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Interativo| Editorial diz que jeitinho é um mal brasileiro. Você concorda?

31 de janeiro de 2013 24

Zerohora.com adianta o editorial que os jornais da RBS publicarão no próximo domingo para que os leitores possam manifestar concordância ou discordância em relação aos argumentos apresentados. Participações enviadas até as 18h de sexta-feira serão selecionadas para publicação na edição impressa.
Ao deixar seu comentário, informe nome e cidade.

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O PIOR DO JEITINHO

O conjunto de inépcias que emerge da investigação sobre a tragédia de Santa Maria evidencia um dos grandes males do país, que é a burla rotineira de normas legais e recomendações técnicas por pessoas interessadas em auferir vantagens. Ocorre em todos os setores da sociedade, da administração pública à portaria do edifício. É o lado sombra do famoso jeitinho brasileiro, já incorporado à identidade cultural do nosso povo. Às vezes, nos orgulhamos desse artifício que expressa a nossa criatividade, a nossa tolerância, a nossa cordialidade ou a nossa capacidade de improvisar. Mas, em muitas situações, ele nos envergonha, pois é usado como cobertura para a malandragem, para a corrupção e para a ruptura de normas sociais, que invariavelmente causam prejuízos para terceiros.

Tais comportamentos, facilmente comprovados no cotidiano dos brasileiros, só ganham dimensão e causam revolta quando geram consequências graves, como em desastres que poderiam ser evitados se os agentes envolvidos tivessem cumprido suas obrigações. Porém, quando não ocorre uma tragédia nem morre ninguém, nossa reação costuma ser, invariavelmente, de tolerância e conformismo. Suportamos, quase sempre sem reclamar, o despreparo do funcionário da loja ou do restaurante, o desleixo do servidor público que deveria nos considerar seu patrão, a má qualidade dos produtos adquiridos muitas vezes por preços exorbitantes, as deficiências dos serviços que nos prestam e a carência de equipamentos públicos indispensáveis para nosso conforto e para nossa segurança.

O país convive historicamente com a cultura da irresponsabilidade _ e, infelizmente, a maioria de nós tem sido conivente com ela. Até costumamos denunciar e cobrar irregularidades de governantes, políticos e agentes públicos, mas nem sempre percebemos que a incúria e a inação espraiam-se pelos estratos mais básicos da sociedade. O lixo fora da lixeira é um indicativo não apenas de que alguém descumpriu uma regra de cidadania, mas também de que a tolerância vai estimular o delito e a impunidade. O carro estacionado em local não permitido indica não apenas que um condutor infringiu a lei, mas também que o agente público descumpriu a sua atribuição de fiscalizar. A expressão “não dá nada”, que se ouve com extrema frequência no cotidiano brasileiro, transformou-se num verdadeiro atestado nacional de permissividade.

Tem solução? Especialistas no comportamento do brasileiro, como o cientista político Alberto Carlos Almeida, dizem que o país ainda levará muito tempo para superar a cultura da improvisação e para vencer aquilo que o filósofo Eduardo Gianetti da Fonseca chama de “zonas cinzentas da moralidade”. Mas, leve o tempo que levar, o certo é que esta mudança precisa ocorrer primeiro no indivíduo, para que também ocorra no Estado, nos governantes e no conjunto da sociedade.

Para que possamos avaliar seu comentário sobre este editorial, com vistas à publicação na edição impressa de Zero Hora, informe seu nome completo e sua cidade.

Comentários (24)

  • mooslivio diz: 31 de janeiro de 2013

    Certamente,e o mais deplorável é que nesse País as instituições são responsáveis por isso,sabendo que tudo no Brasil é conquistado através de propinas e subornos nos mais altos escalões de todas os Poderes,sejam eles Judiciário,Lesgislativo ou Executivo,mas o maior culpado disso tudo é o próprio “cidadão”que deixa para seus filhos o mau exemplo do jeitinho brasileiro.

  • Miguel Portela diz: 31 de janeiro de 2013

    JOGO DE INTERESSES FALAM MAIS ALTO, VEJAM A CLASSE POLÍTICA, EXISTE ALGO MAIS DO QUE PERMISSIVO, ESSE IDEAL DE TROCA DE FAVORES INSERIDO NA VIDA DAQUELES QUE GOVERNAM É DEVERAS CATASTRÓFICO, POIS A ÍDEIA DE SER HONESTO É DESCARACTERIZADO POR ESSA PERMISSIVIDADE, O IDEAL DE GANHAR MAIS, TROCA DE FAVORES, O PATRIMONIALISMO, O IDEAL DO PREDADOR AMORAL…A VELHA LEI DE “GERSON” DEFINE O MODUS VIVENDI NESTE PAÍS, NÃO É O CARÁTER O ELEMENTO DETERMINANTE DE COMPORTAMENTO…

  • Cícero Rodrigues Silva diz: 31 de janeiro de 2013

    Esqueci: Sou de João Pessoa/PB.

    O ZH pode fazer, querendo, correção ortográfica, de acentuação ou concordância. obrigado.

    Texto que JÁ enviei:

    “Concordo plenamente que o “jeitinho” é um dos grandes cânceres de nossa sociedade, senão o maior.

    Nele não vejo criatividade. Antes, uma total inadequação ao convívio com regras. E isso gera diversos dissabores que, invariavelmente, um dia volta-se contra o “esperto”.

    Lembra-me um programa infantil, brasileiro, humorístico, onde um guarda emite várias multas a um motorista por ter estacionado em local proibido e outras coisas mais. No final, o carro é do chefe do Detran. E acaba o quadro com o guarda engolindo as multas. Programa infantil!!! De domingo !!!

    Ora, se o local tinha proibição de estacionamento – a placa estava lá – era uma lei para todos. O chefe do Detran, além de pagar a multa, deveria ser destituído do cargo. Mas o que se passou para nossas crianças é que o “chefão” tudo pode!

    Ou, exemplo mais conhecido, real: um ministro pode dizer que não revelará qualquer informação dos seus clientes, por ter caráter sigiloso. Mas esse mesmo ministro pode quebrar o sigilo de um caseiro.

    São tantos os exemplos de incoerência e permissividade que me tira qualquer esperança de um dia ver esse país melhor. E – o que é pior – já vejo que nem meus netos terão motivos para sentir orgulho de aqui habitar.”

  • henrique diz: 31 de janeiro de 2013

    Concordo plenamente, vivemos no país do jeitinho, tudo tem uma segunda opção, por exemplo o que aconteceu em Santa Maria, como poderia estar funcionando com o alvara vencido a 06 meses??? lógico que alguem “molhou a mão”, ou pior deixou de cumprir sua obrigação para fazer favores a alguèm, por exemplo os bombeiros vão ao local e interditam a boate, mas o dono é amigo de alguém importante, que liga para o comandante dos bombeiros e pede para dar uma “atenção especial”, ou porque o dono é influente ou é a boate da moda, etc… e o comandante determina que o pessoal faça “vista grossa”, ponha na fila de espera, e assim acontecem as tragédias e ai fica esse joguinho de empurra pra la empurra pra cá e ninguem assume nada, tem de investigar a fundo e punir os culpados sim, para que isso nunca mais volte a acontecer e que não caia no esquecimento, pois o BBB tai, o carnaval, a copa do mundo e ai tudo acaba em pizza, espero que isso não aconteça, temos de cobrar e ficarmos atentos….

  • Jorge Carlos Marques da Cunha diz: 31 de janeiro de 2013

    Respondo, inicialmente com outra pergunta: Tu, que por acaso está lendo este comentário, conhece quantas pessoas do seu círculo familiar e de amizades que não tenha sonegado ou pensado em sonegar imposto de renda? Que não tenha conseguido ou tentado uma boquinha no serviço público, passando por cima do direito de outras pessoas? Que não tenha tentado ou conseguido “furar” filas de agendamento de consulta médica ou filas de qualquer coisa? O jeitinho faz parte sim da cultura brasileira; tanto que muitos nem o percebem como desonestidade, é uma coisa “natural”. E eu nem falei em política; e precisa?

  • Luiz Alfeu Bronaut – Tampa, Florida EUA diz: 31 de janeiro de 2013

    As vezes sinto vergonha de ser brasileiro…

  • Luci Maciel – Santa Maria-RS diz: 1 de fevereiro de 2013

    Concordo plenamente mas, Para educar o Povo, é preciso educar os Filhos e eu não me canso de corrigir os meus é uma luta diária. As pessoas que usam o Jeitinho são chamados de espertos por grande parte da sociedade e aprenderam em casa desde bem pequenos e talvez não foi percebido pelos seus educadores, os delitos estão nos pequenos detalhes de nossa vida como diz o texto, mas não podemos desistir de melhorar-nos senão nosso País será o Caos.

  • rubens ciro diz: 1 de fevereiro de 2013

    É, sempre foi e sempre será. A culpa sempre é nossa. Oferecemos a gorjeta e não existe ” pena de morte” p/ servir de exemplo a todos. Se o agente recebe, alguém o suborna, Nós! -* “Os exemplos sempre vem de cima e dos usos e costumes de um povo. No fundo de meu coração, a maioria dos desejos só nascem e se alimentam em detrimendo de outrem.( MONTAIGNE).

  • zelio menezes diz: 1 de fevereiro de 2013

    o geitinho é certamente grande culpado no caso da boate kiss, pois fiscalização no
    brasil TODO é sinônimo de aumento de renda pro fiscal. A PROPINA.

  • Andre diz: 1 de fevereiro de 2013

    E necessario que se distingua “jeitinho” e desonestidade.

  • Luciano Dos Santos diz: 1 de fevereiro de 2013

    Muito Feliz esse editorial, parabéns.

  • Régis Antônio Coimbra diz: 1 de fevereiro de 2013

    Em “o homem cordial” – quinta subdivisão do livro “Raízes do Brasil”… que não li -, Sérgio Buarque de Holanda apresenta as razões ou origens da desconfiança brasileira em relação às instituições oficiais e do apego aos critérios pessoais (laços familiares e de amizade) que caracterizavam (e ainda caracterizam) em grande medida as relações entre os brasileiro. Sintetizando e interpretando, o estado propõe normas que estão muito distantes da disposição mesmo dos agentes públicos de as seguir.

    Assim, de inúmeras adaptações não raro sensatas das “leis” à “realidade”, extrapola-se para concessões ao amigo, à moça bonita, ao sujeito que estava errado mas foi simpático e… bem, já que deixamos passar tantos outros, mais um não fará mal; mais dois, mais três etc. Chegamos atrasados, mas sabemos que o trânsito é uma bagunça, que os ônibus também atrasam e que nos horários críticos é difícil conseguir um taxi. Sonegamos (por exemplo, comprando mercadorias descaminhadas), mas os tributos são muito altos etc.

    Talvez nem todos, mas quase todos nós que lamentamos a tragédia e num primeiro momento pré-condenamos o dono da boate e na sequência lamentamos o jogo de empurra de prefeitura e corpo de bombeiros já nos beneficiamos de indefinições semelhantes. Alguns até temos noção de que o benefício num caso não compensa as inúmeras vezes em que outros abstratos (que podemos não conhecer pessoalmente) se beneficiaram às nossas custas, como o político corrupto e os não menos corruptos funcionários fantasmas, empreiteiros de obras públicas, fraudadores de licitações e furadores de filas, mas evitamos de tratar com excessiva dureza quando vemos alguém fazer algo desse tipo na nossa frente por duas razões principais: (1) temos medo do ônus da prova nos deixar ou no ridículo ou mesmo em situação mais arriscada junto ao judiciário ou outras instâncias formais e (2) temos medo de, cobrando rigor, sermos cobrados com rigor semelhante ou maior – afinal, “ninguém” gosta de gente arrogante, joãozinho do passo certo etc.

    É mais seguro ser simpático do que ser correto. Para começar, é quase ou francamente impossível ser correto dada a complexidade das normas oficiais. O risco de se cometer um erro ridículo mesmo tentando fazer direito é enorme e pagar um especialista para fazer certo encontrará no “especialista” uma careta mais ou menos desconfiada de incredulidade. Primeiro problema: o que é “fazer tudo certo”?

    Por essas e outras, todo grande empresário é visto como alguém que “deve ter roubado muito para ter chegado lá” e, claro, quem não chegou lá já se auto-justifica em pequenos “roubos”. Talvez devolvamos o troco dado em excesso pelo cobrador de ônibus, mas colocamos mais uma pessoa no carro já lotado, ou pedimos para o taxista aceitar… e ele aceita. Geralmente “não dá nada” e quando dá, geralmente é pouca coisa.

    Já foi muito pior e tem melhorado muito, em todo caso. Os emergentes (a nova classe média), ao massificar a categoria das pessoas com poder significativo de consumo e, enfim, de efetivos direitos de cidadania inviabiliza cada vez mais o sistema de pequenos favores cordiais. Ainda somos muito tolerantes e temos todos a sensação de “rabo preso” – e muitos nem tem, nunca tiveram tal “privilégio”, mas ainda tem esperança de vir ter – mas a ilusão de que vale a pena condescender hoje para receber a gentileza amanhã desvanece-se na massificação das relações, enfim, institucionais.

    O prefeito diz que a responsabilidade é do corpo de bombeiros e o comandante da Brigada Militar diz que estava tudo em ordem. Mau começo. No entanto, há esperança. O governador diz que é necessário averiguar e, bem, como não se trata de um suposto militante italiano, é de se supor que não haverá malabarismos retóricos para dizer que nesse caso foi uma fatalidade ou um excesso compreensível… Não somos perfeitos, somos humanos… como os outros que já conseguiram desenvolver instituições mais confiáveis.

  • Ulisses Leal de Souza diz: 1 de fevereiro de 2013

    O Jeitinho que tem dado jeito.

    A expressão: – “NÃO DÁ NADA”, refletiu-me um passado enraizado na corrupção. Nesse sentido se referencia àquela época dos Reis reinando e os atravessadores atravessando.
    No entanto mudou só a forma de expressar, ou seja, a linguagem. Na era da colonização, o ditado popular era: O Rei reina e agente (atravessadores) manda. Entretanto, na República o ditado é: “Isso é café pequeno, deixa comigo”.
    Dessas formas, transformaram-se essas expressões em ditados populares, comuns, corriqueiros, principalmente, em órgãos públicos. Por fim, NÃO DÁ NADA.
    Desse jeitinho,

    Ulisses Leal
    Paratinga – Bahia – Médio São Francisco

  • Roberto Mastrangelo Coelho – Porto Alegre diz: 1 de fevereiro de 2013

    Jeitinho brasilieiro, o principal exemplo, vem de Brasilia, e gera um processo em cadeia até o mais simples dos cidadão. Agora um fato bem recente, o Senado está elegendo como seu presidente o Sen Renan Calheiros. Como diz aquela música….QUE PAÍS É ESSE???

  • Milton Ubiratan Rodrigues Jardim diz: 1 de fevereiro de 2013

    O editorial começou bem falando sobre a tragédia de Santa Maria, e a visita do Governador e da Presidente ao local, foi somente para mascarar a verdadeira identidade do dono da boate que incendiou, que é o Dep. Paulo Pimenta, do PT. Só com muita maracutaia para eles esconderem a verdade sobre isso. É o jeitinho brasileiro, e gaúcho! Como disse Benjamin Franklin: “Quando todas as armas forem propriedades do governo e dos bandidos, estes dirão de quem serão as outras propriedades.”

  • Erzelaide Cardoso Daitx diz: 1 de fevereiro de 2013

    Não duvidem, mas ainda vão aparecer os culpados pela tragédia de Santa Maria, arruma daqui, arruma dali, e os culpados vão ser aqueles que foram lá para divertirem-se, pois vão dizer que a hora deles chegou e pronto. Fácil, não é?

  • Ronaldo Barbieri diz: 1 de fevereiro de 2013

    Quem nunca morou fora do Brasil pensa que so’ aqui temos problemas.

    Tenho muitos exemplos de “jeitinhos” de outros paises.

    Viagem, explorem e abram as suas mentes. Parem de reclamar e ajudem a construir o pais que todos querem!

  • Daniel diz: 1 de fevereiro de 2013

    Entendo que o que chamamos de “Jeitinho brasileiro’” não pode ser confundido com desonestidade, falta de caráter, desrespeito às leis , irresponsabilidade etc. O tal jeitinho ocorre todos os dias sem que pessoas sejam sacrificadas e famílias destroçadas. O que ocorreu, especificamente, em Santa Maria foi um crime grave, com autores e coautores, quase todos já conhecidos e que merecem punições exemplares . Daniel Gonçalves Ferreira, Encruzilhada do Sul RS.

  • Aurelio Antonio Andrade diz: 1 de fevereiro de 2013

    A tragédia de Santa Maria , foi consequência de uma soma de fatores , que traduzem a triste realidade brasileira . A cultura da irresponsabilidade . Nós , desde o descobrimento pelos portugueses , somos um povo acostumado com a improvisação e acomodação das coisas . Podem criticar o país do Tio Sam , mas os Estados Unidos só são uma grande nação , porque lá as leis funcionam e a impunidade não tem vez ! Vejam que agora o congresso nacional elegeu o Senador Renan Calheiros retorna a comandar o senado , mesmo sendo alvos de muitas denúncias de falssificação de documentos e desvio de dinheiro . Ora bolas ! No mínimo terria primeiro ser investigado e provar a sua inocência , para depois assumir um cargo que se presumne exigir conduta ilibada . Portanto nós somos coniventes com a realidade dos fatos e talvez este país demore algumas décadas para modificar esta cultura perniciosa do famoso jeitinho brasileiro de se levar vantagem em tudo .

  • Luís Eloy diz: 1 de fevereiro de 2013

    Concordo com o editorial do jeitinho brasileiro; mas tenho restrições quanto a ser somente o brasileiro. Se não vejamos: A “ONU”diz nos direitos universais do homem: Que individualmente todo homem tem direito de ser feliz, não importa em que condições desde que seja feliz. No contesto da humanidade o homem individualmente é o centro de tudo. Basta que eu esteja feliz, as pessoas ao meu redor pouco importa. Baseado nesta centralidade teremos cada vez mais decisões tomadas na confrontação da lei. Se não houver o executor da lei eu não obedeço, pois a obediência não me satisfaz, portanto não cumpro. E é um direito meu.

  • Leandro Vieira diz: 3 de fevereiro de 2013

    Enquanto a percepção de que “Malandro é malandro e mané é mané” continuar existindo, continuaremos pagando caro por serviços e produtos ruins, nossas famílias continuarão morrendo nas estradas, nas ruas, nas boates. Mas tudo bem, pelo menos seremos malandros.

  • Charlean diz: 3 de fevereiro de 2013

    Realmente esse “jeitinho” brasileiro tem que terminar.
    Tem que abrir os olhos povo brasileiro, não só agora que a grande e lamentável tragedia na boate kiss aconteceu, a questão das BR e SC também tem que serem resolvidas e logo, não adianta ir sempre dando um “jeitinho”, tem que resolver de imediato, não esperar para que o pior aconteça.
    Suborno e a falta de fiscalização tem que terminar.

    Parabéns Zero Hora pelo editorial…

  • Ramon Caramalak diz: 4 de fevereiro de 2013

    PARABÉNS PELO TEXTO. COMO MUDAR ESTA MORAL?
    EU TENHO CERTEZA DE QUE CADA UM PODE NÃO ACEITAR MAIS ESTE TIPO DE COMPORTAMENTO.

  • Brilhana Souza dos Santos diz: 5 de fevereiro de 2013

    Concordo plenamente com o Interativo| Editorial diz que jeitinho é um mal brasileiro. Mas não só a falta de fiscalização por parte dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário me indigna como também nós brasileiros “CIDADÃOS”permitimos a continuidade do famoso “jeitinho”, um exemplo disto foi a tragédia na boate kiss, infelizmente um incidente já anunciado, devido à uma sequência de uma soma de fatores partindo pela falta de irresponsabilidade dos proprietários e pelos órgãos e entidades competentes, as quais são eleitos pelo povo para fazer valer que as leis da constituição brasileira sejam cumpridas. Como também,o exemplo que vem de Brasília, “SAI SARNEY E ENTRA RENAN CALHEIROS NA PRESIDÊNCIA DO SENADO”, sendo que ambos foram alvos de denúncia( desvio de dinheiro e falsificação de documentos), o que não me surpreende nem um pouco e reafirma que o famoso “jeitinho brasileiro” continua sendo praticado, devido a conformidade e acomodação de muitos. O povo brasileiro não pode aceitar este tipo de comportamento, devemos para de lamentar, e ajudarmos a construirmos junto o Brasil que todos queremos. Tenho a certeza de que muitos cidadãos não são conveniente com safadeza de alguns que se deixam levar pelo suborno e propina, até porque vivemos em um mundo em que “uns pagam pelos outros”. O Jeitinho Brasileiro tem que terminar e cabe à população modificar a cultura de se levar vantagem em tudo!
    Parabéns pelo editorial
    Santa Maria- Rio Grande do Sul

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