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Posts com a tag "Edição de segunda"

Marina: "Estão fazendo uma política de avestruz"

05 de dezembro de 2011 0

Segunda parte da entrevista da ex-ministra Marina Silva ao Nosso Mundo (a primeira parte está no post abaixo):

Nosso Mundo _ A Rio+20 pode ser desidratada por chefes de Estado?
Marina Silva _ Olha, existe um grupo que fica trabalhando essa ideia de baixa expectativa. Ninguém que tem um parente ou um amigo na UTI aceita baixar as expectativas, a gente faz o melhor para essa pessoa sair da enfermidade. O planeta está enfermo e as pessoas estão querendo baixar as expectativas. Os países têm o compromisso de constranger os que estão tomando essa atitude. É no momento de crise que precisamos melhorar essa agenda ambiental. Alguns países como Estados Unidos, Canadá e Índia, com uma posição retrógrada, precisam ficar desconfortáveis por se esconderem para fazer vistas grossas. É fundamental continuar fazendo o constrangimento no espaço multilateral para que os países que respondem por mais emissões se comprometam mais.

NM _ A crise econômica pode atrapalhar as negociações?
Marina _ Temos de preservar os avanços e mudar a atitude com as emissões, o descaso que países como Estados Unidos, sobretudo, têm tido com essa agenda de clima, biodiversidade. Há uma preocupação muito grande com as posições da Índia, do Canadá. Estão fazendo uma política de avestruz. A realidade não mudou e os países ricos resolveram enterrar a cabeça para não ver a realidade das suas emissões. As mudanças climáticas continuam acontecendo. Essa crise é mais grave do que a crise da economia. É incompreensível investir trilhões de dólares, bilhões de euros para salvar o sistema financeiro, o setor imobiliário, quando não se faz o mesmo para nos tirar da crise ambiental, que foi causada pela ganância de poucos e os prejuízos com certeza ficaram para todos.

NM _ A senhora viu as propostas que o Brasil enviou à ONU? Qual a sua opinião?
Marina _ Eu tenho conhecimento da proposta. Acho que ainda há muitas lacunas. Mesmo na ideia da economia verde, a questão do desenvolvimento sustentável não está contemplada. Na questão da governança não há compromisso de criar um mecanismo novo para implementar a agenda. Sem isso, qualquer compromisso será mera retórica. Principalmente na agenda dos instrumentos econômicos, não há como pensar em economia verde se não tivermos três coisas: uma base legal para induzir as mudanças _ evitar a forma inadequada de fazer e criar as certas _, recursos financeiros para a implementação da agenda e colocar isso como centro das prioridades das políticas públicas nos diferentes setores.

Marina Silva: "O Brasil tem de se colocar como potência ambiental"

05 de dezembro de 2011 0

 



Marina Silva, ex-ministra do Meio Ambiente. Foto: Antonio Cruz, Agência Brasil.



Ex-ministra do Meio Ambiente e responsável pela onda verde nas eleições presidenciais de 2010, Marina Silva espera que a Rio+20, em junho do próximo ano, defina uma agenda para implementar de vez o desenvolvimento sustentável. Ela está na reportagem de capa da edição desta segunda-feira do Nosso Mundo Sustentável. Aqui no blog, você confere a primeira parte da entrevista da ambientalista ao repórter Guilherme Mazui:

Nosso Mundo – Qual o principal desafio da Rio+20?
Marina Silva – O principal é avaliar corretamente esses 20 anos (depois da Eco 92) e assumir os compromissos necessários do ponto de vista efetivo para enfrentar o agravamento das mudanças climáticas. É preciso encarar a questão corretamente do ponto de vista da governança. O Brasil já se comprometeu em 2007, quando eu era ministra e o Celso Amorim estava na pasta das Relações Exteriores, em apoiar a França para criar no âmbito nas Nações Unidas um órgão semelhante à Organização Mundial do Comércio (OMC) com foco no meio ambiente. Infelizmente, o Brasil retrocedeu. A questão da implementação de uma agenda pós Rio+20 vai ficar à deriva. O Pnuma (Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente) não tem estrutura financeira nem política para implementar essa agenda. É fundamental o Brasil ter posição firme na criação de um organismo social forte para agenda de meio ambiente e desenvolvimento sustentável.

NM _ Qual a expectativa da senhora sobre a atuação do Brasil?
Marina _ O Brasil não pode permitir retrocessos nas conquistas que tivemos nos últimos anos, e precisa batalhar para negociar na Rio+20 em cima de avanços. Espero que o país tenha protagonismo maior no âmbito da convenção, se distanciando das posições retrógadas do G-7 e, ao mesmo tempo, uma posição mais ousada dentro do G-20. O G-20 é responsável por 80% do PIB global. Esses países podem fazer a diferença, ainda que o acordo seja multilateral. Não se pode abrir mão dessas expectativas se o Brasil quiser fazer jus à potencia ambiental que é e ao que ele conquistou ao longo desses anos. Se ele é o anfitrião, tem a obrigação de se colocar como potência ambiental, país negociador e país importante entre os emergentes.

NM _ Passados 20 anos, o que foi implementado dos acordos da Eco 92?
Marina _ Houve baixa implementação dos acordos assumidos. Tivemos avanços significativos, houve toda uma agenda política e institucional no âmbito da ONU dos Estados nacionais, que serviu de base para medidas internas e no âmbito das convenções de desertificação, de clima e de biodiversidade. No entanto, ficou aquém do ponto de vista prático.

NM _ A senhora concorda com o foco da Rio+20 na economia verde e governança?
Marina _ Prefiro trabalhar com ideia de desenvolvimento sustentável. Suponhamos que economia verde esteja nesse contexto. Com a crise, países estão com a política de baixar as expectativas da Rio+20, o que não é aceitável. A realidade continua dramática e com o sentido de urgência que sempre teve. Só é possível enfrentar os problemas graves da mudança climática e da perda da biodiversidade pela mudança. Integrar economia e ecologia, fazer um esforço para passar no teste em vez de mudar o teste. Buscar a partir de uma nova visão novos processos, novas estruturas, novos produtos, novos materiais, uma nova base, novos conhecimentos. Assim poderemos ter uma economia próspera, que mude a vida das pessoas. Mas pelos caminhos da sustentabilidade, e não por esse modelos predatórios que vão inviabilizar no longo prazo a vida do planeta.

Edição de segunda

25 de setembro de 2011 2

Na próxima edição do caderno Nosso Mundo Sustentável, encartado amanhã em Zero Hora, você confere o grande projeto desenvolvido em Porto Alegre para melhorar a oferta de saneamento e diminuir a quantidade de esgoto sem tratamento lançado no Guaíba.

O caderno mostra o que e quem está por trás das obras do Programa Integrado Socioambiental, o Pisa.

O caderno também revela dados do último levantamento do Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento (Snis), que colocam o Estado em quinto lugar no ranking brasileiro de investimentos no setor.

O assunto estará em discussão no 26º Congresso Brasileiro de Engenharia Sanitária e Ambiental, que ocorre em Porto Alegre de hoje (domingo) até quinta-feira.

Também fique por dentro do derretimento no Ártico, que está ritmo cada vez mais acelerado, de acordo com estudos recentes.

Amanhã em ZH

07 de agosto de 2011 0

Confira na edição desta segunda-feira do caderno Nosso Mundo Sustentável como a garrafa de refrigerante que você coloca no lixo se transforma naquela camiseta bacana guardada no seu guarda-roupa.

Seja para o uso em tecidos, malhas e cobertores, no forro de edredons ou nos carpetes dos carros nacionais, o setor têxtil busca na fibra de poliéster obtida a partir do PET reciclado o material para a confecção de produtos mais corretos e lucrativos.

Conheça, também, a iniciativa de moradores de um condomínio de Santa Maria, na região central do Estado, que resolveram vender o lixo seco para fazer melhorias no conjunto habitacional.

Saiba, ainda, qual cidade catarinense é sede de um projeto inédito no país criado para ajudar o consumidor a pensar melhor na embalagem na hora das compras.

O poder do ônibus

17 de julho de 2011 0


No caderno Nosso Mundo Sustentável desta segunda-feira, você vai saber porque o ônibus e considerado por especialistas como uma solução eficiente, sustentável e mais barata para o caótico trânsito das grandes cidades.
Conheça o que foi feito em Los Angeles, no Estado americano da Caifórnia, onde uma campanha bem sucedida fez com que muito moradores deixassem os carros de lado e veja como está o cenário do transporte coletivo em Porto Alegre.
Confira, também, o que uma grande rede de supermercados está fazendo para fazer com que fornecedores reduzam o impacto da produção de seus produtos.
Na coluna Nossa Rede, descubra como a atriz Julia Louis-Dreyfus está ajudando a salvar os parques nacionais dos Estados Unidos e também o link para um vídeo bem engraçado do rap feito por um grupo de cientistas sobre as mudanças climáticas.
No espaço de artigos, o professor da UFRGS Luis Felipe Nascimento traz diversos argumentos contra a energia nuclear e a favor das energias de fontes renováveis.
Boa leitura!


Amanhã em ZH

03 de julho de 2011 1


Quanto do que você consome precisa realmente vir novinho, direto da loja? Esta é a pergunta que o conceito de consumo colaborativo pede que você faça, antes de sair por aí, comprando compulsivamente. Atenção, não significa deixar de consumir, e sim racionalizar o consumo ao compartilhar alguns itens da sua casa.
O tema é o assunto de capa e página central do caderno Nosso Mundo Sustentável desta semana, que circula encartado amanhã em Zero Hora. O gancho é o livro O que é meu é seu: como o consumo colaborativo vai mudar o nosso mundo, de Rachel Botsman e Roo Rogers, lançado recentemente.
A reportagem também dá dicas de sites, no Brasil e no Exterior, que já tornaram o compartilhamento, o empréstimo, a troca e o aluguel de produtos e serviços uma realidade.
Ainda nesta edição, conheça um pouco mais da espécie de arara-azul que inspirou o personagem Blu, do filme Rio, e saiba o que o presidente da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas), Antônio Cesa Longo, pensa sobre o uso das sacolinhas plásticas e seu impacto na economia e no ambiente.
Boa leitura!


Segunda no Nosso Mundo

26 de junho de 2011 0


Qual embalagem é mais “amiga” do planeta, a de vidro ou a de plástico? Se você fica em dúvida com relação à resposta correta a esta pergunta, saiba que a indústria e a academia também estão suando para chegar a um veredicto.
As vantagens e as desvantagens de cada matéria-prima são o tema da reportagem de capa e central do caderno Nosso Mundo Sustentável desta segunda-feira, que vem com a chamada Vidro X Plástico – O combate. Analisamos os impactos da extração, do transporte e do descarte das garrafas de vidro e das PET para que você possa tomar uma decisão mais consciente de acordo com cada situação.
Ainda nesta edição, você poderá conhecer o projeto Educação para a Sustentabilidade, da Escola de Administração da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O grupo, formado por estudantes da graduação e da pós-graduação, foi um dos 20 finalistas da primeira fase da Gincana Impacto Zero SWU.
Já na coluna Nossa Rede, conheça o lado ativista da atriz Olivia Wilde, a 13 do seriado House, e as lixeiras com compactor de resíduos movidos a energia solar.