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De primeira viagem

08 de março de 2009 0

LUIZA DANTAS, CZN

Cecília Dassi fala da reação à jovem mãe que interpreta em Três Irmãs

Dia desses, Cecília Dassi estava na praia quando escutou uma brincadeira de um grupo próximo.

– Começaram a falar que “ela está muito magrinha para quem teve filho há pouco tempo” – diverte- se a atriz.

Acostumada a interpretar adolescentes bastante comportadas na tevê, ela viu a abordagem do público mudar desde que entrou no ar como Natália, jovem que engravida do primeiro namorado depois que passam uma única noite juntos. No blog que mantém na Internet, por exemplo, Cecília diz que os comentários feitos por quem visita a página deixaram de ser apenas mensagens de carinho.

Quando souberam que eu ia fazer uma adolescente grávida, muitas meninas foram comentar casos que conheciam e ofereceram pesquisas que tinham feito sobre o assunto para o colégio – conta.

Ao contrário de outros casos abordados pela teledramaturgia, a história de Natália não mostrou só a difi culdade de dar a notícia sobre a gravidez para a família – fato que é destacado como um mérito pela atriz gaúcha.

– Mostramos o que acontece depois que o bebê nasce. É lindo ter filho, mas ele não é um boneco. Tem de cuidar, dar banho, trabalhar para sustentar – enumera Cecília, que teve outro tipo de problema “materno” nos bastidores.

Do tipo mignon, ela revela que, muitas vezes, não dava conta de segurar sozinha o bebê que faz seu filho na ficção.

– Eu não conseguia carregar por muito tempo. Meu braço começava a tremer e eu tinha de pedir ajuda para o Ivan – revela, entre risadas, referindo-se ao colega de elenco Ivan Mendes. Intérprete de Pedro Henrique – pai da criança e marido de Natália –, o ator também foi uma ajuda e tanto durante as muitas brigas que o casal teve. Quando Cecília entrava na discussão com menos “vigor”, Ivan aconselhava a colega a injetar mais ânimo ne cena.

– Ele já tem uma vivência que eu não tenho. Então, me dizia “não é assim, a briga é feia, é um momento de estresse”. Isso foi muito bom – garante.

A tensão dramática desses momentos, aliás, é apontada por ela como um fator de amadurecimento em sua carreira televisiva, que começou quando ainda não havia completado 8 anos.

– Cuidar de criança, falar de assuntos de casal que mora junto, são coisas que eu não tinha tratado até hoje. Isso me trouxe uma maturidade grande – acredita.

Um pouco desse crescimento também pode ser visto em outros aspectos da carreira da jovem. Em janeiro, Cecília começou a escrever na revista Toda Teen, voltada para o público adolescente. O convite surgiu depois que editores da publicação conheceram o blog da atriz. Mas, apesar da empolgação, a experiência como colunista acaba na edição de abril. Segundo Cecília, essa foi uma das condições para ela embarcar no projeto. Conciliar tantos afazeres, porém, não seria exatamente uma novidade para a atriz. Desde que estreou na tevê – interpretando a sofrida Sandrinha, filha de um alcoólatra, em Por Amor, de 1997 –, Cecília se divide entre os estúdios de gravação e a vida acadêmica com certa facilidade.

– Acho que eu teria difi culdade se não tivesse feito isso durante a minha vida toda – pondera.

Atualmente cursando o quinto período da Faculdade de Psicologia, ela conta que as notas até melhoram quando está trabalhando.

– Sou meio preguiçosa, tenho uma tendência a empurrar com a barriga. Fico dizendo “depois eu faço”. Mas quando estou gravando, só tenho aquele momento para estudar.

Postado por Diário Catarinense

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