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Quarantine Station e seus fantasmas

01 de junho de 2011 1

O Parque de North Head que fica localizado em Manly, uma das praias de Sydney, foi o local escolhido para a quarentena de migrantes e parte da tripulação que chegava da Inglaterra de navio entre os anos de 1830 e 1984 com suspeita de doenças contagiosas. Depois do período de 40 dias a maioria dos passageiros se tornava residente Australiano e alguns aproveitam a liberdade e desfrutavam do sonho de viver em um novo país. Para outros, a experiência foi uma mistura de doenca, desespero e morte já que muitos perderam a família inteira. O Parque de North Head foi escolhido como o primeiro ponto para ancorar os navios por ser considerado extremamente isolado e por estar localizado a uma distância razoavelmente segura do centro de Sydney. Lá tambem havia a presença de mananciais de água potável ideal para a sobrevivência de quem ali viveria. O Hospital, a Câmara Mortuária, inscrições nas paredes e os locais assombrados são mostrados no Ghost Tour, oferecido pela Quarantine Station, um hotel com espaço para convenções e eventos dentro do Parque de North Head e onde eu trabalho como garçonete para ganhar um dinheirinho para viver na Austrália. Por ser afastado do centro e num lugar repleto de natureza, animais e praia, junto com a história do local, muita gente opta inclusive por fazer as festas de casamento lá, onde antigamente era o hospital e as casas de repouso e a estrutura e os móveis ainda são mantidos. Já o Ghost Tour, Quarantine Tour - que conta a história do local e o Family Ghost Tour - indicado para todas as idades levam cerca de duas horas e normalmente são realizados durante à noite, o que torna o passeio ainda mais misterioso.

A caminho da Quarantine Station

 

Equipamento pronto...

 

E lá fomos nós

 

Dentro da cozinha, onde há um suposto "espírito" chamado Sara que ainda ronda por ali

 

Banheiro de uma das casas que hoje serve apenas para visitação

 

Sala de experimentos próxima à câmara mortuária

Melbourne

25 de maio de 2011 1

Melbourne é multicultural e  com muitas atrações, cafés e restaurantes, paredes grafitadas, gente bem vestida, mistura de raças e viajantes. O clima vai de 8 a 80 e de repente, tire o guarda-chuva da bolsa. Pronto. Pode guardar. Apareceu o sol. Adorei viajar de última hora, li sobre a cidade no caminho e de repente tava lá, me esbaldando em cada cantinho da cidade que achei o oposto de Sydney.

Centro de Melbourne

Depois de bater perna pela rua e jantar na China Town, fui com os dois amigos belgas que viajei, Filip e Steven no Rooftop Cinema/Bar. De novembro a março o terraço de um prédio serve como cinema e no restante do ano é um bar. Além da vista maravilhosa da cidade a gente encontra muita gente descolada, já que no mesmo prédio antigo funcionam escritórios de marcas de roupas conceituadas e agências de design. O site pra conferir a programação é: http://www.rooftopcinema.com.au/

No verão, um cinema a céu aberto. No restante do ano, bar.

Aí no dia seguinte partimos para a Great Ocean Road, que falei no post anterior. No domingão foi chegar de volta a Melbourne, depois de quatro horas de estrada e fomos direto para o Melbourne Cricket Groung conhecido como o MCG.

Por recomendação da minha amiga Ana Xavier, que já viajou pra milhões de países e ama Melbourne, fiquei num albergue chamado GreenHouse. O legal é que além de ser um lugar super astral, eles fazem um tour gratuito pela cidade (a maioria dos albergues faz). É possível caminhar um dia inteiro e percorrer quase todos os bairros centrais. E o mais engraçado é que fica parecendo uma excursão, só que só com mochileiros, o que parece nem combinar muito né?

Enfim, lá fomos nós. Monumentos, praças, parques, pausa para  um café - na menos cafeteria que já vi na vida - bairro italiano, cinema, praça de novo, pausa para o segundo café. Ah, teve o almoço na China Town mais uma vez e eu a essa altura já estava louca pra comer uma massa :S

No dia seguinte, combinei com os novos amigos de passearmos pela cidade. Aí descobri que tinha virado a "guia turística" do pessoal quando três francesas do albergue chegaram logo cedo pra mim dizendo "nós também vamos passar o dia junto com vocês, pode ser? " A essa altura já tinha feito vários novos amigos e passei o restante dos dias com eles.

Cada viagem, novos amigos

Cada esquina uma surpresa

Cafés e restaurantes para todos os gostos

O centro é repleto de grafites

Vale uma passada no Queens Victoria Market

Cada parque tem um "elemento surpresa"

Por do sol na Praia de St. Kilda, pertinho do centro

Aí só quando voltei pra casa consegui assistir o Documentário Six Degrees, criado pela Lonely Planet. São programas de 45' que mostram as particularidades de cada bairro e como vivem os locais. Tradicões judaicas, Guetos, famílias inteiras que migraram da África e criaram um local com identidade própria, pubs escondidos e que revelam novas bandas, chefs italianos e a participação numa torcida organizada são mostrados pela apresentadora Asha Gill que incorpora os locais, se veste da mesma forma, participa das tradições e conta de forma bem direta e simples a mistura que faz com que Melbourne seja tão mágica e apaixonante.

Great Ocean Road

07 de maio de 2011 2

Tinha acabado de chegar do acampamento de cinco dias durante a Páscoa quando li no Facebook do meu amigo Filip Saelen “Melbourne no fim de semana, com Great Ocean Road e jogo de futebol australiano no roteiro” quando pensei: “É agora”. Filip é um belga muito gente boa e um dos primeiros amigos que conheci quando cheguei na Austrália. Durante uma de nossas conversas ele comentou que sempre faz esse roteiro quando os amigos vem visitá-lo e como o Steven, o amigo da vez, está por aqui, lá foi ele programar esse passeio de novo. Pra minha sorte, que na hora peguei o telefone e me convidei pra ir junto. O Felipe, meu amigão de viagens de mochilão é que sempre diz que eu sou uma folgada e me meto na viagem dos outros. O que é a mais pura verdade. E foi assim que eu o conheci e nos tornamos amigos até hoje.

Bom, lá fui eu, troquei os apetrechos de camping da mochila pelas roupas mais legais e parti pra Melbourne de trem. Os meninos compraram um ticket de vôo super barato e eu como decidi em cima da hora, acabei pagando mais caro que eles e levei 11 HORAS pra chegar, SENTADA NUM DOS BANCOS MAIS DESCONFORTÁVEIS DA MINHA VIDA!

No sábado acordamos cedo e partimos pra famosa Great Ocean Road, que tem 243 km de extensão e liga Melbourne a Adelaide. A estrada é uma das mais tradicionais rotas da região e apesar das muitas curvas, tem várias atrações pelo caminho a começar pela Surf City, um outlet com várias marcas de roupa de surfe, perfeita pra quem quer fazer umas comprinhas. Paramos diversas vezes para apreciar a vista, que é linda e conhecer Bells Beach, Two Survivors and apreciar a paisagem do alto do morro pelo caminho.

Paraíso das compras

 

 

Pelo caminho...

 

Two Survivors

Two Survivors - Somente um casal de adolescentes sobreviveu quando um navio virou no local. Na época, os locais tentaram criar uma história de amor entre os dois, que não passou de especulação. 

Doze apóstolos, que hoje na verdade são 6..

A famosa formação rochosa Doze Apóstolos, que com a erosão acabou se transformando em seis e é considerada o ponto alto da Great Ocean Road e um dos locais mais famosos da Austrália. Foi só chegar lá e assistir o por-do-sol que logo começou a chover. Levamos praticamente o dia inteiro para chegar lá porque paramos diversas vezes no caminho. O que é o ideal, porque a viagem não fica tão cansativa. No fim do dia decidimos continuar a viagem até o Grampians National Park, uma reserva com espaço pra piquenique, trilhas pela mapa e pescaria. O local tem diversos albergues, hotéis e campings, ideal para todos os bolsos. Já para o jantar, apenas um restaurante estava aberto. Pra quem não quer gastar muito, melhor se preparar pelo caminho. 

No dia seguinte partimos para Melbourne, mas não sem antes parar em outros parques e tentar ver a vista do ponto mais alto, que não possível pela neblina da manhã.

Neblina em Boroka, impossível ver qualquer coisa

E depois o pouquinho que deu pra ver

E aí seguimos viagem de volta pra Melbourne, onde fomos assistir o jogo da AFL - Australian Football League.

Caverna, trilha e escalada em Wee Jasper

28 de abril de 2011 1

Meu feriadão de Páscoa não poderia ter sido melhor. Com seis dias de folga, o negócio foi encher a mochila e partir para o acampamento. Fechamos uma turma com 20 pessoas de 12 diferentes nacionalidades. O primeiro carro partiu na quinta com o pessoal da organização (lá tava eu no meio): comida, barracas extras e todos os apetrechos necessários para dias e dias de aventuras, sem contar as paradas estratégicas no caminho para pegar uns galhos secos para a fogueira e comprar as coisas de última hora.

Julia e Michael em ação

O local escolhido foi Wee Jasper, localizada em Goulburn, cidade que fica entre Sydney e a capital Canberra, conhecido pela extensa mata, parques, cavernas e por ser um ponto tradicional para escalada e trilhas. A viagem dura cerca de duas horas de carro, mas a nossa durou mais pelas paradas estratégicas, inclusive para a compra dos ovinhos de páscoa, que claro, não faltaram.

No primeiro dia estava tudo tão calminho...

Aí veio a hora do jantar. A refeição escolhida foi o tradicional hamburguer e pra minha surpresa o tradicional australiano é feito com pão, carne, queijo, cebola E AINDA ovo, beterraba e abacaxi. Uma delícia!    

Tradicional e delicioso hamburguer australiano

 

Caverna em Wee Jasper

 

Escalada

 

Trilha pela mata

 

Apesar de muito exercício, comilança e jogos, não faltou a procura pelos ovos de páscoa. Todas as noites depois do jantar nos reuníamos ao redor da fogueira pra espantar o frio e comer a sobremesa: marshmallow

Nada melhor pra espantar o frio

Sobremesa perfeita pra espantar o frio

 

 

 

Cara ou coroa?

27 de abril de 2011 0

O Two-up (algo como dois pra cima) é uma brincadeira tradicional na Austrália e foi criada pelos soldados durante a Primeira Guerra Mundial. O jogo consiste em jogar duas moedas que ficam presas numa pequena estrutura de madeira para o alto e aguardar elas caírem. Numa roda, quem acertar cara ou coroa permanece, o restante vai saindo do jogo. Segundo Dale Hunt, um dos organizadores do clube do Two-up, “nunca esquecemos o principal sentido dessa brincadeira: o respeito e a herança que nos foi passada. Eu acredito que todos reconheçam isso”.  Alguns amigos meus não foram viajar para participar dos campeonatos, que atraem gente de todas as idades. Eu fui acampar no feriadão e logo posto as fotos aqui. Mas já adianto que lá rolou a brincadeira. Olha a cara de felicidade do James, o australiano que não deixou o evento passar mesmo longe de todas as comemorações.

O tradicional jogo do Two-up

 

Os participantes do jogo no nosso camping: 20 pessoas de 14 nacionalidades

 

E a final do jogo, com EUA campeão.

Anzac Day - O dia mais tradicional da Austrália

26 de abril de 2011 1

A páscoa na Austrália não foi muito diferente do Brasil em relação à doçura e ao feriado. O que veio a mais e fez com que o feriado fosse ainda maior foi a comemoração do ANZAC Day (ANZAC significa Corpo do Exército da Austrália e Nova Zelândia) e é como os soldados se tornaram conhecidos na época da Primeira Guerra Mundial. O dia 25 de abril é a ocasião mais importante no país e marca o aniversário da primeira grande ação militar travada pelas forças dos dois países em Galipoli, na Turquia. Nesta data, nos dias de hoje, os australianos refletem os diferentes significados da guerra.

Foto: Tjuk Shen Chin

Foto: Tjuk Shen Chin

 

Foto: Tjuk Shen Chin

Palm Beach

16 de abril de 2011 0

Resolvi passar um domingo diferente e numa praia diferente, já que como moro na frente de uma, volta e meia a preguiça bate e aí acabo só atravessando a rua. Aí acordei cedo e decidi pegar um ônibus pra Palm Beach, uma das praias mais próximas de Sydney, possível de ir pegando apenas um ônibus do centro da cidade e cerca de uma hora de viagem. Palm Beach é considerada uma “jóia” das Northern Beaches, porque fica localizada em uma península e mistura o contraste da mata verde, areia dourada e as águas azuis do oceano. Chegando lá, na última parada, eis que olho pro lado e encontro o German, amigo chileno que tinha combinado um passeio de barco com outros amigos em comum pelas praias da região. E o melhor? Tinha vaga pra ir junto com eles, já que o carro de outros amigos teve um problema mecânico e eles não chegariam a tempo. Pronto! Tudo certo, coincidências a parte e assim passei um dia maravilhoso em mais um dos cartões postais da Austrália.

Café da manhã com o pessoal antes do barco chegar

Palmy, como também é conhecida, é o local com um dos mais altos aluguéis de Sydney e é repleta de mansões e casas maravilhosas. Vale a pena ir cedinho e tomar um café da manhã no "The Boat House", uma casa que foi transformada em restaurante e que fica de frente pro mar. Com uns janelões e uma vista maravilhosa,  o local é cheio de famílias e turmas de amigos que começam o dia com um café. Segundo minha amiga alemã Sandra, é um dos 5 melhores locais da Austrália na opinião dela, que mora há muitos anos por aqui e  não se cansa de dar uma volta por lá.

Enquanto o barco não vem...

 

Som, sol, amigos, piquenique. Não precisa mais nada pro dia ficar perfeito né?

A primeira parada

The Basin, área de camping que fica no Ku Ring Gai Chase National Park

O outro lado do parque

E a famosa Palm Beach

Palm Beach também é famosa por ser a "casa" das filmagens de Home and Away, a segunda série mais longa da história da TV Australiana. Ela é produzida desde 1987 exibida de segunda a sexta-feira para um público estimado entre 1 e 1,4 milhões por episódio.

Exposição de Lego

11 de abril de 2011 1

Desde pequena sou muito fã de Lego, a marca de brinquedos dinamarquesa que transforma aquelas milhões de pecinhas em navios, sereias, pinguins e tubarões gigantes, pelo menos no Aquário de Sydney. Passei umas horinhas lá babando pelas montagens em tamanho real e pelos painéis enormes espalhados pelas paredes. Confesso que a exposição de Lego me atraiu até lá mais do que o próprio aquário - já que eu fui em outros parecidos - e o fato das obras e peixes interagirem no mesmo espaço tornou o meu passeio por lá bem mais divertido. 

 

O Brasil na National Geographic

10 de abril de 2011 0

Adorei a exposição Wildlife Photographer of the Year 2010 realizada pela Revista National Geographic no Australian Museum em Sydney. Mas surpresa maior foi ver a participação do brasileiro Marcelo Krause, um dos vencedores na categoria Natureza e Vida Selvagem, considerada uma das mais  prestigiadas. Este ano, foram enviadas mais de 31.000 imagens de 81 países. A foto do Marcelo foi tirada no Pantanal e muito elogiada pela BBC / Veolia Wildlife Photographer of the Year. Vale conferir as outras fotos dele, tão lindas quanto essa aqui. O site do Marcelo é o http://blog2.marcelokrause.com.br/

Foto premiada na categoria "Natureza e Vida Selvagem"

Usar pele? Vá sem roupa!

27 de março de 2011 1

Na última semana participei do PETA Oceania Red Carpet Launch Sydney, lançamento da última campanha realizada pelo PETA , entidade que cuida da preservação dos animais e luta pela não utilização deles em testes cosméticos e de farmácia. Intitulada "I'd Rather Go Naked Than Wear Fur" (prefiro não usar roupa a ter que vestir pele) e com várias modelos desfilando com vestidos produzidos com folhas de alface ou usando somente calcinha e sutiã bege, a campanha serve para conscientizar os estilistas a não usar pele. Para ver as outras campanhas do PETA é só clicar aqui.

 

Lançamento da nova campanha do PETA

 

Modelos usam roupas produzidas com alimentos

 

Imitando pele de cobra