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Alexandre Nero torce pela morte do Comendador: "Só os fracos ficam vivos"

11 de março de 2015 2
Paulo Belote, TV Globo

Paulo Belote, TV Globo

Enquanto o público já está sofrendo com a morte do Homem de Preto, o maior interessado nessa história quer mesmo é que José Alfredo tenha um fim trágico no fim de Império. Alexandre Nero contou ao site da novela que acha bonito seu personagem morrer no último capítulo.

- Eu gostaria que ele morresse. Acho bonita a morte heroica. Só os fracos ficam vivos. Um herói morre! As pessoas falam da morte como se fosse uma coisa ruim. Acho uma pena isso. A morte faz parte da vida. Morrer é a única certeza. Torço para que o Comendador não volte vivo.

O ator disse ainda que um final feliz nem sempre é a melhor opção:

- As pessoas querem um final feliz, mas acho que a dramaturgia perde com um final feliz.

Pois é, quem sabe sejamos nós que não estamos acostumados com um final “diferente”? Quem disse que os mocinhos têm que viver felizes para sempre e que os vilões devem ser castigados? Os grandes heróis da humanidade entraram para a história por terem morrido durante as batalhas, talvez seja esse o caso do Comendador…

Vale lembrar que o grande “rival” de Aguinaldo Silva, Walcyr Carrasco, surpreendeu o público anos atrás ao matar o casal principal de Alma Gêmea. Serena (Priscila Fantin) e Rafael (Eduardo Moscovis) e suas almas ficaram juntas por toda a eternidade. Um final triste, mas coerente com a história apresentada.

 

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É impossível não lembrar também do final de Carlão (Francisco Cuoco) em Pecado Capital. No remake, quando Du Moscovis assumiu o clássico personagem, o destino trágico foi o mesmo. Janete Clair inovou na primeira versão e Gloria Perez optou por manter o desfecho. Triste, mas digno.

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Estou começando a achar que é mais interessante mostrar a morte (verdadeira, desta vez) de José Alfredo. Assim, o Comendador ficaria eternizado ao ter suas cinzas jogadas no Monte Roraima, como ele mesmo já disse lá nos primeiros capítulos. Além do mais, seria uma lição e tanto para o Homem de Preto, que dizia ser “imortal”.

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Comentários (2)

  • Cássio Campos diz: 11 de março de 2015

    morte dos protagonistas tem se tornado vertente forte que vem se tornando bastante comum no cinema, na televisão americana, e evidentemente na televisão nacional… passa aquela impressão de audácia, de ousadia, de ir contra a corrente, que muita gente acha que fica mais próximo da ‘arte’… é até criticado quando personagens de filmes saem vivos ao final… é poético e é bacana…

    mas acredito que precise ser pelas ferramentas certas… não gostei do roteiro divulgado, onde eles estão em um galpão, o José Pedro parece estar caído, mas pega a arma e atira no comendador pelas costas… é extremamente caricato e clichê… muito pouco imaginativo… não acho corajoso, nem forte… o Aguinaldo Silva tem competência o bastante para criar algo mais impactante… sei lá… mesmo na morte, um personagem como o comendador merecia mais…

  • Clau diz: 11 de março de 2015

    Perfeito Nero! Parabéns! Esse papo de mocinho viver no final e ficar com o grande amor de sua vida, já era! Isso sim é muito CLICHÊ.
    Tem que morrer mesmo. Todos morrem. Por que ele não? Porque é o mocinho/bandido?? É muito clichê! Happy End! Não! Ele aprontou muito pra ter um final como conto de fadas. Seria ridículo. E pra os que tanto criticaram clichês em BO, o que se dizer agora que querem tanto um finalzinho “água com açúcar”? Teve gente que adorou o final de Boogie Oogie, sem véu e grinalda, sem beijinhos dos protagonistas apaixonados. Mas querem um final tão clichê pra esta novela das 21 horas? onde de tudo aconteceu? É muita incoerência do povo!
    Se bem que desconfio que Naldinho (Aguinaldo Silva) não chegue a tanto e coloque Zé Alfredo “renascendo” no final, mas só pra Ísis. Só ela saberia que ele está vivo, com outro nome, e vivendo em algum paraíso fiscal do planeta.

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