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Império termina com boa repercussão, mas sem surpresas

13 de março de 2015 9
Divulgação, TV Globo

Divulgação, TV Globo

Desde Avenida Brasil, em 2012, é a primeira vez que uma novela das 21h empolga o público, principalmente na reta final. Aguinaldo Silva, que ficou devendo com Duas Caras e Fina Estampa, criou uma trama ágil e com apelo junto aos telespectadores, apesar dos furos no roteiro.

Alguns personagens se perderam ao longo da história, como foi o caso de Cláudio Bolgari (José Mayer), que começou a trama levando uma vida dupla, passou por um escândalo público ao ter sua bissexualidade descoberta, tentou ser um pai de família tradicional, mas ao fim, resolveu se assumir e apareceu sem pudores ao lado de Leonardo (Klebber Toledo).

A descoberta de que José Pedro (Caio Blat) era Fabrício Melgaço também não convenceu. Seria mais coerente se o grande vilão fosse mesmo Silviano (Othon Bastos). O mordomo, aliás, foi o grande mentor de toda a vingança contra José Alfredo (Alexandre Nero).

Faltando ainda três meses para o final da novela, o elenco sofreu uma baixa importante: Drica Moraes. A intérprete de Cora foi afastada por problemas de saúde e acabou sendo substituída às pressas por Marjorie Estiano. O “rejuvenescimento” da vilã foi motivo de piada nas redes sociais e prejudicou o andamento da história.

Entre altos e baixos, a novela teve dois grandes nomes: Alexandre Nero e Lilia Cabral. A dupla mostrou uma química imbatível, apesar de terem protagonizado mais barracos do que cenas românticas. Dois grandes atores, que merecem aplausos do público e da crítica, principalmente nesses capítulos finais. O sofrimento de Maria Marta e José Alfredo, ao desmascararem o filho mais velho, emocionou os telespectadores e até mesmo o autor, Aguinaldo Silva.

Nos momentos finais, a clássica foto da família Medeiros reservou uma surpresa para o telespectador. Na janela da casa, ajeitando os bigodes, o Comendador (ou o fantasma dele?) apareceu para um último susto.

Como o grande termômetro de audiência, hoje em dia, é a internet, Império sai de cena como uma novela vencedora. Provocou, irritou, emocionou, mobilizou fãs de alguns personagens, mas não passou em branco. Por isso, é com um nó na garganta que nos despedimos hoje do Comendador, Marta, Xana Summer, Lorraine, Cristina e outros personagens inesquecíveis e bem interpretados. Aguinaldo Silva não bateu seu próprio recorde de audiência, mas conseguiu dar o que falar, coisa que muitos autores de novela tentam, mas morrem na praia.

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Comentários (9)

  • Clau diz: 14 de março de 2015

    ah!!!!!!! Até já estava te cobrando algum comentário Michele! Pensei que estivesses impactada pelo desfecho final.
    Mas olha, sabendo que Naldinho Silva gosta de surpresas, quem sabe hoje, sábado ele coloca outro final na trama? hein? tudo é possível se tratando de Naldinho Silva.

    E onde está o filho da Clara?? e da Ísis???
    Eu ainda acho que daqui uns anos, Aguinaldo voltará pra fazer o “Império III Geração”. Afinal, agora tem mais gente pra disputar a fortuna.Marta já está se apegando a um neto, filho do assassino do próprio pai…. E outra pergunta que faço… Que fim levou Bruna? a filha de Daniele/ A guria não estava apegada à Marta? Por que não ficou com a família Medeiros??

    Houve furos neste final. Gastaram um tempo imenso só no tiroteio e mortes e depois ficou tudo enrolado. Mas as interpretações dos atores e atrizes foi maravilhosa! Um belo e talentoso elenco. Lamento apenas o rumo que a trama seguiu. Por isso só assisti ao último capítulo. Adoro assistir a últimos capítulos.

  • Clau diz: 14 de março de 2015

    Alexandre Nero de fato merece em Oscar, se tivesse algum pra novelas. Ele sempre foi talentoso. Desde quando surgiu como o quitandeiro em A FAVORITA. E ali, já dando um espetáculo com Lília Cabral. Aliás, naquela novela, fiquei triste que a personagem dela não terminou com a de Nero. E agora de novo… Será que um dia eles farão uma novela em que terminem juntos. Hashdag fica a dica, pra algum autor.

  • Yasmin diz: 14 de março de 2015

    Pra mim foi apenas uma novela chata e sem pé nem cabeça, com final cansativo e cheio de furos.
    Mas gostei da cena final, com o fantasma do Comendador observando a família.

  • giovana cristina ferreira diz: 14 de março de 2015

    A novela em si foi muito boa ,mas este autor deveria fazer um intensivo de :Como terminar bem minhas histórias ,a morte de zé Alfredo foi sem propósito ,assim como o retorno de Teresa cristina em “fina estampa “.Acho que ele devia tomar umas aulas com o Walcyr carrasco e com João Emanuel Carneiro e Gilberto braga , se ele está gagá então se aposenta mas não fica dando nó na cabeça do pobre trabalhador que só tem a novela como fonte de entretenimento ,isto é falta de respeito ao público que coloca dinheiro no bolso dele .

  • Luck diz: 14 de março de 2015

    Bah! Em meu resumo, a novela foi boa. Claro que deixou muuuitas pontas soltas, mas o final foi de tirar o fôlego. O que me deixou incomodada, foi o autor da morte do comendador. Ficou a sensação de que foi de última hora, a revelação do grande inimigo do dono da Império.
    Quanto a cena final, da fotografia em família, achei que quando eles vissem a revelação, veriam a sombra do José Alfredo, ali na janela, demonstrando que ele estará sempre presente. Ali foi a alma, espírito, sei lá.
    Mas a novela teve ótimas interpretações. Aplausos para o Nero, ótimo ator e também para a Lílian Cabral. Os embates deles foram memoráveis.
    Faltou trabalhar mais o triângulo amoroso entre a Cris, a Clara e o Vicente. Não convenceu o motivo do rompimento do casal principal, e o retorno muito menos, já no fim.
    A volta entre o Claudio e o Leonardo, o divórcio com a Beatriz…enfim. Entre os fios soltos, valeu a pena assistir

  • Carla diz: 15 de março de 2015

    Que sorte a vossa! Detesto esta novela (aliás à semelhança do que acontece com quase todas as do horário 21 hrs do Brasil) e ainda faltam meses de novela aqui em Portugal!! Prefiro Alto Astral

  • rosa diz: 17 de março de 2015

    A GRANDE REPERCUSSÃO VERSA SOBRE A DECEPÇÃO DO FINAL.
    POIS, É EVIDENTE QUE DEU TUDO ERRADO COM O FINAL DA NOVELA IMPÉRIO., POIS O PÚBLICO REJEITOU . A “SOLUÇÃO FICCIONAL” DADO PELO AUTOR .
    A BEM DA VERDADE, FICOU A SENSAÇÃO DA EXISTÊNCIA DE DOIS TEXTOS : UM QUE FICOU NA CABEÇA DO AUTOR OU NA CABECEIRA DE SUA CAMA, E OUTRO QUE FOI EDITADO PELA REDE GLOBO. NESSE CONTEXTO, TAMBÉM FICOU VISÍVEL A FORÇAÇÃO DE BARRA NO TEXTO PARA O CRESCIMENTO ,DE ÚLTIMA HORA, DOS PERSONAGENS MARIA MARTHA E SILVIANO,E A DERROCADA DO PERSONAGEM MARIA ÍSIS,EM QUE PESE AS BRILHANTES INTERPRETAÇÕES, O PORQUÊ SÓ QUEM ENTENDEU FOI O AUTOR.
    MAS, O AUTOR APRESENTOU ALGUMAS DEFESAS , COMO : FINAL ÉPICO; NÃO SE PODE AGRADAR A TODOS , ETC.
    FATO É QUE NENHUMA DELAS CONVENCEU, MAS DEVERIA, POIS A NOVELA VIVE DE IBOPE , DEPENDE DA APRECIAÇÃO DO TELESPECTADOR PARA EXISTIR E A REDE GLOBO VIVE DE LUCRO.
    NESSE EMBARALHADO DE INTERESSES QUE ENVOLVE UMA OBRA ABERTA , COMO A NOVELA , FICOU SUPERADO O REINADO ABSOLUTO DE AUTOR DE TELENOVELA , . POIS, A OBRA PRECISA DELINEAR-SE DE ACORDO COM A ACEITAÇÃO DO PÚBLICO. PORTANTO, É UM TRABALHO DE ALTA COMPLEXIDADE , QUE HÁ DE EXIGIR , PRINCIPALMENTE, DESAPEGO .
    TAMBÉM, NÃO SE PODE NEGAR QUE, O AUTOR NÃO DEVE ESCREVER UMA NOVELA COM AQUILO QUE O PUBLICO TEM NA CABEÇA,. CONTUDO, É FATO QUE A PRINCIPAL ESTRUTURA NARRATIVA DA NOVELA IMPÉRIO, COMO FOI EDITADA PELA REDE GLOBO, GIROU EM TORNO DA DECISÃO ABESTALHADA DO COMENDADOR ESCOLHER ENTRE MARIA MARTHA OU MARIA ÍSIS., SEGUNDO O CRITÉRIO ADOTADO PELO AUTOR, MAS, INEGAVELMENTE, FOI ESTE O TRAMA ABESTALHADO QUE PRENDEU OS TELESPECTADORES, GARANTINDO EM VÁRIOS MOMENTOS A ALTA AUDIÊNCIA DA NOVELA.
    SEJA COM FOR , SUPERADO O IMPACTO DO DESFECHO DA OBRA , AUTOR, EMISSORA E TELESPECTADORES SAEM COM EXPERIENCIAS DIFERENTES . TODAVIA, O PUBLICO FRUSTADO PELO FINAL DA NOVELA DEVERÁ RESPONDER : HAVERÁ ESQUECIMENTO E PERDÃO????

  • Clau diz: 17 de março de 2015

    Parabéns CARLA, pela escolha. Nos últimos tempos tenho preferido novelas mais leves também. Esperemos pra ver se Babilônia terá gás suficiente até seu término. Apesar de que acho melhor encurtarem essas tramas das 21 horas. Em seis meses dá pra manter gás suficiente sem estragar personagens e finais.

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