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Saiba quais serão as melhores atrações de janeiro na Globo

03 de janeiro de 2015 3

Enquanto a programação normal está de férias, várias novidades tomam conta da telinha da Globo. As novidades começaram nesta semana, com a exibição do filme “Tim Maia – Vale o que vier”, reeditado em formato de microssérie, com dois capítulos. E vem muito mais por aí, confiram!

 

“LUZ, CÂMERA, 50 ANOS”

Dando início às comemorações do cinquentenário da emissora, 12 minisséries e séries de sucesso foram compactadas em formato de telefilme. Vejam a programação:

- Terça-feira, dia 6: “O Canto da Sereia”. Isis Valverde interpreta uma cantora de axé que morre no auge do sucesso.

Divulgação, TV Globo

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- Quarta-feira, dia 7: “O Pagador de Promessas”. Sucesso de Dias Gomes, exibida em 1988, com José Mayer no papel principal.

Divulgação, TV Globo

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- Quinta-feira, dia 8: “Força-Tarefa”. Seriado com Murilo Benício, Milton Gonçalves e Juliano Cazarré, que retrata a corrupção policial.

Divulgação, TV Globo

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- Sexta-feira, dia 9: “Maysa – Quando fala o coração”. A vida de uma das cantoras mais polêmicas do Brasil, em uma interpretação magnífica de Larissa Maciel. Vale a pena relembrar o primeiro trabalho de destaque de Mateus Solano, que deu vida ao músico Ronaldo Bôscoli.

Divulgação, TV Globo

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Outras produções que serão exibidas, mas ainda sem data definida: Presença de Anita, As Noivas de Copacabana, Lampião e Maria Bonita, Ó Pai Ó, Dercy de Verdade, A Teia, Dalva & Herivelto – Uma Canção de Amor e Anos Dourados.

 

O REI DO GADO

Divulgação, TV Globo

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Dia 12, a novela de Benedito Ruy Barbosa volta ao ar pela terceira vez (quarta, se contarmos a reprise do Canal Viva), no Vale a Pena Ver de Novo. Vale a pena rever a saga dos Mezenga e dos Berdinazzi! Eu não me canso de assistir à primeira fase, com as inesquecíveis atuações de Antonio Fagundes, Tarcísio Meira, Letícia Spiller, e dos então estreantes Marcello Antony e Caco Ciocler.

 

 

FELIZES PARA SEMPRE?

Divulgação, TV Globo

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Baseada na minissérie dos anos 70, Quem Ama Não Mata, a produção escrita por Euclydes Marinho mostrará vários casais que escondem segredos por trás das aparências. No elenco, Adriana Esteves, Maria Fernanda Cândido, Paolla Oliveira, João Miguel e Enrique Diaz. Estreia dia 26 de janeiro.

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Comentários (3)

  • Alice Toledo diz: 3 de janeiro de 2015

    Maysa é sensacional realmente, deveriam repassar a minissérie inteira. Esse “felizes para sempre” pode ser bom porque tem a Adriana Esteves.

  • Nana diz: 5 de janeiro de 2015

    Concordo Alice Toledo. Adoro as series Brasileiras, e essa virei por Adriana.

  • FERNANDA MATTOSO diz: 8 de janeiro de 2015

    Oi, pessoal. Ontem, assisti ao Pagador de Promessas na comemoração dos 50 anos da Globo e, vou falar, fiquei com muita saudade. Saudades do tempo em que as grandes e boas produções da Globo vinham acompanhadas de CONTEÚDO. Saudades de personagens instigantes, reflexos de uma vivência contada com dramaticidade, mas também como uma tradução inteligente das pessoas que vemos todos os dias nas ruas, cidades, vilas, regiões e vizinhanças brasileiras. Senti saudades de diálogos inteligentes, de uma estória crítica, de uma trama bem elaborada. Enfim, senti saudades de ter vontade de assistir a um programa da Globo. Sabe aquilo de ficar em frente a TV esperando o programa começar?

    Em uma oportunidade anterior, aqui nesse blog, comentei sobre Dias Gomes que, de forma infeliz, foi comparado ao autor da novela Império. O Pagador de Promessas, exibido ontem, só reforçou minha indignação com essa fala, que encaro com bom humor (tipo “ri pra não chorar”). Agnaldo Silva tem conduzido sua novela como um “Império das Ilusões”, caindo a olhos vistos a qualidade dos textos, argumentos, situações e apelos da trama. Lamento, porque comecei a ver com muito entusiasmo e fui perdendo a vontade com o passar do tempo (aquela vontade a qual me referi acima…).

    Quando, me digam, que um homem com o perfil do Comendador (esganado por dinheiro e desconfiado até da sombra) deixaria “SEU” patrimônio arriscado nas mãos de uma pessoa que ele, até então, repudiava, para testar a própria à família? Em que planeta, uma moça de origem simples, desprovida de experiência, conhecimento e acesso suficientes conseguiria administrar um grupo joalheiro gigantesco (dito, no início da novela, como internacional), sem a menor dificuldade? Aliás, mostrando mais competência que todos os outros presentes. Ela não deveria passar por um estágio antes de começar? Não foi isso que os filhos do casamento de José Alfredo fizeram? E todos os jovens recém-formados fazem? Ou alguém acredita que um empresário de grande porte coloca recém-formado na presidência de um grupo empresarial, seja qual for? Seria muito fácil, não? Basta ter força de trabalho, boa vontade e um DNA fajuto que ninguém mais precisaria de carreira.

    Uma família punida sistematicamente por um canalha e ambicioso, que fica de rala e rola com uma piriguete atirada a Cinderela o dia inteiro. Ao passo que a outra família que explora a prostituição dos filhos só se dá bem. O filho José Pedro é o “vilãozinho junior” que aprendeu tudo o que sabe de cafajestagem com o pai e a mãe. Portanto, não entendo porque é tão criticado. Uma “esposa monstro” que está sendo sacrificada nas mãos de um bandido, simplesmente para cumprir com as expectativas do marido egocêntrico, que brinca com as pessoas como se fossem peças em seu tabuleiro de xadrez particular. Humilhada e ridicularizada, Maria Marta tem como maior pecado o fato de ter em sua origem um berço de ouro, educação, penetração social e cultura. Sei que o discurso da “rica desmoralizada” agrada muita gente, mas pergunto inclusive para esses, quem não gostaria de ter berço de ouro? Fala sério!

    A confiança em Cristina pra mim foi a gota d’água! Dentre todas as improbabilidades, essa foi a mais cômica. Uma moça que surgiu do nada na porta da empresa como “possível filha”, foi rejeitada pelo suposto pai ou parente, se fez de rogada e disse mil vezes que não queria nem saber daquilo. Do mesmo nada, o Comendador adota a menina, esquece a filha que criou como sua imagem e semelhança (a favorita Maria Clara) da noite para o dia, e coloca a “novata” como peça principal em seu plano infantil (o de “desmorrecência”, como diria Ariano Suassuna). Mesmo sabendo que Cristina foi criada por uma tia louca e bandida, o Comendador passa a batuta para a moça que brilha, exibindo um talento vindo tão do nada quanto ela. Estranho tanto conhecimento, porque nunca a vi com um livro na mão em toda a novela. Suas horas vagas sempre são no colo da cabeleireira, fazendo fofoca e batendo papo. Estudar, só de boca pra fora. A mocinha cheia de orgulho, por sua vez, passou a adotar a palavra “PAI” em dois segundos, bastou ter motorista na porta pra ir trabalhar. Se bem que, no Rio de Janeiro, essa pode ser uma vantagem e tanto! Recurso bem convincente…hahahahaha!!!

    Sem contar, o namoro do esquizofrênico. Fugitivo da polícia, o personagem circula livremente pelas ruas, sem ninguém denunciar ou ter medo dele. Agora conseguiu um partidão. Os gays perfeitos também já encheram a paciência. Cansei de gays politicamente corretos o tempo todo. Prefiro os que conheço porque são gente de verdade como a gente. Enfim, Agnaldo comemora seu sucesso de audiência, sem dúvidas, mas do ponto de vista de cidadã tenho mais motivos para lamentar. Triste saber que o esvaziamento de conteúdo é diretamente proporcional ao aumento de audiência de um programa na TV. Reflexo de nossa educação falida, talvez. Pior, demonstra o sucesso da ilusão que é propagada todos os dias na mídia de que: uma pessoa pode chegar ao topo sem esforço; dinheiro só arrancando dos outros que têm mais que você; filhos são para desprezar; família é pra ser punida; esquizofrênicos não precisam de controle especializado; crimes nunca são investigados (se me lembro bem já aconteceram dois assassinatos, roubo, falsificação de documentos, simulação da própria morte, roubo de cadáver e mais alguns outros, na novela); e leis de direito de família são para “inglês ver” (alguém podia lembrar o Comendador que FILHO NÃO SE DESERDA, no Brasil, apenas por vender um bem que lhe foi herdado). E depois ninguém sabe porque vivemos uma crise ética. Império, sem dúvidas, deixa sua parcela de contribuição.

    Parabéns, Globo, pelos 50 anos de estória! Tenho que admitir que a emissora sabe pra quem fala, o que fala e conhece o brasileiro como nenhuma outra. Em seu monopólio de ilusões, consolidou seu império e vai mais longe ainda. Agnaldo Silva junto, claro. Só não se esqueça de prestigiar os poucos com uma pitada de Rede Globo à moda Roberto Marinho de vez em quando. Uma cancha, às vezes, vale à pena ver de novo!

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