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Ator fala sobre Orlandinho, de A Favorita

06 de fevereiro de 2009 1

Iran Malfitano fala do personagem gay Orlandinho/Divulgação/TV Globo

Confessa que você também ficou em dúvida! Iran Malfitano se saiu tão bem como o gay Orlandinho, na novela A Favorita, que chegou a levantar dúvidas na namorada e até no pai. Em entrevista ao Kzuka, o ator falou sobre a repercussão do personagem e o sucesso com as mulheres, relembrou sua adolescência e ainda contou, em primeira mão, que é o novo solteiro da praça.

Kzuka – Como está a “ressaca” desse personagem que foi tão legal?               Iran – Eu tô curtindo meu desemprego! Cara, o Orlandinho marcou muito, né? Foi um personagem que, graças a Deus, conseguiu agradar a gregos e troianos. Não teve nenhuma rejeição por parte de ninguém, nem por criança, nem por idoso. Os homossexuais aceitaram, os heteros também… Isso refletia bastante até nas enquetes que perguntavam com quem a Maria do Céu deveria terminar a novela.
O Orlandinho ganhou disparado, com mais de 80% de aprovação. Essa aceitação foi muito boa pra mim e isso reflete até hoje, ainda está fresco. Foi tão legal que até minha namorada falava: “Iran, trabalha um pouquinho pior, amor!”. Meu pai também me ligava e dizia: “Meu filho, tá complicado, cara, você tá trabalhando
bem demais!”.

Kzuka – Em Malhação, você fazia um galã. Mas, em A Favorita, tudo mudou. Como foi encarar essa transição?
Iran –
Não sabia que o personagem ia ter essa conduta. Pra mim, o Orlandinho sairia no 30º capítulo, pois eu ia para Guerra e Paz. Mas, de repente, ele tomou um corpo que eu não esperava. A reação das pessoas foi muito boa, todo mundo vinha falar do meu trabalho. Antes, as pessoas queriam tirar foto comigo porque eu aparecia na televisão, mas, depois do Orlandinho, elas me abordam simplesmente para falar do meu trabalho. Eu acho que a minha credibilidade
como ator aumentou. E esses são frutos que eu sempre quis colher, pois plantei muito para isso.

Kzuka – Você acha que esse foi o papel mais importante da sua carreira, então?
Iran –
Todos foram. Com o Gui, da Malhação, eu aprendi tudo. Mas era muita gente começando junto. Foi o primeiro contato que tive com a TV. Na verdade, já tinha feito outras participações, mas esse foi o primeiro personagem com casa, núcleo, cenário, quarto próprio. Dá um peso bem maior. Kubanakan foi importante, pois lá eu conheci o Carlos Lombardi, autor que veio depois a trabalhar comigo mais umas vezes. Trabalhei com muita gente grande, gente importante, o que dá um respaldo. Procuro sugar o máximo que posso dos atores com quem eu convivo. Acho que todos os personagens acrescentaram muito na minha vida. O legal é que, até então, eu era
tido como o “ator de rostinho bonito”. E eu ouvia isso de gente lá de dentro: “Você tá aqui porque é bonitinho, mas isso passa, viu?”. E passou mesmo.

Kzuka – Como você era quando adolescente?
Iran –
Ai, eu nunca fui pegador, sempre fui muito tímido. Sabe aquele tipo que tem que beber quatro, cinco cervejas e ainda fica: “Não, eu vou daqui a pouquinho, só daqui a pouquinho”? Então, alguém sempre ia antes de mim e eu ficava chupando o dedo. Agora, com o tempo, as coisas mudaram um pouquinho. (risos) Passa a vida e a gente se adapta melhor às coisas. Eu não sou bom de approach e, depois de famoso, piorou minha situação. Se eu fosse desconhecido, ia me dar melhor. Tem muita mulher que arrasta uma asa e, quando você vai falar uma gracinha, ela chega e diz: “O que você quer, meu filho?”. Eu tenho um amigo que sabe muito o que falar e leva todas. Mas eu não sou assim, não, sou bom na paquera, fico olhando, olhando…

Kzuka – Você está namorando, mas acha que o Orlandinho fez sucesso com as mulheres?
Iran –
Eu estava namorando, mas não estou mais. A mulherada ficava incomodada pra confirmar se eu era ou não gay, sabe? Na verdade, rolava uma coisa de “vou provar que ele não é gay”. Era engraçado!

Kzuka – E esse visual de cabelo comprido, você pretende manter?
Iran –
Tô cabeludo por causa da novela. Eu ia cortar, mas desisti, pois posso usar o cabelo em outro personagem. Se eu raspasse, como estava com vontade, teria que obrigatoriamente fazer um cara de cabelo raspado em outra novela. Tô maluco pra cortar esse negócio, dá muito trabalho. Cabelo curto é prático, porque, se não tem xampu, vai sabonete mesmo! Não precisa pentear e etc.

Postado por Kzuka – Diário Catarinense

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Comentários (1)

  • Marina diz: 10 de fevereiro de 2009

    AAAAAAAA q pena q ele vai sair da globo mais vaze oq é a vida . !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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