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No final de Paraíso, autora faz balanço do remake

02 de outubro de 2009 0

Santinha foi reconstruída/Thiago Prado Néris, TV Globo

Termina hoje a novela Paraíso, regravação da produção de mesmo título que foi sucesso nos anos 1980. Contemplativa e delicada, o remake levantou o Ibope do horário das seis da Globo (a média foi de 30 pontos).

Agora, quando Santinha (Nathália Dill) e Zeca (Eriberto Leão) partem para o “felizes para sempre” além do horizonte, o autor da novela, Benedito Ruy Barbosa, e a responsável pela adaptação, a filha dele, Edmara Barbosa, começam uma viagem pelo Rio São Francisco, onde colhem material para a trama que marcará
a volta de Benedito às novelas depois de Esperança (2003).

Na entrevista a seguir, Edmara conta como foi repaginar um texto do pai pela terceira vez e comenta as broncas que levou dele ao longo dos últimos sete meses.

Pergunta: Como foi adaptar Paraíso? Muito diferente de outros remakes?
Edmara Barbosa: Sim, ela teve de ser toda adaptada, porque se passa nos dias atuais, e o original era de 1982. Muita coisa teve de ser atualizada, toda a parte que falava de política, por exemplo.

Pergunta: De 1982 para cá, mudou também a maneira de se retratar as mocinhas, que agora são menos ingênuas. Nesse sentido, como você reconstruiu a Santinha?
Edmara: Deu muito trabalho, justamente por isso. Ela era predestinada à carreira religiosa e, ao longo da novela, precisava descobrir o desejo. Isso foi sendo construído desde o começo e precisava ser coerente.

Pergunta: Como foi a relação com Benedito durante a novela?
Edmara: Conversei com ele o tempo todo. Não vou dizer que ele fez supervisão, porque não interferiu, mas sempre que eu precisava fazer uma mudança muito grande discutia com ele antes. A mudança da Santinha, por exemplo, foi um ponto que conversamos bastante. Eu falei para ele: “Pai, ela é muito boba”. Tomei umas
broncas dele também em passagens onde ele achou que eu tinha pegado muito
forte na crítica política.

Pergunta: A Globo pediu para acelerar a novela?
Edmara: Não. As pessoas falaram que Paraíso não tinha ritmo, mas não era nada disso.

Pergunta: Você já adaptou três novelas do Benedito. Não pensa em lançar um projeto original?
Edmara: Sim. Agora, com o fim de Paraíso, meu pai e eu vamos viajar pelo Rio
São Francisco. Será uma pesquisa para a próxima novela que escreveremos juntos, O Velho Chico.

A emoção do elenco nas últimas gravações
Os últimos dias de trabalho na novela Paraíso foram de muita emoção para o elenco.
Segundo o ator Alexandre Nero, que interpreta Terêncio, todo mundo caiu no choro na cena do casamento do seu personagem com Rosinha (Vanessa Giácomo).
Além da emoção que o momento exigia, todo mundo passou a chorar de verdade, já com saudade da equipe e dos colegas de trabalho – conta Nero.
A mesma sensação foi notada por Bia Seidl, que foi Edith na primeira versão e Aurora na segunda.
O Benedito (Benedito Ruy Barbosa, autor do texto) me lançou como atriz em 1982 e, por isso, eu sonhava em fazer de novo Paraíso.
Benedito, ele próprio, não sabe apontar os destaques da trama. Prefere elogiar toda a turma:
Tivemos muita sorte na seleção do elenco que participou da novela. Não dá para falar de um destaque só.

>>> CLIQUE E CONFIRA OUTROS FINAIS DA TRAMA DE HOJE

Os principais desfechos:
> Na hora da cerimônia de casamento de Otávio e Maria Rita, Zeca irá tocar o berrante, Maria Rita deixará Otávio no altar para fugir com Zeca

> Mariana (Cássia Kiss) finalmente realiza seu grande sonho: vai para o convento.
> Bertoni (Kadu Moliterno) declara o seu amor a Zuleika (Cristiana Oliveira), e os dois, finalmente, ficam juntos.
> Terêncio (Alexandre Nero) ganha terras de Eleutério (Reginaldo Faria).
> Leni (Aisha Jambo) e Falconi (Oscar Magrini) se casam.
> Maria Rosa se torna prefeita da cidade de Paraíso.

Postado por Zero Hora e Pioneiro

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