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Posts com a tag "História"

Sonhar vale a pena

05 de dezembro de 2009 6

Com direito a muita emoção e música, quem conta a história de hoje é a Daniele Sisnandes. A menina é de Santa Catarina e tem uma trajetória bem legal do Planeta Atlântida.

Dá uma olhada:

                                                                                Fotografia: Rafael Theiss - Divulgação

A história da Dani começou bem cedo, quando ela ainda era pequena. Foi por volta dos oito anos de idade que a guria tinha o sonho de ser cantora. Só que ela sempre foi muito tímida e preferia guardar a voz pra cantar no chuveiro e na frente do espelho. Foi então que a mãe da Dani comprou o primeiro aparelho que tocava CD, isso passando a metade dos anos 90. E adivinha qual foi o primeiro disco que ela ganhou? A coletânea do primeiro Planeta Atlântida! Não preciso nem dizer que a menina decorou todas as faixas e rodou o CD até não poder mais. "A música tema do Planeta sempre ficou na minha cabeça como uma espécie de hino e é claro que eu sonhava um dia estar no palco daquela festa que eu já tinha ouvido tanto falar".

Já na adolescência, a Dani conseguiu realizar parte daquele sonho de infância cantando em bandas e se apresentando em shows pequenos. Anos depois, quando já estava na faculdade, ela começou a trabalhar paralelamente como DJ, profissão que aprendeu com o ex-namorado.

A guria foi longe: tocou em vários festões ao redor de todo o Rio Grande do Sul. Foi então que rolou aquele convite muito inesperado e merecido: tocar no E-Planet 2008. Na mesma hora, ela sentiu voltar todo aquele furor da época em que cantava na frente do espelho do seu quarto de criança.

                                                                                        Fotografia: Rafael Theiss - Divulgação


E a Dani foi lá: discotecou pra uma público enorme do Planeta e botou pra quebrar! Claro que ela ficou com aquele friozinho na barriga, mas o calor da galera acabou com o nervosismo em um segundo.

Ela conta que já tocou por toda a parte de Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo, mas que nenhuma festa se compara àquele Planeta. E, no final de toda essa história, ela acredita: "Sonhar vale a pena!". Como diz a música,”o Planeta é feito pra você”. E a Dani completa: "um dia, quem sabe, ele pode ser feito POR você também".

E aí? Curtiu a história da Dani Sisnandes?

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Amor no Planeta: do virtual para o real

22 de novembro de 2009 6

                                                                       Imagem ilustrativa. Fotografia: Júlio Cordeiro BD - 2007

A história do Jean Veiga começou alguns meses antes do Planeta de 2003. Isso porque ele já estava entrando no clima e decidiu entrar no chat por telefone do Planeta Atlântida. A sala do bate-papo permitia que quatro pessoas falassem ao mesmo tempo, e daquela vez, o Jean estava trovando uma guria chamada Mariana e um outro magrão estava falando com uma tal de Camila. Depois de algum tempo, o outro cara e a Mariana cairam da ligação, e o Jean acabou ficando sozinho na sala com a Camila.

Mas acontece que o simples chat virou uma conversa de horas: os dois trocaram telefone para se conhecerem um pouco melhor. O problema é que o Jean morava em Porto Alegre, e a moça em Capão da Canoa. Na época, o negócio tinha que ser tudo por telefone ou e-mail, porque Orkut e MSN nem existiam. E é claro que o guri tava apaixonado e passava o dia ligando pra Camila e fazia o pai dele enlouquecer no final do mês com a conta do telefone. Mas o Jean conta que eles se deram muito bem: "rolou uma afinidade que, até hoje, não bateu com nenhuma outra guria. A Camila era fora de sério".

Oito meses passaram e eles continuaram nessas de só se falar por telefone. O Jean, que tinha 17 anos na época, nem trabalhava e não tinha como arranjar dinheiro pra poder vistar a gata. O legal é que os pais dele faziam um meio de campo e ligavam pra ela do trabalho pra poder contar algumas novidades pro Jean.

Mas foi em 2003 que surgiu a oportunidade de o Jean conhecer a Camila pessoalmente. Ele tinha confirmado com alguns amigos que iam no Planeta Atlântida e combinou com ela que se encontrariam lá. E imagina: quando a Camila disse pra ele que era certo que ela ia, ele ficou louco e vendeu boné e tênis pra levantar a grana do passaporte.

Tava tudo combinado: ela estaria de top branco e saia jeans, e os dois se encontrariam no shopping de Capão da Canoa. E o Jean tava lá, todo nervoso pra finalmente conhecer a guria. Mas já eram mais de cinco da tarde e ela não tinha chegado. Os amigos dele começaram a apurrinhar por causa do horário e até porque estava começando a chover.

Até que ela chegou. E valeram a pena esses oito meses, Jean?

- "E como! Ela era linda, muito mais do que eu imaginava" - diz ele.

Eles conversaram por um tempão ainda na praça de alimentação do shopping e, é claro, não se desgrudaram durante os dois dias de Planeta Atlântida. Pro Jean, aquele Planeta foi o melhor de todos, tirando a chuva que ele fez a galera levar na cabeça por causa dele. Mas depois disso tudo, ele e a Camila continuaram se falando por mais uns dois anos, até que acabaram se distanciando e perderam o contato. No final, ele foi morar em Tramandaí, e ela em Porto Alegre.

- "Ironia do destino, não é? Mas valeu apena. Essa história de Planeta tá  guardada na minha memória" - Jean Veiga.

E aí? Curtiu a história do Jean? Mande você também o seu depoimento!

O Nosso Mundo é o blog que vai resgatar os melhores momentos desses 14 anos do festival. Além de muita música, curiosidades e diversão,vão rolar várias promoções enquanto estamos na contagem regressiva da maior festa do planeta!

Planeta: um jogo de SORTE

03 de novembro de 2009 2

Quem conta a história de hoje é o Thomas Mühle, que tem 27 anos e que é professor de inglês.

A experiência mais legal que ele teve de Planeta Atlântida foi aos 21 anos de idade. Faltando umas duas semanas para o festival, o Thomas conferiu no jornal algumas das atrações que rolariam no Planeta. Apesar de ter curtido a programação – principalmente pelo fato de Los Hermanos e Sepultura tocarem -, o “teacher” não tinha grana e não preciso dizer que o cara já tava se achando meio velho pra se aventurar novamente no Planeta.

Imagem: Arquivo pessoal 

  

Estava ele em Porto Alegre, em pleno verão de 2004. Para fugir do calor e sair com alguns amigos, o Thomas foi ao bingo, mesmo sabendo que nunca teve jeito com esses tipos de jogos. Sem saber muito bem o que estava fazendo lá, ele percebeu que, dessa vez, foi a sua cartela de sorte.

- BINGO!!

O Thomas bingou e levou 160 reais pra casa. Na mesma hora, decidiu usar o prêmio para passar o final de semana na praia e ir no Planeta Atlântida.

Ele e a namorada da época, com poucas coisas na bagagem, pegaram o carro foram rumo a Capão da Canoa. Chegaram lá pouco tempo antes de os portões do Planeta abrirem, então deixaram suas coisas na casa de um conhecido do Thomas, onde ficariam hospedados durante o final de semana.


Chegando no Planeta, o Thomas foi direto para o palco onde o Los Hermanos iam tocar. Mas, como ele mesmo disse, foi um show meio selvagem. Isso porque foi em um palco secundário, e tinha uma árvore enorme bem de frente para a banda. Até o Marcelo Camelo tirou sarro com isso. Depois rolou o show do Sepultura, no palco central. Como bom amante do metal, é óbvio que o teacher curtiu cada segundo da banda brasileira de maior repercussão no mundo.

 

Já no segundo dia de Planeta, a namorada do Thomas queria muito assistir ao show do Nenhum de Nós, banda que ele detesta. Sem pensar duas vezes, foi até umas árvores mais afastadas do palco e puxou aquele ronco. Quando acordou, estava a namorada rindo da cara dele por ter dormido abraçado em uma árvore.

 

Com os pés latejando e mortos de cansados, os dois foram para a casa do amigo dormir. Na manhã seguinte, sem nem ao menos um banho tomar, voltaram para o calor típico do verão de Porto Alegre. No final das contas, foi um final de semana bem divertido, com direito a Los Hermanos, Sepultura, Kid Abelha, Nando Reis e muitas outras bandas. Sorte no jogo, sorte no Planeta. E é claro: azar no amor. Hoje em dia, o Thomas já está em outras...

 

Curtiu a história do Thomas no Planeta Atlântida?

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O olho roxo e o amigo de infância

28 de outubro de 2009 6

Nada melhor do que um fato divertido para começar a contar as histórias do Planeta. Quem enviou essa foi o Felipe Feijó, que tem 24 anos e mora em Porto Alegre.

Curte só:

Depois de mais de 10 anos sem ao menos ouvir falar do seu melhor amigo de infância, o Felipe estava no Planeta curtindo o show do Comunidade NinJitsu. Não preciso nem comentar que estava uma loucura geral: todo mundo pulando e muito pilhado no som da banda. Foi quando ele viu uma menina muito gata! Loira, cabelos compridos; só de top, minissaia e tênis. Como ele mesmo disse, foi amor a primeira vista. A "mina", que também estava no clima do show, saiu pulando e, é claro, o Felipe foi atrás para ver se ela estava com algum outro cara.......................................................................................Imagem: Arquivo Pessoal

Imagem: Arquivo pessoal

Quando ele viu, a loiraça estava dando trela para um mané com duas cervejas na mão. Ficou claro que ela tava tirando com a cara dele só pela bebida. Rindo da cara do "otário", o Felipe começou a ver a pinta do cara e percebeu que conhecia ele de algum lugar. Chegou na menina e falou:

"Garota, sai fora! Deixa meu bofe, ele já tem dono!".

Sim! Foi isso mesmo o que ele disse!

O cara ficou olhando pra ele com cara de "O QUÊ?". O Felipe completou: "Vai dizer que tu não te lembra do beijo que tu me deu antes?". A guria fez a maior cara de nojo e caiu fora. Mas enquanto ele ria da situação, é fato que o "mané" ficou uma fera: deu um soco de mão cheia na cara dele.

"Putz, sua bicha! Tu não te lembra de mim?" - disse o Felipe depois de levar aquela porrada. O cara olhou bem pra ele e, quando se ligou, mal acreditou.

Os dois se abraçaram e caíram na risada. Depois de tantos anos sem se ver, o Felipe e o Rafael viraram a noite do Planeta conversando, bebendo e, é claro, pegando muita mulher. No final da festa, eles passaram pela loira. Ela estava com várias de amigas em volta. Quando ela se virou para falar com uma delas, viu os dois amigos de infância juntos. Eles olharam um para o outro na mesma hora, deram as mãos e passaram pela garota.

Mais uma vez, ela olhou pra eles com uma cara de nojo. Só que, dessa vez, a loira disse:

- Nossa, vida! Que desperdício!

Mas, segundo o Felipe, não tem sacanagem. Foi só tiração de onda com a menina. No fim ele ganhou um olho roxo e recuperou uma grande amizade.

 

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