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OPINIÃO ZH| APLAUSOS À BRIGADA

27 de janeiro de 2015 0


Merece reconhecimento o profissionalismo e a eficiência do Batalhão Aéreo da Brigada Militar que realizou o resgate dos praticantes de rapel feridos e mortos no acidente em Maquiné. Trabalhando em condições adversas, num ambiente de difícil acesso, os socorristas protagonizaram uma operação arriscada e cumpriram exemplarmente sua missão, graças ao planejamento bem feito, ao comando competente e, principalmente, à coragem e eficácia dos bombeiros e soldados do Grupo de Busca e Salvamento.

Artigo| NÃO SEJA BOBO, GAROTO

27 de janeiro de 2015 0

FÊCRIS VASCONCELLOS
Jornalista, editora de
Entretenimento ZH Digital

 

 

Esses dias um amigo achou engraçada uma piada de que a proliferação de mulheres feministas no Facebook era “falta de sexo”. Quando eu fiquei ofendida com o comentário, ele sacou a carta do “o politicamente correto está acabando com o humor”, argumento com o qual não discordo de todo, mas que não diminuiu o ruborizar das minhas bochechas nem aquietou a pulsante veia que saltava na minha testa.
Como é que as pessoas não enxergam que esse tipo de comentário alimenta uma cultura que, lá na outra ponta, termina com um sujeito se achando no direito de dar um soco na cara da companheira ou estuprar uma garota de minissaia? Pelo mesmo motivo que leva você a estar pensando agora “ah, que chata, essa feminazi louca”: visão limitada.
Eu tenho medo de que a bipolarização cega atinja também a defesa dos direitos e da liberdade das mulheres. O erro histórico do jeito opressivo com que muitos homens nos tratam _ literal e no subtexto_ é de todo mundo e é para todo mundo resolver, não só as feministas. E parte desse problema está expressa nas brincadeirinhas do cotidiano. Quando tem uma propaganda no rádio fazendo graça que “ser consumista é coisa de mulher” e toda vez que nós, mulheres e homens, endossamos esse discurso, a sociedade regride quatro casas no assunto e não há feminazis o bastante no mundo para nos empurrar de volta para frente.
Portanto, rapaz, não seja bobo. Não vá achando que “essas feministas” estão falando de algo que não lhe diz respeito. O pequeno-machismo-cotidiano é coisa muito séria e é o alicerce para os grandes atos contra a mulher, da agressão física à verbal, passando pelo salário mais baixo e pela repressão sexual. Tudo está ligado. Se não é possível eliminar o machismo imediatamente, é preciso fazê-lo aos poucos. Para isso, cada pequena atitude, cada piadinha de mau gosto que se evita, ajuda a passar adiante a boa cultura em relação à mulher, aquela que não estereotipa, que não massifica, que não incita o ódio e a violência.

Artigo| UMA DIFÍCIL TAREFA

27 de janeiro de 2015 0

SEBASTIAN WATENBERG
VP da Federação Israelita do RS

 

 

O dia 27 de janeiro foi adotado como Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto pela Assembleia Geral das Nações Unidas em 2005. Na resolução, a ONU condena todas as manifestações de intolerância religiosa, incitamento, perseguição ou violência contra pessoas ou comunidades por causa da sua origem étnica ou crença religiosa.
Alguém poderia se perguntar: por que o Holocausto se, infelizmente, há tantos outros casos de genocídio na história? É sabido, ainda, que o Holocausto não vitimou apenas judeus, mas negros, ciganos, homossexuais, opositores ao regime etc. Por que, então, os judeus viraram o símbolo desta terrível tragédia que foi o regime nazista?
O Holocausto representou, a toda evidência, o ápice da maldade humana. O povo judeu foi “escolhido” como causador de todas as mazelas da humanidade. Por isso, na visão do Terceiro Reich, deveria ser eliminado, simplesmente pela sua condição, em nome de uma raça pura. Mais uma vez na história, e desta vez alicerçado num plano de extermínio, ficou claro aquilo que é hoje lugar comum: cada um de nós carrega dentro de si o “gene” do não gostar ou tolerar o diferente.
Ao longo da história, a humanidade tem tentado segregar e, não raro, eliminar grupos que pensam e se comportam de maneira distinta do establishment. Aprender não apenas a conviver com as diferenças, mas, acima de tudo, a respeitá-las e aceitá-las como escolhas válidas e possíveis não é e não será tarefa fácil para a humanidade.
O desafio de viver numa sociedade integrada e multicultural é enorme e, se não podemos apresentar, desde logo, os caminhos que levarão a uma convivência pacífica e harmônica entre os seres humanos, podemos olhar para trás para aprender com o passado. É dever das pessoas de bem, independentemente de sua orientação religiosa ou política, lembrar que qualquer caminho que leve a humanidade a um novo tempo não deverá contemplar qualquer forma de violência. A máxima de Edmund Burke, segundo a qual “para o triunfo do mal, basta que os bons não façam nada”, continua fazendo sentido.

Artigo| KISS, DOIS ANOS E AS FALSAS LÁGRIMAS

27 de janeiro de 2015 0

ADÃO VILLAVERDE
Professor, engenheiro e deputado

 

Passados dois anos exatos da inesquecível tragédia que interrompeu 242 prodigiosas vidas e deixou mais de 600 feridos, além de violentar famílias, traumatizar comunidades e repercutir mundialmente, o incêndio da boate Kiss ocorrido em 27 de janeiro de 2013, em Santa Maria, emblematiza um atestado cruel do individualismo e do descaso muitas vezes de nossa sociedade.
Simboliza, também, o egoísmo coletivo, escondido na emoção inicial conjunta do primeiro momento de ardor vertido em caudalosas lágrimas, mas que se esvai, como a fumaça do próprio sinistro, apagando-se processualmente com o passar de pouco tempo.
Não me refiro apenas à impunidade que impera até hoje, após 730 dias, soando como um deboche institucional à dor dos sobreviventes e dos familiares das vítimas.
E nem ao manto de esquecimento com que muitos veículos de comunicação cobriram as decorrências do episódio, depois da efervescência emotiva inaugural que o horror inusitado da mortalidade ampliada despertou nos seus ouvintes, leitores e telespectadores.
A própria descaracterização posterior da legislação de segurança e prevenção contra incêndios, elaborada em comissão especial do parlamento, que tive a tarefa honrosa e a responsabilidade de presidir ainda em 2013, é resultado desse sentimento, que tenta eliminar más lembranças da memória, para evitar o compartilhamento da culpa de todos pela conivência com a omissão com que se trata o caso até hoje.
Na tribuna do Legislativo, acentuei, repetida e recorrentemente _ mas em vão _ sobre os graves riscos da flexibilização da chamada Lei Kiss, que teve o rigor original abatido por emendas parlamentares. Sobretudo a partir de pressões de setores propondo excepcionalidades que legitimam o “jeitinho”, condenado na legislação anterior, pela defesa de interesses econômicos particularistas ou mesmo inconfessáveis. Felizmente a última tentativa foi vetada pelo governador Tarso, mas voltará à apreciação do parlamento.
De tudo, ficou a dúvida sobre se o que importa mesmo é a preservação da vida humana.
Ou se, na verdade, ela vale menos que alguns metros quadrados de construções que revertem em tributos arrecadatórios, lucros imobiliários ou ganhos de alguns.

Artigo| KISS, DOIS ANOS E AS FALSAS LÁGRIMAS

27 de janeiro de 2015 0

ADÃO VILLAVERDE
Professor, Engenheiro e Deputado

 

 

Passados dois anos exatos da inesquecível tragédia que interrompeu 242 prodigiosas vidas e deixou mais de 600 feridos, além de violentar famílias, traumatizar comunidades e repercutir mundialmente, o incêndio da boate Kiss ocorrido em 27 de janeiro de 2013, em Santa Maria, emblematiza um atestado cruel do individualismo e do descaso muitas vezes de nossa sociedade.
Simboliza, também, o egoísmo coletivo, escondido na emoção inicial conjunta do primeiro momento de ardor vertido em caudalosas lágrimas, mas que se esvai, como a fumaça do próprio sinistro, apagando-se processualmente com o passar de pouco tempo.
Não me refiro apenas à impunidade que impera até hoje, após 730 dias, soando como um deboche institucional à dor dos sobreviventes e dos familiares das vítimas.
E nem ao manto de esquecimento com que muitos veículos de comunicação cobriram as decorrências do episódio, depois da efervescência emotiva inaugural que o horror inusitado da mortalidade ampliada despertou nos seus ouvintes, leitores e telespectadores.
A própria descaracterização posterior da legislação de segurança e prevenção contra incêndios, elaborada em comissão especial do parlamento, que tive a tarefa honrosa e a responsabilidade de presidir ainda em 2013, é resultado desse sentimento, que tenta eliminar más lembranças da memória, para evitar o compartilhamento da culpa de todos pela conivência com a omissão com que se trata o caso até hoje.
Na tribuna do Legislativo, acentuei, repetida e recorrentemente _ mas em vão _ sobre os graves riscos da flexibilização da chamada Lei Kiss, que teve o rigor original abatido por emendas parlamentares. Sobretudo a partir de pressões de setores propondo excepcionalidades que legitimam o “jeitinho”, condenado na legislação anterior, pela defesa de interesses econômicos particularistas ou mesmo inconfessáveis. Felizmente a última tentativa foi vetada pelo governador Tarso, mas voltará à apreciação do parlamento.
De tudo, ficou a dúvida sobre se o que importa mesmo é a preservação da vida humana.
Ou se, na verdade, ela vale menos que alguns metros quadrados de construções que revertem em tributos arrecadatórios, lucros imobiliários ou ganhos de alguns.

Editorial| KISS: DOIS ANOS SEM RESPOSTAS

26 de janeiro de 2015 0

Dois anos depois do incêndio que tirou a vida de mais de duas centenas de jovens na boate Kiss, em Santa Maria, o Rio Grande ainda espera pela responsabilização dos agentes públicos e privados que, por ação ou omissão, contribuíram para a tragédia. O trauma gerado pelo episódio, como é natural nessas circunstâncias, despertou a sensação generalizada de que as autoridades iriam oferecer respostas, no tempo certo, em relação à identificação e punição dos responsáveis e também quanto às leis e normas de segurança capazes de evitar a repetição de casos semelhantes.
Até agora, a percepção média é de reversão de expectativas, principalmente em relação ao tempo percorrido até aqui desde o início das investigações. Entende-se que as instituições devam ser obedientes às liturgias, que a pressa raramente significa a reparação possível em situações como essa e que o trâmite de processos com essas dimensões exige esforços bem acima do que seria comum. Mas o incêndio na boate não foi um fato comum e assim, por suas particularidades, deveria ser tratado. A morte de 242 jovens na madrugada de 27 de janeiro e nos dias seguintes é um caso único, pelo número de vidas perdidas, pelos fatos que antecederam o episódio, pela combinação de desrespeito à legislação, ganância, omissão e até conluio com agentes públicos.
Neste contexto de amargura e decepção, o Estado ainda clama por agilidade no julgamento dos envolvidos, pois a impunidade vem entravando a implantação de uma cultura de segurança coletiva, com leis que efetivamente funcionem, com atitudes individuais de autoproteção nas escolas, nas famílias e nas comunidades.

Especial: as novas vítimas da Kiss

 

Editorial| O RACIONAMENTO E A IRRACIONALIDADE

26 de janeiro de 2015 0

edotorial27

Mesmo possuindo a maior reserva de água doce do planeta, o Brasil está ameaçado de passar pela mais grave crise de racionamento de água e energia de sua história. O problema do desabastecimento que começou em São Paulo, e que foi transformado em tema político na última disputa eleitoral, já se estende a outros Estados importantes e populosos como Rio de Janeiro e Minas Gerais. E outras unidades federativas também já sofrem cortes de energia por conta da baixa capacidade dos reservatórios e dos mananciais que movem as turbinas hidrelétricas.
Políticas equivocadas, imprevidência administrativa, falta de investimentos, consumo inadequado e desperdício, modelos ultrapassados de geração de energia e de preservação ambiental, todos esses fatores de irracionalidade estão na origem do caos que se avizinha. O desmatamento e a emissão de gases de efeito estufa vêm alterando o regime de chuvas e determinando estiagens agudas e prolongadas como a que atinge atualmente a Região Sudeste.
É hora, portanto, de uma gestão de crise por parte do governo federal e das administrações estaduais. Não adianta apenas rezar para que chova ou responsabilizar adversários políticos pela tragédia anunciada. O que o país precisa, neste momento de apreensão, é de um programa racional de consumo, acompanhado por medidas efetivas de correção de erros passados, como a construção de reservatórios em áreas mais necessitadas, rigorosa proteção ambiental e investimentos em fontes alternativas de energia.

Editorial| CLAMOR POPULAR

26 de janeiro de 2015 0

ilustraeditorial26

Pesquisa do instituto Ibope Inteligência, encomendada pela Confederação Nacional dos Municípios e divulgada na última quinta-feira, expressa de forma clara as prioridades da população brasileira para o ano que está começando. Renovam-se apelos que já apareciam com insistência em amostragens no ano passado e que tornam evidentes as carências da população na área da saúde. Foram ouvidas 2.002 pessoas em 142 municípios, e a melhoria dos serviços nesse setor aparece destacadamente como a principal urgência. Mais da metade dos entrevistados (51%) apontou esta prioridade. Depois, aparecem o combate à violência e à criminalidade e o controle da inflação (ambos com 29% de indicações).
Entre 20 itens relacionados como problemas que preocupam os brasileiros, o mais mencionado foi o tráfico e consumo de drogas _ que, não por acaso, está diretamente relacionado à violência, à criminalidade e até mesmo, direta e indiretamente, a problemas de saúde. O resultado da pesquisa deve ser tratado como um pedido de socorro que o brasileiro expressa há muito tempo, sem que isso provoque reações à altura das autoridades. A saúde pública brasileira, cujas responsabilidades são compartilhadas por União, Estados e municípios, tem a mais precária gestão de todas as áreas essenciais.
São graves e crônicos os problemas em educação e segurança, assim como há deficiências bem identificadas em infraestrutura e outros setores que dependem muito de governos. Mas nenhum tem a urgência da saúde, pelo motivo óbvio de que o suporte oficial pode determinar a vida ou a morte de alguém. As carências, que vão do atendimento básico às cirurgias seletivas, passando pelas emergências dos hospitais, multiplicam-se no mesmo ritmo da omissão governamental. A União transfere tarefas para os Estados, que ficam à espera de ações e recursos dos municípios, e o jogo de empurra apenas agrava uma situação alarmante.
Outro dado importante da pesquisa é o que aponta o combate às drogas, com 20% de indicações, entre as providências mais reclamadas, abaixo da melhoria da educação e do combate à corrupção. Tal preocupação tem vínculo com outra demanda que ocupa o segundo lugar no levantamento, logo depois da saúde, que é o combate à violência e a criminalidade. São questões que interessam a todos, independentemente da condição social, mas que representam perdas humanas mais expressivas, como revelam as estatísticas, para as populações de baixa renda. Com pesquisas como essa, o governo já sabe o que deve fazer. Falta agir.

Artigo| MEU PARTIDO É O RIO GRANDE?

26 de janeiro de 2015 2

JEFERSON FERNANDES
Deputado estadual (PT)

 

 

O atual governador José Ivo Sartori ganhou a eleição utilizando esse slogan, sem o ponto de interrogação acrescentado no título. Uma afirmação simpática ao senso comum, conformado com a idéia de que partido é uma instituição não merecedora de crédito. Irremediavelmente embutida no slogan, estava a premissa de que, uma vez eleito, não utilizaria o espaço público para acomodar partidos em detrimento do interesse do conjunto da população.
O próprio Sartori alegava não ser conhecido do grande público. Daí que ao trocar PMDB, seu partido de fato, por “Rio Grande”, o referido slogan criou condições ao então candidato de se apresentar como alguém não submetido a interesses partidários, mas disposto a governar com uma equipe técnica e não política.
Já na campanha eleitoral, alertávamos que era contraditório a alguém que milita politicamente desde a juventude depor contra partidos. Nossa denúncia, contudo, soou como mera reclamação de opositores. Mas analisando, agora, a montagem do novo governo há condições de afirmar que a tal frase de efeito não passava de um embuste semântico eleitoral.
Aos fatos: 1- o governador assume que seu partido é o PMDB porque é essa sigla que ocupa oito secretarias; 2- ao descartar um secretário técnico até para a Secretaria da Fazenda, Sartori demonstra que não está nem aí para o não político; 3- as pastas estaduais estão divididas entre seis partidos da coalizão governista e o perfil de boa parte dos novos secretários pouco ou nada tem a ver com as áreas específicas que assumiram; 4- a diminuição de 10 secretarias é pura fachada. Exceto os cargos dos secretários, nenhum outro CC ou FG foi extinto.
O constatado não é nenhum absurdo, não fosse o fato de há tão pouco tempo o candidato Sartori falar o contrário do que faz agora. Paradoxalmente, a falácia do marketing usado contribui para aumentar ainda mais o descrédito nos líderes e nos partidos.
Então, mais do que reafirmar o logro do povo gaúcho _ que terceiro turno não há _ , nossa tarefa é encontrar formas de fortalecer a democracia, melhorando nossos partidos e apresentando bons programas de governo (ao invés de omití-los), sem o medo de dizer que, sim, uma administração se faz com gestores políticos que não menosprezam o conhecimento técnico.
O contrário é engodo ou ditadura. Aliás, essa também é um engodo porque geralmente os ditadores estão sob a égide de um partido, mesmo que seja o único.
Mesmo correndo o risco de romper com aquele entendimento tácito tradicional de que não se deve criticar um governo antes dos seus primeiros cem dias, torna-se imperioso alertar o povo gaúcho de que o seu novo governador é, sim, um político. E dos mais tradicionais. Daqueles que não se enrubescem mesmo quando confrontados com a maior das contradições. Sartori despolitizou a campanha para partidarizar o governo.

Artigo| É HORA DE CUMPRIR O PACTO PELO RIO GRANDE

26 de janeiro de 2015 0

FERNANDO ZÁCHIA
Deputado federal (PMDB)

 

Com a campanha eleitoral, novamente os gaúchos se viram naquela muito antiga sensação de terror em relação às condições econômicas do nosso Estado. Uma novela dramática que se repete a cada eleição. A cada ano mais complexa. Agora no limite do caos.
O Estado somos nós. São os poderes, é o Executivo, é o Legislativo, é o Judiciário. O Estado também é o Ministério Público, a Defensoria Pública, o Tribunal de Contas. É a imprensa. É o governo e a oposição.
Como proponente do Pacto Pelo Rio Grande, quando presidente da Assembleia Legislativa em 2006, sinto-me na obrigação de atualizar o espírito que o presidiu, o compromisso assumido e a importância de seus resultados.
O Pacto pelo Rio Grande foi um movimento que congregou os poderes, partidos, agentes políticos, servidores, sindicatos, associações, empresários, imprensa, universidades, estudantes, terceiro setor _ enfim, todas as forças que atuam na economia do RS _ em torno de uma discussão profunda sobre os problemas estruturais que afetam por mais de quatro décadas nosso Estado, apequenando a cada ano as oportunidades de toda a comunidade rio-grandense.
A Assembleia Legislativa, com 55 deputados de diferentes partidos, representando 10,5 milhões de gaúchos, e a sociedade civil construíram a Agenda Mínima do Pacto, aprovada em plenário por unanimidade, com soluções para o implemento do realismo orçamentário e do equilíbrio fiscal no Estado.
Foi um fato histórico, considerado pela imprensa um dos melhores momentos políticos do Estado. Um acordo nunca visto antes na política gaúcha. Feito com transparência, coragem, espírito coletivo e consciência da situação crítica do Rio Grande.
O resultado foi muito além de tudo o que se poderia esperar. A Agenda do Pacto está aí, o produto de uma escuta metódica e plural, um receituário dos mais qualificados, há oito anos pronto para ser uma referência de governo. Não creio haver em nenhum outro Estado brasileiro um documento com tal envergadura, apontando soluções pragmáticas, fruto de uma ímpar discussão coletiva.