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Miguel Falabella nega racismo em seriado: "Não tem nada de preconceito"

11 de setembro de 2014 17
João Cotta, TV Globo

João Cotta, TV Globo

O post de ontem, sobre as acusações de racismo contra o seriado “Sexo e as Negas”, deu o que falar aqui no Noveleiros. Em uma época em que a discussão sobre o assunto anda tão acalorada, a discussão é mais do que válida e divide opiniões.

Com a palavra, portanto, o principal responsável pela confusão: Miguel Falabella. O autor fez questão de se explicar ao Uol:

- “Sexo e as Negas” não tem nada de preconceito. Fala da luta de quatro mulheres que sonham, que buscam um amor ideal. Elas podiam ser médicas e morar em Ipanema, mas não é esse meu universo na essência, como autor.

Falabella revelou que houve cortes em algumas cenas, mas negou que seja uma espécie de censura. Polemizando ainda mais, ele questionou:

- Qual é o problema, afinal? É o sexo? São as ‘negas’? As negas, volto a explicar, é uma questão de prosódia. Os baianos arrastam a língua e dizem ‘meu nego’, os cariocas arrastam a língua e devoram os S. Se é o sexo, por que as americanas brancas têm direito ao sexo e as negras não? Que caretice é essa? O problema é por que elas são de comunidade?

Ótima questão para discutirmos por aqui. Se fosse o mesmo seriado, mas com quatro protagonistas brancas, alguém iria se ofender?

Enquanto isso, a polêmica continua. A Secretaria Especial da Promoção da Igualdade Racial já reuniu sete denúncias contra o seriado, que ainda nem estreou. A Globo terá que dar mais detalhes sobre o conteúdo da história, para só então o Ministério Público avaliar se é ou não racismo. No Facebook, a página que incentiva o boicote ao programa já tem quase 20 mil adesões.

A discussão está no ar, mas acho que no fim das contas, só vai servir para atiçar a curiosidade do público. Se bobear, ao invés de boicote, a série terá recordes de audiência…

 

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Comentários (17)

  • Fabio diz: 11 de setembro de 2014

    Realmente o mundo tá muito chato. Tudo é reclamação, bullyng, racismo e homofobia.
    Gente enjoada essa do pseudo politicamente correto.
    E quanto à série. Certamente será uma droga, como as últimas do Falabella.

  • FERNANDA SANTANA MATTOSO diz: 11 de setembro de 2014

    “Se fosse o mesmo seriado, mas com quatro protagonistas brancas, alguém iria se ofender?”. Boa pergunta, Michele. Ontem uma menina branca estava sendo comercializada abertamente entre seus pais e seu “comprador”, sem o menor escrúpulo, na novela das 21h. A negociação de valores foi assintosa, ultrajante e incentiva claramente a prostituição e a exploração sexual. Já havia tocado neste assunto em outras discussões aqui e tive poucos apoios. Nada comparado ao que vi de ontem pra hoje aqui no blog. Resta a nós saber: quais valores são mais importantes, hoje, no Brasil? O respeito a uns significa demolir com outros? Será que teremos que ter uma organização para defender as jovens da prostituição ou para defender as jovens brancas da prostituição (porque pelo visto, as negras já tem defesa organizada)?

  • Carlos diz: 11 de setembro de 2014

    Que besteira as pessoas estão vendo racismo onde não existe as pessoas que acompanham o trabalho do Miguel sabe muitas vezes ele coloca tipos que a sociedade cristã,branca,conservadora e de classe média alta queria que não existisse. Acho caretice e até um certo preconceito essa implicância com um nome e com algo que nem começou

  • Taíne diz: 11 de setembro de 2014

    É uma baita frescura de quem não tem o que fazer! O Enrico na novela das 21h vive se referindo aos gays com termos chulos e utilizando palavras de baixo calão, sendo totalmente preconceituoso, e não vi ninguém até agora reclamando que o personagem passa dos limites..

  • NANA diz: 11 de setembro de 2014

    Né Fabio, concordo com você, reclamar sem ver primeiro. Estupidez,mesmo. Sou negra, não vejo nenhum racismo, no nome, e o que a serie representa. Ninguem vê o mundo com leveza, so na maldade. Aff gente chata. Tô ate contente que a Globo finalmente da alguma atençao aos negros na sua pogramação. Vindo de Miguel Falabella vai ser comedia.

  • Mariane diz: 11 de setembro de 2014

    FERNANDA SANTANA MATTOSO, falou exatamente como penso. Eu reclamo e debato sobre isso com inúmeras pessoas, mas parece que só vêem preconceito aonde eles querem e quando querem. Não vi mal algum no nome do seriado. Se fosse “Sexo e as BRANQUELAS” ninguém falaria nada.
    Sobre o que o Fábio disse sobre o “mundo está muito chato”, em parte concordo. Sabe, eu sempre tive em mente que “se ambos estão rindo e gostando” não é racismo, não é bullying, não é preconceito. Mas caso uma das partes não goste, já é outra história… Primeiramente deve-se ter respeito pelo próximo, respeitando seus limites.

  • Clau diz: 11 de setembro de 2014

    ‘Resposta à série “Sexo e as nega” da Globo: não somos tuas nega, emissora

    Acordei triste com a Globo. Não que eu esteja normalmente feliz com a emissora nos últimos tempos, não que eu admire seu papel/influência que ela conscientemente exerce na sociedade, não que eu a ache apartidária e informacional, não que eu veja matérias que me identifico e gostaria de ver na TV.

    Mas, hoje, especialmente, acordei mais triste com a emissora.

    Na semana passada, já havia lido apenas o nome da sua nova série chamada “Sexo e as nega”, pensado “que nome mais infeliz este” e deixado automaticamente de lado. Até que comecei a ver uma mobilização nas redes sociais contra a série e me interessei mais sobre o assunto.

    Vou fazer um breve apurado para vocês.

    A série tem como protagonistas quatro mulheres negras que moram na Zona Norte, subúrbio do Rio de Janeiro, são amigas inseparáveis que batem ponto no bar da Jesuína. A fonte de “livre inspiração” é o seriado norte-americano “Sex and the city”.

    Miguel Falabella é um dos responsáveis pelo projeto e em uma das suas declarações sobre suas personagens principais, soltou a seguinte pérola:

    “São mulheres que gostam de transar, de se arrumar, querem arrumar homem. Vivem os mesmos problemas de mulheres de qualquer lugar. A estrutura é a mesma do ‘Sex And The City’, mas é uma paródia comovente”.
    Isso mesmo, Falabella, você já deixou claro a falta de protagonismo dessas quatro mulheres, além de restringir a vida da mulher a “querer arrumar um homem”. Você acha mesmo que personagens assim representam quem?

    Tenho certeza que ele achou pouco absurdo o que tinha falado e resolveu complementar com o seguinte preconceito “disfarçado”:

    “É necessário ter esse seriado porque a população negra do Brasil pode até ser protagonista, mas é sempre bandido, o pobre, o desgraçado. Elas são pobres, mas são arrumadas, tem moda, elas não são para baixo. São sobreviventes dessa selva como nós”.
    Já está ficando meio claro porque a série nem entrou no ar e já está criando tanta polêmica.

    Logo de cara, as “nega” são objetificadas e reforçam a imagem midiática da mulher negra como a “pobre” que tem sua vida girando em torno de um homem (ou nesse caso, na busca de um). Claro, existem mulheres negras de classe baixa, como também existem mulheres brancas, pardas, albinas e etc. Por que nenhuma dessas negras tem empregos que envolvem o intelecto?

    Nos tempos da internet, a resposta a essa afronta racista e sexista veio a galopar, e foi criado uma fanpage chamada “Boicote Nacional ao programa sexo e as nega da Rede Globo”.

    Dentro da página já existe uma mini campanha, a qual leitoras(es) do Brasil afora mandaram suas fotos segurando cartazes “Sexo e as nega não me representa”. Dentre as pessoas indignadas que mandaram fotos com cartazes, percebemos uma maioria negra, a qual faz questão de dizer também sua profissão/faculdade e mostrar uma realidade distinta da que mais parece Colonial apresentada na série.

    Além disso, algumas blogueiras negras lançaram uma websérie intitulada #AsNegaReal e tem o intuito de discutir a produção da Globo e o preconceito reforçado por ela.

    No primeiro episódio, já disponibilizado no youtube, elas discutem o conceito da série, seu protagonismo, o não-lugar da mulher negra na sociedade brasileira e a violência simbólica que a série global significa.
    Ressaltando ainda o quanto uma produção global ajuda na formação da imagem da mulher, neste caso da mulher negra, que foi segregada na série como uma “raça à parte” e delimitada a apenas um estereótipo.

    Só para finalizar, vejo uma coisa boa nisso tudo: a força para mudar essa imagem, a resposta rápida de uma quantidade significativa de pessoas e a vontade de não se calar ao ver algo que considera absurdo.

    Vamos ficar de olhos bem abertos para a estréia do programa no dia 16 deste mês de setembro, logo após o programa “Tapas e Beijos”. Só assim teremos certeza do nível do seriado, se são apenas depoimentos/informações deslocadas, ou, se como já parece, trata-se de algo preconceituoso.’

    Este conteúdo não é meu e sim d adona do blog Apartamento 702. Não posso colocar o link aqui pois não é permitido.

  • Clau diz: 11 de setembro de 2014

    Qual a diferença entre uma obra de ficção (ou não?) que usa o termo pejorativo NÊGA e fala de mulheres que querem transar, querem homens e coisa e tal, como o caso de um jogador ser chamado de macaco no meio da emoção, da gritaria e até da raiva num jogo de futebol?? Nenhuma! No entanto o Brasil inteiro condenou uma moça pelo ato. E este cara? Miguel Falabella? Não merece uma condenação também??

    Há inúmeras matérias sobre grandes times de futebol que simplesmente, suas torcidas MATAM pessoas nas arquibancadas. Alexandre Nero, o ator, afirmou que deixou de ir a jogos de futebol depois de ver uma cena de agressão de corinthianos contra outros torcedores. E Nero, TORCIA pelo Corinthians! Deixou de fazê-lo depois do que viu. Portanto a agressividade é GERAL nas arquibancadas. Não é justo que somente UMA MENINA seja LINCHADA nas redes sociais por ter gritado macaco umas 3 vezes. Segundo o goleiro Aranha, foi pra ele. Segundo ela, não foi. Fica uma palavra contra a outra e a palavra da imprensa sensacionalista de plantão. Ela foi filmada. Os demais não.
    Se LINCHARAM a guria em rede pública e virtual, então por que temos todos que engolir essa nojeira desse cara que atende pelo nome de Miguel Falabella.?

    É interessante ver como funciona as cabeças das pessoas… Racismos, chacotas envolvendo negros, pode. Gays e relacionamentos a três, não pode.
    De fato, as pessoas estão muito chatas. Não pesam as coisas. Acham engraçado quando um imbecil como este faz piadinhas sobre gordos, negros, pobres… Um idiota que perdeu seu talento ao longo dos anos. Perdeu ou nunca teve mesmo, visto o FRACASSO de suas novelas. O cara SE ACHA! E pior! enchem a bolinha dele.

    Lamentável se ver a confusão mental dos seres humanos. O assunto é o mesmo: racismo. Mas as opiniões se dividem quando se trata de famosos. Aranha teve o apoio que teve nas redes sociais por ser um goleiro, um jogador de futebol. Assim como Miguel Falabellla também está recebendo apoio por ser quem é. Mas quantos negros sofrem injúria racial ou racismo diariamente e NINGUÉM levanta a voz pra defender?!

    A sociedade é HIPÓCRITA e NOJENTA. Pois ESCOLHE a quem defender e depois posam de coerentes e honestos. E pior! ainda vem gente aqui reclamar da PROGRAMAÇÃO DA TV ABERTA. É muita incoerência! É muita piada!!!!
    Brasil! tu tens o povo que mereces!

    Nota: Não esqueçamos que Miguel também faz alusão às MULHERES. Mas sabe-se bem que tem muita mulher que GOSTA de quem as trate assim, como esse senhor está retratando as mulheres em geral. Não somente as negras. Se fosse SEXO E AS BRANQUELAS, a reclamação – de minha parte, pelo menos – seria mesma.

  • Fabio diz: 11 de setembro de 2014

    Mariane o problema é que os limites estão à flor da pele. Ninguém tem mais senso de humor. Tudo descamba pra violência, agressão, ameaça. E o pior, tem alguns que querem, à força, defender os que não necessitam de defesa.
    Se for levar pro lado de “se incomoda alguém não pode”, nada pode ser feito, pois sempre haverá pelo menos um recalcado incomodado.

  • Aline diz: 11 de setembro de 2014

    É o que eu tenho me perguntado a cada matéria que vejo sobre isso. E se fossem quatro protagonistas brancas, alguém se ofenderia?
    Vi gente no último post falando que estavam insinuando que as negras só querem sexo, não querem casar, não querem amor, só promiscuidade, mas gente, quem diabos afirmou isso? Na chamada da série, o que eu vejo, são mulheres modernas do século XXI, independentes e que NÃO precisam de “machos” pra sobreviverem, os homens e o próprio sexo que elas procuram, são apenas a cereja do bolo. A cor da pele, é um mero detalhe, que se apegaram só pra criticar. Se fossem mulheres brancas á procura apenas de sexo casual, haveria esse ‘rebuceteio’? Acredito que não. E mais: por anos e anos reclamavam que mulheres negras só tinham papéis de empregadas nas novelas, e agora que uma série tem QUATRO PROTAGONISTAS negras, representando as mulheres independentes do século atual, ninguém dá o devido valor.

  • FERNANDA MATTOSO diz: 12 de setembro de 2014

    PESSOAL, POSTEI ESTE COMENTÁRIO ONTEM E ACHEI QUE DEVERIA REPETIR AQUI:

    Já li aqui várias citações sobre a torcedora do Grêmio. Cadê os marmanjos, inclusive muitos negros, que estavam urrando a mesma palavra que ela na torcida? Se voltarmos a fita, vamos ver que havia vários homens negros (inclusive) gritando a mesma coisa. Por que não são processados e expostos da mesma forma na mídia? Por que a polícia não os persegue também? Por que não são obrigados a pedir desculpas publicamente ao jogador como fez a moça? Já que estamos falando de justiça, então que sejamos JUSTOS COM TODOS.

    O fato é que a MULHER é o principal alvo de ataques midiáticos neste país. Foi e continua sendo exposta como “pedaços de carne em açougue”, para divertirem a massa de telespectadores estúpidos de forma vulgar. Independente de ser BRANCA, VERDE, AZUL, NEGRA, JAPONESA, CHINESA, INDIA, ALIENÍGENA ou o que for, a mulher brasileira está estigmatizada e leva a fama de “fácil” não é só no Brasil. É no mundo inteiro!

    Desde Sargenteli até hoje, essa imagem infame foi exportada, sobretudo com o apoio intensivo da Rede Globo. A promoção dessa imagem é tão descarada que já chegou até aos desenhos animados infantis. Alguém já assistiu ao filme RIO? A personagem estrangeira é recatada e intelectual, enquanto nossas mulheres exibem a bunda no Carnaval carioca. Sem contar os outros estereótipos absurdos que o filme explora. Na recepção da embaixada brasileira em Tóquio (Japão) há um poster em tamanho gigante exibindo uma mulata semi-nua, vestida de pavão no Sambódromo. Estrangeiros chegam aqui e acham que podem passar a mão em qualquer uma na rua, na maior, em seus famosos roteiros de turismo sexual. E muitos outros exemplos todas nós já vivenciamos no nosso dia-a-dia feminino.

    Na verdade, penso que o problema não está no título, muito menos na cor das protagonistas. A questão é desrespeitosa com QUALQUER MULHER. Me soa apelativo e desqualificante. Típico de quem está em decadência criativa e não quer se mancar. Aliás, estou cansada de ver a programação televisiva aberta no Brasil. Está infame de modo geral! Baixíssima qualidade intelectual, conteúdo fútil, jornalismo barato e sensacionalista, apresentadores que ridicularizam convidados e telespectadores e programas de entrevista que mais parecem shows de palhaços em circo de quinta categoria. Os programas de humor despencaram o nível em queda livre. Outro dia, tinha um sujeito falando da esposa naquele SBT (Praça é Nossa, eu acho) como se estivesse se referindo a um bagulho descartável que poderia ser jogado no lixo (e recusado pela SLU, naturalmente, porque, segundo o humorista, nem pra reciclagem a mulher serviria). Escandalizada, mudei de canal. Sem falar no “pornô leve” e na “lavação de roupa suja em público” que virou moda nos canais POP. Tudo igual, a diferença da Globo é que tem uma maquiagem mais cara e bem feita. Só isso!

    São muitos os estereótipos bizarros que preenchem o caráter na maioria dos personagens televisivos (não só na Globo). Os ricos são idiotas, inúteis e cafajestes. Os pobres são exploradores, farristas, enganadores e ignorantes (menos o mocinho ou a mocinha da trama, essa (esse) é totalmente perfeita(o)). As gordas são ridicularizadas até estafar os telespectadores e só conseguem emprego em papéis cômicos ou de “gordinha gente-boa que é tolerada no grupo”. O mesmo acontece com os homens gordos. As feias, sem chance! São submetidas a situações de humor de um mal gosto ímpar. As famílias tradicionais são problemáticas e falsas. Os gays precisam ser caricaturados para mostrar sua identidade. Também precisam ser perfeitos, sem deslizes, senão a opinião pública arrebenta em cima. Os homens heteros representam canalhas de marca maior. Para as mulheres sobra: “ser picanha”, submissa ou mal-amada. Pode escolher. Será que só os negros têm o que reclamar? Não seria um problema geral? E na teoria do “se não gosta muda de canal”, a televisão brasileira vai entupindo nossas casas com esse lixo de programação, que é mais barato produzir, dá menos trabalho pra eles e mantém o público alienado das questões centrais a serem discutidas no nosso país.

    A comunicação de qualidade é um direito de todos nós, pagantes de impostos. Não temos que mudar o canal. Temos que exigir que a programação seja adequada. Devemos, sim, protestar e exigir que uma programação de qualidade seja exibida. O ÚNICO LADO BOM DESSA POLÊMICA AQUI É ESSE: os autores estão vendo que não vão conseguir enfiar qualquer coisa goela abaixo das pessoas. O que não concordo é politizar uma discussão que é bem mais ampla, para favorecer apenas um grupo (o negro, no caso). Essas coisas deviam acontecer sempre que algum valor de nossa cultura ou sociedade fosse agredido, independente de questões raciais, religiosas, condição sócio-econômica, ou o que seja. Desse modo, pra ficar tudo justo, ou refaz tudo ou relaxa e…PLIM, PLIM!

  • Nattie diz: 12 de setembro de 2014

    Ao invés de passar isso aí, poderia passar meu amado e original Sex and the City nas madrugadas da globo, oh delícia que seria. E não, isso não tem nada de racismo. Hoje em dia o povo tá insuportável, qualquer coisa é motivo de polêmica.

  • Mariane diz: 12 de setembro de 2014

    Concordo com você, Fábio. Existem alguns limites que não podem ser ultrapassado, mas hoje em dia qualquer coisa é ultrajante.
    Duvido que teria tanto rebuliço’ se fosse “Sexo e as BRANQUELAS”, duvido que alguém as defenderia de “tal ofensa” como falaram aqui. Cansei de ver filmes (o filme As Branquelas por exemplo, é de comédia e ninguém nunca disse que era preconceituoso ou algo similar), séries, novelas que chamavam assim as brancas e nunca ninguém, NINGUÉM se queixou. Agora, se chamava de “nego”, “negão”, nossa, é racismo. Cadê a igualdade aí?
    E em relação ao caso do goleiro que foi chamado de macaco… Tinham várias pessoas chamando ele assim, inclusive negros também (como a Fernanda Mattoso citou) e só “caíram” em cima da garota, por quê? Por que ela é branca. Agora, me digam, de qual lado está o preconceito, o racismo? Se forem punir, punam a todos que chamaram o goleiro assim. Hoje ouvi uma reportagem que essa garota até se mudou, atearam fogo, mas antes apedrejaram sua casa (sorte que ninguém se feriu).
    Agora, (como a Aline citou) muitas pessoas reclamava que nunca tinham protagonistas negras, agora que tem 4 estão fazendo isso.

  • Andréia diz: 14 de setembro de 2014

    “Se fosse o mesmo seriado, mas com quatro protagonistas brancas, alguém iria se ofender?”

    Depende. O problema desse falso esquadro é para as brancas não é reservado APENAS esse tipo de papel. A população brasileira é majoritariamente negra e parda, mas sua representatividade na tv é mínima. Não existe papel para o negro fora dos clichês: escravo; empregada doméstica engraçada; mãe preta; e jagunço. SEMPRE associada a pobreza e ao sexo.

    Prova disso é que a maioria das atrizes negras brasileiras envelhecem e morrem pobres e esquecidas. Em pleno 2014, a talentosíssima Neusa Borges repete a trajetória triste de Isaura Bruno, imortalizada pela performance em “O Direito de nascer” na década de 60. Velhas e desempregadas, ambas tiveram que recorrer a venda de roupas e doces, respectivamente, para sobreviver.

    Papéis para negros são raros, e mesmo quando os papéis são um ode à típica mulher brasileira: mulata, perna grossa, etc., – como os de Jorge Amado – preferem escurecer a pele de atores brancos a contratar a atores negros.

    O MÍNIMO que o blog poderia fazer é conceder voz aos ofendidos. E não apenas ao ofensor. Existe uma carta aberta de repúdio assinada por vários grupos e coletivos de defesa afro. O problema é justamente esse. Falta VOZ, falta protagonismo, falta pluralidade. Nem na série em que “nêgas” é o título, a voz lhe é dada. A história é contada por uma mulher branca, na condição de observadora do excêntrico grupo.

    Aos noveleiros de plantão que se interessam pelo tema, indico o documentário de Joel Zito Araújo, A Negação do Brasil – o negro nas novelas.

  • Edna Esteves diz: 15 de setembro de 2014

    Na verdade eu acho que no Brasil não tem racismo e sim preconceito com as classe desfavorecida que agora e chamada de carente ,para não dizer pobre, se for negro ou branco mais tiver stato e bem visto, agora se for pobre ai meu nego tudo muda esta estoria de racismo e só para os rico porque os pobre se for reclamar e capaz que vai preso por insulto a autoridade,sou da periferia e já fui muto asterizada por ser pobre por não ter roupa de grife, não olha a gente de igual para igual e sim como se tivéssemos uma doença contagiosa,Sou branca descendente de português tenho muitos negro na família e não tenho preconceito fui educada para entender que o que faz o ser e a conduta e não a cor ate porque o nosso pais e uma mistura maravilhosa samos os verdadeiros vira lata os que não são não e Brasileiro então não tem que optar,volte para o seu pais de origem porque aqui e todos igual sem racismo,e volto a repetir a diferença não esta na cor e sim na situação financeira quanto ao seriado poderia ter colocado meio a meio 2 negra e 2 branca não vai fazer diferença pois e o que a historia conta e que faz a diferença, são pobre ,quando não e prostituta e ladrão independent de cor ,.e para falar sobre a Neuza Borges ela mesmo disse que só de edenização da escola de samba ela recebeu quatro milhões e o que ela fez cão tanto dinheiro não sabe aplicar ai vem falar de racismo me polpe né,tem um monte de artista branco na miséria ai è o que ? Me desculpe o Falabella o problema dele não e racismo e sim pobreza todos os seus seriado e uma sátira sobre os pobre e sem cultura , porque ?o nosso pais e maravilhoso mais o nossos politico e um estrago a sociedade, pois para eles cunto mais ignorante o povão for, melhor,nas escola não temos aula de politica, não estou dizendo politicagem e sim politização,E o pior e quem da audiência a estes programa e esta massa mesmo pois os rico odeia fala na cara da gente isto e coisa para pobre sem cultura já casei de ouvir isto de patroa Então meu amigo como disse o problema e desigualdade social e não racismo.

  • Freitas diz: 16 de setembro de 2014

    Fico intrigada com os comentários que li aqui…

    1) Se fossem 4 mulheres brancas… Pois bem, mulheres brancas são retratadas a todo momento em todos os veículos de comunicação, portanto, claro que não seria uma bomba..até pq eu DUVIDO que as 4 teriam os empregos que são retratados na série, com TODA certeza uma delas seria a PATROA de alguém.

    2)Bem pertinente a questão do humor, né? Não existe mais? Não, pra esse tipo de coisa, realmente não deve existir…

    3) Esse é o ultimo e pior de todos: a MARIANNE disse: muitas pessoas reclamava que nunca tinham protagonistas negras, agora que tem 4 estão fazendo isso.
    Cara, só pode ser brincadeira, não? Ser retratado como negro, favelado, sem cultura é LINDOOOOOO… Huuuulllll, que bom! Yupi!

    Quanto ao comentário extremamente sábio do Andreia…Parabéns… Pois eles fizeram o que sempre fazem: Colocaram nosso corpo, mas calaram a nossa voz…

  • Mariane diz: 16 de setembro de 2014

    Bem, Freitas, caso você não tenha conseguido interpretar meu texto corretamente eu concordei com Alice sobre o fato de terem 4 protagonistas negras. Agora, se para você ser favelado , trabalhar sem depender de homem nenhum e ser negro é preconceituoso ou racista você está muito equivocada, pois quem logo julgou que as protagonista (negras e sim, faveladas) são sem cultura foi você. Se formos considerar que só retratam negros como favelados, também retratam (assim como você em seu comentário) as brancas como as dondocas. O preconceito existe sim, eu sei, e está dos dois lados, mas as pessoas só defendem de um.
    Todos os comentários que falavam como o nome da série sendo hipoteticamente “Branquelas” ao invés de “Negas”, relatava sobre o fato de a chamarem assim, com apelidos referentes a cor de sua pele, assim como as negras.
    Ao meu ver o comentário mais deprimente aqui é o seu.

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