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Autora comemora sucesso de Paraíso

09 de setembro de 2009 0

O romance de Zeca e Santinha conquistou o público/João Miguel Júnior, TV Globo

“Nunca vi ninguém viver tão feliz como eu no sertão/ Perto de uma mata e de um ribeirão/ Deus e eu no sertão.”

A canção da dupla Victor & Leo traduz bem o espírito de Paraíso e, não por acaso,
virou o tema de abertura da novela da Globo. Assim como a música, a novela
acalma o público ao inserir o ritmo do homem do campo dentro da casa
dos moradores das grandes cidades. É o que diz Benedito Ruy Barbosa, autor da
história, adaptada por sua filha Edmara Barbosa, ao justificar o sucesso da trama.

Aliás, a novela reverteu a má audiência do horário: até agosto, a média geral de Paraíso era de 25 pontos na Grande São Paulo e 29 na média nacional. Para ter uma ideia, Negócio da China, sua antecessora, alcançou média de 20 pontos,
e os três folhetins que antecederam a novela de Miguel Falabella também não
foram bem. A última trama do horário a ter um bom resultado foi O Profeta, que
registrou média de 32 pontos.
Quando o remake de Paraíso foi anunciado, alguns torceram o nariz. Argumentou-
se que o estilo do autor – de contemplação – afundaria ainda mais o horário. A trama teve uma ótima estreia, 25 pontos. Caiu um pouco e, 15 dias depois, deu um grande susto: registrou 16 pontos. Embaixo de uma enxurrada de críticas, Barbosa disse:

– É preciso dar tempo para a novela. O telespectador precisa se acostumar ao novo ritmo, que é mais lento. Quando isso acontecer, ela será um sucesso.

A trama já chegou a registrar 32 pontos de média e foi esticada em um mês
(termina no dia 2 de outubro).

– Mas isso era claro. Precisávamos dar tempo ao tempo. A novela tem o ritmo do campo. O público precisava se acostumar, depois de sair de uma trama urbana – lembra o autor.
Sua filha Edmara assina embaixo:
Quando a gente começou, já sabia que ela não estouraria de cara. O telespectador tem de parar tudo para assistir.
Quando conversou com a reportagem, Edmara estava escrevendo o último capítulo
da trama e também “um bilhete para
Aurora (Bia Seidl)“.
– Ela vai morrer, e estou me despedindo da Bia – contou.
E esse clima de amizade e respeito impera na novela. A autora, que mora em
São Paulo, estava no Rio para ficar mais perto da produção e do elenco.

Eriberto Leão é outro que não deve faltar em uma nova novela da autora.

– Ele conquistou o papel do Zeca. Tínhamos outras pessoas em mente, mas ele, com aquele jeito, sem pressionar, sendo prestativo, ganhou o personagem e está maravilhoso. Ele tem aquele rosto, um olhar que a gente pensa: é o Diabo! – diverte-se ela.
Sobre o final que escrevia quando deu a entrevista, a escritora contou que fez
um novo desfecho para a trama do pai. Ao contrário da anterior, ela quer mostrar
o filho de Zeca e
Santinha (Nathália Dill), o filho de Rosinha (Vanessa Giácomo)
e o desfecho de outros personagens.
A primeira versão terminava com Santinha fugindo com Zeca.
O público quer muito ver o filho do Diabo com a Santinha. Dependo da aprovação do meu pai. Ele reclamou um pouco, mas vou levar tudo pronto. Assim fica fácil ele aprovar – diz.

Postado por Diário Catarinense

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