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Caráter duvidoso

13 de julho de 2008 0

Divulgação, TV Globo

Dois meses após a estréia de Ciranda de Pedra, Lucy Ramos ainda tem uma série de dúvidas a respeito do caráter de sua personagem, Luciana. Dá para entender. Afinal, a empregada da casa de Daniel, vivido por Marcello Anthony, é capaz de tudo para conquistar o amor do patrão. Embora tenha um jeito singelo e pareça pacífi ca à primeira vista, não é raro ela palpitar  indevidamente no relacionamento do médico com Laura, de Ana Paula Arósio. Diante disso, tudo indica que, aos poucos, ela colocará as manguinhas de fora para conseguir o que quer.

É ótimo fazer uma personagem misteriosa, sem saber se ela é boa ou má. Tudo pode acontecer. Estou rindo até dizer chega – comemora.

De qualquer forma, a atriz de 25 anos não nega a torcida para que Luciana se revele uma megera.

Dizem que fazer a malvada é melhor – diverte-se.

Esta, aliás, é a primeira personagem de índole duvidosa da carreira da atriz, que estreou na  tevê fazendo uma participação em Começar de Novo. Depois, Lucy ganhou destaque como a dama de companhia Adelaide de Sinhá Moça e, mais recentemente, deu vida à Guguta de Pé na Jaca. Em sua segunda trama de época, ela diz não perceber tantas disparidades entre o fi nal dos anos 1950 – em que se passa Ciranda de Pedra – e os dias de hoje.

Quando vivi uma escrava em Sinhá Moça, era muito diferente. Ela mal sabia falar, era bem reprimida e nem podia beijar. Já a realidade de 1958 é bem próxima à nossa – compara.

Satisfeita com a carreira, Lucy revela que tem outra paixão: o futebol. Quando saiu de Recife, sua cidade natal, e foi para São Paulo, aos cinco anos de idade, a menina de  personalidade inquieta tomou gosto pelo esporte normalmente praticado por meninos.

Adoro jogar futebol, é uma delícia. Agora quase não tenho tempo, mas jogo sempre que posso – diz, lembrando que até os 16 anos jogou como zagueira em uma escolinha. Foi nessa época, aliás, que seu treinador apostou em sua beleza e lhe indicou um curso de modelo.

Mas comecei a modelar já pensando em pagar meus cursos de teatro – ressalta ela que, após se formar, começou a fazer testes para a tevê e logo entrou na Oficina de Atores da Globo.

Com pouca experiência no teatro, Lucy se diz apaixonada pela tevê. A atriz reforça que, ao contrário do que possa parecer, trata-se de um veículo difícil, que exige dedicação, concentração e disciplina, já que o ritmo de gravações é bem acelerado.

Na hora de gravar, tem de prestar atenção em muita coisa ao mesmo tempo: câmaras, posição, estar com o texto entendido além de decorado… Não é fácil – ensina.

Depois de duas breves participações no cinema – ela atuou em Um Dia de Ontem, de Thiago Luciano, e em Turistas, de John Stockwell –, Lucy diz que, além de interpretar os mais diferentes tipos, pretende fazer muitos filmes ao longo da carreira. Tanto que ela está idealizando, ao lado de Chico Abreu, um longa sobre a vida de sua mãe, Lúcia Maria, que, segundo ela, tem vivências tão interessantes que merecem ser transformadas em história.

Postado por TV+Show, Diário de Santa Catarina

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