Passione começou com fortes emoções logo nas primeiras cenas. O primeiro bloco, com quase meia hora de duração, apresentou alguns dos principais personagens. A família Gouveia esteve em destaque, principalmente em torno do casal Bete (Fernanda Montenegro) e Eugênio (Mauro Mendonça). Os dois passeavam de bicicleta quando o empresário sentiu-se mal, o que culminou em sua morte pouco depois de voltar para casa. Antes, ele revela à esposa que o filho que ela pensava estar morto foi dado para adoção, pois era fruto de uma relacionamento anterior dela. Fernanda Montenegro e Mauro Mendonça estiveram impecáveis nos poucos minutos em que contracenaram, reforçando porque são monstros sagrados da teledramaturgia.
Na Itália, com belas cenas aéreas da Toscana, conhecemos Totó (Tony Ramos) e sua família. O agricultor deixou claro seu amor pelos filhos e pelo neto e, principalmente, a gratidão que sente pela irmã, Gemma (Aracy Balabanian), que o criou como se fosse um filho.
Entre os pontos fracos, destaco Saulo (Werner Schünemann), mal-humorado e ranzinza ao extremo. O ator gaúcho exagerou no tom do personagem. Mal enterrou o pai, ele já começou a se imaginar na presidência da empresa. Não é à toa que o empresário é traído constantemente pela mulher, Stela (Maitê Proença).
Um grande furo da trama foi o fato de Mauro Mendonça (79 anos) interpretar o filho de Cleyde Yáconis (89 anos) e Leonardo Villar (87 anos). Nem com muita imaginação...
No núcleo cômico, o casamento de Berilo (Bruno Gagliasso) e Jéssica (Gabriela Duarte) foi interrompido quando a moça entrou em trabalho de parto. Enquanto isso, Irene Ravache fazia caras e bocas no papel de Clô, mas não convenceu nem um pouco, ficou caricata demais.
O casal de vilões Fred (Reynaldo Gianecchini) e Clara (Mariana Ximenes) mostrou que não brinca em serviço. Após algumas cenas quentes, os dois planejam um golpe contra Totó. A dupla de atores deu conta do recado, ao menos no primeiro capítulo, com destaque para a dissimulação de Clara nas cenas com a milionária Bete Gouveia.
Apagadinha, Carolina Dieckmann mal apareceu como a jornalista Diana, assim como Gerson (Marcello Antony). Rodrigo Lombardi teve seus momentos, mas ainda é difícil desvincular a imagem do ator de Raj, de Caminho das Índias.
Cenas dinâmicas, muitas histórias costuradas e alguns mistérios a serem revelados. Passione já disse a que veio, prendeu a atenção do início ao fim do capítulo e mostrou que é possível reviver os novelões de antigamente. Foi impossível não fazer uma comparação com a novela anterior. Em Passione, as cenas foram rápidas, não ultrapassando os cinco minutos. Bem diferentes das intermináveis sequências de Viver a Vida...
E vocês, o que acharam da estreia de Passione?




















