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Editorial| Carros abandonados

29 de setembro de 2012 1

Medidas aparentemente singelas, com o poder de lei, contribuem para que as cidades aperfeiçoem suas regras de convívio. Inclui-se nessas iniciativas a regulamentação de uma legislação já existente, mas que finalmente entra em vigor, permitindo o recolhimento pela prefeitura de Porto Alegre de veículos abandonados nas ruas. O surpreendente é que assim se fica sabendo que não havia um suporte legal que permitisse esse tipo de ação do município. A EPTC calcula que existam cerca de 600 veículos na situação prevista em lei, ou seja, abandonados há mais de 30 dias. Muitas vezes, o automóvel descartado é deixado à beira da calçada ou em terrenos baldios, como se fizesse parte dos lixões acumulados indevidamente no entorno de áreas habitadas.
O correto, nesses casos, seria não só o recolhimento do veículo, que mais tarde será encaminhado a leilão. Os proprietários de bens deixados em via pública deveriam ser punidos, com multas, pelo descaso com que tratam a vida em comum. Situação similar é registrada, também em Porto Alegre, com móveis, eletrodomésticos e outros utensílios jogados em calçadas, riachos e terrenos desocupados. É exemplar, como procedimento condenável, o uso do Arroio Dilúvio, que corta a cidade de Leste a Oeste, como depósito de bens descartados.
É cômodo, para autoridades com a atribuição de exercer a fiscalização, alegar que dificilmente conseguem identificar os responsáveis por tais atos, ou que as atitudes devem ser vistas em seu contexto social. Modos civilizados e de respeito ao coletivo, em especial em áreas urbanas, devem ser estimulados também pela força coercitiva do poder público. Os moradores da capital e as pessoas que circulam pela cidade esperam que a retirada dos carros abandonados seja apenas a primeira de outras medidas capazes de livrar suas ruas dos lixões.

Comentários (1)

  • Richard Bruno Bachmann diz: 16 de outubro de 2012

    Liguei para a EPTC a cerca de um mês para comunicar sobre um carro abandonado a mais de um ano na Rua Riachuelo, próximo à Usina do Gasômetro e até hoje o veículo continua lá. Mais uma promessa não cumprida…

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