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Posts do dia 6 julho 2008

Sorte de principiante

06 de julho de 2008 0

Pedro Paulo Figueiredo / CZN

Caio Castro nunca pensou em ser ator. Mas sempre quis defender uma grana e não precisar pedir dinheiro aos pais. E quando viu o anúncio na tevê sobre o concurso do Caldeirão do Huck que lançaria dois novos personagens em Malhação, decidiu se testar. Mesmo sem nunca ter estudado interpretação.

Sempre disseram que eu tenho carisma e sei que pego as coisas com facilidade. Achei que não custava arriscar – lembra o intérprete do rebelde Bruno da novela.

E não custou mesmo. Passado o susto de ser selecionado e a bateria de dois meses de testes, Caio finalmente garantiu sua vaga e ganhou como prêmio o inquieto adolescente Bruno. Na trama, sua função é atrapalhar o casal principal Angelina e Gustavo, de Sophie Charlotte e Rafael Almeida. Tarefa que o estreante jamais imaginou desempenhar no ar logo em sua primeira experiência.

Eu achava que os antagonistas seriam o Andreas e a Débora. Não esperava esse destaque todo logo de cara – confessa.

Mais seguro e aplicado nas aulas que o elenco recebe às quartas e quintas,de manhã, Caio hoje aproveita a boa fase de Bruno na trama. Seu envolvimento com a mocinha Angelina resultou na gravidez da menina. Com o conflito, a participação do jovem ator cresce cada vez mais e já ameaça o final feliz do casal principal. Mesmo assim, Caio prefere nem pensar nessa possibilidade, para não criar qualquer expectativa.

Não acredito que vão ousar no último episódio. Mas essa guinada do Bruno na história certamente me deu uma visibilidade enorme no projeto – comemora.

Mesmo sem a promessa de um final surpreendente, Caio sente segurança em seu futuro quando tem contato com os fãs de Malhação. Essa, aliás, é a parte que o ator mais curte do trabalho. E, ao mesmo tempo, a que mais o deixa sem graça. O rapaz ainda não se acostumou com as reações do público ao perceberem que estão do lado do novo ídolo. Principalmente com as meninas, que muitas vezes passam dos limites na abordagem.

Umas choram, outras chegam apertando minha bunda ou se encostando demais. Fico tenso, mas acho que é um sinal de que eu tenho futuro na profissão – torce, abaixando o olhar e deixando a timidez ainda mais aparente.

Postado por TV+Show, Jornal de Santa Catarina

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Contra estereótipos

06 de julho de 2008 0

Pedro Paulo Figueiredo / CZN

Christine Fernandes jura que a Rita de A Favorita, tem chances de se transformar em um dos principais papéis de sua carreira. Segundo a atriz, é seu primeiro na televisão que mais se aproxima da realidade brasileira. Além disso, Christine finalmente interpreta uma mãe, com direito aos conflitos esperados de uma mulher que assumiu uma gravidez sozinha. Uma surpresa para Christine, que só aos 40 anos experimenta este tipo de composição.

Já estava na hora de viver esse tipo de relação em uma novela. Até porque não sou mais nenhuma garotinha – opina.

Escalada para interpretar Rita desde julho do ano passado, Christine construiu a personagem a partir de seu histórico: mãe solteira com dificuldades financeiras. A idéia inicial do diretor Ricardo Waddington era de que Rita fosse uma mulher loura e de cabelos bem longos. Por isso mesmo a atriz chegou a colocar megahair nas madeixas em sua cor natural. Mas às vésperas de  começarem as gravações, Ricardo intuiu que alguma coisa estava estranha naquele resultado. A saída foi escurecer os cabelos, deixando-a morena pela primeira vez.

Entrei em desespero e tive de mexer no comportamento dela. Mas foi melhor. O louro passa uma idéia de iluminação, de glamour. Assim me sinto mais dentro do papel – justifica autoconfiante.

A segurança aparente tem razão. Desde que aceitou interpretar uma das protagonistas de Essas Mulheres, na Record, Christine sente que sua carreira tomou rumos diferentes. A atriz já tinha recebido papéis com algum destaque nas tramas, como a Flávia Regina de Esplendor, mas reconhece que passou a ter outro status depois da experiência bem-sucedida.

Ganhei o domínio completo da técnica de fazer tevê com a Aurélia. Algumas personagens mudam nosso futuro e isso aconteceu comigo na Record – garante.

Seu trabalho anterior na Globo, a Simone de Páginas da Vida, foi uma prova dessa mudança. Na época em que gravava para a Record, em São Paulo, Christine recebeu um e-mail do próprio autor Manoel Carlos com elogios a sua atuação. Além disso, Maneco deixou claro na troca de mensagens que gostaria de voltar a trabalhar com a atriz, que estreou na tevê em História de Amor, de 1995, escrita por ele. Não deu outra. Dividida entre a proposta de um contrato longo na Record e um papel no horário nobre da Globo, Christine ficou com a segunda hipótese.

Nunca gostei de me preocupar com contratos longos. Vários colegas não têm e estão sempre no ar. Preferi optar pelo trabalho que me traria mais benefícios como atriz – lembra.

Antes de seu vínculo com a Globo acabar, Christine foi chamada para uma reunião com a direção artística e finalmente assinou, pela primeira vez, um acordo mais estendido com a emissora. Isso depois de perceber, durante a conversa, que poderia esperar por bons papéis dali para frente.

Acho que já mostrei minha capacidade e a empresa parece ter enxergado isso também. Sei que não vou ser desperdiçada em papéis que não me exijam mais do que simplesmente decorar um texto – afirma, com firmeza.

Por enquanto, Christine tem conseguido o que queria. O convite para interpretar Rita em A Favorita veio alguns dias depois que João Emanuel Carneiro, autor da novela, assistiu ao espetáculo Hedda Gabler, que Christine encenou no Rio. E foi o próprio  diretor, Ricardo Waddington, que dirigiu a então estreante atriz em História de Amor, quem ligou.

É legal ver um autor confiar em você depois de assistir à sua peça. E também acho bacana mostrar hoje ao Ricardo tudo que aprendi nesses 13 anos de carreira – diz.

Postado por TV+Show, Jornal de Santa Catarina

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Só um pouco mais de emoção

06 de julho de 2008 1

Triângulo amoroso ainda não emocionou, mas tem tudo para empolgar/TV GLOBO / João Miguel Júnior e Márcio de Souza

A Favorita, de João Emanuel Carneiro, trouxe uma inovação para o horário nobre da Globo que pode resultar em um tremendo sucesso ou em um fracasso total. Arriscando todas as suas fichas em um enredo diferente, o autor criou uma trama em que, pela primeira vez na história das novelas, o telespectador não tem idéia de quem é a mocinha e a vilã.

Se fosse um filme, teria tudo para ser um sucesso de bilheteria, pois o público ficaria atento a cada detalhe para saber o final. Porém, esperar duas horas para ter o desenrolar da trama no cinema é diferente de aguardar quatro meses em casa para saber o término de uma novela.

Será que a aposta de autor João Emanuel Carneiro foi correta?

Por um lado sim, pois apresenta uma novidade, o que sempre é bem-vindo. Fugir das tramas óbvias atrai a atenção do telespectador e é uma forma de buscar mais qualidade e inovação para os enredos. Nota dez para o autor neste ponto.

Por outro lado, talvez o telespectador já esteja acostumado a certos padrões em uma novela e espera um tipo de história com o qual possa sonhar ou se identificar.

É difícil torcer por um protagonista em A Favorita. Os personagens tem um passado nebuloso demais.

Ze Bob (Carmo Dalla Vecchia) infelizmente não tem agregado muito à história. Ele se envolveu com Donatela (Claudia Raia) e Flora (Patrícia Pillar), mas não está firme com nenhuma delas.

As duas histórias estão longe das paixões obsessivas, como a de Bebel (Camila Pitanga) e Olavo (Wagner Moura) em Paraíso Tropical, que conquistaram o público, mesmo sendo vilões.

Emoção. É isso que pode estar faltando na novela. Quem sabe se Zé Bob se apaixonar por alguém e fizer uma escolha, seja possível entender melhor a história?

Talvez ele possa engatar um romance ardente com Donatela. Aí o público vai saber se o jeito dela tão agressivo é porque ela é uma mulher passional lutando pelo que é seu ou se é maquiavélica.

Quem sabe aí seja possível se apegar a um personagem e torcer por ele. Tomara que o autor faça alguns ajustes para que esta novela, que já é boa, fique ainda melhor e mais emocionante.

Postado por Juliana Herling

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