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Ísis Valverde fala de sua carreira como atriz

07 de fevereiro de 2009 1

A mineira Ísis se identifica com Camilla, de Caminho das Índias/Luiza Dantas/CZN

Quando Ísis Valverde fala sobre a breve e ascendente carreira, seus olhos brilham mais que o ofuscante figurino indiano de Camilla, sua personagem em Caminho das Índias. Serelepe e totalmente vivaz, a atriz que nasceu na pequena Aiuruoca, em Minas, mistura toda a sua faceta sonhadora com a empolgação de quem viajou pela primeira vez para o Exterior para gravar cenas da trama da Globo. Tanto que a primeira alusão que faz à personagem da história de Glória Perez é sobre como esse papel habita seu universo romântico. Ísis se empolga desde o momento em que enumera as características mais estruturais da personagem.

– Ela é totalmente correta: não fuma, não bebe, mas é rebelde à sua maneira, assim como eu. Eu era muito parecida com ela na adolescência. Também escolhia meus namorados a dedo – compara.

No entanto, o que mais chamou a atenção da atriz foi a função de Camilla na trama. Segundo Ísis, a primeira recomendação do diretor Marcos Schetchman foi que o papel seria uma espécie de “olhos dos brasileiros na Índia”, destacando todo o choque cultural e os costumes dos ocidentais que chegam no Oriente e precisam se adaptar com urgência a um modo de vida tão peculiar. Na trama, Camilla conhece Ravi, de Caio Blat, pela internet, e logo se apaixona. Com isso, resolve largar sua vida no Brasil e as oposições da mãe Aída, de Totia Meirelles, para se casar com o indiano.

– Ela tem uma paixão louca. Isso que vai segurar a Camilla, que passa por muitas transformações e decepções e acaba virando outra pessoa na história – adianta.

As mutações não se restringem apenas à personagem.

– Voltei outra pessoa da Índia. Tive uma crise existencial, questionei minha vida inteira – dramatiza a atriz, prestes a completar 22 anos.

Um dos costumes que mais impressionou Ísis nas cidades por onde passou foi a religiosidade através do hábito dos indianos de fechar o comércio às duas da tarde e todos irem rezar nos templos. Pouco depois, tudo reabre e a vida volta ao normal.

– Foi muito estranho ficar num lugar sem meio termo, com tanta riqueza e tanta pobreza – avalia.

Em meio a tantas análises, Ísis também teve tempo de pensar na carreira meteórica. Afinal, contou com a sorte de emendar uma novela na outra desde que estreou na Globo, há três anos, como a recatada Ana do Véu, em Sinhá Moça. Em seguida, após uma participação no início de Paraíso Tropical, como a garota de programa Telma, emplacou sua personagem de maior destaque na tevê: a desprovida de neurônios Rakelli, de Beleza Pura. Mas a atriz espevitada nem pensou em dar um tempo da telinha para “descansar a imagem”, como faz boa parte dos atores. Preferiu aceitar o chamado para um papel de destaque no horário nobre.

– Depois dessa novela, realmente acho que tenho de dar um tempo da tevê, fazer um filme, mudar o foco. Mas antes quero mostrar que também tenho essa faceta de heroína romântica – ressalta a mineira.

Mesmo destemida, Ísis não camufla uma ingenuidade e um certo ar sonhador de quem saiu aos 15 anos do interior para ir estudar em Belo Horizonte. Até os 18 anos, acabou trabalhando como modelo em Minas. Mudou-se em seguida para o Rio e foi estudar teatro e fazer testes para diversas produções na tevê, como Belíssima. No entanto, nessa trama, perdeu o papel de Giovana para Paola Oliveira, que foi escolhida para a novela de Silvio de Abreu.

– Até que enfim consegui dar certo. Ator é muito carente, necessita expor o que sente, seus medos e sensações que nunca vai ter na vida através dos personagens. Eu sou assim, intensa mesmo – assume, com sua permanente cara de moleque.

Postado por Jornal de Santa Catarina

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Comentários (1)

  • tatiane diz: 11 de abril de 2009

    eu amo ese casal melho do que maia e raj

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