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Novela morna ou caliente? Os altos e baixos de Flor do Caribe

07 de setembro de 2013 2

João Miguel Júnior, TV Globo

A novela Flor do Caribe chega ao fim no próximo dia 13, após meses de uma trama morna e que não empolgou o público. Walther Negrão prometia um sucesso parecido com Tropicaliente, mas não foi o que se viu na telinha. Confira o que deu certo e o que não agradou na trama:

O MELHOR

- Com direção de Jayme Monjardim, já era de se esperar que a novela tivesse uma fotografia belíssima. Realmente, as paisagens do Rio Grande do Norte conquistaram o público desde o primeiro capítulo.

- Um sobrevivente do Holocausto, um velho nazista e muitos fantasmas da Segunda Guerra pareciam temas pesados demais para o horário. Mas Walther Negrão soube abordar a história de Samuel (Juca de Oliveira) e Dionísio (Sérgio Mamberti) de forma competente e emocionante.

- Outras tramas secundárias acabaram ganhando espaço e agradaram em cheio. Luiz Carlos Vasconcelos e Cyria Coentro deram show como Donato e Bibiana, pais do mau-caráter Hélio (Raphael Viana).
Destaque também para o casal fofo Juliano (Bruno Gissoni) e Natália (Daniela Escobar). Por mais manjada que seja, a polêmica da mulher mais velha que se envolve com um garotão foi um dos acertos da novela.

- José Loreto encarou o desafio de interpretar Candinho, um jovem com problemas mentais que mais parecia uma criança em corpo de adulto. No início, ele estava um pouco forçado, mas aos poucos achou o tom e ganhou mais destaque com a descoberta de que é filho de Dionísio.

 

O PIOR

- Se a novela não engrenou, muito se deve à escolha dos protagonistas. O público rejeitou Henri Castelli e Grazi Massafera como os mocinhos Cassiano e Ester. Tanto que o novato Igor Rickli acabou roubando a cena como o vilão Alberto e chegou a ganhar a torcida do público.

- Histórias que poderiam render mais acabaram se perdendo no meio do caminho. Foi o caso do conflito de Doralice (Rita Guedes), que a princípio seria apaixonada pelo enteado Juliano. O autor acabou desistindo da polêmica e deixou a história apenas subentendida.

- Além de agradarem os olhos da mulherada e serem ajudantes do “super-herói” Cassiano, os tenentes tiveram pouca serventia. Ciro (Max Fercondini), Rodrigo (Tiago Martins) e Amadeu (Dudu Azevedo) poderiam ter sido mais relevantes na trama.

- As incoerências nas idades de Dionísio e Samuel acabaram confundindo o público. Na história, o velho nazista deveria ter cerca de vinte anos a mais do que o sobrevivente judeu, mas não convenceu como um velho de 90 e poucos anos. Sem falar que nos flashbacks, Dionísio aparentava mais de 40 anos, ou seja, teria no mínimo 110 hoje em dia…

- Cristal (Moro Anghileri) ensaiou um envolvimento com Cassiano, mas tudo ficou só na teoria e na cabeça da ciumenta Ester. Se a caribenha realmente tivesse balançado o coração do mocinho, o triângulo amoroso daria uma apimentada na história. Ou ela poderia ter se unido a Alberto, talvez até se tornado amante do vilão, qualquer coisa que colocasse mais tempero no romance do casal protagonista.

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Comentários (2)

  • Kassio Freitas diz: 7 de setembro de 2013

    Discordo do seu comentário apesar dos altos e baixos que TODAS AS TRAMAS TEM, flor do caribe foi ótima, um elenco, e história perfeitas. Uma história com elementos clássicos mas que ficaram legais, destaco também a interpretação de Raphael Viana e Sthefany Brito que brilharam em seus papéis.

  • Carola Domingos diz: 8 de setembro de 2013

    Cristal como amante do Alberto, é a PQP….

    Imagine…a menina que Dom rafael criou com tanto carinho e zelo….uma boneca…a verdadeira Flor do caribe….jamais iria se tornar amante de cabra safado nenhum…nem dele, nem de ninguém, pois Dom Rafael não criou ela pra isso, não…A Cristal era uma moça decente, de família….não era uma solta na vida, que nem muitas personagens da novela não….ERA SÓ O QUE FALTAVA.

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