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As caras da maldade: Relembre os melhores e piores vilões de 2014

26 de dezembro de 2014 9

Os primeiros meses foram fracos em matéria de maldade na telinha. Com o fim de Amor à Vida, os órfãos de Félix (Mateus Solano) tiveram que aturar Em Família, uma novela praticamente sem vilões, o que foi um dos motivos do fracasso. Mas no segundo semestre, a coisa melhorou e a maldade voltou a imperar. Relembre:

 

A INIGUALÁVEL

marta

Lilia Cabral é sempre ótima, mas como vilã, é melhor ainda. Em Império, Maria Marta reina soberana, apesar de ter seus momentos de fragilidade. Mas mesmo comendo frango de padaria ao lado da rival, ela não perde a pose!

 

 

DIVIDINDO MALDADES

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Marjorie Estiano passou a bola para Drica Moraes, que devolveu para Marjorie. Nesse jogo um pouco confuso, mas bem feito, Cora não perdeu o posto de grande megera de Império. Até a “escada assassina” voltou a reinar, em uma homenagem à inesquecível Nazaré Tedesco.

 

A BRUXA MÁ

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Giulia Gam vem se especializando em interpretar mães megeras na telinha. Depois de Bárbara Ellen em Sangue Bom, temos Carlota como uma verdadeira madrasta de Conto de Fadas. Seja com a filha de criação, Vitória (Bianca Bin), ou com a filha biológica, Sandra (Isis Valverde), ela é uma verdadeira peste e não mede seus atos ou palavras.

 

 

O MONSTRO

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Quem diria que Bruno Gagliasso, com aquele rostinho lindo e olhos azuis, seria o vilão mais cruel do ano? O ator deu um show de interpretação no seriado Dupla Identidade, na pele do serial killer Edu. Cheguei a ter pesadelos com ele, gente, juro!

 

 

FICOU NA PROMESSA

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Quando Vivianne Pasmanter foi anunciada como a vilã de Em Família, achei que viria coisa boa por aí, já que a atriz foi muito bem na pele de outras malvadas. Porém, a última trama de Manoel Carlos foi um desastre até nisso. Shirley era irônica, sarcástica, mas foi só. Não chegou a aprontar muito ao longo da novela, ficou quase sem ação durante meses e terminou tão sem graça quanto antes.

 

 

O PIOR DOS PIORES

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Ricardo Tozzi é um ator limitado, me desculpem os fãs. Como mocinho, ele até engana, mas foi só entregarem um papel mais complexo, e pronto, desastre garantido. Em Geração Brasil, Herval fingiu ser bonzinho, depois se mostrou o grande vilão, mas a expressão do rapaz continuou a mesma: de paisagem.

 

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Comentários (9)

  • Clau diz: 26 de dezembro de 2014

    Pelo o que tenho lido e acompanhado e até nas últimas vezes que assisti à novela, fico com a Drica Morais e sua Cora. Ela andou sendo um pouco “palhaça” em alguns capítulos, mas depois pegou o jeito e quase reencarnou Nazaré Tedesco em Cora. ADOREI! Principalmente porque Cora tem uma coisa que acho fundamental para as grandes vilãs: a fala mansa mesmo planejando e fazendo maldades. Isto Cora faz com perfeição. Seja na pele de Drica ou de Marjorie.

    Já Marta, de novo vou criticar Aguinaldo. ERA pra Marta ser assim também. Fala mansa, jeito de madame, mas uma grande vilã. No entanto, depois que Marta desandou a berrar com tudo e com todos, aí passou do ponto. Pelo menos na minha humilde e insignificante opinião. Detestei a cena no restaurante, quando ainda era do Enrico, e que Marta bate-boca com Cristina, que ainda não era a executiva que atualmente é. Ali, nem pode-se dizer que foi um bate-boca, pois Cristina mal falou com Marta. A cena de Marta, com mãos na cintura, gritando, xingando a bastarda de Zé Alfredo… E depois recebendo palmas dos clientes do estabelecimento??? estabelecimento chique ainda por cima??? foi de última! Parecia uma prostituta brigando por ponto em uma avenida qualquer do país.
    Aí vejo no portal da Globo, aqui e em outros portais sobre novelas, das muitas brigas de Marta com a nora, com a Cora, com meio mundo e mais pancadaria, mais grito, mais baixaria! Por essas e outras fico com Cora.

    Também Carlota é uma ótima vilã. Como ninguém sabe do passado dela, que nunca falou pertencer a uma família quatrocentona ou coisa igual, até perdoo as gritarias da louca. Carlota é histérica por natureza. Nunca fez pose de bacana, pois destrata a todos. O caso dela é de internação com camisa de força.

  • Régis diz: 26 de dezembro de 2014

    Drica Moraes pode ser. Mas Marjorie Estiano está ridícula como Cora 2.0 . Que atriz mais sem recurso…

  • joana diz: 26 de dezembro de 2014

    Maria clara também deveria ser incluida nesse pacote já que está tao ou mais mesquinha que maria marta

  • Mateus diz: 26 de dezembro de 2014

    Acho indigno criticar Shirley por “Em Família”, porque se não fosse por ela ai sim a novela teria passado como tudo pra jogar no lixo. A personagem fez muito sucesso, tanto que ganhou status na rede social com uma page de mais de 500 mil seguidores que está ai até hoje. E a Vivianne é das melhores, sempre foi e com essa novela pouco inspirada do Manoel manteve o brilho e criou uma personagem super carismatica. Concordo que não foi uma vilã má classica (ainda que as novelas do autor quase nunca tragam esse perfil), mas foi marcante e um dos unicos pontos altos da novela. Justiça seja feita.

  • Fernanda Mattoso diz: 29 de dezembro de 2014

    De todos os citados, o maior desafio foi enfrentado pela Shirley. Em meio a um desastre atrás do outro, em uma novela que queimou boa parte do elenco de primeira linha da Globo, Shirley conseguiu sair ilesa e ate segurar um pouco mais a audiência. Parabéns para a atriz. A gente sabe quando o profissional é bom nessas horas. Boa sorte e melhores oportunidades em 2015!

  • FERNANDA MATTOSO diz: 29 de dezembro de 2014

    Engraçado! Na minha opinião faltou um personagem na lista: o aclamado Comendador Zé Alfredo! Onde ele se encaixa senão ao lado de Maria Marta? O casal perverso não passa de tampa e balaio. Se mantêm juntos por dinheiro (tanto ela quanto ele); demonstram preferências por filhos e humilham as pessoas da mesma forma; ambos são autoritários e arrogantes; se aproximaram para construir um patrimônio por interesse e usufruiram dos benefícios que cada um tinha para oferecer (ela, o acesso e a cultura necessários para conquista do mercado de jóias e ele, a força de trabalho e a ousadia); e mais, ambos adoram uma boa mordomia e a exibição de poder financeiro (cada um a sua maneira).

    Se por um lado, Maria Marta esbanja aristocracia, por outro ele impõe seu jeito grosseiro e petulante, típico de quem viu poder pela primeira vez na vida e não deixa por menos. O comendador levanta a bandeira da ignorância para se fazer de popular, mas, na realidade, é pura hipocrisia. Conquistou em dupla um império, que se arvora ser apenas seu. Concorre com os filhos e desvaloriza qualquer um que o ameace. Traiu a mulher com uma ninfeta ainda adolescente (isso foi sugerido na novela por várias vezes, inclusive). Menina que ele comprou como um bichinho de estimação e mantém sob sua tutela, dispensando à moça uma subestima irritante. E ainda tem a cara de pau de criticar a mulher por arrumar um namorado. Forjou a própria morte para se manter no poder. Mais, usou a “bastarda” que ele desprezava e passou, milagrosamente, a amar da noite pro dia, óbvio que no momento em que viu que ela poderia ser útil em seus planos.

    Porém, me esqueci. Ele é gente do povo! Come sarapatel em bar de periferia para não negar as origens. Me poupe! Para mim, mais uma vez, um personagem machista fruto de uma cultura atrasada que consome, sem perceber, valores que trazem a mulher como alguém que nunca deve ser perdoada, muito menos compreendida ou tratada em igualdade com os homens. As ricas então, pior ainda, viram demônios no cenário atual.

    O fato é que no Brasil, os erros e falhas humanas recaem sobre a mulher de modo muito mais implacável do que sobre os homens. O peso sobre qualquer passo feminino é bem maior. Isso fica muito claro nessa novela. Tomei antipatia disso. A pobre Beatriz, por exemplo, só é maravilhosa porque engole a vida dupla do marido e finge não se incomodar com isso. Queria ver se ela jogasse tudo pro alto e arrumasse alguém também. O que seria? Viraria a traidora do marido gay perfeito? O inverso nem é cogitado. O ideal é a mulher em absoluta devoção, ainda que por alguém que declara amor por outro homem.

    Maria Marta e Zé Alfredo foram e ainda são amantes. Cúmplices na sua gana pelo dinheiro, na disputa de poder. Se Isis o excita como homem, a esposa o leva ao êxtase desafiando diariamente seu posto. A relação dos dois é tão excitante quanto a cama da amante. Não vejo um sem o outro e acredito que o autor também não. Só há uma diferença entre os dois: o gênero. No mais, nenhum dos dois pode atirar a primeira pedra. Me admira que o público o faça.

    Em meio a essas palavras ao vento, não consigo deixar de comentar o que percebo. Mesmo que inócuo, meu comentário é um desabafo diante de uma inversão de valores absurda e da promoção da mentalidade machista que tanto atrasa nossas relações e compromete nosso desenvolvimento social. Fica o texto apenas para uma reflexão.

  • Clau diz: 30 de dezembro de 2014

    Fernanda Mattoso, teu comentário foi perfeito! Digo e repito que Aguinaldo Silva destruiu Marta. ERA pra ela ser uma vilã das mais simpáticas. Até esta disputa com o marido, pelo império das joias. Os dois se completem sim. Mas acontece que o autor se deixou levar pelos devaneios das mocinhas românticas que ainda aceitam viver sob a tutela de senhores cinquentões endinheirados e chamam isso de amor. O que Ísis pode dar a Zé? nada além de sexo. A personagem dela é triste! Fica esperando pelo “painho”, o “coronel” chegar em casa, e pula no colinho dele feito menininha. Me lembra muito o romance do Jorge Amado, Tereza Batista Cansada de Guerra. Quando a Globo passou para a TV como um minissérie. Tereza encontra um coronel que a mantém e o qual ela corre a pula sobre ele quando ele a visita. Mas acontece que a trama se passava no milênio passado. Portanto, uma época em que mulher não tinha o conhecimento de sua capacidade e poder. Hoje é absurdo se ver algo assim!

    Pergunto, quando que Marta, em sua elegância, posição social e altivez, iria se rebaixar e bater-boca com Cristina em um restaurante de luxo??? e deixando Maurílio (que mal conhecia) sentado à mesa olhando aquela cena triste?? Qual mulher da alta sociedade, poderosa iria se rebaixar a isto??? E qual jovem nos dias de hoje, iria se contentar em ficar presa dentro de casa, esperando o coronelzinho aparecer? e depois ir chorar na cama pois o “painho” não veio??? Não estuda, não tem projetos de vida, suporta os pais “cafetões”, suporta o amante casado… Uma insanidade total do Aguinaldo!

    Odete Roitman, Vale Tudo, na década de 80… Laurinha Figueroa, A Rainha da Sucata, na década de 90, Branca Letícia de Barros Mota, Por Amor, no final da década de 90.. Mulheres poderosos, respeitáveis e más. Mas tal maldade era simpática ao povo. E este poder deveria ter sido contínuo por Marta em Império. A trama, terminaria com ela e Zé a seu lado. Mas pelo andar da carruagem, Zé vai acabar com sua “doce criança”, pois as mocinhas sonhadoras com seus príncipes (ou reis) encantados e ricos, querem.

    Aguinaldo transformou Zé Alfredo num herói, que tudo pode, que até morre e ressuscita, que é amado por todos. As duas viúvas – matriz e filial – choram a morte do homem poderoso, embora mau caráter com ambas. Que HOMEM, hein??!! Aguinaldo poderia dar uma frase para o Comendador. Um chavão: “Meu nome é Zé. Zé Alfredo”, uma alusão ao James Bond, já que tudo pode e tudo faz e saí inteiro das disputas. Aguinaldo se apaixonou pelo personagem que criou.

  • Fernanda Mattoso diz: 31 de dezembro de 2014

    Que bom, Clau! Enfim um oásis no meio do deserto. Obrigada!

  • Mona diz: 4 de janeiro de 2015

    A Cora da Marjorie passa uma imagem densa e sombria, com pitadas de humor mais ácidas. Não à toa está repercutindo mais nas redes sociais e agradando inclusive os críticos de televisão. Acho que a Cora da Drica repercutia pouco, talvez porque pendia muito pra comédia pastelão. Nem parecia a mesma atriz que fez a terrível vilã Violante em Xica da Silva. Marjorie e Drica são duas atrizes com grandes recursos interpretativos, mas a Drica não conseguia dar o melhor de si nessa novela, talvez por causa da sua saúde. Também acho que o texto estava deixando a desejar enquanto ela estava na novela. A Carlota também é uma vilã bárbara. A Lília nem de longe é a melhor, mas é uma grande atriz.

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