Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
 

Última a saber

21 de junho de 2008 0

Pedro Paulo Figueiredo, CZN

Desde que foi escalada para viver a secretária Tina em A Favorita, Graziella Schmitt passou a analisar a infidelidade com outros olhos. Apesar de na trama de João Emanuel Carneiro a atriz dar vida à outra, sua condição de amante muda quando ela descobre que Dodi, de Murilo Benício, a trocou por outra secretária. Mas, ao invés de posar de coitada, a personagem resolve fazer o que a  maioria das mulheres rejeitadas sonham fazer: se vingar do ex-amante.

Conversei com amigas que já foram traídas e também relembrei uma experiência que tive há anos e não foi muito legal.

Graziella também leu tudo o que lhe indicaram sobre traição, desde livros especializados a sites da internet. Entre as histórias que mais lhe chamaram a atenção estão a do ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, que teve
um escandaloso affair com sua estagiária Monica Lewinsky, e o caso entre o príncipe Charles, da Inglaterra, que depois de se casar com a princesa Diana continuou sua relação com a ex-namorada Camilla Parker-Bowles.

- Nessa pesquisa, percebi que uma mulher apaixonada e traída é capaz de tudo – constata.

Para compor o ar imprevisível que a personagem pedia, Graziella também assistiu, por sugestão do diretor da trama, Ricardo Waddington, ao filme Um Beijo Roubado, de Kar Wai Wong.

Detalhista na hora de descrever o perfil psicológico de Tina, a atriz faz mistério quanto ao seu futuro na novela. Mas deixa escapar que, na qualidade de mulher traída, a personagem acaba se tornando perigosa.

Acho a Tina manhosa como toda mulher carinhosa, mas, ao mesmo tempo, atenta e com os reflexos bem apurados, como uma gata. Imprevisível – compara.

Se Graziella desconversa quando o assunto é o futuro de Tina na trama das oito, ela escancara ao falar sobre seus projetos paralelos. Um deles é a peça Limpe Todo Sangue Antes Que Manche O Carpete, de Jô Bilac. Foi por conta dele que a atriz foi convidada para voltar às novelas. O convite só surgiu depois que dois produtores de elenco de A Favorita assistiram sua performance no espetáculo.

Eles comentaram com o Waddington que tinham gostado muito do meu trabalho na peça e ele me  ligou para fazer uma leitura para a personagem – lembra.

Em uma fase pessoal e profissional que classifica como ótima, Graziella já estava com saudade de fazer tevê. Afinal, estava longe das gravação desde Pé Na Jaca, onde fez uma participação como Renatinha. Por isso, para a atriz, está sendo uma honra voltar ao batente logo em uma novela das oito – mesmo sabendo que está sujeita às conseqüências de tamanha visibilidade.

Dou a mesma importância a todos os meus trabalhos, sejam eles mais visados ou não. E não  temo as críticas. Acho que elas fazem parte do trabalho do ator – assegura.

Além de marcar a estréia de Graziella no horário nobre, A Favorita também proporciona a atriz a chance de viver uma personagem mais adulta. Até porque, desde que estreou na tevê, a ex-paquita da Xuxa viveu muitas adolescentes, entre elas a Laila do seriado Sandy & Júnior e a Vivi de Malhação. A trama de João Emanuel Carneiro também está dando à atriz a oportunidade de contracenar com atores que sempre admirou, entre eles os experientes Mauro Mendonça, Murilo Benício e Ângela Vieira.

Quero mais é poder aprender com eles. Outro dia mesmo falei com a Ângela que estou aberta a tudo o que ela quiser me dizer e, inclusive, agradeço – avisa.

Postado por TV+Show, Diário Catarinense

Bookmark and Share

Envie seu Comentário