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Contra estereótipos

06 de julho de 2008 0

Pedro Paulo Figueiredo / CZN

Christine Fernandes jura que a Rita de A Favorita, tem chances de se transformar em um dos principais papéis de sua carreira. Segundo a atriz, é seu primeiro na televisão que mais se aproxima da realidade brasileira. Além disso, Christine finalmente interpreta uma mãe, com direito aos conflitos esperados de uma mulher que assumiu uma gravidez sozinha. Uma surpresa para Christine, que só aos 40 anos experimenta este tipo de composição.

Já estava na hora de viver esse tipo de relação em uma novela. Até porque não sou mais nenhuma garotinha – opina.

Escalada para interpretar Rita desde julho do ano passado, Christine construiu a personagem a partir de seu histórico: mãe solteira com dificuldades financeiras. A idéia inicial do diretor Ricardo Waddington era de que Rita fosse uma mulher loura e de cabelos bem longos. Por isso mesmo a atriz chegou a colocar megahair nas madeixas em sua cor natural. Mas às vésperas de  começarem as gravações, Ricardo intuiu que alguma coisa estava estranha naquele resultado. A saída foi escurecer os cabelos, deixando-a morena pela primeira vez.

Entrei em desespero e tive de mexer no comportamento dela. Mas foi melhor. O louro passa uma idéia de iluminação, de glamour. Assim me sinto mais dentro do papel – justifica autoconfiante.

A segurança aparente tem razão. Desde que aceitou interpretar uma das protagonistas de Essas Mulheres, na Record, Christine sente que sua carreira tomou rumos diferentes. A atriz já tinha recebido papéis com algum destaque nas tramas, como a Flávia Regina de Esplendor, mas reconhece que passou a ter outro status depois da experiência bem-sucedida.

Ganhei o domínio completo da técnica de fazer tevê com a Aurélia. Algumas personagens mudam nosso futuro e isso aconteceu comigo na Record – garante.

Seu trabalho anterior na Globo, a Simone de Páginas da Vida, foi uma prova dessa mudança. Na época em que gravava para a Record, em São Paulo, Christine recebeu um e-mail do próprio autor Manoel Carlos com elogios a sua atuação. Além disso, Maneco deixou claro na troca de mensagens que gostaria de voltar a trabalhar com a atriz, que estreou na tevê em História de Amor, de 1995, escrita por ele. Não deu outra. Dividida entre a proposta de um contrato longo na Record e um papel no horário nobre da Globo, Christine ficou com a segunda hipótese.

Nunca gostei de me preocupar com contratos longos. Vários colegas não têm e estão sempre no ar. Preferi optar pelo trabalho que me traria mais benefícios como atriz – lembra.

Antes de seu vínculo com a Globo acabar, Christine foi chamada para uma reunião com a direção artística e finalmente assinou, pela primeira vez, um acordo mais estendido com a emissora. Isso depois de perceber, durante a conversa, que poderia esperar por bons papéis dali para frente.

Acho que já mostrei minha capacidade e a empresa parece ter enxergado isso também. Sei que não vou ser desperdiçada em papéis que não me exijam mais do que simplesmente decorar um texto – afirma, com firmeza.

Por enquanto, Christine tem conseguido o que queria. O convite para interpretar Rita em A Favorita veio alguns dias depois que João Emanuel Carneiro, autor da novela, assistiu ao espetáculo Hedda Gabler, que Christine encenou no Rio. E foi o próprio  diretor, Ricardo Waddington, que dirigiu a então estreante atriz em História de Amor, quem ligou.

É legal ver um autor confiar em você depois de assistir à sua peça. E também acho bacana mostrar hoje ao Ricardo tudo que aprendi nesses 13 anos de carreira – diz.

Postado por TV+Show, Jornal de Santa Catarina

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