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Romance ao molho curry

19 de janeiro de 2009 0

Juliana Paes e Márcio Garcia/Divulgação/TV Globo

Um folhetim em sua forma mais tradicional: choque de tradições, amores impossíveis, fantasias, loucuras e uma boa dose de humor. É o que se pode esperar de Caminho das Índias, trama de Glória Perez que estreia hoje na Globo. Com direção de Marcos Schechtman, a nova novela das oito gira em torno de Maya (Juliana Paes) e Bahuan (Márcio Garcia).
Apaixonado, o casal indiano não pode ficar junto por conta do tradicional e arraigado sistema de castas, que impede que a moça, de uma linhagem nobre, se case com um intocável – considerado impuro a ponto de não poder tocar nem com sua sombra alguém de casta superior. A imposição religiosa é tão forte que o máximo que acontece entre os dois, em princípio, é um “quase beijo”.
- O “quase beijo” é até mais erótico. Gosto de ficcionar. Não me interessa retratar pessoas reais. Isso limita a criação - resume a autora, que tem a missão de escrever sozinha, como uma das poucas que dispensa colaboradores para compor a história de mais de 70 personagens.
Com gravações em Mumbai, na Índia, e em Dubai, nos Emirados Árabes, a história promete belas paisagens. Ora será mostrada a exuberância da arquitetura em construções como o Taj Mahal, na Índia, e os modernos prédios de Dubai – entre eles, o Burj Dubai, um arranha-céu que já atingiu 780 metros de altura e deve chegar aos 818 metros -, ora a pobreza que domina boa parte da sociedade indiana, além do caos do trânsito no país.
- É uma mistura de carro, camelo, elefante, vaca, pessoas. Eles se esbarram, caem, levantam, mas levam na boa. Ninguém faz boletim de ocorrência – diverte-se Márcio Garcia.
Juliana Paes não ficou menos impressionada, principalmente com relação às diferenças espirituais.
- Eles lidam com a vida como uma grande passagem. Isso é perceptível e toca muito a gente, que vive tão sem religiosidade – avalia ela, que encara sua primeira protagonista.

- Sei que mais pessoas vão ver e cobrar, porque é a novela das oito. Essa mocinha tem de encantar as pessoas. Mas me dediquei, estudei e acho que vai dar certo – afirma.
Ao melhor estilo da autora, a trama, além de abordar os conflitos e choques culturais entre Oriente e Ocidente, tem uma vasta lista de temas. A loucura será tratada através de Tarso, personagem de Bruno Gagliasso, cuja psique entra em colapso após insistentes pressões da família.
Outra que assusta pelo grau de insanidade é Yvone (Letícia Sabatella). Como um lobo em pele de cordeiro, a psicopata não hesita em roubar o marido da melhor amiga. Para dar jeito em tanta loucura, está Dr. Castanho, psiquiatra vivido por Stênio Garcia que por vezes se mostra tão excêntrico quanto seus pacientes.
- Nunca imaginei que a doença mental possibilitasse tantas reações diferenciadas, como preconceitos familiares, por exemplo. A aceitação na relação com o doente é um negócio tão variado, tão estranho para nós - impressiona-se Stênio.

Postado por Pioneiro

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