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Anões

28 de julho de 2014 0

O primeiro anão que conheci chamava-se Paulo Neron Rodrigues. Toda Santa Maria o tratava simplesmente por Paulinho Bilheteiro. Guardo dele uma lembrança precisa: sorridente, trajado com apuro, vendendo bilhetes de loteria em frente à Galeria do Comércio, na primeira quadra da Rua Dr. Bozzano. A popularidade levou-o a atuar em peças de teatro (pelas mãos de Edmundo Cardoso, o Paschoal Carlos Magno santa-mariense) e aparecer em pelo menos um comercial de TV. Todos o estimavam. Quando morreu, no ano passado, aos 74 anos, o Diário de Santa Maria afirmou, citando um amigo, que Paulinho “(…) era uma pessoa especial, trabalhadora e honesta” e que “cultivava um grande círculo de amizades na cidade”.

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Na política, no ensino, na arte e em muitas outras áreas, indivíduos como Paulinho obtiveram notoriedade no mundo inteiro. O exemplo mais notável no Brasil talvez seja o de Nelson Ned, o cantor brasileiro que morreu em janeiro. O prestígio de Ned era tanto que, diante de seu desaparecimento, o jornal Granma, órgão oficial do Partido Comunista de Cuba, assinalou: “Morreu o Pequeno Gigante da Canção“. O cantor era crítico acerbo do regime cubano.

Os Ovitz: de músicos e atores de sucesso a vítimas do nazismo

Os Ovitz: de músicos e atores de sucesso a vítimas do nazismo

A história está cheia de exemplos em que anões foram vítimas de preconceito, discriminação, maus tratos e extermínio. O caso mais conhecido é o dos Ovitz, família de renomados artistas romenos que alcançou grande sucesso no teatro de vaudeville da Europa Central antes de cair presa na fábrica da morte de Auschwitz. Um dos focos do programa de eutanásia nazista, surgido antes da Solução Final, era dar cabo dos chamados disformes (“vidas indignas de serem vividas”) com o fim de aprimoramento de uma suposta “raça ariana”. Havia nos Ovitz uma dupla condição que atraía a sanha nazista: eram judeus e anões. Livres das câmaras de gás por decisão do próprio Jozef Mengele, viram-se submetidos a infames experiências raciais.

Ser anão não é para qualquer um.

 

 

 

Guerra de Gaza, 18º e 19º dias

25 de julho de 2014 0

Alguns dos últimos desdobramentos do conflito:

O secretário de Estado americano, John Kerry, fala ao telefone com o chanceler do Catar, Khaled al-Attiya, em corredor de hotel no Cairo (foto AFP, pool)

O secretário de Estado americano, John Kerry, fala ao telefone com o chanceler do Catar, Khaled al-Attiya, em corredor de hotel no Cairo (foto AFP, pool)

 

Israel e Hamas rejeitam proposta de cessar-fogo de Kerry

CNN e AFP informam que o governo israelense e o grupo islâmico Hamas rejeitaram nesta sexta-feira os termos do cessar-fogo proposto pelo secretário de Estado americano, John Kerry.

A decisão israelense foi unânime no gabinete, segundo a CNN.

Segundo a TV pública israelense, uma das exigências de Israel seria de que o exército pudesse permanecer na Faixa de Gaza para destruir a rede de túneis utilizada pelo Hamas.

 

Lufthansa retomará voos no sábado

As companhias aéreas Air FranceLufthansa retomarão os voos para Tel Aviv a partir desta sexta-feira e deste sábado, respectivamente, informa a AP nesta sexta-feira.

A Agência Federal de Aviação (FAA), órgão americano que regulamenta a aviação civil, havia suspendido na quinta-feira a proibição de voos para Tel Aviv, justificada pelo governo americano por motivos de segurança.

 

Chegam a seis as mortes de palestinos na Cisjordânia
Dois palestinos morreram nesta sexta-feira na Cisjordânia, informa a AFP, aumentando para seis o total de palestinos mortos no território ocupado por Israel nos últimos dias.

Uma das mortes desta sexta-feira teria ocorrido por disparo do exército israelense, e outra por tiros de colonos.

Guerra afasta Netanyahu e Liberman
A relação entre o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanhyahu, e o chanceler Avigdor Liberman esfriou desde o início da guerra em Gaza, informa o israelense Maariv. Segundo o jornal, os contatos entre os dois limitam-se ao estritamente necessário em termos de questões militares e de decisões do gabinete.

– Com todos os altos e baixos que os dois conheceram ao longo dos anos, o relacionamento entre eles hoje é o pior já registrado – afirma um alto dirigente do Likud (direita), partido de Netanyahu, citado pelo Maariv.

 

Questionamentos sobre inteligência
Em artigo no site Al-Monitor, o colunista Ben Caspit considera que “aparentemente não há meio de evitar” a instalação de uma comissão de inquérito para investigar as falhas de inteligência da Operação Margem Protetora ao final da guerra em Gaza.

Citando avaliações de ministros, o analista diz que a comissão terá de responder a três perguntas: “Por que Israel não enfatizou a ameaça representada pelos túneis do Hamas como uma ameaça estratégica, como agora é tão óbvio? Por que não devotou pensamento, esforço, orçamentos e atenção para essa ameaça, como fez em relação à ameaça dos foguetes, que receberam uma resposta apropriada por meio do sistema de defesa antiaérea Domo de Ferro?”, questiona Caspit.

 

Conflito entra na pauta de Cúpula do Mercosul
A guerra em Gaza será um dos temas em discussão na 46ª Cúpula do Mercosul, na terça-feira, em Caracas, com a presença de líderes dos cinco países que compõem o bloco, informa a Empresa Brasileira de Notícias.

O vice-secretário-geral da América do Sul, Central e do Caribe do Ministério das Relações Exteriores, Antonio Simões, o Fórum de Concertação Política da cúpula tratará de todos os temas internacionais do momento.

Governo Netanyahu responde ao inquérito de Genebra

23 de julho de 2014 0

Em sua página no Facebook, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, postou o seguinte texto sobre a decisão do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (CDHNU) de investigar a invasão de Gaza:

“A decisão de hoje pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas (CDHNU) é uma farsa e deveria ser rejeitada pelas pessoas decentes em qualquer lugar. Em vez de investigar o Hamas, que está cometendo um duplo crime de guerra ao lançar foguetes contra civis israelenses enquanto se esconde atrás de civis palestinos, o CDHNU chama uma investigação de Israel, que tomou medidas sem precedentes para manter civis palestinos a salvo, incluindo o lançamento de panfletos, a realização de ligações telefônicas e o envio de mensagens de texto.

O CDHNU deveria estar promovendo uma investigação da decisão do Hamas de transformar hospitais em centros militares de comando, usar escolas como depósitos de armas e posicionar baterias de mísseis perto de playgrounds, casas residenciais e mesquitas.

Ao deixar de condenar o sistemático uso de escudos humanos pelo Hamas e culpar Israel pelas mortes que são causadas por essa grotesca política de escudos humanos, o CDHNU está enviando uma mensagem ao Hamas e às organizações terroristas em todos os lugares de que usar civis como escudos humanos é uma estratégia efetiva.

Como a investigação que levou ao infame relatório Goldstone, um relatório que foi afinal repudiado por seu próprio autor, esta investigação por um tribunal canguru é uma conclusão a priori.

O resultado previsível será a difamação de Israel e um ainda maior uso de escudos humanos no futuro pelo Hamas.

Aqueles que pagarão o preço não serão apenas os israelenses, mas também os palestinos a quem o Hamas redobrará seus esforços para usar como escudos humanos no futuro.”

Bibi: decisão do CDHNU "deveria ser rejeitada pelas pessoas decentes em qualquer lugar" (foto Gali Tibbon, AFP)

Bibi: decisão do CDHNU “deveria ser rejeitada pelas pessoas decentes em qualquer lugar” (foto Gali Tibbon, AFP)

 

Brasil vota a favor de inquérito sobre invasão de Gaza

23 de julho de 2014 1

O Brasil foi um dos países a votar a favor da investigação da invasão israelense da Faixa de Gaza aprovada pelo Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira, em Genebra, Suíça.

A resolução foi aprovada por 29 votos a favor (incluindo os de outros países latino-americanos, africanos, Rússia e China), um voto contrário (dos Estados Unidos) e 17 abstenções (na maioria, de países europeus).

Confira o placar:

A favor: África do Sul, Arábia Saudita, Argélia, Argentina, Brasil, Cazaquistão, Chile, China, Congo, Costa Rica, Costa do Marfim, Cuba, Emirados Árabes Unidos, Etiópia, Filipinas, Índia, Indonésia, Kuweit, Ilhas Maldivas, México, Marrocos, Namíbia, Paquistão, Peru, Quênia, Rússia, Serra Leoa, Venezuela, Vietnã

Contra: Estados Unidos

Abstenções: Alemanha, Áustria, Benin, Botsuana, Burkina Faso, Coreia do Sul, Estônia, França, Gabão, Grã-Bretanha, Irlanda, Itália, Japão, Montenegro, República Checa, Romênia, Macedônia

 

Painel de votação no Conselho de Direitos Humanos da ONU nesta quarta-feira em Genebra

Painel de votação no Conselho de Direitos Humanos da ONU nesta quarta-feira em Genebra

Guerra de Gaza, 17º dia

23 de julho de 2014 0

Algumas das últimas notícias sobre a invasão de Gaza pelas forças israelenses:

Cruz Vermelha anuncia trégua para passagem de ajuda humanitária
Israel e o Hamas suspenderam combates nos bairros de Shejaya, no leste da Faixa de Gaza, e de Khuzaa, no sul, para evacuação de feridos e passagem de comboios humanitários.

Segundo Cécilia Goin, porta-voz do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, em Beit Hanun, perto da fronteira israelense.

Crianças palestinas abrigam-se em escola da ONU em Beit Hanoun (foto Marco Longari, AFP)

Crianças palestinas abrigam-se em escola da ONU em Beit Hanoun (foto Marco Longari, AFP)

Comissária da ONU denuncia “alta possibilidade” de violação do direito humanitário
A alta comissária da ONU para os Direitos Humanos, Navi Pillay, pediu uma investigação sobre possíveis crimes de guerra cometidos por Israel e denunciou os ataques indiscriminados do Hamas contra zonas civis em território israelense em uma reunião extraordinária do Conselho dos Direitos Humanos, em Genebra.

— Existe uma alta possibilidade de que o direito humanitário internacional tenha sido violado, o que pode constituir crimes de guerra — declarou Pillay, citando como exemplo a destruição de casas e os civis mortos, entre eles muitas crianças, como resultado da invasão israelense de Gaza.

Trabalhador estrangeiro morre em Israel atingido por projétil lançado de Gaza
Um trabalhador estrangeiro morreu no sul de Israel pelo impacto de um projétil lançado a partir da Faixa de Gaza, indicou a polícia nesta quarta-feira.

Trata-se do terceiro civil morto em Israel desde o início da ofensiva em Gaza, no dia 8 de julho. A Agence France Presse (AFP) não informou a nacionalidade do trabalhador.

Bloomberg desafia proibição americana e voa para Israel
O ex-prefeito de Nova York Michael Bloomberg anunciou nesta terça-feira que voará para Tel Aviv em solidariedade a Israel, depois da decisão do governo americano de proibir companhias dos EUA de operar no Aeroporto Internacional Ben Gurion, na cidade litorânea.

No Twitter, Bloomberg disse que embarcou num voo da companhia israelense El Al “como prova de solidariedade aos israelenses e para mostrar que é seguro voar para Israel”.

Segundo os EUA, a decisão de proibir voos foi tomada por motivos de segurança.

 

França impõe vigilância severa sobre manifestações pró-palestinos
Manifestações pró-palestinas previstas para esta quarta-feira em Paris, Lyon (leste), Toulouse (sul) e Lille (norte) serão submetidas a rigorosa vigilância policial pelo governo francês.

A oposição à ofensiva israelense na França deu margem para a ocorrência de distúrbios de caráter antissemita. Manifestações com slogans antissemitas também ocorreram na Alemanha.

 

 

Trens

22 de julho de 2014 0
O trem que leva restos de 280 passageiros e tripulantes do voo MH17 de Donetsk a Kharkov nesta terça-feira (foto Genya Savilov, AFP)

O trem que leva restos de 280 passageiros e tripulantes do voo MH17 de Donetsk a Kharkov nesta terça-feira (foto Genya Savilov, AFP)

 

O trem em que viajei de Donetsk a Kiev em 7 de março deste ano (foto Marina Yaremenko, arquivo pessoal)

O trem em que viajei de Donetsk a Kiev em 7 de março deste ano (foto Marina Yaremenko, arquivo pessoal)

 

Guerra de Gaza, 16º dia

22 de julho de 2014 0

Algumas das notícias mais recentes sobre a guerra Israel-Gaza:

EUA suspendem voos para Tel Aviv por 24 horas

Segundo a rede CNN, a Administração Federal de Aviação americana (FAA na sigla em inglês, órgão similar à Agência Nacional de Aviação Civil no Brasil) proibiu companhias do país de voar com destino ao Aeroporto Internacional Ben Gurion, em Tel Aviv, pelas próximas 24 horas. A razão apresentada pela FAA foram riscos oferecidos por foguetes disparados a partir da Faixa de Gaza.

Antes da proibição, companhias com Delta Airlines e United Airlines já haviam anunciado retorno ou cancelamento de voos. A Delta disse que um de seus Boeing 747, que fazia o voo DL468, que partiu do Aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, com destino a Tel Aviv (290 pessoas a bordo), foi desviado para o Aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, depois de receber informações sobre foguetes na área do Aeroporto Ben Gurion.

 

Israel sugere que soldado supostamente preso pelo Hamas está morto

Israel anunciou nesta terça-feira que o soldado que teve o sequestro reivindicado pelo grupo Hamas no domingo na Faixa de Gaza está morto. “O sargento Oron Shaul, um soldado da brigada Golani, de 21 anos e originário de Proria, é um soldado cujo processo de identificação ainda não terminou”, indicou o exército em um comunicado.

Horas antes, o exército israelense havia indicado que ainda não conseguiu identificar um dos soldados que morreram no domingo em Gaza.

 

Ataques elevam número de mortos palestinos para 593

Vinte palestinos, entre eles nove mulheres – uma delas grávida – e uma menina, morreram nesta terça-feira em bombardeios israelenses na Faixa de Gaza após duas semanas de ofensiva israelense contra o Hamas, anunciaram fontes médicas palestinas.

Com estas mortes, as vítimas palestinas da ofensiva israelense já somam 593 pessoas. Mais dois soldados israelenses foram mortos por militantes palestinos na manhã desta terça-feira, segundo o exército de Israel.

 

Ban e Bibi divergem sobre ofensiva

Em pronunciamento coletivo em Jerusalém, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, e o premier israelense, Binyamin Netanyahu, adotaram nesta terça-feira posições diferentes sobre a invasão de Israel ao território palestino da Faixa de Gaza.

Ban (E) e Bibi em entrevista coletiva em Jerusalém (foto Gali Tibbon, AFP)

Ban (E) e Bibi em entrevista coletiva em Jerusalém (foto Gali Tibbon, AFP)

Ban disse que “os dois lados devem parar de lutar” e devem “começar a dialogar”. Netanyahu, por sua vez, afirmou que nenhum Estado toleraria o disparo de foguetes sobre seu território e que o cessar-fogo não está na ordem do dia.

Reações

21 de julho de 2014 0
Gaza: nada se repete mais do que os discursos da "comunidade internacional"

Gaza: nada se repete mais do que os discursos da “comunidade internacional”

“A Casa Branca disse que, para acabar com a violência entre Israel e Gaza, é preciso ‘pôr um fim aos constantes ataques com foguetes do Hamas contra Israel’. O papa Bento XVI deplorou: ‘A terra natal de Jesus não pode continuar a ser testemunha de tantas matanças, que se repetem indefinidamente’. O Ministério do Exterior do Irã condenou ‘os amplos ataques do regime sionista contra civis em Gaza’. E o porta-voz de Ban Ki-moon, secretário-geral das Nações Unidas, apelou ‘por um fim imediato à violência’.”

Não, leitor, não houve equívoco com o nome de Sua Santidade. O texto que acaba de ser citado é a transcrição do início do Olhar Global publicado em 15 de novembro de 2012. Joseph Ratzinger ainda ocuparia por quase três meses o trono de Pedro. Passaram-se quase quatro anos, portanto, desde que o parágrafo acima veio a público. Mas ele não foi transcrito na íntegra. Faltam as duas últimas frases: “Esse foi o tom da reação internacional provocada pela ofensiva de Israel contra Gaza. Não a que se iniciou na quarta-feira, e sim a deflagrada em 27 de dezembro de 2008″.

Para alguns, o conflito palestino-israelense é “guerra sem fim”, “inimizade eterna” ou até “confronto milenar”. Nesse caso, porém, pouca coisa se mantém mais inalterada do que as advertências, apelos, resoluções e discursos da chamada “comunidade internacional”. Muitas vezes, as mesmas palavras são lidas pelas mesmas pessoas nos mesmos cargos. Olhar Global vai imitá-las e repetir o parágrafo final publicado em novembro de 2012:
“A história no Oriente Médio lembra algumas telenovelas brasileiras, que repetem de tempos em tempos as mesmas situações e personagens. Só não participam dessa pantomima as vítimas civis dos dois lados. Afinal, só se pode morrer uma vez.”

Guerra de Gaza, 15º dia

21 de julho de 2014 2

Aqui estão alguns dos últimos desdobramentos sobre a III Guerra de Gaza:

 

Israel confirma mais sete baixas

Sete soldados israelenses morreram nesta segunda-feira em confronto com militantes palestinos em Gaza, segundo as Forças de Defesa de Israel (FDI). O número de mortos entre militares israelenses subiu para 25 desde o início do conflito, no dia 7. Esse número ultrapassa as baixas da invasão do Líbano (2006) e da I e da II Guerras de Gaza (2009 e 2012).
As FDI não deram detalhes sobre as mortes desta segunda-feira. No domingo, 13 soldados morreram.
Entre os palestinos, há mais de 500 mortos desde o início da guerra (pelo menos 76 crianças e 36 mulheres), segundo autoridades palestinas. Israel não divulga número de baixas entre palestinos.

 

Palestino do bairro de Shejaya descansa em banco na Escola das Nações Unidas (foto Marco Longari, AFP)

Palestino do bairro de Shejaya descansa em banco na Escola das Nações Unidas (foto Marco Longari, AFP)

 

Netanyahu: “A operação será expandida até que o objetivo seja alcançado”

O primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, reuniu-se nesta segunda-feira numa base militar no sul do país com o ministro da Defesa, Moshe Yalon, com o chefe do Estado-maior, tenente-general Benny Gantz, e com o comandante das Forças Terrestres do Sul, major-general Sammy Turgeman.

– As Forças de Defesa de Israel estão fazendo progresso no terreno de acordo com o planejado, e a operação será expandida até que o objetivo seja alcançado – restaurando a calma aos cidadãos de Israel por um longo período.

 

Obama diz que é preciso “acabar com a morte de civis inocentes”

O presidente americano Barack Obama disse nesta segunda-feira que a prioridade dos Estados Unidos e da comunidade internacional deve ser o cessar-fogo entre Israel e Gaza a fim de “acabar com a morte de civis inocentes”.
Segundo Obama, o governo israelense “tem o direito de se defender contra os ataques com foguetes”, mas disse ter “sérias preocupações” com a quantidade de civis palestinos mortos.

 

Greve na Cisjordânia em protesto contra ofensiva israelense em Gaza
Uma greve geral em protesto contra a invasão de Gaza obteve adesão de sindicatos e vários movimentos islâmicos nesta segunda-feira na Cisjordânia ocupada. A Organização pela Libertação da Palestina (OLP), do presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, convocou manifestações em todo o território depois das 21h (15h de Brasília) e a quebra do jejum do mês sagrado muçulmano do Ramadã. Há 1,4 milhão de árabes em Israel, que somam 20% da população total.

 

Liberman prega boicote a negócios de árabes israelenses em greve
O ministro israelense das Relações Exteriores, Avigdor Liberman, do partido Yisrael Beitenu, convocou em sua página no Facebook o boicote a lojas de árabes israelenses que aderirem à greve geral desta segunda-feira em solidariedade a Gaza. Liberman também defendeu o banimento da TV catari Al Jazeera, que qualificou de “ramo de uma organização terrorista”.
Também no Facebook, um grupo de israelenses criou uma página chamada “Vamos Contar os Traidores”, destinada a denunciar os que aderirem à greve. A página recebeu cerca de 9,2 mil “curtidas”.

 

Hamas anuncia captura de soldado israelense, e Israel não confirma

20 de julho de 2014 0

Repórteres na Faixa de Gaza informam que as Brigadas Al-Qassam, do grupo Hamas, que controla a região, informaram pela TV a captura de um soldado israelense.

As Brigadas Al-Qassam são o braço militar do Hamas, que, na prática, está conduzindo a guerra. A ala política do movimento, encabeçada por Khaled Meshal, hoje no exílio no Catar, aparentemente perdeu o controle sobre o que ocorre no território palestino.

> Leia mais: Shejaya, Shujayeh, Shujaiyya: o horror tem novo nome

A captura de prisioneiros israelenses tem sido um dos objetivos fundamentais do Hamas nas guerras travadas desde 2009.

Não há confirmação por parte do governo de Israel.