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Editorial| Perícia relapsa

26 de junho de 2012 1

Monitoramento realizado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e pela Casa Civil confirma o martírio enfrentado na prática por segurados da Previdência que precisam se submeter a perícia médica. O que para os usuários da Previdência Social costuma ser percebido mais pela interminável demora, que implica em muitos casos prejuízos financeiros e profissionais, acaba se revelando muito mais sério no caso do trabalho realizado pelo governo. Por isso, as conclusões precisam motivar a tomada de providências que reduzam o sofrimento de quem precisa recorrer a esse tipo de serviço prestado pelo poder público.
Um dos aspectos preocupantes apurados pelo trabalho oficial é o de que o Rio Grande do Sul é um dos Estados nos quais a situação parece particularmente mais grave. As dificuldades são mais visíveis em Porto Alegre, Novo Hamburgo e Canoas. Na Capital, apenas uma pequena parte dos médicos disponíveis estava de fato fazendo perícia na época da elaboração de um dos relatórios. A gravidade desta constatação faz com que o tema mereça tratamento prioritário do INSS, para reduzir a sensação de desamparo de tantos segurados, justamente em momentos de maior vulnerabilidade.
Obviamente, é preciso considerar as dificuldades enfrentadas por profissionais que atuam nessa área, ainda mais no caso dos que se empenham em suprir a carência de peritos, muitas vezes enfrentando condições precárias de trabalho e situações de risco. Essa é também uma situação para a qual o Ministério da Previdência deve dar uma resposta adequada.
O que o sistema de seguridade pública precisa, acima de tudo, é de um rigor maior e permanente na qualidade dos serviços prestados. De nada adianta constatar as falhas percebidas no cotidiano pelos segurados se esse trabalho não servir para corrigi-las de uma vez por todas.

Comentários (1)

  • Milton Luiz da Rocha diz: 26 de junho de 2012

    Perícia ou imprensa relapsa?
    É mais fácil acreditar na demagogia do que ir atrás dos números reais do INSS.
    É mais fácil acreditar nos políticos do que em toda uma classe profissional.
    É mais fácil criticar o soldado do que culpar o general pela derrota na batalha.
    Afinal, o que seria da imprensa se não existissem demagogos, políticos ou covardes?

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