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Posts na categoria "O pior da semana"

O pior da semana: Malu Mader se esforça, mas não convence em Sangue Bom

02 de junho de 2013 15

Ao longo de sua carreira, Malu Mader se especializou em interpretar mulheres ricas, elegantes e sofisticadas. Por isso, achei interessante quando divulgaram que ela seria uma garçonete pobre e barraqueira e Sangue Bom, afinal, era a chance para a atriz fugir bastante de sua "zona de conforto" e surpreender.

Apesar de se esforçar e até tentar fazer um sotaque paulistano, Malu não convence como a garçonete Rosemere. Desde suas primeiras cenas, ela está pouco à vontade com o papel e causa estranheza ao público.

A personagem é forçada e não consegue passar a emoção exigida das cenas de mãe batalhadora. Pra piorar, a atriz contracena com o péssimo Josafá Filho (Felipinho) e o fraquíssimo Felipe Camargo (Perácio). O núcleo não ajuda, por isso, as cenas de Rosemere são ideais para aquela pausa pra ir ao banheiro ou fazer um lanchinho. Não se perde nada.

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O pior da semana: Flor do Caribe dá voltas e não sai do lugar

05 de maio de 2013 25

Após uma breve movimentada com o retorno de Cassiano (Henri Castelli), Flor do Caribe voltou a cair no marasmo. Foi como se um mar agitado de repente desse uma acalmada, virando um simples riozinho.

A mocinha não consegue se impor, o vilão continua dando as cartas, os amigos dos mocinhos armam planos mirabolantes para tentar ajudar... Em Flor do Caribe, tudo e nada acontecem ao mesmo tempo.

Por mais que Alberto (Igor Rickli) se esforce para prender Ester (Grazi Massafera) a seu lado, a moça continua amando Cassiano, mesmo à distância.

E assim segue a maré baixa da novela... Mocinho promete vingança, vilão consegue provas para incriminá-lo e faz chantagem com a mocinha, ela, por sua vez, cede à chantagem. E assim segue a trama de Walther Negrão, dando voltas e mais voltas, sem sair do lugar.

O que salva Flor do Caribe, por enquanto, é a promessa de um grande embate entre Samuel (Juca de Oliveira) e Dionísio (Sérgio Mamberti). De um lado, um judeu sobrevivente do Holocausto. Do outro, um nazista escondido em terras brasileiras. Essa história sim, vale a pena acompanhar.

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O pior da semana: O Dentista Mascarado é um desperdício do talento de Marcelo Adnet

14 de abril de 2013 23

A contratação de Marcelo Adnet pela Globo parecia ser uma ótima sacada. Ninguém duvida do talento do comediante, que deu show em várias participações nos programas da emissora. No Domingão do Faustão, ele fez imitações perfeitas e mostrou que é um mestre na arte do improviso.

O grande problema é que Adnet foi mal aproveitado. A estreia de "O Dentista Mascarado" comprovou que ele não nasceu para ficar preso a um texto (ruim, diga-se de passagem) e que se sairia muito melhor em um programa com a sua cara. Uma atração ao vivo, com auditório e liberdade para criar seus próprios personagens daria muito mais certo.

Logo no primeiro episódio, "O Dentista Mascarado" confirmou o que muita gente já sabia: Fernanda Young e Alexandre Machado perderam a mão e já não fazem mais humor como na época de "Os Normais". Em "Separação?!" e "Macho Man", a dupla de autores decepcionou, mas chegou a arrancar algumas risadas. "Como aproveitar o fim do mundo" foi ainda pior, mas teve seus bons momentos.

Com "O Dentista Mascarado", Fernanda Young e Alexandre Machado chegaram, enfim, ao fundo do poço. Piadas velhas e forçadas, tom caricatural e situações sem nenhuma graça deram o tom do episódio. Perdido em meio a uma série de erros, Adnet quase sumiu e não mostrou nem sombra de seu enorme talento. Diogo Vilela interpretou ele mesmo, como sempre, assim como Leandro Hassum, outro ótimo humorista desperdiçado.

Não é a primeira vez que bons artistas são mal aproveitados pela emissora. Leandro Hassum e Marcius Melhem, ótimos com esquetes de humor no teatro, perderam toda a graça ao estrelarem "Os Caras de Pau". Anos atrás, em "Junto & Misturado", bons comediantes como Bruno Mazzeo, Fábio Porchat e Gregório Duvivier também não mostraram tudo o que sabem.

Pra não dizer que foi tudo um horror na estreia do novo seriado, Taís Araújo se sobressaiu na pele da vigarista Sheila. As poucas cenas engraçadinhas foram mérito dela, que já havia mostrado sua versatilidade como comediante em Cobras e Lagartos e Cheias de Charme.

Para dar alguma risada com "O Dentista Mascarado", só mesmo com o tal gás hilariante do Doutor Paladino...

E VOCÊS, O QUE ACHARAM DA ESTREIA DE "O DENTISTA MASCARADO"?

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O pior da semana: Flor do Caribe tem um belo visual, mas não empolga

24 de março de 2013 6

Mocinho ama mocinha, mas vilão arma para separá-los. Essa é a fórmula básica do folhetim e já não surpreende ninguém, mas pode agradar se for bem construída. É preciso ter algum elemento diferente, pois o público atual pede inovação na telinha. Não à toa, alguns dos grandes sucessos recentes como Cordel Encantado, Cheias de Charme e Avenida Brasil apostaram em uma narrativa diferente e conseguiram surpreender positivamente.

Em Flor do Caribe, novela das seis que está há apenas duas semanas no ar, temos mais do mesmo e não há nada que chame a atenção do público. O primeiro capítulo prometia uma boa história, apesar de manter os clichês próprios do horário. Mas a história foi se arrastando, pouca coisa aconteceu e o interesse pela trama diminui cada vez mais.

A falta de carisma dos protagonistas pode ter sido a pá de cal em uma novela que já nasceu morna. Grazi Massafera ainda tenta defender com coragem sua mocinha Ester e vem fazendo um bom trabalho, apesar do chororô normal de toda protagonista. O grande problema são os personagens masculinos fracos e sem expressão.

Henri Castelli nunca serviu pra ser mocinho de novela. Nem pra ser vilão, diga-se de passagem. Com uma atuação fraca e inexpressiva, ele deveria ser relegado a papéis secundários pra não prejudicar o andamento das novelas.

Já o novato Igor Rickli bem que prometia surpreender e até que não foi ruim no primeiro capítulo. Porém, com o passar dos dias, Alberto mostrou sempre a mesma cara, impassível seja nos momentos em que mostra seu real caráter, seja nas cenas em que se faz de bom moço. Um bom vilão, ainda mais quando tem grande destaque na trama, pede um ator mais experiente e capaz de mostrar todas as nuances desse tipo de personagem.

Outro que me irritou desde as primeiras cenas foi José Loreto como o apatetado Candinho. Esse tipo de personagem, o tal "adulto com alma de criança", já era irritante na época do Tonho da Lua, imaginem agora que o público não tem mais tanta paciência...

Salvam-se na trama os sempre ótimos Juca de Oliveira, Ângela Vieira, Sérgio Mamberti e Laura Cardoso. Luiz Carlos Vasconcellos e Raphael Viana prometem contar uma boa história, com o drama do pai que vai pra cadeia no lugar do filho.

Ainda bem que as belas paisagens do Rio Grande do Norte distraem o telespectador da história fraca e sem emoção. Para quem costuma apenas passar na frente da TV e assistir alguns trechos, vale a pena. Mas não há atrativos suficientes em Flor do Caribe para segurar o telespectador diante da telinha.


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O pior da semana: Pé na Cova tem humor negro e sem graça

17 de fevereiro de 2013 57

Sempre que Miguel Falabella anuncia uma nova criação, eu digo pra mim mesma: "abre teu coraçãozinho, Michele, veja sem preconceitos, vai que é bom..."

Foi o que aconteceu com Pé na Cova, seriado que estrou dia 24 de janeiro na Globo. Deixei de lado minha má vontade com o autor (e ator, no caso) e comecei a ver o primeiro episódio cheia de esperança.

Faltando dez minutos pro final, desisti. Pé na Cova não tem a menor graça e parece uma versão requentada de Toma Lá Dá Cá (este sim, admito que era bom). Mário Jorge agora atende por Ruço e é dono de uma funerária. Apesar da mudança de cenário, estão lá os mesmos tipos: a filha periguete, o filho metido a esperto (vivido pelo mesmo Daniel Torres), a empregada intrometida... Pé na Cova é mais do mesmo, com a diferença que a Funerária Unidos do Irajá não tem um décimo da graça do Jambalaya.

Sem falar nos nomes estranhos, marca registrada de Falabella. Adenóide, Alessanderson, Soninja, Giussandra... Haja paciência!

Até Marília Pêra, que poderia salvar a série com seu talento, degringolou de vez. A personagem Darlene é caricata e exagerada demais, não convence.

Por sorte, Louco por Elas está de volta e salva a semana com seu humor sutil e sem apelação. Tudo isso sem deixar de ser fofo e cheio de ensinamentos, com direito a cenas cada vez melhores de Gloria Menezes, Du Moscovis e cia.


Como sempre, sintam-se à vontade para discordar da minha opinião. Alguém aí curtiu a estreia de Pé na Cova?

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O pior da semana: os maiores absurdos de Salve Jorge

03 de fevereiro de 2013 11

Salve Jorge não é nenhuma Avenida Brasil, isso todo mundo sabia bem antes de a novela começar. Mas Gloria Perez tem conseguido testar a paciência do telespectador com situações cada vez mais bizarras. Nos últimos capítulos, foram tantos absurdos que tenho que comentar aqui.

Morena (Nanda Costa) e Jéssica (Carolina Dieckmann) eram tão espertinhas na Turquia, tentaram fugir várias vezes e só não conseguiram porque a quadrilha tinha olhos e ouvidos em todos os lugares da cidade. Mas foi só chegarem ao Brasil, onde teoricamente estariam mais protegidas, para as moças virarem duas patetas sem a menor atitude.

Jéssica era quietinha e ingênua demais, até é perdoável que ela tivesse se acovardado diante dos bandidos. Mas e a Morena, sempre tão barraqueira e audaciosa, capaz até de dar uma surra na perigosa Wanda (Totia Meirelles), por que não tomou nenhuma atitude?

Morena é como se fosse uma filha para Helô (Giovanna Antonelli). A delegada, além de ser patroa de sua mãe, a conhece desde pequena e é de extrema confiança. Não é possível que Morena não tenha achado uma brecha para contar o drama que está passando...

A mocinha namora um CAPITÃO DO EXÉRCITO, gente. Quer proteção maior que essa? Amiga de uma delegada, namorada de um militar, Morena está blindada até o último fio de cabelo, não tem o que temer.

Mesmo assim, a boboca resolveu confiar em Lívia Marini (Claudia Raia). Sim, ela preferiu pedir ajuda A UMA DESCONHECIDA! Tudo isso no meio de um desfile chiquérrimo. Morena simplesmente se abaixou ao lado de Lívia e contou: "fui traficada, estão ameaçando minha família, me ajuda, socorro!" . Tenha dó, Gloria Perez!

Tudo que é ruim sempre pode piorar. No banheiro, Jéssica reconheceu a chefe da quadrilha pelo sapato. É um sapato único no mundo? E a super chique e estilosa Lívia Marini ia repetir um sapato exclusivo daquele?

Ok, vamos fazer de conta que acreditamos até aí. Jéssica reconheceu a bandidona e fez o quê? Eu, no lugar dela, dava uma disfarçada e ia correndo falar com a delegada que estava logo ali pertinho. Mas não, a imbecil resolveu CONFRONTAR A INIMIGA! "Ahaaaa, é você a chefona, te peguei!" Dãããã!

Lívia não deixou barato e tascou uma seringa no pescoço da moça. Oi? A poderosa e milionária Lívia Marini anda com uma seringa cheia de droga na bolsa de festa? Destampada, ainda por cima? Bem comum, né? Quem não anda por aí com esse tipo de coisa na bolsa?

Pra completar, Morena teve um surto ao descobrir que a amiga estava morta e partiu pra cima de Wanda, acusando-a de ter matado a moça. Questionada sobre a acusação, ela disse que "não podia dizer, mas foi ela!". Puxa, a delegada tava ali, na frente dela, poderia dar toda a proteção necessária, mas a boboca preferiu não falar.

Por essas e por outras que me dá uma saudade da Carminha...

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O Pior da Semana: Como Aproveitar o Fim do Mundo tem piadas repetidas e manjadas

11 de novembro de 2012 1

Desde o sucesso de Os Normais, cada nova criação da dupla Alexandre Machado e Fernanda Young é aguardada com expectativa. Mas os autores jamais conseguiram superar o sucesso de Rui e Vani e continuam usando as mesmas piadas velhas de sempre.

Foi assim em Separação?!, Macho Man e, agora, a estreante Como Aproveitar o Fim do Mundo. Mudam os casais, o cenário e a história, mas as piadas e bordões são os mesmos. Rui e Vani, Karin e Aguinaldo, Zuzu e Valéria, Ernani e Kátia... Diferentes duplas, mas humor requentado.

A premissa de Como Aproveitar o Fim do Mundo é interessante, Alinne Moraes e Danton Mello se saíram bem no primeiro episódio, mas não consegui dar nem meia risada. Sem falar que a repetição de bordões como "oi?" e "pataqueparéu" me incomodou bastante.

Ok, a série ainda está no começo e pode ser que as confusões do casal fiquem mais divertidas com o passar do tempo. Mas é aquela velha história, "a primeira impressão é a que fica". E se a história não me chamou a atenção no primeiro episódio, já não espero grande coisa para as próximas semanas.


E vocês, gostaram da nova série?

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O pior da semana: Guerra dos Sexos não combina com os dias atuais

06 de outubro de 2012 20

Confesso que comecei a semana meio deprimida, me sentindo "órfã" das Empreguetes. Depois do sucesso de Cheias de Charme, seria quase impossível que outra novela tivesse a mesma repercussão. Apesar da tristeza pelo fim da trama anterior, estava ansiosa pela estreia de Guerra dos Sexos, já que o elenco e a história prometiam agradar.

Porém, o que se viu foi uma história "antiga", que não combina com os dias de hoje. A disputa entre homens e mulheres estava no auge em 1983, quando a primeira versão foi ao ar, mas em pleno século XXI é um assunto ultrapassado. Esse tipo de discussão era comum há 30 anos, não atualmente, quando as mulheres já ocupam espaços que antes eram tipicamente masculinos, tanto em casa quanto no mercado de trabalho.

As frases machistas e feministas ditas ao longo do primeiro capítulo só deixaram claro que a trama pertencia ao início da década de 80, não a 2012. Como disse sabiamente a personagem Juliana (Mariana Ximenes) em uma das cenas, "isso é tão anos 80".

Sílvio de Abreu prometia atualizar a história, mas não foi o que vimos na telinha. Mesmo para quem, como eu, não assistiu à versão original, ficou parecendo "mais do mesmo". Até a atuação forçada dos atores parece pertencer a outra época, quando a televisão era muito mais teatralizada.

Falando no elenco, não percebi nenhum grande destaque nos primeiros capítulos. Tony Ramos e Irene Ravache são sempre ótimos, não importa se a história é boa ou ruim. Já Glória Pires, Edson Celulari, Mariana Ximenes e Reynaldo Gianecchini pareceram pouco à vontade em seus papéis. Luana Piovani, nem preciso dizer, interpretou ela mesma, como sempre.

Jorge Fernando imprimiu sua assinatura na cena em que Roberta Leone (Gloria Pires) joga uma torta na cara de Felipe (Edson Celulari). Não sei vocês, mas a mim o estilo "pastelão" utilizado pelo diretor incomoda bastante. Não vejo a menor graça...

A única coisa que me chamou a atenção no início da trama foi a forma como a morte de Otávio (Paulo Autran) e Charlô (Fernanda Montenegro) foi apresentada. Imagens do site de notícias Globo.com mostravam que o casal morreu "durante o orgasmo", achei que foi uma ideia inovadora e divertida. Além disso, os quadros animados dos inesquecíveis personagens, bem como imagens reais da primeira versão foram uma bela homenagem.

A abertura da novela também merece destaque. Uma animação mostra a famosa guerra de comida entre os protagonistas, enquanto casais de animaizinhos brigam pela casa. Deve agradar em cheio o público infantil.

No geral, Guerra dos Sexos é uma novela que já nasceu velha. Bem que Sílvio de Abreu poderia pegar algumas dicas com Maria Adelaide Amaral, que adaptou com maestria a história de Ti-ti-ti. Está aí, aliás, um belo exemplo de remake que fez tanto sucesso quanto a versão original, sem ser desatualizado nem copiar as mesmas ideias.

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O pior da semana: a falta de expressão de Murilo Benício em Avenida Brasil

24 de junho de 2012 53

As últimas semanas foram de fortes emoções em Avenida Brasil. Carminha (Adriana Esteves) foi desmascarada e admitiu ser a verdadeira mãe de Jorginho (Cauã Reymond), Tufão (Murilo Benício) saiu de casa, foi pra cama com Monalisa (Heloísa Périssé), para no fim das contas, pedir perdão e voltar para a esposa.

Porém, diante de tudo isso, enquanto Adriana Esteves dava um show em cada ataque histérico de Carminha, Murilo Benício não movia um músculo. Não importava se ele havia descoberto os podres da mulher, a verdadeira origem do filho ou confessasse estar apaixonado por Nina (Débora Falabella). A expressão do ator foi sempre a mesma, impressionante.

Na época de O Clone, eu já ficava chocada ao ver que Murilo interpretava da mesma forma os três papéis que tinha na trama. Seja como Lucas, Diogo ou o clone Léo, a cara dele era sempre a mesma, de "paisagem".

Reconheço o talento do ator ao fazer comédia, como foi o caso do atrapalhado Arthur, em Pé na Jaca. Fiquei surpresa com os "tiques" e cenas hilárias protagonizadas por Murilo e cheguei a pensar que sim, ele havia evoluído.

Mas em Avenida Brasil, voltamos à estaca zero. Não sei se é um problema de dicção, a falta de entonação nas falas ou incapacidade de mostrar emoção nas cenas mais dramáticas, a verdade é que Tufão render muito mais nas mãos de qualquer outro ator. Vendo Murilo Benício em cena, chego a sentir falta de Dalton Vigh em Fina Estampa...

E vocês, o que acham? Estou sendo muito crítica ou Murilo está mesmo muito fraco em Avenida Brasil?


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O pior da semana: Ricardo Tozzi em dose dupla em Cheias de Charme

06 de maio de 2012 8

Interpretar gêmeos ou sósias em uma novela é sempre um presente para qualquer ator, basta lembrar do sucesso de Gloria Pires em Mulheres de Areia ou de Mateus Solano em Viver a Vida. Mas viver vários personagens na mesma trama também pode ser um tiro no pé, como foi o caso de Murilo Benício em O Clone.

Em Cheias de Charme, Ricardo Tozzi recebeu o desafio de viver os sósias Fabian e Inácio. Um é cantor de sucesso e considerado o "Príncipe das Domésticas", o outro é um motorista craque em artes marciais e cheio de mistérios.

Porém, o que deveria ser a chance do ator mostrar que é mais do que um rostinho bonito virou um festival de constrangimento. Como Inácio ele até engana, mas ainda está longe de ter uma boa interpretação, parece que está sempre faltando alguma coisa.

Já como Fabian, a limitação de Ricardo fica ainda mais acentuada. Está certo que o personagem é exagerado, mas o cantor parece estar sempre atuando, como se fosse um galã de novela mexicana.

Ao contracenar com as ótimas Leandra Leal e Claudia Abreu, a inexperiência de Ricardo Tozzi fica ainda mais evidente. Talvez com o tempo ele consiga reverter esse jogo, mas até agora não me convenceu.

E vocês, o que acham?

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