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Em Império, Enrico se revolta ao descobrir que o pai é gay: "Não me chama de filho!"

01 de setembro de 2014 19
Estevam Avellar, TV Globo

Estevam Avellar, TV Globo

O maior medo de Cláudio Bolgari (José Mayer) se tornará realidade nos próximos capítulos de Império. Em cenas que vão ao ar na próxima semana, Enrico (Joaquim Lopes) descobrirá que o pai é gay.

Antes disso, muita água vai rolar nessa história. Primeiro, Leonardo (Klebber Toledo) consegue convencer Robertão (Rômulo Netto) a pegar de volta os papéis que comprovam seu caso com Cláudio. Assim, o pilantra aplica em Téo (Paulo Betti) o mesmo golpe do “boa noite Cinderela” e recupera todas as provas.

Furioso e sem mais nada a perder, Téo jura que sua vingança será maligna. De acordo com a colunista Patrícia Kogut, ele publica mais uma foto de Cláudio e Leonardo se beijando, desta vez deixando bem clara a identidade do “beijoqueiro misterioso”.

A bomba vai estourar justo no dia da festança de lançamento da nova coleção da Império. É a assistente de Maria Marta (Lilia Cabral), Helena (Júlia Fajardo), quem alerta Cláudio e Beatriz (Suzy Rêgo):

Desculpa minha franqueza, odeio fofocas e me meter na vida alheia, mas todo mundo só fala de uma tal foto do Cláudio, que acabou de sair no Blog do Téo Pereira. E, como a imprensa está aqui, resolvi vir logo te alertar, pra você não ser pega de surpresa.

Enrico ficará sabendo da fofoca através dos funcionários do restaurante e, como já era de se esperar, perde a cabeça:

- Não pode ser! É mentira. Essa foto só pode ser uma montagem. Meu pai jamais faria uma nojeira dessas. Meu pai não é assim, não é um desses pervertidos!

Assim que chega em casa, Cláudio tem uma dura conversa com o filho. Enrico começará logo atacando o pai:

Não! Não me chama de filho, não faz chantagem emocional, não faz nada! Seja apenas curto e grosso, e responda logo à pergunta que te fiz mais cedo: essa coisa nojenta que o safado do Téo Pereira publicou é verdade?

É uma situação complicada, mas acho que a reação de Enrico será muito mais realista do que a compreensão cega de Beatriz. Por mais que ame o marido, ela está sendo tolerante demais, chegou até a dar força para que Cláudio retomasse o caso com Leonardo. Traição é traição, né, gente? Já no caso de Enrico, é natural que um jovem preconceituoso e machista como ele tenha uma reação explosiva.

No lugar de Enrico, como vocês reagiriam a essa situação?

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Comentários (19)

  • Bruna Barcarolo diz: 1 de setembro de 2014

    Pura verdade…a reação dele é mais normal, do que a da mulher. Tão forçando demais, penso que nao existe gente, tão “sangue de barata” igual a ela. Traição é traição e eu ficaria com raiva do mesmo jeito!

  • Rosa diz: 1 de setembro de 2014

    Trair significa fazer algo escondido, sem que o outro saiba. Se ela sabia não houve qualquer traição. Acho que é importante sair um pouco do próprio mundo, antes de dizer que um comportamento não é realista. Quantos casais vivem relações assim, poliamorosas e são felizes. Não é porque você não conhece que não existe.

  • Clau diz: 1 de setembro de 2014

    Gostaria de saber onde está a traição no caso? Se Beatriz SEMPRE SOUBE quem era o marido e assim o aceitou, de onde vem a traição que vocês falam? Beatriz não tem uma tolerância cega, Michele. Ela AMA o marido. Um amor, um sentimento que vai além de cama, de sexo, de convenção social. Já Enrico sim! é um nojento que denigre a imagem de um homem que sempre o apoiou. TUDO o que Enrico é e tem foi graças ao trabalho de seu pai. O próprio Enrico já enalteceu Claudio, comentando do quanto o pai investiu nele, com cursos nos exterior e coisa e tal. Agora que o pai precisa do apoio do filho, este lhe vira acara?? E esse cara, Enrico, é um verdadeiro 171, pois na cara-dura mentiu diante do sogro e da noiva, dizendo que ele havia sido o autor do prato que Vicente criou. Esse cara não tem moral e nem respeito por ninguém. Este sim é um ANORMAL. Pois não tem caráter. Trata seus funcionários feitos escravos, Se acha o último biscoito do pacote e ainda por cima “rouba” criações gastronômicas de seu funcionário. Cara doente, invejoso e preconceituoso. Um homofóbico é normal? A reação dele diante da orientação sexual do pai é ser algo normal??
    Se a mãe, que sempre soube da orientação sexual do marido não se importa, quem é Enrico pra se importar?
    Dou todo apoio à Beatriz. Claudio NUNCA mentiu pra mulher e nunca traiu também.

    Como disse ROSA, mais acima: “Trair significa fazer algo escondido, sem que o outro saiba. Se ela sabia não houve qualquer traição. Acho que é importante sair um pouco do próprio mundo, antes de dizer que um comportamento não é realista. Quantos casais vivem relações assim, poliamorosas e são felizes. Não é porque você não conhece que não existe.”.

    PARABÉNS ROSA! pela excelente visão dos fatos. E eu digo mais! Se Beatriz é feliz assim, que mal há nisso??? Infeliz é quem julga, quem se importa, quem agride, como Enrico faz.

  • Marcele diz: 1 de setembro de 2014

    Concordo 1000% com Rosa e Clau. Cada casal estabelece suas próprias regras, o que pode e o que não pode, e isso inclui desde o futebol às quartas, os “vale-night” e os canais eróticos até a possibilidade de sair com outras pessoas. O que não pode é fazer diferente daquilo que foi combinado.

    Claudio e Beatriz são, na minha opinião, o casal mais verdadeiro dessa novela.

  • Paula diz: 1 de setembro de 2014

    Nunca comento essas reportagens, pois a maioria é fofoca e coisa inútil, mas hoje faço questão de colocar minha opinião: Não acredito que eu li que a reação normal é a desse Enrico.. sério!!! Por isso o mundo tá de cabeça pra baixo.. as pessoas julgas as outras por suas atitudes e querem corrigir cometendo outros erros… isso só mostra que nós erramos de modos diferentes. Quem vive nesse mundo da internet, jornalistas, blogueiros, o que seja, sabe que sempre aparece reportagem sobre casais que têm esse modo de viver… na boa, eu adoraria ser assim, não sou, mas por sentimento de posse mesmo… cabeça diferente… nossa sociedade é diferente… mas a reação desse cara é totalmente doentia, NÃO PODE SER CONSIDERADA NORMAL OU MAIS ACEITÁVEL! Revejam seus conceitos.

  • Clau diz: 1 de setembro de 2014

    Marcele: “Claudio e Beatriz são, na minha opinião, o casal mais verdadeiro dessa novela.”

    Verdade. Acho que em tantos anos assistindo a novelas, ainda não vi um outro casal que se entenda tão bem. Cumplicidade é a palavra chave, no caso. Respeito e cumplicidade. Alguns classificam o comportamento de Beatriz como uma acomodação, um conformismo… Não vejo assim. Ela é leal a Claudio. Leal no sentido de alma. É sua amiga e confidente – AGORA – e portanto entende o marido. Ou se fosse o oposto, entenderia sua mulher. Quem disse que não possa haver casais assim? Tem até casal de três! Caetano Veloso, então casado com Paula Lavigne e sempre junto a eles estava Paula Burlamaqui. Já era notório ver a loura grudada na mulher de Caetano. Por anos sempre viveram muito bem juntos. Diziam-se amigos, mas por favor! era bem claro que aquilo era muito mais que simples amizade. E nem sei se atualmente continuam assim. Parece que não. Mas existe. Se as pessoas são felizes da maneira que vivem, o que os demais têm a ver com isso?? Muito pior é ver um casal que trai, que esconde, que tem filhos com amantes… Zé Alfredo e Maria Marte vivem um casamento de aparências só pra não gastar dinheiro em divórcio. Se odeiam (ou se amam de maneira torta) e fazem da vida conjugal uma zona de guerra. Já Claudio e Beatriz são unidos, amigos e felizes. Discretos. E assim viveriam se não fosse Téo Pereira e sua obsessão por Claudio. Que inclusive, o próprio Téo confessou à Érika que já foi apaixonado por Claudio nos tempos de colégio. Como eu suspeitava. Então todo esse ódio no fundo é paixão recolhida por parte de Téo. Ele faz da vida de Leonardo a sua própria. Naturalmente se coloca no lugar do rapaz e se sente preterido por Claudio também. Quer a todo custo que Claudio assuma sua condição, sem nem respeitar a vida do cerimonialista, se este quer viver como quer. Se Téo jamais tivesse se metido nesse caso, Claudio continuaria vivendo sua vida dupla, Beatriz sabendo e aceitando, Enrico vivendo sua vidinha nojenta e preconceituosa, e todos viveriam felizes.

    Por outro lado provou que Beatriz é muito mais íntegra do que qualquer outra esposa na trama. Que Claudio é um pai cem por cento e um marido que valoriza sua esposa. Que Téo não passa de um infeliz mal amado e odiado por muitos e que Enrico na verdade deve ser gay mas esconde isso até de si mesmo. Só pode! A cena dele querendo expulsar o casal de lésbicas de seu restaurante foi a coisa mais burra que já vi. O cara é tão surtado que não se dá conta que em primeiro lugar vem os negócios. Elas estão ali como clientes, consumindo seu produto. E ele é tão mimadinho e nojentinho que prefere ter seu restaurante (o qual ele se ufana de ser o melhor), mal falado, a ter que aceitar gays no estabelecimento. Este cara, pra mim, já é suspeito. Deve ser um enrustido. Pois doente mental já provou que é.
    E nota MIL pra Beatriz que mais uma vez segurou o filho e mostrou pra ele que ali, era local público, independente de ser o restaurante dele. E que se ele fosse mais esperto, deixaria as lésbicas permanecerem onde estavam. O cara é arrogante, nojento, preconceituoso e ainda por cima BURRO. Se fosse um cara elegante e fino, mesmo sendo do contra, não faria os comentários que fez. Hoje em dia, só uma pessoa muito ignorante que não sabe que o maior PIB do Brasil são os gays. Consomem mais e melhor do que qualquer outro casal. Pelo simples fato de não terem filhos, família grande e geralmente têm excelentes empregos. Restaurantes, turismo, roupas… Só um empresário muito idiota como Enrico pra impedir gays de frequentar seu restaurante.

  • Julia diz: 1 de setembro de 2014

    Se ouve traição foi com os filhos, pois não sabiam da opção sexual do pai.
    Estes casos podem chocar pela surpresa, mesmo não sendo homofóbicos, que não é o caso do Enrico.
    Cláudio é bisexual, pois tem relação com homem e mulher.

  • Bruna Barcarolo diz: 1 de setembro de 2014

    Pelo visto os burros não entenderam o que a Michele Vaz Pradella, quis levantar com esse post. Tudo bem! Mas eu entendi, e continuo concordando com ela e existe sim e claro casais assim, mas nao é normal nao, seus burros, isso é minoria, isso q ela quis dizer…e ainda é claro q é nojento o que o filho diz sobre isso, mas ela quer dizer q é mais que normal esperar isso de uma pessoa que tem preconceito, mesmo ( q é o que se mostra desde o inicio da novela) agora nao é muito comum mulheres aceitarem traições e ainda com toda aquela paciência…

  • Bruna Barcarolo diz: 1 de setembro de 2014

    E foi traição sim, e ela nem sempre soube não…de inicio ela nao sabia, ele contou depois!

  • Ana Paula diz: 1 de setembro de 2014

    O caso da Beatriz, me lembra um que eu presenciei entre amigos, do qual o homem era casado legalmente, mas ele e a esposa mantinham um “relacionamento aberto”. Os dois diziam que se amavam e não largariam o outro por nada, mas eram completamente abertos a novos relacionamentos extraconjugais. Acho que isso é realmente estranho no Brasil, porque o povo não é acostumado e ainda mantém uma linha conservadora, mas em países da Europa não é algo fora do comum.

  • FERNANDA SANTANA MATTOSO diz: 1 de setembro de 2014

    Embora tenha antipatia do mauricinho Enrico, acho sua reação mais que normal para o caso. Já vi este filme na vida real, como disse. É mais do que natural se sentir enganado, afinal, na verdade FOI ENGANADO a vida toda. Deve ser bem dificil acordar e descobrir que o pai que você conheceu a vida toda não é bem aquilo que imaginava. Infelizmente, seus pais o esconderam uma mentira séria acerca da relação dos dois a vida toda. Penso que Agnaldo acertou em mostrar que esta estória de “abertura” pode até ser ótima para quem opta por ela, mas pode afetar de modo negativo quem está em volta disso. Normalmente as pessoas esquecem do entorno…ele existe e importa, principalmente quando se tratam dos filhos.

    De mais a mais, se estamos falando em abertura, todo mundo tem o direito de fazer o que quiser e as pessoas de concordarem ou não. Se a liberdade é a palavra de ordem aqui, então respeitemos a todos, inclusive os considerados preconceituosos. Difícil definir preconceito, porque parte de um conceito abstrato em que são colocadas tantas variáveis culturais, familiares, religiosas, sociais, que prefiro ficar na dimensão da opinião somente. A alguns agrada, a outros não e tá valendo!

    Em todos os exemplos de pessoas com relação aberta citadas até agora neste espaço de discussão, houve um ponto em comum que faz TODA a diferença: nada é escondido. Nenhum disfarce é usado, não há máscaras nem para a sociedade, nem para as famílias, nem para os amigos, nem para os filhos. Catra, que vive com suas esposas, não as esconde dos filhos e nem cria estórias mirabolantes para se mascarar para eles. Todos sabem tudo e vivem felizes, em concenso, sem mentira. Caetano, a mesma coisa. Europeus o mesmo, embora não os ache melhores que nós em nada. Enfim, são o que são. Dessa forma, não vejo problema. Ainda que mantivessem na privacidade da família o “segredo” (se podemos chamar assim), tudo bem. Mas, para os filhos?!

    No caso de Cláudio e Beatriz, vejo que entre eles não existe traição, existe parceria e, com certeza, CUMPLICIDADE. São cúmplices de uma MENTIRA. Construíram uma vida conjugal em cima de uma MENTIRA. MENTEM para os filhos há anos para sustentar sua relação. Realmente, não sei como conseguem, porque como mãe, nunca conseguiria fazer isso. Acho que muitos pais aqui devem concordar comigo. Filho, pra mim, é o que há de mais sagrado em uma relação de amor. São fruto dela. Merecem toda a consideração e deve ser visto como prioridade em um casamento de verdade. No caso, os filhos de Cláudio e Beatriz foram desrespeitados, sim. Em nome do amor? Deve ser…andam até matando em guerras em nome de Deus por aí…qual o problema? Mentir em nome do amor. Muito romântico: “nos amamos e daí quem tá em volta?”.

    Ainda acho que Beatriz nos reserva surpresas…Quem sabe? Seria interessante, talvez. Agora, gostaria de saber para os que discurssam inflamadamente sobre preconceito o que achariam da Beatriz se fosse o contrário? Se ela estivesse no lugar de Cláudio? Como seria? Será que Cláudio ficaria “velando”por ela? Por que, pelo que me parece até agora, só ELE tem vida dupla. Ela não teria o mesmo direito? Como seria a reação dele? Tão modernete assim? Tão CÚMPLICE? Como ficaria a opinião pública sobre isso? Fico curiosa em saber.

    Se bem me lembro, não faz muito tempo, Clara teve que se divorciar de Cadu primeiro e abrir o jogo com uma criança para ter o direito de amar com dignidade e viver sua relação de forma legítima. Foi muito elogiada, inclusive. Será que “…ainda somos os mesmos e vivemos como os nossos pais…” (salve Belchior, saudades Elis)?

  • Clau diz: 2 de setembro de 2014

    Tens razão ANA PAULA. De fato falta muito para aqui no Brasil as pessoas terem uma mente aberta ou no mínimo imparcial em relação a vida sexual das outras. O próprio Enrico fez uma ironia para com os pais dizendo que eles estavam bancando dinamarqueses ou suecos e que no Brasil era diferente. Sim, no Brasil é diferente. Mas pessoas como Enrico que enche o peito pra se dizer um expert em tudo, muito me admira o tratamento tosco que ele tem em relação a gays. Inclusive querendo que eles não frequentem seu restaurante. Um cara nojento, de fato. Nem merece consideração e por isso mesmo M.Clara vai observar a fria que vai se meter em se casando com ele.

    BRUNA BARCAROLO, Acredito que todos aqui entenderam o que Michele disse. Não há a necessidade de nos chamar de burros só porque não concordamos com a mesma opinião. Conheço bem Michele que sempre foi excelente blogueira, e sempre nos brinda como ótimas matérias e debates instigantes. Não há necessidade disso, minha cara.
    E Beatriz sabia bem quem era Claudio, mas como ela mesma falou pra ele, assim que o viu, se apaixonou loucamente e que sempre teve certeza de que o amor que sentia e sente por ele é verdadeiro e eterno. Portanto ela JAMAIS foi enganada por ele. Ela simplesmente o respeita pois ela nunca foi enganada. Ele já explicou a ela sua vida, mesmo antes de se casarem. Ela aceitou e se vive bem assim não será Enrico que vai mudar isso. Ele pode sentir como filho, por ter idealizado o pai, como a grande maioria das pessoas faz, idealizar pais, irmãos, cônjuges… Enfim… Mas enganar não é bem o termo. Claudio nunca fez discurso moralista, nunca condenou o homossexualismo, tanto quem na noite em que duas lésbicas estavam no restaurante e Enrico começou a criticar e fez menção de expulsá-las, Claudio ficou quieto e sem jeito. Nada disso pois se sentiu desconfortável. Claudio nunca fez qualquer apologia contra gays. Portanto, se ele tivesse feito isso, até eu ficaria ao lado de Enrico. Afinal Claudio estaria vendendo uma imagem errada. Mas Claudio sempre foi íntegro. Só que tem uma vida dupla, tem segredos que somente interessa a sua esposa. O que não pode é dar espaço para um blogueiro inescrupuloso como Téo Pereira.

  • HC diz: 2 de setembro de 2014

    sentiria a maior vergonha se soubesse que meu pai foi jogar no outro time.

  • Marta diz: 2 de setembro de 2014

    As pessoas fazem com a gente aquilo que a gente deixa elas fazerem…. se a Beatriz, que é a parte mais interessada, deixa, quem somos nós pra criticar, cada um vive do jeito que quer, quanto homem tem relacionamentos extra e quantas mulheres tem outros relacionamentos? Fazer o quê, é a tal da mudança dos tempos, tem gente que aceita a traição porque acha que a simples presença de um par de calças compensa…

  • Fernanda Mattoso diz: 2 de setembro de 2014

    Olha, gente, não me acho burra. Burrice nunca fez parte dos meus defeitos. Acho lamentável que, num espaço supostamente democrático, as pessoas desqualifiquem as outras por pensar diferente. Vai entender! Na verdade só atentei para este comentário após ler a fala da Clau, acima. Mas vou desconsiderar e deixar clara a minha posição sobre o assunto. Pelo menos tentar. Penso que limite é consumir padrões estrangeiros, como todo bom colono e criticar nossa cultura. Europeus não são o máximo da civilidade pra mim! Temos tantas prioridades para resolver, pra começarmos a ser considerados “evoluídos”. Jovens saem semi-analfabetos todos os dias do ensino médio e discute-se relação gay como se fosse sinal de desenvolvimento intelectual.

    Ingenuidade quem acha que não está sendo passional, emotivo ou pessoal quando comenta sobre qualquer assunto. Por definição, comentários são pessoais. Surgem de nossas experiências de vida, das histórias que presenciamos, das situações observadas no contexto, das nossas emoções. Se nossa história tivesse que ser desconsiderada ou destruída para opinarmos sobre algo, pra que vivemos então? Pra que serve nossa memória? Penso ser desrespeitoso desvalorizar as experiências apresentadas, mesmo os sentimentos mais simples e puramente honestos que li aqui. Já aprendi bastante com a diversidade, mesmo porque a unanimidade é burra. E não fui eu que disse isso…kkk.

    Pra fechar, não entendo porque não falar de sexo no caso em questão. Se sexo fosse tão supérfulo em casamentos, e no deles inclusive, Cláudio não precisaria ter vida dupla. No entanto, ele deixa claro que precisa de se satisfazer na rua para se completar. O personagem deixa isso nítido o tempo todo. Ontem mesmo foi atrás do rapaz com quem mantém uma relação puramente sexual. Gente, natureza humana! Não tem como fugir dela. Agnaldo Silva está mestre na sua abordagem do tema Beatriz e Claudio. E acho que vai nos surpreender mais ainda. Estranho, mas se as pessoas aqui estão achando que estou contra Beatriz, penso o contrário. Penso que ela caiu em uma armadilha emocional, muito comum em pessoas apaixonadas. E pode se dar mal com isso. Não sei se notaram, mas seu amado sugeriu a separação outro dia e ela entrou em pânico. O que me faz pensar que o autor pode cair pra este lado. Ficaria feliz com a possibilidade de Beatriz surpreender Cláudio com uma vida dupla também, ou mostrar um lado de sua personalidade que valorizaria a atriz, e por fim, a personagem. A esposa passivo-devotada pra mim é muito mais desrespeitoso para ela, do que mostra-la de outra forma.

    No mais, Agnaldo, parabéns pela obra. Ta fazendo barulho…kkk.

  • LORENA GOLVEIA diz: 5 de setembro de 2014

    ACHO O SEGUINTE, QUANDO A PESSOA É GAY E NUNCA FOI CASADO COM MULHER E NÃO TEM FILHO TUDO BEM. AGORA QUERER QUE O FILHO ACEITE DE BOA SEM SE IRRITAR, ISSO É DE MAIS, VC TEM SEU PAI DERREPENTE, DESCOBRE QUE ELE É GAY, HA PARAM COM ISSO, AGORA TEMOS QUE ACEITAR TUDO??? TEMOS QUE RESPEITAR, MAIS NÃO SOMOS OBRIGADA A ACEITAR

  • Fernanda Mattoso diz: 5 de setembro de 2014

    Adorei! Lorena Golveia nunca vi tamanha honestidade, objetividade e noção da realidade igual. Falou tudo com pouco. Parabéns! Foi inevitável não comentar…sabe, quando é com o vizinho tudo é muito bom, muito moderno, tudo pode. Quando é com a gente, o bicho pega. Partilho da sua opinião.

  • Clau diz: 7 de setembro de 2014

    O que acho interessante é que alguns consideram uma traição o fato de Cláudio não assumir para os filhos sua orientação sexual. E me pergunto por que isso?? Afinal Cláudio não dorme com nenhum dos dois filhos. A vida sexual dos PAIS não interessa aos filhos. Cláudio só deve satisfações sobre sua vida sexual à esposa. Se Cláudio não se envolve na vida sexual de Enrico, o que este tem a ver com a do pai? E ainda pior! Enrico vai desrespeitar a mãe e desconfiar de sua paternidade.

    O que mais me choca, em temos de linchadores virtuais nas redes sociais, é que ainda há, não só racismo, mas também muito preconceito nesta sociedade podre.
    Se alguém defende ou aceitas gays, é taxado como gay também. Se aceita, entende e defende uma personagem como Beatriz, que ama pelo simples fato de amar, então tal pessoa a acusada de ter histórico igual na família. Nunca vi e li tanta ignorância junta nas redes sociais… E pior ainda! tais pessoas se acham muito intelectualizadas e entendidas em psicologia humana.

    Einstein estava certo. A estupidez humana consegue sim, ser mais infinita do que o universo.

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