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Do leitor

31 de julho de 2012 2

A Metamorfose de um Crime

A semana começou em furor: em cada editorial de revista ou conversa de bar, vemos o prelúdio do evento que começará na quinta-feira, o julgamento do mensalão.
Jornais, portais de notícias e programas de TV estão reservando grandes espaços para aquilo que vem sendo chamado de “O Julgamento do Século” – mas tenho sérias suspeitas se este evento, quando precisar competir audiência com outros dramas de Ninas e Carminhas, conseguirá mais atenção que algum ginasta chinês ou nadador norte- americano.
O mensalão, se não esquecido, metamorfoseou-se: hoje ele é um integrante da cultura popular. O nome já nos soa caricato, e a punição uma realidade utópica. Cabe agora aos ministros do STF desfragmentar esse cristal que envolve o tal folclore e trazer de volta para o debate a triste e crua realidade.
Nessa histórica transmissão, perceba leitor, que alguns veículos escreverão Mensalão, com o M ereto e provocativo. Já outros falarão do “mensalão”, entre aspas, numa ironia semântica. Um sinal claro da liberdade (e diversidade) de imprensa, mas também da ausência de coerência: não buscamos todos, direita e esquerda, um propósito comum? Não confiamos na mesma justiça – essa sem inicial maiúscula ou aspas?
Num formato que Webber certamente aprovaria, o Estado Moderno deveria se basear numa desconfiança permanente e mútua entre os poderes – e essa lógica inclui a imprensa e a sociedade. Mas o que vimos na última década foi a desconstrução da independência das instituições, alinhando-as todas numa causa cujo único esboço de resultado é aquele que será julgado na quinta-feira.
Nas manobras da engenharia burocrática testemunhamos o desespero do PT, que neste momento busca postergar o julgamento para depois das eleições municipais e – tal e qual quando um homicida ganha direito à um habeas corpus, podemos nos indagar:
é legítimo? Sim, é, contudo não é justo. E daí a necessidade de uma Justiça ponderada e consciente de suas medidas e concessões. Veremos se os raros muros do STF, que ainda o mantém afastado de seus vizinhos em Brasília, se manterão erguidos após o julgamento.
Ignorar que há uma batalha política por trás do julgamento é tão infantil quanto resumi-lo a uma arena de dois adversários. Enquanto o debate político e as emoções partidárias ficarem de fora das decisões jurídicas, estaremos seguros. E, por mais que os ministros tentem iguala-lo á um veredicto qualquer – o que é esperado e coerente, sabemos que ele não será apenas o fim de um capítulo da política brasileira, mas o norteador de como vamos lidar com a democracia e suas deficiências no futuro.
Os fatos são claros, e subverte-los para agradar a nossa quietude política é concordar com Lula: o mensalão nunca existiu. Contudo, senhores, ele está muito bem documentado e esta verdade não possui moral, vergonhas ou partido político.
A todos, um bom espetáculo.

Bruno Parizotto Agustini
Caxias do Sul/RS

Comentários (2)

  • Cláudio Fortes Carpes, (Comissário de Polícia, aposentado), (Montenegro RS). diz: 4 de julho de 2015

    PRIVATIZAÇÃO
    Ilustres Redatores:
    O que o Governo atual, no RS quer é tornar submissos, todos os eleitores. Se aproveitam da carruagem, que é efêmera, mas não mantem “manutenção”, da máquina estatal! Destruíram redes ferroviárias e bondes, hidrovias, e hoje lamentam o entupimento de veículos, nas vias. Ivo Sartori antes de ser eleito, gravou uma propaganda, mas não foi sincero, porque desviou a intenção quando foi eleito! Propagandeando, COM O Nº 15, EM VERMELHO, COMO A COR DO PT. CANDIDATO TEM DE SER SINCERO CONHECEDOR, IMPARCIAL, fazendo dos espaços “avançando” nos setores, “SEGURANÇA-SAÚDE-EDUCAÇÃO”, porque não avança nada com novas tecnologias, sem a mão humana, o efetivo adequado para tender a demanda do surge para atender hoje. Representantes, não estão a altura privatizando tudo, nas mãos de empresários, que somam maiores artimanhas, do que ocorre entre os políticos maus!
    Policiamento ostensivo se combate com gente nas ruas, e, em cada quadra citadina, deva ter pelo mínimo, dois andando…para que não se deixem ocorrer fatos. de que adianta por gravadores dos fatos se ninguém quer o seu patrimônio depredado? Deixem a gastança com o dinheiro público e cobrem dos devedores, aquilo que fiscais já deveriam estar fazendo, cobrando… e não privatizando…

  • Cláudio Fortes Carpes, (Comissário de Polícia, aposentado), (Montenegro RS). diz: 4 de julho de 2015

    PRIVATIZAÇÃO
    Ilustres Redatores:
    O que o Governo atual, no RS quer é tornar submissos, todos os eleitores. Se aproveitam da carruagem, que é efêmera, mas não mantem “manutenção”, da máquina estatal! Destruíram redes ferroviárias e bondes, hidrovias, e hoje lamentam o entupimento de veículos, nas vias. Ivo Sartori antes de ser eleito, gravou uma propaganda, mas não foi sincero, porque desviou a intenção quando foi eleito! Propagandeando, COM O Nº 15, EM VERMELHO, COMO A COR DO PT. CANDIDATO TEM DE SER SINCERO CONHECEDOR, IMPARCIAL, fazendo dos espaços “avançando” nos setores, “SEGURANÇA-SAÚDE-EDUCAÇÃO”, porque não avança nada com novas tecnologias, sem a mão humana, o efetivo adequado para tender a demanda do surge para atender hoje. Representantes, não estão a altura privatizando tudo, nas mãos de empresários, que somam maiores artimanhas, do que ocorre entre os políticos maus!
    Policiamento ostensivo se combate com gente nas ruas, e, em cada quadra citadina, deva ter pelo mínimo, dois andando…para que não se deixem ocorrer fatos. de que adianta por gravadores dos fatos se ninguém quer o seu patrimônio depredado? Deixem a gastança com o dinheiro público e cobrem dos devedores, aquilo que fiscais já deveriam estar fazendo, cobrando… e não privatizando… Agradecendo a oportunidade de opinar, DO LEITOR! Abraço.

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