brasileiras São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Belo Horizonte, Porto Alegre e Brasília, foram avaliadas. O resultado deu origem ao Latin American Green Index (Índice de Cidades Verdes da América Latina, em tradução livre).
O objetivo principal é mapear as ações das cidades a partir de diferentes critérios: energia e CO2, uso da terra e construções, transporte, resíduos, água, saneamento básico, qualidade do ar e governança ambiental.
Ao examinar o relatório, uma das surpresas é que não parece existir uma relação clara entre o desempenho ambiental e a renda per capita das cidades.
- Pensar que apenas cidades ricas podem ser verdes é um grande mito – garantiu Peter Löscher, CEO mundial da Siemens.
A grande cidade verde apontada pelo índice latino é a paranaense Curitiba, que alcançou uma classificação considerada muito superior à média. São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília estão acima da média, enquanto Porto Alegre encaixa-se um pouco abaixo, na média estabelecida.
Ainda assim, as políticas ambientais da capital gaúcha foram destaque ao lado do sistema de captação e tratamento de água, considerado um exemplo a ser seguido. Nenhuma das cidades brasileiras foi considerada bem abaixo da média ou abaixo da média, diferentemente das vizinhas Buenos Aires e Montevidéu.
Onde funciona melhor
Qualidade do ar
Quito, Belo Horizonte, Porto Alegre e Cidade do México
Uso da terra e construções
Buenos Aires e Quito
Resíduos
Puebla e Belo Horizonte
Boas ideias
Em São Paulo, uma iniciativa tenta impedir o acúmulo de lixo nas ruas. A cidade criou centrais de coleta para os resíduos que são grandes demais para as lixeiras convencionais, como móveis velhos, restos de construção e galhos de árvores. Já Santiago, no Chile, está trabalhando com instituições de caridade para incentivar a participação da comunidade na reciclagem.
Saneamento
Não tem destaques
Governança ambiental
Não tem destaques
Transporte
Curitiba, Bogotá e Buenos Aires
Boas ideias
Nos finais de semana, Quito limita a entrada de pedestres e bicicletas no Centro. Medellín usa teleféricos para integrar áreas empobrecidas da cidade.
A Cidade do México criou um sistema de transporte escolar obrigatório para reduzir o número de viagens dos pais em carros particulares.
Água
Porto Alegre
Energia e CO2
São Paulo
Boas ideias
Belo Horizonte é líder em energia solar. São 12 vezes mais coletores por pessoa em relação ao resto país.
Curitiba estuda uma taxa de absorção de carbono em suas áreas verdes para limitar as emissões da cidade.
Na Colômbia, o maior projeto hidrelétrico do país, perto de Medellín, deve começar a operar com oito geradores em 2018.
Por que Curitiba é destaque
Única cidade bem acima da média entre as avaliadas na América Latina, Curitiba é destaque na categoria resíduos e qualidade do ar. Parte dos resultados positivos se deve a ações que começaram na década de 60.
Com o rápido crescimento urbano e populacional, o município tentou conter a expansão urbana com investimentos em transporte público de baixo custo e alta qualidade. Já na década de 80, os esforços focaram a criação de novas áreas verdes, saneamento básico, reciclagem e gestão de resíduos.
Além da qualidade do ar e do transporte público de sucesso, Curitiba fica acima da média por, segundo os avaliadores, encarar o tema de forma holística.
As avaliadas
Curitiba
Belo Horizonte
Medellín
Buenos Aires
Guadalajara
Bogotá
Cidade do México
Montevidéu
Lima
Brasília
Monterrey
Rio de Janeiro
Porto Alegre
São Paulo
Puebla
Quito
Santiago


Michelle Obama quer comida saudável

21 de setembro de 2010 0

Além de linda, a primeira-dama americana, Michelle Obama, anda preocupada com a alimentação saudável. A proposta dela agora é que os restaurantes coloquem mais opções saudáveis em seus menus e indiquem esses itens com destaque no cardápio.

Na semana passada, ela se reuniu com integrantes da Associação Nacional de Restaurantes dos Estados Unidos e pediu para que usem um pouco menos de manteiga e de creme de leite em seus pratos, leite com pouca gordura e ofereçam fatias de cenoura como acompanhamento nos pratos para crianças.

A motivação de Michelle é reforçada pelo dado de que os norte-americanos gastam metade do dinheiro usado para alimentação fora de casa e fazem um terço de suas refeições em restaurantes. Por isso, pediu aos estabelecimentos que repensem a comida que oferecem e reformulem seus cardápios para ajudar a combater a obesidade infantil.

- Nós queremos fazer mais, nós temos de ir mais longe e nós precisamos de sua ajuda para liderar esse esforço – disse Michelle a donos de restaurantes e executivos.

A movimentação da primeira-dama em prol de uma melhor alimentação infantil não começou agora. Ela também já fez  pedidos semelhantes a escolas e grandes empresas alimentícias do país. O grande objetivo é melhorar a nutrição das crianças americanas.

As informações são da Associated Press.

Um banco onde todo mundo ganha

26 de julho de 2010 0

Você gosta de cozinhar, mas não entende nada de costura. A vizinha do andar de cima é craque em atividades manuais, mas trabalha o dia todo e não tem como levar seu mascote para passear. Na porta ao lado, o estudante de 20 e poucos anos, recém-chegado do interior do Estado para cursar a faculdade sobrevive à base de pizza congelada e passa horas em frente ao computador todas as tardes.

Conseguiu fazer o link?

Sim, enquanto você cozinha para o universitário, ele leva o cachorrinho solitário da vizinha para passear, e ela, mais tranquila com a nova companhia de seu poodle (ou qualquer outra raça que sobreviva bem em um apartamento), pode se dedicar a fazer a bainha daquela calça que você comprou, mas nunca usou.

A política de boa vizinhança, onde todo mundo se ajuda, na Europa, tem outro nome. São os bancos de tempo. Só Barcelona, na Espanha, conta com pelo menos sete, distribuídos em diferentes bairros da cidade. Neles, uma secretária controla as horas cedidas e recebidas dos correntistas, para que ninguém doe ou ganhe tempo demais.

A iniciativa se baseia em reciprocidade. Todo mundo dá, todo mundo recebe. A única moeda de troca são os serviços, não se fala em dinheiro (reais, euros ou dólares).

Seria, segundo algumas análises, uma evolução do conceito de voluntariado. Porém, em vez de uns só darem e outros só receberem, a aposta é em todos se ajudarem.

O sucesso dos bancos de tempo na Europa, já se espalharam para Portugal e Itália, talvez seja também fruto da crise financeira que estourou em 2008. Mas o fato é que, sendo por falta de euros no bolso ou não, a ideia aproxima as pessoas e permite que tenham mais tempo livre para fazer o que gostam – ler um livro, caminhar ou simplesmente não fazer nada.

Além do mais, é inegável a satisfação de ajudar alguém fazendo algo de que se gosta e, em troca, encontrar uma pessoa para realizar uma tarefa para a qual não se tem nenhum talento ou simplesmente paciência para fazer. Que tal trazer a ideia para cá?

Como funciona

- A pessoa se cadastra em um dos Bancos de Tempo

- Em sua ficha, coloca as atividades que gostaria de receber e as que está apto a realizar

- Em seguida, recebe os contatos dos outros “correntistas”, com os quais pode falar diretamente, sem passar pelo banco

- As trocas de favores não precisam ser diretas, o ideal é que se forme uma grande rede

- Uma secretária recebe e controlas os talões de horas dos associados do banco, para que ninguém receba ou doe tempo demais

Coisas você pode fazer

- Cozinhar, costurar, passar roupa

- Ler e contar histórias

- Jogar xadrez, damas ou cartas

- Passear com cachorros

- Cuidar de crianças ou levá-las ao parque

- Ensinar informática

- Levar idosos ao médico

A foto é do Artur Moser