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"Vamos fazer o mocinho e a mocinha", diz Anthony sobre casal gay em Amor à Vida

13 de junho de 2013 9

No programa Encontro com Fátima Bernardes, os atores Marcello Anthony e Thiago Fragoso falaram em como tratar a homossexualidade de forma delicada na televisão, por meio de seus personagens EronNiko, em Amor à Vida.

“Vamos fazer como se fosse o mocinho e a mocinha da novela. A base da relação dos dois é o afeto porque o sexual, a sacanagem, está na cabeça das pessoas”, revelou Marcelo.


Fragoso complementou:

“O telespectador vai poder desmistificar toda essa história.”

A atração também mostrou casais gays da vida real que têm filhos e constituíram família, um dos assuntos debatidos no folhetim de Walcyr Carrasco. Na trama Eron e Niko estão em busca de uma mãe para gerar um bebê.

“Eles estão lidando com esse conflito e com essa angústia. Até os casais heterossexuais sofrem preconceito quando decidem fazer uma fertilização in vitro, imagina o casal gay?”, observou Thiago.

Antony explicou também que seu personagem relutou no início, não pelo fato de ser um homem mais reservado, mas pela escolha da barriga de aluguel que geraria o filho do casal.

“A preocupação dele é o caráter da mulher que vai gerar esse filho. Vamos passar por muitas situações essa semana, algumas até muito engraçadas. Eles vão entrevistar várias mulheres e elas são interesseiras.”

Questionados sobre o preconceito que a criança pode sofrer por ter pais gays, Anthony foi enfático:

“Todo homossexual foi gerado por um casal heterossexual. Acho que isso responde à pergunta.”

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Comentários (9)

  • carlos diz: 13 de junho de 2013

    “Vamos fazer como se fosse o mocinho e a mocinha da novela”. Acho que o erro está aí são dois caras ,são dois mocinhos ,não existe isso de mocinha e mocinho. Achei o Fragoso over quanto a interpretação porém estou gostando do posicionamento dos atores quanto o tema ,demonstrando estar firme e seguros até por não ter nada para esconder.

  • Clau diz: 14 de junho de 2013

    Também concordo, Carlos, em relação ao “mocinho e mocinho”.

  • Tiago diz: 14 de junho de 2013

    Deprimente ter que engolir no horário nobre algo deste tipo goela abaixo. Sem TV a cabo a pessoa fica refém dessas coisas…

  • sis diz: 14 de junho de 2013

    Sr.Tiago …. coloca tv a cabo é simples kkkk e troca de canal

  • carlos diz: 14 de junho de 2013

    Tiago na sua casa vc é rei ver o que quiser e faz o que quiser também. Existe outros canais além da Globo e vc pode fazer muitas coisas além de assistir tv

  • Soní diz: 14 de junho de 2013

    “Todo homossexual foi gerado por um casal heterossexual”…adorei. Para quem tem algum tipo de preconceito a respeito, essa frase foi para dar um pouco de consciência sobre.

  • Jaqueline diz: 14 de junho de 2013

    Acho totalmente errado tanto quanto os casais heterossexuais como também os homossexuais quererem contratar uma barriga de aluguel ou fazerem inseminação artificial com tantas crianças abandonadas nos orfanatos esperando por adoção, pois mãe e pai não é quem gera, mas quem cria. Essa história vai ser igual a novela “Barriga de Aluguel”, onde a mãe que gerou a criança e os pais que a criaram vão entrar em disputa judicial pra ver quem tem direito a criança depois.

  • NinaS. diz: 15 de junho de 2013

    Jaqueline disse tudo, foi a mesma coisa que pensei. Eu realmente acho lindo, quando alguem pega uma crianca pra adoção. Eles tem tudo pra dar certo, tem uma boa situação financeira, trabalho, residencia boa. Eu adoraria fazer esse gesto.

  • BelA. diz: 16 de junho de 2013

    Se cada pessoa que diz “Eles deveriam adotar uma criança ao invés de fazer inseminação artificial” adotasse uma criança, não haveriam crianças em orfanatos! Por que as pessoas se acham no direito de dizer que os outros devem fazer o que elas próprias não fazem? E, mesmo se fizessem, por que isso lhes daria o direito de dizer como os outros devem agir?

    Ademais, adoção não é caridade! Uma pessoa ou um casal (homo ou hétero) só deve adotar se, de fato, quiser e estiver disposto a passar por isso, e não “porque é o certo” ou “porque tem dinheiro” ou, pior, “pelo que os outros vão pensar”. Vocês têm noção de quantas crianças são devolvidas por pais que não estão realmente preparados para a adoção? Pensaram no que isso causa na cabeça de uma criança que já tem um histórico de abandono e rejeição?

    Criança não é brinquedo e nem ex-votos; adoção é coisa séria e só deve ser feita por quem tem certeza de que quer isso mesmo: adotar. Não deve ser feito por caridade, frustração ou obrigação.

    Existem pessoas que sonham em ter filhos biológicos, ou em passar pelo processo de gerar um bebê e, se a ciência pode ajudá-los nisso, por que não? Eles estão prejudicando alguém por acaso?

    Além disso, nada impede que alguém que tenha feito fertilização in vitro adote uma criança, assim como casais que têm filhos biológicos pelas “vias naturais” também podem adotar. Adoção não é uma substituição pela incapacidade de ter filhos.

    Quanto à novela, acho incrível como os autores nunca se decidem se suas tramas são realistas ou fantasiosas. Depois ficam dizendo para o público “voar”.

    No Brasil, não existe uma lei que regule a fertilização artificial, baseando-se nas resoluções do Conselhos de medicina e em outras leis relacionadas. Na vida real, esse casal teria de enfrentar uma baita burocracia para conseguir isso (se é que conseguiria) e depois mais alguns anos para registrar o bebê no nome dos dois (se é que conseguiriam).

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