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Vanessa Giácomo comenta morte de Aline: "Não vejo outro final possível"

28 de janeiro de 2014 8
João Miguel Júnior, TV Globo

João Miguel Júnior, TV Globo

Não é mais segredo: a vilã Aline (Vanessa Giácomo) terá uma morte trágica ao tentar fugir da prisão no último capítulo. Por mais que a produção da novela tenha tentado manter segredo, o desfecho da trama já vazou e não devemos ter grandes surpresas.

Sobre o final de sua personagem, Vanessa Giácomo comentou no blog da Patrícia Kogut que não poderia ser de outro jeito:

- Não vejo outro final possível para Aline. Ela se arriscou muito a novela toda, esteve sempre à beira do abismo. Acho que o público esperava por isso, que ela fosse punida por todo mal que causou ao longo dos capítulos.

Pois é, apesar de ter crescido com um forte sentimento de vingança e de certa forma seu ódio pela família Khoury ser justificável, Aline se mostrou na reta final uma pessoa fria, incapaz de amar até mesmo o próprio filho. As ideias que Mariah (Lúcia Verissimo) colocou na cabeça da sobrinha podem ter motivado várias atitudes dela, mas se não fosse uma psicopata, Aline não teria feito tudo o que fez.

Acredito que a grande lição da novela é de que uma criação deturpada pode criar monstros, como foi o caso de Aline e Félix (Mateus Solano), Leila (Fernanda Machado).

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Comentários (8)

  • Clau diz: 28 de janeiro de 2014

    “Acredito que a grande lição da novela é de que uma criação deturpada pode criar monstros, como foi o caso de Aline e Félix (Mateus Solano), Leila (Fernanda Machado).” – Michele Vaz Pradella.

    Também acho Michele. Embora muita gente ainda ache que Leila não foi um monstro, mas uma pessoa que diz amar um cara, mas joga este cara na vida de outra somente por ter o dinheiro dela, não pode ser chamada de materialista, apenas. Considero Leila um monstro por ter sido – de certa maneira – desprezada por Neida. Ah Neide fazia as vontades de Leila e a amava? Nem tanto. Neide vivia para Linda e por motivos óbvios. Mas Leila, cresceu com raiva da irmã autista e NUNCA foi repreendida por seus pais pela maneira que trava Linda. Eles reclamavam, Amadeu TENTOU ter pulso firme, mas agora já adulta? não adianta. Isso tudo começou desde pequena. E é de pequeno que molda o caráter de um filho. Já Daniel que muitos acham fofo e coisa e tal, também se mostrou um cara preconceituoso e mimado. Ela ama Linda sim e sempre defendeu a irmã autista de Leila, mas é o típico filhinho de papai, mesmo sem grana. Não tem maturidade porque mamãe faz tudo por ele. Tanto que provou sua falta de maturidade depois que casou com Perséfone. Ficava mais preocupado com os comentários preconceituoso dos colegas sobre sua esposa do que a defendia. Isso já mostra o tipo de criação que teve. Ele tinha vergonha da mulher. E Neide ainda o criticava por ter se casado com “aquela gorda”. Já era para o cara se impôr e mandar essa mãe respeitar sua esposa e nem aparecer mais na casa dos pais. Mas era bom filar a comidinha de mamãe. Por isso ele deixava passar as críticas. No fundo também pensava igual.

    Essa discussão é bem complexa, pois até fora daqui do blog, já ouvi discussões assim, se a pessoa É má ou SE TORNA má? É ÍNDOLE ou CRIAÇÃO? É um assunto bem interessante e sem fim, pois cada um pensa de uma maneira.

    Aline também passou a vida inteira ouvindo de Mariah que César foi o culpado por toda desgraça na família delas. A própria Aline falou isso para a tia, cobrando dela ainda na mansão, quando Mariah se deu conta que César nada tinha a ver com o acidente que a deixou paraplégica e matou a mãe de Aline. Esta deixou claro para a tia que sempre ouviu essa ladainha sobre César e que mesmo que ele não fosse culpado, ela queria tirar todo dinheiro dele. Claro, a personalidade dela foi moldada para o ódio, revolta, pela tia. E isso ajudou muito ela ser como é.

    Félix foi outro que queria ser melhor que a irmã pois o pai sempre demonstrou amar mais a irmã do que Félix. E pior! a cada capítulo vimos as barbaridades que César fazia com o filho. Até o fim César é um poço de preconceito e radicalismo com esse filho. Isso vai moldando um caráter doentio, de rejeição, frustração e ciúmes declarado.

    E o que dizer de Valdirene? Ok, ela não é má, nunca prejudicou ninguém, mas é outra VÍTIMA da criação que teve. Márcia colocou sobre a filha o seu sonho de manter o sucesso. Já que ela perdeu o dela, que como ontem ela falou, era a única coisa que tinha, o poder de sedução nas pessoas, queria o mesmo pra filha. Muitas vezes Valdirene demonstrou querer parar com essa mania de correr atrás de homens famosos e ricos. Muitas vezes ela demonstrou querer ficar com seu Palhaço, mesmo antes de ter a filhinha. Mesmo assim, se sentia na OBRIGAÇÃO de fazer o desejo da MÃE. O sonho da MÃE. E por isso também se tornou na pessoa que é: vulgar.

    E Edith? que sempre amou Félix? Até agora no final, Tamara a mãe materialista, a empurrou para Herbert. Mesmo Edith já se interessando por Wagner, o copeiro, e na possibilidade de ambos abrirem um restaurante. Por influência de Tamara que ficou assustando a filha por falta de dinheiro e que este rapaz era um zé-ninguém, Edith declinou de seu desejo e se jogou em cima de Herbert como uma garota de programa – no capítulo de ontem deu pra sentir o clima. E por falar em garota de programa, foi por causa de TAMARA que Edith se atirou nesta vida. Tamara sabia de tudo e mesmo assim aceitava e gostava pois não precisava ficar sem grana. E não queria descer o padrão de vida. Isso sempre ficou bem, claro na novela.

    Ninguém gosta de ser pobre, de ter dívidas a pagar, de viver de sonhos que jamais vão se realizar. Mas acredito que nada vale mais do que a consciência tranquila de uma pessoa. De viver ao lado que quem se ama, de se ser genuína, sem precisar fingir orgasmos, fingir amor, fingir interesse… E Edith é mais outra vítima de uma mãe fútil que vive de esbanjar dinheiro e fazer plásticas no rosto.

    Outro: o filho de Gigi quem era? um vagabundo. Nada fazia. A neta dela, adolescente ainda tinha uma visão mais ampla da vida por pertencer a outra geração, mais esperta e menos dependente dos outros. Assim como Jonathan e agora como Paulinha, que quer saber a verdade sobre a briga entre Paloma e Félix. Um geração que vai à luta e sabe o que quer e não vive de picuinhas, de interesses…

    E não esquecendo a família de Bruno. Bruno estudou, estava (ou ainda está) fazendo faculdade, era casado, tinha família, quis criar Paulinha e por isso se aprimorou intelectualmente. Mas sempre foi íntegro. Assim como Carlito também é íntegro, mas não se aprimorou intelectualmente. Pode-se dizer que Bruno é o tipo de Ordália e Carlito o tipo de Denizard. Já Luciano era mais interesseiro. mas também não prejudicou ninguém, mesmo porque Joana sabe disso e o aceita como ele é. E bem ou mal está com ela e não atrai. Gina é outra que viveu dentro de uma cozinha pois a mãe tinha que trabalhar. Não fez faculdade, não se aprimorou intelectualmente, mas o que eu quero dizer DESTA FAMÍLIA é que estes pais, criaram seus filhos bem. Tirando o interesse de Luciano, os demais têm boa formação de caráter.

    Concordo com Michele, esta novela mostrou BEM o que pode uma criação pode fazer com um filho (a).

  • Cesar Augusto Silva diz: 28 de janeiro de 2014

    Volto a repetir,

    O fato de que tiveram criações horríveis não retira a responsabilidade deles: Félix, Aline, Leila. Senão todos teriam justificativa para matar, tentar matar, roubar, estuprar, violentar, etc….Foi a “criação”, por isso fizeram isto ou aquilo. Ok, a criação explica, ajuda a entender, mas não justifica. Continua sendo crime, e não absolveria em um julgamento real. Isso vale como explicação sociológica e psicológica, mas não como argumento para isentar de responsabilidade.
    É o caso de Sandro….o garoto, menino de rua, que escapou do massacre da Candelária em 1993. E anos depois, já crescido, ele protagonizou o episódio do ônibus, no Rio de Janeiro,fazendo reféns e acabou matando uma refém, antes que a polícia o apanhasse, em 2000. Se ele tivesse ficado vivo, e os policiais não tivessem feito justiça com as próprias mãos, assassinando-o dentro do camburão, por asfixia, e ele tivesse ido a julgamento, toda a criação que ele teve, os traumas e massacres pelos quais passou seriam levantados pelos advogados de defesa (defensores públicos). Seria compreensível para entender suas ações, mas não o absolveria dos crimes.
    A grande lição da novela é que criações deturpadas podem criar “monstros”, o que ajuda a explicar suas ações, MAS não os isenta de responsabilidade por seus atos.

  • Conselheira diz: 29 de janeiro de 2014

    César Augusto Silve concordo que os criminosos devem pagar pelos seus crimes, mas a Clau faz comentários bem reais, ela entendeu bem a novela, e os protagonistas desta, de todos os aqui que comentam ela é que faz as melhores criticas e comentários da novela. Eu tenho uma sobrinha que é psicologia criminal e ela diz sempre que há sempre motivos psicológicos para a criminalidade. Muitos criminosos têm passados horrendos, como abusos sexuais, bullying, desprezo, preconceito etc..etc.. Claro que crime é sempre crime e para nós nada justifica o mau caráter dos criminosos, mas que há sempre um motivo a traz de um crime, há. Claro que depois muitos dos criminosos sentem prazer no que fizeram e depois se tornam psicopatas doentios e não conseguem parar, tem a maldade nas veias. Olha eu mesma sofri horrores com a minha sogra, até agressões físicas, e eu cheguei a pensar em mata-la para ter paz, tive que fugir com o meu marido para o estrangeiro para viver a minha vida, e te garanto que se é pessoa que eu teria coragem de matar seria ela, mas eu lutei contra a raiva e o ódio, mas ela com tudo o que me fazia poderia despertar em mim um monstro, pois todos nós temos monstros escondidos dentro de nós, e alguém ou um acontecimento os pode despertar. Por isso digo e volto a dizer o que a Clau disse faz todo o sentido. Eu não sou ma pessoa, tenho muito amor dentro de mim para oferecer, e ajudo sempre aos mais necessitados, mas minha sogra é um exemplo que… Realmente alguém pode despertar o nosso pior lado, nos roubar o melhor de nós, e nos transformar em pessoas frias, calculistas, como no caso da Aline e Félix. Você sabe o que é crescer sendo influenciado à vingança, uma pessoa estar toda hora falando para você que sua mãe foi assassinada por tal pessoa e que devido a essa pessoa passaram fome e necessidade? Seu pai te desprezando, te humilhando, se agredindo por motivos preconceituosos? Você sabe o que é ser traído toda a vida pela pessoa que você ama, cuidando de filhos de amantes, sendo humilhando, e por mais que você fizesse tudo pela pessoa amada ela simplesmente te desprezava e humilhava? Todo o criminoso tem que pagar SIM, mas Wlacyr Carrasco tentou deixar bem claro nesta novela, que a forma como somos criados e tratados pode despertar monstros em nós.

  • César Augusto Silva diz: 29 de janeiro de 2014

    Cara Conselheira,

    Conheço isto que vc está falando. E mesmo você não sendo má pessoa, a não ser que sua sogra tenha tentado matar vc, e vc se defendeu, nada justifica MATAR. Faz todo o sentido os comentários de Clau, ok, mas não faz sentido isentar pessoas de responsabilidade porque foram criadas de maneira horrenda. Vc sabe qual foi a criação que teve Guilherme de Pádua para matar Daniela Perez, em 1992??? Vc sabe qual foi a criação que teve Sandro, o menino de rua, para fazer reféns e depois MATAR no ônibus, em plena luz do dia???Além de menino de rua, ele ESCAPOU do massacre da Candelária, em 1993.
    A criação explica, influencia o funcionamento mental das pessoas,seus valores, mas não os isentaria de responsabilidade penal, a não ser que fosse um demente, e necessitasse ser internado. Estou falando agora de vida real, e não da novela.
    Milhares de criminosos no Brasil e no mundo que matam gente por várias razões apelam para a psicologia criminal em julgamentos de crimes dolosos contra a vida, para justificar seus atos, incluindo o “violenta emoção”. O que não isenta estas pessoas de responsabilidade. Até mesmo nos livros religiosos (Bíblia, Alcorão, o Torá judaico, etc.) está claro que “não matarás” é um dos principais mandamentos. E porque sua sogra “despertou” em vc seu pior lado não justifica matá-la, a não ser em legítima defesa. Uma das maiores lições do cristianismo, do budismo, do judaísmo e do islamismo é aprender a “vencer” a si mesmo, e controlar sua raiva, seu ódio e a vontade de matar gente da própria espécie. O que nos faz ser diferente de outras espécies, a capacidade de RACIOCÍNIO. Crime é crime, e tirar a vida de outra pessoa é provavelmente o pior deles.
    E volto a repetir, se bullying, abusos sistemáticos, etc….fosse justificativa para isentar de crimes, os atiradores das escolas norte-americanas que entraram nas escolas que estudaram e mataram todo mundo, incluindo crianças, teriam que ser absolvidos, caso tivessem ficado vivos…..porque sofreram bullying a vida inteira.
    O mesmo aconteceria com aquele garoto que entrou em uma escola no RJ e atirou e matou várias crianças, antes de ser alvejado por um policial e cometer suicídio. No histórico dele havia abusos, bullying, frustração e “má criação”.

  • Clau diz: 29 de janeiro de 2014

    CONSELHEIRA, obrigada por tua generosidade e por ter entendido o que eu quis dizer. CÉSAR AUGUSTO, é óbvio que MATAR não justifica nada. Como aqui colocaste, está escrito em todos livros sagrados o NÃO MATARÁS, mas interessante que em alguns países islâmicos a pena de morte existe PRINCIPALMENTE para os homossexuais. Acham conveniente que um ser, só porque é homossexual, deva morrer ENFORCADO como ocorre no Irã, por exemplo… ou no Egito. E as mulheres adúlteras que são enterradas e somente a cabeça delas fica à mostra e elas morrem APEDREJADAS por HOMENS…. está certo isso? Mas não está escrito no Alcorão que NÃO MATARÁS?

    O que dizer do Texas, nos EUA, onde há ainda a pena de morte? Mas se está escrito NÃO MATARÁS nos livros sagrados ( e nos EUA o povo é cristão, portanto seguem a Bíblia ), como justificar a morte numa cadeira elétrica se está escrito NÃO MATARÁS?
    Quem são essas pessoas para julgarem assim, alguém, lhes enviando pra morte? E muitas vezes inocentes morreram na cadeira elétrica pois as evidências de um crime havia, mas não provas concretas. Mesmo assim mataram inocentes pra satisfazer a família. Algo como PEDIR A CABEÇA e entregar tal cabeça à família do morto,para que esta tenha satisfeito sua vingança. VINGANÇA SIM. Pois é vingança que as pessoas querem até hoje e não justiça. O morto já está morto e nada o trará de volta. Ir pra cadeia, vai fugir de lá e praticar o crime novamente. Matar não é correto. Então fazer o quê? “Tu mataste meu filho, minha mãe, minha mulher… Então me dê teus filhos pois os farei deles o que tu jamais serás: um homem de bem.” Seria uma solução. Ok, uma UTOPIA talvez, mas uma solução. Limpar o mal e não sujar mais de mal. Mas pra isso a pessoa precisa ser muito espiritualizada e compreender certas coisas que nós seres mortais e falíveis, não entendemos ainda.

    Conselheira pensou em matar a sogra. E daí? Tu nunca, jamais, em momento algum de tua vida, pensaste em matar alguém que te atormenta tanto Carlos Augusto? Ou desejar que tal pessoa morra? Sabe Carlos Augusto, isto que te direi agora eu ouvi de um juiz, hoje desembargador. Ele contava um caso criminal onde uma pessoa matou a outra por que esta o atormentava de tal forma que, cego pelo desespero, pegou a arma e matou o inconveniente. Logicamente respondeu a um processo criminal. Mas se a pessoa é ré primaria, tem bons antecedentes, endereço fixo, pode responder em liberdade e é claro que os advogados farão de tudo para tal pessoa não ir preso. Pois o tal juiz na época, ouvindo tudo depois comentou, que lá no fundo de seu ser, ouvindo a história, ele também teria matado tal criatura. Pois ele se colocou no lugar do desesperado.
    E lendo teu relato sobre o Sandro, tive a impressão, veja bem, IMPRESSÃO que quiseste dizer que se ele não tivesse morrido (ou um graças a Deus?) asfixiado pelos policiais, que segundo TUAS palavras eles fizeram justiça com as próprias mãos, tal rapaz poderia estar solto pois seus advogados usariam o fato dos tormentos dele durante sua infância para que ele não respondesse ao crime atrás das grades pelo menos. Crime este que, pelo o que li na época foi o fato dele ter feito os passageiros de reféns, pois quem matou a jovem professora grávida foi a arma de um policial, que nervoso, atirou. Isso foi o que saiu pela imprensa na época. No teu relato me deu a impressão que foi bom ele ter morrido, pois senão fosse isso, hoje estaria solto por advogados que o defenderiam, e usariam o argumento da infância infeliz para ele ser livre da cadeia. Desculpe, mas foi assim que senti tuas palavras. Posso estar errada…

    Nada justifica a violência. Não sou a favor de criminosos, mas não condenaria Sandro por ter sido o que foi. A vida que tinha, que levou, vai se saber? É fácil para nós falarmos assim, tão teoricamente pois vivemos bem, comemos bem estudamos…. Temos amor ao nosso redor. Mas se tentarmos nos colocar no lugar dos outros, acredito que não será difícil entender suas razões por passar dos limites.
    É tão fácil se gritar CADEIA PRA ESSE E CADEIA PRA AQUELE, como se isso fosse resolver alguma coisa.

    Vejo gente repetindo a todo custo, que quer justiça. QUER JUSTIÇA. Ou como na peça O Mercador de Veneza… ” A justiça pode ser mais justa do que queres”, e aí? A justiça foi mais justa para Paloma do que ela queria, pois afinal, como já se debateu aqui, que vida ela teria ao lado de Ninho? A justiça também foi justa com Neide, que de maneira até um tanto torta para nosso entendimento, Linda mostrou que queria viver um pouco mais independente da mãe. Não sou juíza, não sou advogada, mas toda história tem a minha verdade, a tua verdade e a verdade. Olhamos a mesma coisa e entendemos de maneiras diferentes. É como olhar um quadro e eu entender de uma maneira e tu entenderes de outra maneira o mesmo quadro, a mesma pintura ou gravura. Por isso esse julgamento é estranho.

    Aline passou a vida dentro de um ódio e vingança. Nada mais natural que agir como agiu. Félix passou sua vida também querendo o amor que nunca teve. Agiu como agiu. Leila da mesma maneria. Mas uma coisa eu notei e que todos eles têm igual: falta espiritualidade na vida deles. Religiosidade talvez. Em momento algum seja Félix ou Leila (aqui tiro Aline fora) nunca ouvi ou vi alguém da família orando, comentando sobre Deus, fazendo doações,…. não. Só mostrou uma família doida, com um patriarca que sempre se achou o galo do terreiro, desrespeitando a esposa várias vezes. Esta uma mulher submissa por um amor doentio e só olhando esse homem, criando filhos das amantes dele e coisa e tal. A avó, longe vivendo num sítio. A irmã paparicada pelo pai, um pouco rejeitada pela mãe e vivendo de sonhos. O irmão gay, vivendo com uma mulher que foi obrigado a casar para contentar seu pai. Mas era infeliz por viver uma vida dupla. Se realizava na mãe que o mimou demais. Nunca houve AMOR de verdade ali, naquela casa. Assim como Neide cuidou de Linda mas esqueceu o resto. Nunca a vi ser mais carinhosa com Leila e esta sempre dando patadas pois se sentia solitária. Daniel é homem, foi pra rua, vivia com amigos, nem sentiu tanto. E era o único filho homem. Não tinha competição ali que Leila tinha com Linda. A mente humana é muito complexa e não se sabe o que se passa dentro dela. Pode-se pega rum cérebro mas uma mente, jamais. E além de tudo, havia o DINHEIRO em excesso na família Khoury e muito menos na outra. Leila invejava Pilar e Paloma por causa da vida boa, dos luxos e riqueza. Mas quanto a espiritualidade? nada.

    CONSELHEIRA, faz anos o deputado Roberto Jefferson, em uma CPI, quando estava sendo acusado por seus atos, falou a seu acusador:
    “Tenho medo de vossa excelência. Vossa excelência me provoca os mais primitivos instintos.” Por isso Conselheira, não te preocupes com teus mais primitivos instintos. Todos nós os temos. Já fomos primitivos. temos mandíbulas, temos dentes caninos que as novas gerações de bebês não têm mais, observem. Isso é evolução. O não comer carne é evolução…. E assim evoluiremos e chegará um dia em que não mais faremos justiça do olho por olho e dente por dente. Ou como diria Gandhi: “Olho por olho e acabaremos todos cegos”.

    É isso aí Carlos Augusto. Nossos INSTINTOS MAIS PRIMITIVOS. E nós todos temos tais instintos. O cara que numa briga de trânsito perde a cabeça e dá um tiro mortal no outro que arranhou seu carro…. Uma mulher enciumada que esfaqueia o marido por este ter lhe traído…. O amigo que rouba a namorada do outro amigo e este sentindo-se roubado, sua FÊMEA roubada, parte pra briga brutal…. Quem somos nós pra darmos lição de moral? Pra dizer a todo custo “VAI PRA CADEIA!!!” E o pessoal das cadeias abarrotadas devolvem respondendo “AQUI NÃO!!!! ESTÁ LOTADO!!!” E como está lotada a cadeia, o juiz olha o fato, e decide que afinal, o cara fica em casa e responderá livremente pelo crime. Porque todos nós, em algum momento, usamos nossos instintos mais primitivos. Principalmente nós mulheres quando estamos na TPM. Aliás um fato que ocorreu na Inglaterra onde uma mulher foi ABSOLVIDA de um assassinato pois ficou provado que ela estava de TPM. E agora?? O instinto mais primitivo de uma fêmea.

  • Cesar Augusto Silva diz: 30 de janeiro de 2014

    Prezada Clau,

    Cada país muçulmano ou cristão concede a interpretação que quiser aos livros religiosos. Os Estados Unidos, Irã, Egito, etc….ou qualquer país que vc queira NÃO segue os livros religiosos ao pé da letra. A pena de morte vc encontra em estados norte-americanos e países que tem SUAS próprias leis, produzidas por seus Congressos Nacionais ou locais. Estas leis são influenciadas por estes livros religiosos, MAS não são os livros. São países que tem sua legislação própria, às vezes influenciada pela interpretação destes livros religiosos, como o Irã ou o Egito, mas são independentes. Ou vc acha que o Egito ou o Irã aplicam o Alcorão, como lei do país, unicamente??? Além disso, cabe DIVERSAS INTERPRETAÇÕES destes mesmos livros, por isso que cristãos e muçulmanos tem diversas tendências, grupos e igrejas diferentes. Assim como temos evangélicos, católicos, etc., por aqui…se engalfinhando para saber quem está certo na interpretação da Bíblia, ocorre A MESMA COISA entre islâmicos (diversos grupos e interpretações diferentes do mesmo livro) O Alcorão influencia a formação de leis, assim como aqui alguns religiosos querem influenciar a produção e aplicação de leis com base na Bíblia (bancada evangélica, por exemplo).
    INSTINTOS MAIS PRIMITIVOS não poderiam justificar assassinato…… milhares que acontecem todos os dias, não apenas na novela Amor a Vida. Os “instintos mais primitivos”podem ser controlados, visto que parte-se do pressuposto que vc é um ser racional. Este caso que vc fala que ocorreu na Inglaterra pode-se compreender , pode-se entender e dependendo das circunstâncias, estabelecer ATENUANTES ou AGRAVANTES na legislação e no caso concreto. E TPM, seria um atenuante, mas não a isenção. Entre os ingleses, pelo que vc conta, foi usado como elemento de absolvição, MAS EM UM CASO CONCRETO, específico.
    VC leu pouco sobre o acontecido com Sandro…….o policial errou o tiro NO Sandro para tentar desarmá-lo ou alveja-lo. E aí o próprio Sandro atirou na refém, vendo que os policiais estavam tentando alvejá-lo para salvar a refém. E não estou dizendo que foi bom ele ter morrido, estou dizendo que NÃO houve a oportunidade dele ser julgado, porque depois foi provado que os próprios policiais o mataram.
    Quem somos nós???Somos habitantes e moradores de um país, que NECESSITA, PRECISA ter leis e cumprimento de leis….porque se não tiver, poderíamos viver como nômades ou não formar um país. E então viver como SERES PRIMITIVOS, tal qual no paleolítico ou neolítico, na era primitiva, e a “justiça”seria olho por olho e dente por dente”.
    A função da pena é o castigo e a ressocialização. AS DUAS COISAS…..no Brasil e em vários países sul-americanos, africanos e asiáticos é que temos problemas devido à superlotação das prisões, a qual vc narra como se fosse algo inédito. Um problema estrutural que pode ser resolvido em médio e longo prazo, como melhores prisões, e maiores investimentos neste setor, tais quais as penitenciárias do interior do Paraná, prisão modelo. Mas ai, precisaríamos de maior vontade política (uma longa história, que daria um livro).
    Nas novelas, a prisão tem esta dupla função, NAS NOVELAS: por isso caberia bem para Félix, Leila, Aline e Pilar .
    Na vida real, ela cumpre esta dupla função em apenas alguns países. No Brasil, o problema é a ressocialização que não é cumprida, por problemas históricos e estruturais.
    Eu adoro o “VAI PARA A CADEIA” nas novelas. A maior parte dos vilões que o público detestava nos anos 70 e 80 iam para cadeia ou morriam no final, como punição, depois de aprontar a torto e direito: Argemiro (o maior deles) – Mandala 1987, Miro (Selva de Pedra 1972 e 1986). Odorico Paraguassú (político ladrão – qualquer semelhança não é mera coincidência), o Bem Amado 1973, que depois virou série. Célio Cruz (interpretado por Raul Cortez – Partido Alto – 1984), preso no aeroporto (cena muito parecida com esta da Aline). Na novela que está passando no Canal VIVA, Agua Viva, o grande vilão só vai aparecer no final, como o assassino oculto, e obviamente ele VAI PARA A CADEIA – Kléber, personagem de José Lewgoy.
    Os grandes vilões passaram a escapar e não acontecer nada com eles a partir de Sinhozinho Malta, de Roque Santeiro, em 1985. Como começaram a ganhar o público e serem “simpáticos” – tipo “matar” com simpatia ou tentar matar com sorriso nos lábios, os autores passaram a deixar seus vilões impunes (exatamente como o Félix, de WC). O auge foi Marco Aurélio (interpretado por Reginaldo Farias), de Vale Tudo, de 1988, que depois de roubar durante toda a novela, e ser cúmplice do assassinato de Odete Roitmann, fugiu do Brasil e mandou uma “banana” para as autoridades, retratando a impunidade.
    Ou seja, esta história de “impunidade” é antiga no país, mas sempre pode-se mudar, por isso ADORO o “VAI PARA CADEIA”.
    Repito: NAS NOVELAS.

  • Conselheira diz: 30 de janeiro de 2014

    Concordo em parte com você Cesar Augusto Silva claro que os criminosos devem pagar, matar é muito grave, mas o que eu quis dizer é que às vezes quando temos alguém que nos maltrata muito, que nos faz sofrer, poderemos acabar cometendo erros gravíssimos como “matar”. Já não houve mulheres que mataram o marido por desespero? Pois estas eram espancadas brutalmente e ninguém as ajudava, nem a justiça? Muitas mulheres acabam mortas por maus tratos, mas a justiça só atua quando estas são mortas, né? Mas quando estas matam o marido se tornam criminosas, certo? Acha justo? Claro que o que o Félix fez foi horrendo, mas quem o transformou num monstro foi o pai, e isso que estamos aqui falando. Mas se ele deveria pagar? Claro que sim… Até eu se cometesse um crime era certo pagar por ele. Por isso como eu mesma falei, fugi da minha sogra por desespero de maltrato e por medo do que já estava sentido dentro de mim, eu poderia cometer um crime, mas também era vitima deste. A violência psicológica é tão grave quanto a física, e eu sofri os 2. Minha sogra quase arruinou a minha vida e casamento, me perseguia, me ameaçava, me agrediu, eu simplesmente não tinha paz. Mas eu consegui recuperar tudo isso e hoje vivendo no estrangeiro, sou feliz. Mas quando penso nessa mulher penso que ela poderia ter mesmo arruinado a minha vida, e no fim ainda saia como “SANTA” e eu como a “VILÔ. Mas concordo com você e seu ponto de vista. A Clau , tal como eu, olha para os 2 lados da historia.

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