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Existe uma mulher compreensiva como a Beatriz, de Império?

23 de agosto de 2014 11
Divulgação, TV Globo

Divulgação, TV Globo

Aguinaldo Silva chegou com tudo e não para de mostrar temas polêmicos em Império. Ao contrário de Manoel Carlos, que tentou abordar vários temas e não desenvolveu nada direito, o autor da atual trama das 21h vem tendo sucesso com sua história.

Entre as polêmicas, está o caso de Cláudio Bolgari (José Mayer), um homem casado e pai de dois filhos, mas que manteve um romance com Leonardo (Klebber Toledo) durante anos. O mais curioso disso é que Beatriz (Suzy Rêgo) sempre soube das tendências do marido, mas vê isso com naturalidade.

Ao descobrir que o segredo de Cláudio está prestes a ser descoberto, Beatriz ficou ao lado do marido. Mais do que isso: ela se ofereceu para falar com Téo (Paulo Betti), ou até mesmo com Leonardo. Tudo para tentar defender sua família. Além do mais, segundo ela, Cláudio sempre foi um homem carinhoso e companheiro.

Questionada, ela alega que ama demais o marido e faria de tudo por ele. Mas será que na vida real existem mulheres assim? No lugar dela, você aceitaria que seu marido tivesse uma vida dupla?

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Comentários (11)

  • Daniela diz: 23 de agosto de 2014

    Acho que sim ,hoje em dia homem está tão escasso que você vê de tudo um pouco ,hoje em dia tudo pode ,tá tudo liberado kkkk !!!

  • Fabio diz: 23 de agosto de 2014

    Ele paga as contas. Ela é a governanta. Isso não é casamento.

  • Mauricio diz: 23 de agosto de 2014

    Com certeza existe várias “Beatriz” nesse mundo afora …. o que os olhos não vê o coração não sente ou pode me trair mas bem longe dos olhos e ouvidos …..acho que é problema emocional ….por ele ser carinhoso e companheiro ela acabou confundindo seus próprios sentimentos e acabou se acomodando …..ou pode ter tido uma desilusão amorosa antes e depois que conheceu o Claudio acabou se apegando na amizade ….e para o Claudio foi uma forma de se esconder no armário ….se ela é feliz assim quem somos nós pra questonar ….amor é amor……isso que importa ….

  • carlos diz: 23 de agosto de 2014

    Creio que sim e temos exemplos disso as esposas do catra , tve uma menina que trabalhou aqui em casa que vivia ela ,o marido,a amante e os filhos da esposa e da amante na mesma casa se ajudando. Creio que a diferença seja que as relaçoes apresentadas por mim seja que as relaçoes sao heteros mas mesmo assim nelas as esposas sabem e apoiam, tem uma entrevista da esposa do catra dizendo que todas elas sao amigas ,visitam umas as outras e se ajudam cuidando das crianças. Ja ouvir casos em que a mulher fechava os olhos para relaçao homo do marido so nunca ouvir de dar força como a beatriz minha opiniao mesmo parecendo estranho aos meus olhos nao vejo mal nenhum se sao felizes assim . Obs gostaria de ver o teo com o claudio alias ele sim toparia entrar numa dessas

  • carlos diz: 23 de agosto de 2014

    Acredito que todos os elementos de um casamento estao ali lealdade, cumplicidade,amor erespeito nao podemos julgar por serem diferentes e casamento de uma certa forma se trata de um contrato onde se tem que adptar e chegar um certo acordo a beatriz sempre soube de tudo nao existe traiçao acho feio quando a outra pessoa esta inocente

  • Fernanda Mattoso diz: 23 de agosto de 2014

    Dizer que não existe mulher que aceite aquilo é generalizar demais, mas acho que poucas pessoas se submeteriam aquela situação. No caso, a mulher esta sendo dividida com outro homem e não por outra mulher. Nao se trata de uma traiçao comum, na minha opiniao. Sobretudo, porque Claudio deixa claro que e gay e nao bissexual. pior ainda! Para o ego feminino isso é demais! Leva a pessoa ao abismo emocional em poucos anos.

    Não acho que é dinheiro que segura a relação. Ela teria direito a parte do patrimônio se divorciasse dele. Vejo mais uma relação neurótica e obsessiva, no qual Claudio virou desafio pessoal. Mante-lo significa compensar uma serie de frustações pessoais que derrubam a auto-estima daquela mulher. Não sei se notaram, mas ela sempre afirma sobre seu casamento em primeira pessoa: “eu nao abro mao”, ” eu vou lutar por nos”, “eu estou do seu lado”. Nunca vi ela perguntar sobre os sentimentos dele. Sera que ele esta feliz?

    Como Claudio quer a vida dupla, porque lhe convém, ele aceita o jogo. O amor ali é confuso, sinto mais como companheirismo, um pacto, uma dupla. Casal é outra coisa.

  • FERNANDA MATTOSO diz: 24 de agosto de 2014

    Dizer que não existe este tipo de “compreensão feminina” é generalizar demais. Já ouvi mulheres dizendo que preferiam ser traídas com homens do que com outras mulheres. Vai entender???!!! Mas são poucas, acho. Dividir o marido com outro homem pra maioria das mulheres é meio que demais. O desgaste provocado por este tipo de coisa levaria a mulher ao abismo emocional em poucos anos. Com o tempo, pode ser até que se acostumem, mas não acho que seja felicidade legítima.

    No caso de Cláudio e Beatriz, penso que a relação deles é qualquer coisa, menos casamento, que envolve sobretudo amor entre homens e mulheres e vida sexual saudável e ativa. Acredito em pacto, trabalho em dupla, companheirismo, amizade, sociedade e um profundo carinho regado a doses cavalares de comodismo e covardia mútua. No mais…sinto muito.

    Vejo Beatriz uma mulher obsecada, com ideia fixa e alto grau de neurose. Claudio é seu desafio pessoal e possuí-lo significa manter sua auto-estima no lugar, para que não entre em colapso emocional. Não sei se notaram, mas ela sempre se refere ao casamento dos dois em primeira pessoa: “eu vou lutar por nós”, “eu estou do seu lado”, “eu sou fiel a você pra sempre”. E ele? Existe? Está feliz? Ela já se questionou sobre isso?

    Por trás daquele rosto doce e uma educação primorosa e controlada, vejo uma mulher perigosa, capaz de fazer qualquer coisa para manter seu “troféu”. Como aqueles malucos que são certinhos a vida toda e um dia entram no escritório atirando pra todo lado. Perfeita demais, aí tem…

  • Clau diz: 26 de agosto de 2014

    Concordo com MAURICIO, perfeito teu comentário!

    Independente das questões psicológicas envolvendo Beatriz, se ambos são felizes assim, quem somos nós pra julgar? Por que temos que viver sempre dentro de nosso quintal? Sinceramente eu devo ser uma mulher bem esquisita. Não me importaria de meu marido ter um amante, um homem; visto que até na psicanálise afirmam que temos os dois sexos. Porque então isso chocaria? Ouço e vejo muitas mulheres se horrorizarem por serem traídas por seus parceiros com homens e não mulheres. Isso prova o quanto as mulheres adoram competir entre si. Eu já vejo PESSOAS e não gêneros. Talvez por isso não me impressione a vida dos gays em geral. São PESSOAS que amam outras PESSOAS.

    Claudio é feliz assim? não sabemos e nem Aguinaldo deixa – até o momento – isso explicado na trama. Beatriz sim é feliz assim. Se é uma neurose? não acredito. Pode ser comodismo, pode ser conformismo, educação antiga, em que as esposas precisam compreender seus maridos… Enfim, pode ser uma série de coisas. Mas acima de tudo é AMOR. Sim, amor. Pode parecer muito estranho isso. Mas o AMOR é diferente de SEXO. E aqui me refiro ao amor verdadeiro, de alma. Pra quem não acredita em alma, em espiritualidade, fica bem difícil entender minha linha de pensamento. Mas esse tipo de coisa existe. Até onde sei nunca me aconteceu, mas também não ficaria incomodada se acontecesse. Afinal a MULHER seria eu. O outro seria o HOMEM. E se de fato, como dizem alguns psicanalistas, somos ambos os sexos…. E como espiritualmente não temos sexo algum, então explica o caso.

    Além do quê, Beatriz é PARCEIRA de Claudio. É confidente dele, amiga, conselheira… Ambos têm uma relação muito bonita que raramente se vê em casais. As pessoas não se livram do sexo nunca! Acham que casamento é somente cama e deu. Mas é muito mais que isso. E essa relação entre Beatriz e Claudio mostra que ambos possuem algo mais que simplesmente um casamento de fachada. Pode ser que ela sofra muito pela falta dele, ou ainda que sinta um ciúmes velado. E já mostrou isso claramente no dia em que ela viu as fotos em que Téo postou em seu blog. Não sei se as pessoas estão observando as EXPRESSÕES FACIAIS dos personagens. Beatriz olhou as fotos de Claudio com Leonardo e mal conseguia falar, articular uma sílaba que fosse. Se engasgou, chorou veladamente. Ela sofre com essa situação, mas porque ela SENTE a dor de Claudio ser como é. Acho que essa novela mostra bem que as pessoas não são gays por querer isso, e sim porque simplesmente são. Beatriz sabe que Claudio é gay e sempre lhe deu apoio, lhe deu força moral. Beatriz ENTENDE Claudio e cuida dele, vela por ele. É um amor desinteressado e desmedido como raramente se encontra. É muito mais que um casamento. É parceria, é cumplicidade. Se é insegurança por parte dela, isso o autor vai mostrar ou não. Mas vejo Beatriz assim, como uma mulher que ama sua família e seu marido. E que procura ver a vida com outros olhos, apesar disso lhe doer. E já se observou pelas lágrimas dela. Observem! prestem atenção nas expressões faciais. Eu assisto aos capítulos pela internet e por isso posso voltar as cenas e observar melhor. Na TV fica impossível. Talvez por esse motivo as pessoas tendem a julgar algumas cenas e alguns personagens. Não há uma profundidade. Não estou fazendo crítica alguma, por favor, não me interpretem mal. Só que assistir a novel pela TV é uma coisa. Pelo site, é outra coisa. Só isso.

    Posso parecer louca para alguns ou obscena para outros, e retardada para tantos outros mais. Mas como diria Rita Lee … ou melhor Os Mutantes: “Dizem que sou louco por pensar assim. Se eu sou muito louco por eu ser feliz. Mas louco é quem me diz. E não é feliz, não é feliz” – (Balada do Louco – Mutantes)

    Bela canção! E MUITO verdadeira. E confesso, me encaixo perfeitamente nesta letra.

  • Israel diz: 26 de agosto de 2014

    E não desenvolveu nada direito, uma vírgula. Cês do site só sabem falar mal do Maneco, façam me o favor né?

    Começa tirando o nada a partir do momento em que o alcoolismo foi tratado de maneira verossímil com o Felipe.

  • FERNANDA SANTANA MATTOSO diz: 27 de agosto de 2014

    Clau, adoro seus comentários. São textos interessantes com uma análise rica, superbacana e concordo muitas vezes com você. Talvez uma das pessoas mais corretas aqui. Porém, no caso de Beatriz, mantenho minha posição. Sinto discordar.

    Tenho o hábito, antes de avaliar qualquer situação, de me colocar no lugar da pessoa. Penso: “e se fosse comigo?”. Daí, procuro não desejar a ninguém o que não gostaria que ocorresse comigo. Pessoalmente, não gostaria de dividir alguém que amasse com ninguém (nem homem, nem mulher). Sou casada e apaixonada pelo meu marido e ele por mim, inclusive somos sócios profissionalmente, temos dois filhos e namoramos bastante…kkkk. Sexo faz parte do amor e do casamento, senão todas nós casaríamos com o melhor amigo gay. Seria ótimo: nos ajudariam a escolher a roupa pra sair, escolheriam baladas sensacionais, são divertidos, inteligentes e bem sucedidos, carinhosos na maioria, mas infelizmente não sentem atração por nós. Com o passar dos anos, isso pega.

    Também tive a oportunidade de conviver com três casos semelhantes ao de Beatriz, porque, como já relatei aqui antes, convivo com gays desde criança (inclusive na família). No primeiro caso, após 20 anos de parceria e relação aberta (típico de Cláudio e Beatriz), dois filhos e muito sucesso financeiro, minha amiga foi trocada por uma paixão arrebatadora que jogou seu marido nos braços de uma rapaz de 22 anos. Acompanhei de perto a sua decepção e sofrimento profundo. A sensação de tempo perdido, a desilusão que veio de uma vez, a explosão de tristeza dos filhos que não sabiam de nada (assim como os de Claúdio). Um verdadeiro filme de terror distante do romance cinematográfico retratado na novela.

    No segundo caso, uma amiga namorou, casou e teve uma linda filha com meu outro amigo gay. Viveram felizes para sempre durante 8 anos. A relação era aberta e ela estava ciente de tudo desde o início. Quando o casamento acabou, os dois passaram a ser grandes amigos e criavam a menina juntos, provendo-a de amor e todos os cuidados que uma criança deveria ter. Entretanto, minha amiga não conseguiu mais se descolar daquela relação. Preferia ficar como expectadora do ex-marido exibindo livremente seus novos romances na sua frente, do que enfrentar a realidade. Se tornou voyeur da felicidade dele e não conseguiu refazer sua vida amorosa. Ficou pulando de galho em galho e desabafava, em poucos momentos de intimidade, um sofrimento terrível com relação a isso. Assim como Beatriz, peguei ela chorando internamente (com esta expressão ao qual se refere em Beatriz) ao ver a foto do ex-marido radiante ao lado de outros homens.

    Por fim, no terceiro caso, após o término de um namoro e noivado de 7 anos motivado pela relação com outro rapaz, a ex-noiva de uma pessoa da minha família entrou em depressão profunda e cometeu suicídio. Arrasou emocionalmente com a família dela e nossa. Mais uma vez, filme de terror. Pode imaginar?

    Por essas e outras que, como disse e reforço, não generalizo que não exista casamentos e mulheres que aceitem tal situação, mas NÃO ACREDITO em felicidade legítima de um casal assim. Penso que, para mim, os dois são uma DUPLA. Penso que haja mil outros motivos para estarem juntos, mas não os mesmos que unem um CASAL. Questiono se Beatriz não estaria muito mais feliz se fosse amada por um homem hetero que a amasse totalmente como mulher, como merece, ao invés de ficar no sofá esperando o marido se satisfazer com outros rapazes na rua, todas as noites, durante anos, e vir se deitar com ela com um beijo na testa. Da mesma forma: se Cláudio não estivesse ao lado de quem realmente o satisfaria como homem, não poderia se auto conhecer e enfrentar-se para sentir-se melhor? Não que para isso devesse se expor, absolutamente! Sua vida particular é sua e de ninguém mais. Mas poderiam viver com menos medo, menos ansiedade de alguém descobrir, menos pavor de perder um ao outro. A suposta abertura deles esconde outros medos, outras contradições e outras fragilidades psicológicas dos dois.

    Tomo muito cuidado com os cenários expostos pela Globo, ultimamente. Procuro separar a realidade da fantasia, o discurso da prática e manter senso crítico sempre que possível. Se tenho a cabeça atrasada, que bom. Entre embarcar em pesadelos travestidos de sonhos encantadores e continuar lutando para manter o pé na realidade, prefiro a segunda opção. Nunca achei que para ser moderna ou atual temos que subverter valores fundadores da ordem social, nem pactuar com pura manipulação de um canal que, no fim de tudo, só quer audiência.

  • Mzinha diz: 3 de outubro de 2014

    Concordo com a Fernanda
    Acho muito difícil uma pessoa aceitar isso, e continuar como um casal comum
    Eu namoro a 4 anos, com um rapaz o qual não temos sexo sempre
    Isso me encomnda, e passo até pensar que ele é gay ou esta comigo por algum motivo que não seja amor. Ele sempre me diz que o trabalho não o deixa pensar em mais nada, nem em sexo, e já chegou a colocar a culpa em mim, dizendo que sou eu quem não procuro.

    Estou com ele até hoje, ainda acredito que ele é homem, e hetero, e que tem desejo apenas por mulheres. Penso que isso é coisa da minha cabeça, só Pq ele não me procura direto pro sexo, não seja homem, e nem me ame, isso me tranqüiliza e me faz acreditar que meu relacionamento seja verdadeiro.
    Depois de tanto pensar sobre este assunto, já tenho até decisão se um dia for traída por por ele, eu largo sem pensar em mais nada, vou sofre, mas vou reconstruir minha vida.
    Se for traição com homem, não há perdão. Pois seria traição duas vezes ( me enganou dizendo ser homem (hetero) e ainda estava dividindo ele com outra pessoa.

    Quero deixa que não tenho preconceitos, apenas não acho justo, enganar outra pessoa para não se assumir, ou até mesmo prender uma pessoa sem amá-la por inteiro.
    Acho que se a pessoa gosta do mesmo sexo, deve assumir e ser feliz.

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