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Só um pouco mais de emoção

06 de julho de 2008 1

Triângulo amoroso ainda não emocionou, mas tem tudo para empolgar/TV GLOBO / João Miguel Júnior e Márcio de Souza

A Favorita, de João Emanuel Carneiro, trouxe uma inovação para o horário nobre da Globo que pode resultar em um tremendo sucesso ou em um fracasso total. Arriscando todas as suas fichas em um enredo diferente, o autor criou uma trama em que, pela primeira vez na história das novelas, o telespectador não tem idéia de quem é a mocinha e a vilã.

Se fosse um filme, teria tudo para ser um sucesso de bilheteria, pois o público ficaria atento a cada detalhe para saber o final. Porém, esperar duas horas para ter o desenrolar da trama no cinema é diferente de aguardar quatro meses em casa para saber o término de uma novela.

Será que a aposta de autor João Emanuel Carneiro foi correta?

Por um lado sim, pois apresenta uma novidade, o que sempre é bem-vindo. Fugir das tramas óbvias atrai a atenção do telespectador e é uma forma de buscar mais qualidade e inovação para os enredos. Nota dez para o autor neste ponto.

Por outro lado, talvez o telespectador já esteja acostumado a certos padrões em uma novela e espera um tipo de história com o qual possa sonhar ou se identificar.

É difícil torcer por um protagonista em A Favorita. Os personagens tem um passado nebuloso demais.

Ze Bob (Carmo Dalla Vecchia) infelizmente não tem agregado muito à história. Ele se envolveu com Donatela (Claudia Raia) e Flora (Patrícia Pillar), mas não está firme com nenhuma delas.

As duas histórias estão longe das paixões obsessivas, como a de Bebel (Camila Pitanga) e Olavo (Wagner Moura) em Paraíso Tropical, que conquistaram o público, mesmo sendo vilões.

Emoção. É isso que pode estar faltando na novela. Quem sabe se Zé Bob se apaixonar por alguém e fizer uma escolha, seja possível entender melhor a história?

Talvez ele possa engatar um romance ardente com Donatela. Aí o público vai saber se o jeito dela tão agressivo é porque ela é uma mulher passional lutando pelo que é seu ou se é maquiavélica.

Quem sabe aí seja possível se apegar a um personagem e torcer por ele. Tomara que o autor faça alguns ajustes para que esta novela, que já é boa, fique ainda melhor e mais emocionante.

Postado por Juliana Herling

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Comentários (1)

  • Ingrid diz: 7 de julho de 2008

    Ah eu gosto dessa novela… todo dia tem novidade… e estou torcendo muito pela Donatella. Só acho que o Zé Bob podia ter outro nome (acho esse ridiculo) e cortar os cabelos…. hehehehehe

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