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Miguel Roncato: de Nova Prata à Toscana de Passione

01 de agosto de 2010 3

Gaúcho viajou à Itália na preparação para a novela – Fotos: Márcio de Souza, TV Globo

Jovem, belo e uma revelação. Aos 17 anos, Miguel Roncato, gaúcho de Nova Prata, está brilhando na novela Passione no papel do italiano Alfredo, filho de Totó (Tony Ramos).

O guri superdeterminado, que é descendente de italianos – claro –, deixou a região da Serra quando tinha 13 anos para correr atrás do sonho de ser ator. Agora, ele fala da saudade do Sul, da rotina megamovimentada de gravações no Rio e de como é contracenar com feras da TV. Sempre com a mesma simplicidade daquele menino do interior.

Como você decidiu ser ator?

Miguel – Eu tive certeza com 10 anos. Mas antes disso, eu já tinha certa simpatia com o trabalho. Com uns 6, 7, eu já observava e admirava alguns atores.

Quem, por exemplo?

Miguel – O Tony Ramos! E poder contracenar com ele, hoje, é uma maravilha. Minha mãe assistia muita novela, e minha vó também. Eu acompanhava, às vezes de curioso. Foi em Nova Prata que comecei a me envolver com grupos de teatro e fazer teatro na escola. Mas foi com 10 anos que eu decidi que queria ser ator.

Como foi se mudar para São Paulo com apenas 13 anos?

Miguel – No Sul, seria um pouco complicado, o mercado é bem restrito. Mas me preparei por dois anos antes. Demorei um tempinho para me preparar financeira e psicologicamente pra mudar de vida, começar do zero. Foi tudo bem pensado.

Você se mudou sozinho ou levou alguém da família junto?

Miguel – Eu fui com o Fernando, meu irmão. Na época, ele tinha 19 anos e queria ser jogador de futebol. Ele já jogava no Sul como profissional e iria para São Paulo tentar esse sonho. Então, reunimos o útil ao agradável e fomos atrás dos objetivos.

Como é conciliar estudos e trabalho?

Miguel – Está bem tenso, bem complicado. Mas eu sou bem organizado: de manhã, vou pra escola, de segunda a sexta é tudo normal. As gravações acontecem à tarde. Quando tem alguma pela manhã, falto aula. Mas varia muito, às vezes gravo somente um dia da semana, às vezes, cinco.

Se considera um bom aluno?

Miguel – Hoje, no Rio, além de estar estudando muito interpretação, também estou fazendo na prática, na TV. Estou indo bem, estou na média, e estou conseguindo me organizar, saber a hora que tem de decorar texto e que tem de estudar pra prova.

Conseguiu curtir ou acha que começou a trabalhar muito cedo?

Miguel – De certa forma, não tive a possibilidade de levar a juventude do jeito que a maioria dos adolescentes leva. Curto dentro das minhas limitações, dentro do meu horário e das minhas possibilidades. Bem diferente de como a maioria dos jovens leva. Mas nunca deixei de curtir a vida, de sair…

Você é caseiro ou baladeiro?

Miguel – Eu até saio, e se tivesse mais tempo de repente sairia mais. Eu gosto, é bom pra distrair. Curto festa, mas aqui no Rio gosto muito de ir à praia caminhar.

Você ficou um tempo na Itália se preparando. Como foi?

Miguel – Foram 40 dias. A gente ficou na região da Toscana e foi um período de imersão total no universo italiano. A gente já fazia curso de italiano aqui no Brasil, como gesticular, como reproduzir a musicalidade do idioma, coisas assim. Mas foi lá na Itália que nós sentimos na pele aquele clima de família italiana. E nós, atores, fazíamos tudo juntos, jantávamos, passeávamos… Foi muito legal, a minha primeira cena da novela foi lá, e me deu um frio na barriga!

Tu és descendente de italiano. Isso facilitou?

Miguel – No Rio Grande do Sul, todo mundo arranha o italiano, ou come muito macarrão (risos). Quando leio os textos da novela, lembro das coisas que minha vó fala. Às vezes converso com ela, que me dá dicas e acompanha sempre a novela.

O que rola quando você vai a Nova Prata?

Miguel – Quando chego no Sul, tudo é diferente, até o ar! Em Nova Prata, fico em casa pra lembrar, matar a saudade. Mas sempre dá pra sair pra ver os amigos.

Você falou que é bem parecido com o Alfredo…

Miguel – Ele é bem apaixonado pela vida que leva, pela família, pelo que faz. Eu sou bem parecido com ele nesse sentido.

TV SHOW

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Comentários (3)

  • Normitcha diz: 1 de agosto de 2010

    Acredito que a determinação e o sonho de Miguel de ser ator foi que alavancou sua busca por São Paulo e não o fato de “ser italiano”, bastante preconceituoso e tendencioso o comentário, facilmente dispensável!

  • lalunadmiel diz: 28 de setembro de 2010

    Não concordo que a reportagem(comentário) tenha sido preconceituosa e tendênciosa, pois quem conhece descendentes de italianos sabe, que determinação, garra, simplicidade, originalidade, são características deles, assim como olhos claros, estatura alta, etc.. Assim como cada um tem as suas!

  • valdete fernandes diz: 2 de novembro de 2010

    te amo menino lindu

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