Depois do desastre que foi o remake de Guerra dos Sexos, o que viesse era lucro no horário das 19h. Desde as primeiras chamadas de Sangue Bom, já era possível perceber que vinha coisa boa por aí.
E foi isso mesmo que aconteceu. Com um elenco afinado e muitas caras jovens e talentosas, a trama de Maria Adelaide Amaral e Vincent Villari encheu a telinha de flores e luz. Se fosse possível definir em poucas palavras, eu diria que Sangue Bom é uma mistura de Cheias de Charme com Ti-ti-ti, duas novelas de grande sucesso nos últimos anos.
Os seis protagonistas foram muito bem nos primeiros capítulos, com destaque para Humberto Carrão, que surpreendeu como o bad boy Fabinho. Isabelle Drummond é outra que promete roubar a cena como a moleca Giane. Já Sophie Charlotte, Fernanda Vasconcellos, Jayme Matarazzo e Marco Pigossi interpretam tipos aos quais já estão habituados, então não há grandes desafios.
Mas a grande ladra de cena foi Giulia Gam, que vive a deslumbrada atriz Bárbara Ellen. Após algumas novelas interpretando personagens de menor importância, ela finalmente ganhou um papel a sua altura. Exagerada e escandalosa na medida certa, a atriz deve fazer um estrago (no bom sentido) durante toda a novela, não tem pra ninguém.
Ri muito das maluquetes Tina e Damáris, as personagens mais cômicas da trama. Está certo que Ingrid Guimarães e Marisa Orth sempre interpretam da mesma forma, e talvez sejajustamente essa a graça dessas duas grandes comediantes.
Há quem não tenha curtido a novela por achar muito parecida com Malhação, mas é justamente essa a ideia. A Globo pretende atrair a galera jovem para um novo horário, o das 19h, tradicionalmente problemático e que raramente agrada a todos os públicos.
Sangue Bom pode até não se tornar um sucesso estrondoso ou marcar época, mas com certeza é uma boa pedida para aliviar a tensão e se divertir um pouco na frente da TV.




















