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Após sofrer AVC, Gilberto Braga pode nunca mais escrever novelas

31 de outubro de 2011 5

No início de outubro, o autor Gilberto Braga passou por uma cirurgia no coração, para corrigir um aneurisma na aorta. Durante a internação, ele sofreu um AVC e pode ficar com sequelas graves, segundo o jornal O Dia.

De acordo com o colunista Leo Dias, amigos do autor temem que ele jamais volte a escrever. A Rede Globo mantém silêncio sobre o real estado de Gilberto e ainda não se pronunciou sobre o assunto.

Gilberto Braga é o autor mais antigo da Globo e foi responsável por alguns dos maiores sucessos da emissora.

O primeiro grande sucesso de Gilberto na Globo foi A Escrava Isaura, com Lucélia Santos no papel principal. A trama ganhou o mundo e já foi exportada para mais de 100 países.

Outra obra memorável do autor foi Dancin’ Days, que virou mania nacional em 1978. O figurino usado por Júlia Mattos (Sônia Braga), assim como a trilha sonora, saíram da telinha para a vida real.

Não só as novelas de Gilberto Braga são inesquecíveis. Minisséries como Anos Dourados e Anos Rebeldes são consideradas verdadeiras obras-primas da teledramaturgia. Anos Rebeldes chegou a influenciar o comportamento político da juventude no início dos anos 1990.

Retratar o Brasil com todas as suas mazelas é uma das características de Gilberto. Em Vale Tudo, através de tipos inesquecíveis como Odete Roitman (Beatriz Segall), Maria de Fátima (Gloria Pires) e Raquel (Regina Duarte), o autor “mostrou a cara” do país, como cantava Gal Costa na abertura.

Outros trabalhos do autor foram O Dono do Mundo, Pátria Minha, Labirinto, Força de um Desejo, Celebridade e Paraíso Tropical e, mais recentemente, Insensato Coração, em parceria com Ricardo Linhares.

Vamos ficar na torcida para que ele se recupere, afinal, o criador de personagens como Odete Roitman, Laura Prudente da Costa e Norma Pimentel já faz parte da história da teledramaturgia brasileira.

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Comentários (5)

  • LUCIANO diz: 31 de outubro de 2011

    DEUS EXISTE

  • HUMBERTO RAUPP diz: 31 de outubro de 2011

    Prezado Luciano.
    Espero que este teu comentário não tenha sido alguma espécie de ironia e também de “felicidade” por causa do acontecido.
    Eu também faço parte de uma grande parcela de brasileiros que não consegue perceber alguma influência positiva no que se diz teledramaturgia; mas não é por isso que vejo motivo em vibrar com a doença de alguem, seja quem for.

  • fernando diz: 1 de novembro de 2011

    tomara q ele se safe dessa e regresse revigorado ao ofício
    talvez a doença sirva de incentivo para ele mudar seu estilo de escrita

  • Renato Martins diz: 16 de novembro de 2011

    Há muitas razões para se desejar as melhoras de GB, mais para mim basta uma, tornar a telenovela um produto digno, honesto e gerador de emprego e trabalho para centenas de pessoas. Trabalho honesto e muito bem feito, algo muito raro no mundo hoje em dia e especialmente no nosso amado Brasil. É de industria que se fala, quando falamos de novelas. Industria, gerar riqueza, vida longa a Gilberto Braga e a todos que elevam o nome do Brasil através do audiovisual!

  • Marcus Vallerius Magnus diz: 19 de janeiro de 2012

    Sofisticação, uma trilha sonora estonteante [algumas dos anos 50 e das "pistas de dança"], envenenamento, nem que seja por gás [Ínsensato Coração], sonífero ou “Estriquinina [Força de um Desejo], ou “veneno em dose de whisky” [Paraíso Tropical]. Ele é o melhor não só do mundo, mas da história da teledramaturgia brasileira. Eu o colocaria em paralelo com Rousseau, Marx, Heródoto, Weber, Althusser e muitos, afinal, em muitos momentos, todos esses homens foram em alguma medida “aproximados em suas idéias” ou para menos ou para mais´. Gilberto Braga é universal, gênio das histórias sarcásticas, com personagens “alpinistas sociais” e a realidade tal qual a fútil elite tenta, diante de nossos olhos, encobrir com conversa fiada. Disse George de Porto Riche: “A mentira adoça os hábitos”. A “mentira” nas tramas do autor surgem na disfarçatez de personagens da elite carioca – o Rio é o cenário, seja antigo [Força de um Desejo] ou moderno [Celebridade, Labirinto] – e nos diálogos quase sempre intimidantes, cruéis, pejorativos e hipócritas.. Adoro quando Beethoven e sua 7ª Sinfonia, 2º Movemento, forma o tema da tragédia em algumas de suas tramas [Labirinto, na cena do velório do Otacílio; discussão entre os irmãos interpretados por Fábio Assunção e Guilherme Leme; Insensato Coração, nas cenas do assassinato de Léo]. Quem quiser conferir fotos de suas novelas inesquecíveis, acesse o facebook, em meu nome: Marcus Vallerius. Abraço forte, Gilberto!

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