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De galã descamisado a ator consagrado: a evolução de Humberto Martins

02 de abril de 2014 8

virgilio

Em Família segue em ritmo de bossa nova, como toda novela de Manoel Carlos. Dá um soninho… Tanto que o autor resolveu fazer algumas alterações no roteiro, principalmente no personagem Virgílio (Humberto Martins).

Maneco resolveu deixar Virgílio menos passivo diante da esposa e do rival. Ultimamente, ele tem confrontado Helena (Júlia Lemmertz) e chegou a sair no braço com Laerte (Gabriel Braga Nunes).

A postura meio corcunda, a fala mansa e arrastada, tudo isso faz de Virgílio um personagem complexo. Ao contrário do que muita gente imagina, é um papel difícil, cheio de sutilezas, que só daria certo nas mãos de um bom ator. Virgílio é tranquilo, mas mantém uma expressão tensa, como se estivesse prestes a explodir a qualquer momento. E é aqui que entra o talento de Humberto Martins, que nos últimos 20 anos mostrou uma evolução impressionante.

Voltemos a 1994, quando a novela Quatro por Quatro, de Carlos Lombardi, era um sucesso no horário das 19h. Humberto Martins era o mocinho Bruno, um homem corajoso e capaz de tudo para recuperar o amor da filha. Enquanto brigava com seus inimigos e se esbaldava com a mulherada, Bruno aparecia sempre com pouca roupa, mostrando seus atributos físicos.

quatro

O mesmo aconteceu pouco depois, em Vira Lata. Lá estava Humberto Martins como Lenin, um herói pegador e sarado, circulando pela trama em trajes mínimos.

viralata

Em Uga Uga, o sargento Baldochi era quase um super-herói.

baldochi

Na minissérie O Quinto dos Infernos, o malandro Chalaça virava a cabeça das moçoilas no século XIX.

quinto

Até mesmo em Kubanacan, como o General linha-dura Carlos Camacho, Humberto mostrava mais o corpo do que o talento.

camacho

Todas essas tramas, além de terem sido escritas por Carlos Lombardi, tinham Humberto Martins como “galã pegador descamisado”.

Mas a situação começou a mudar em Sinhá Moça. O feitor Bruno era cruel e não tinha pena dos negros sob seu chicote. Começou aí a virada de mesa de Humberto Martins, que precisava provar que era muito mais do que um corpo sarado.

0014fef9

Nessa fase mais madura de sua carreira, o ator também arrasou como o pilantra Neco, no remake de O Astro.

neco

Em Gabriela, ele também surpreendeu como o turco Nacib.

nacib

Nesses 20 anos, Humberto Martins pode se orgulhar de ter deixado pra trás o estereótipo que tanto o marcou nos anos 90. É um ator consagrado e tem ainda muito a mostrar em todos os tipos de personagem. Palmas pra ele!

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Comentários (8)

  • Karla diz: 2 de abril de 2014

    Adorei o Humberto como o “cowboy” Alaor em Mulheres de Areia, e tmb o Bruno de Quatro por Quatro. Depois os papéis começaram a ficar repetitivos… ainda bem que ele largou as novelas do Carlos Lombardi! Assim teve a chance de crescer como ator e pegar papéis muuuuito melhores!

  • Marina diz: 2 de abril de 2014

    Karla disse tudo…nas novelas do Calor Lombardi era só os atores ficarem sem camisa q tava tudo certo..como é hoje na novela Pecado Mortal da Record….mas o Humberto cresceu e mostrou ao q veio qdo recebeu bons papéis…..

  • Ionara diz: 2 de abril de 2014

    Realmente, a interpretação sutil é mais difícil, tem gente que acha grande coisa um ator gritar, chorar, espernear, mas a atuação contida, baseada nos olhares, pequenos gestos, respiração, não é pra qualquer um não. Enfim, desde que largou as novelas do Lombardi o Humberto se mostrou um excelente ator.

  • Meg diz: 2 de abril de 2014

    Sempre achei ele charmoso, com cara de homem, nariz grande… Acho ele interessante, mas quando era mais novo era mais, tem uns que melhoram, ele era melhor antes. Tipo o Edson Celulari, melhorou com o tempo, ao meu ver.

  • Clau diz: 2 de abril de 2014

    O feitor Bruno, na minha opinião foi o melhor papel que Humberto Martins fez até hoje. Jamais esquecerei sua interpretação. Foi a primeira vez que ele se despojou do jeito sedutor para interpretar um homem rude, frio, mau de verdade e com um defeito na boca ou no rosto que o forçava a falar com dificuldade. Representou com maestria! Mostrou que não precisa mais ficar seminu para interpretar. Essa coisa era o fetiche do Carlos Lombardi. E me admiro que a RECORD, a emissora do BISPO aceitem um escritor que insiste em mostrar seu elenco com o dorso nu. Depois é a Globo que não tem moral. Pior é bancar uma coisa e por dinheiro fazer outra.

    Mas parabéns a Humberto! Ele está trabalhando muito bem mesmo. Impossível não ter um carinho especial por Virgílio. Mesmo parecendo um banana ao lado de Helena, Virgílio é o tipo de homem que transmite paz, sossego… Que nos piores momentos está ali dando apoio, falando palavras que elevam a moral, o ânimo… Como é bom poder ter alguém assim! Não precisa se um cara sexual, gostosão, rico… E sim um homem bom, parceiro, amigo… Gosto do Virgílio e torço muito para ele ficar com Ana. Helena não o merece. É uma mala sem alça esta personagem.

  • Kika Andrade diz: 2 de abril de 2014

    Lembrando que antes das novelas do Carlos Lombardi, ele fez par romântico com a Cláudia Abreu em Barriga de Aluguel.

  • Luana diz: 3 de abril de 2014

    Tambem gostava dele em Barriga de aluguel.
    Em relação ao autor Carlos Lombardi, PECADO MORTAL tem diálogos intensos e com temas bem interessantes. Homens semi-nus é colirio para as mulheres… ainda o maior público das novelas.

  • Larissa diz: 3 de abril de 2014

    Quem diria, né?

    Eu lembro que odiava ele na época de “galã descamisado”, mas agora tenho bastante respeito por Humberto Martins. Inclusive acho que a caracterização que ele fez de Virgílio é quase impecável.

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