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Interativo| Editorial diz que governantes e autoridades são os maiores responsáveis pela violência. Você concorda?

16 de maio de 2013 24

Zerohora.com adianta o editorial que os jornais da RBS publicarão no próximo domingo para que os leitores possam manifestar concordância ou discordância em relação aos argumentos apresentados. Participações enviadas até as 18h de sexta-feira serão selecionadas para publicação na edição impressa.

Ao deixar seu comentário, informe nome e cidade.

 

Para participar, clique aqui

QUANDO NOS LIVRAREMOS DO MEDO?

Provocou grande repercussão o artigo do dirigente empresarial Roberto Rachewsky, publicado neste espaço na última terça-feira, afirmando que a pena de morte já existe em nosso país e vem sendo aplicada indistintamente contra cidadãos de bem, crianças, jovens, adultos ou idosos. Seu desabafo contra a violência questiona a responsabilização das vítimas e diz que só há dois culpados pela criminalidade no país: os delinquentes e as autoridades que não cumprem sua função de impedi-los de agir, pela ação policial e pela punição judicial.

Não endossamos totalmente a tese defendida pelo articulista, pois ele também sugere que a população se arme e reaja contra os criminosos _ o que, como a realidade comprova diariamente, quase sempre resulta em tragédia. Mas é inquestionável e revoltante que vivamos todos sob o regime da criminalidade, que comanda o triste espetáculo do medo nas grandes e pequenas cidades brasileiras. Vivemos aprisionados por grades, não nos arriscamos a sair à noite e, durante o dia, temos que estar sempre vigilantes, temos que desconfiar de tudo e de todos, temos que evitar lugares potencialmente perigosos, jamais portar objetos de valor e frequentar sempre locais protegidos.

Quando nos livraremos do medo? Que desgraça é essa que recai sobre o Brasil, quando até mesmo países vizinhos desfrutam de relativa tranquilidade para tocar a vida? Quantas gerações de brasileiros ainda terão que viver como nossos adolescentes e jovens, que nunca conheceram o direito de sair sozinhos com a certeza de voltar incólumes para casa?

Pode até haver razões culturais por trás dessa calamidade nacional, mas a responsabilidade maior é das autoridades que elegemos e sustentamos com elevados impostos para nos dar proteção e Justiça. Leis permissivas, polícia insuficiente e tribunais lenientes formam o tripé da impunidade, que também é sustentado por políticas sociais equivocadas.

A desigualdade social já não serve mais de explicação para a violência. Se o país retirou milhões de pessoas da miséria nos últimos anos, como explicar que a criminalidade continue aumentando e que os crimes urbanos sejam cada vez mais banais e monstruosos? Vítimas que não reagem são executadas, criminosos queimam uma pessoa imobilizada porque ela tem pouco dinheiro na conta corrente, assaltantes explodem bancos e aterrorizam cidades inteiras. Até mesmo moradores de rincões remotos são acordados na madrugada e têm suas casas invadidas por quadrilhas de delinquentes.

Acreditamos que só existe um caminho para superar este estado de terror, que passa por três pontos basilares: polícia, Justiça e educação. Polícia ostensiva, bem preparada, bem equipada e eficiente no combate à criminalidade; Justiça célere, rigorosa, exemplar e dissuasória na penalização de delinquentes de todos os calibres; e educação preventiva, transformadora, que efetivamente encaminhe os jovens para uma existência humanitária e produtiva.

Para que possamos avaliar seu comentário sobre este editorial, com vistas à publicação na edição impressa de Zero Hora, informe seu nome completo e sua cidade.

Comentários (24)

  • José Édler Biscaíino Pahim diz: 16 de maio de 2013

    S I M , concordo, em gênero, número e grau, todos concordamos, “a plebe”, se as autoridades políticas/administrativas deixaram se criar uma polícia ostensiva-preventiva, onde só há coronéis, majores, capitães, (gemadas, estrelas, medalhas coloridas, etc), todos, aquartelados e com mordomias mil, estafetas, burocratas, etc, afirmando que trabalham na “inteligência”, termo do qual o povo, verdadeiro destinatário, fica “arrepiado só em pensar”; pois, não se necessita despender de mais e dois neurônios para saber como ocorrem os crimes, os locais, a forma que são praticados e até mesmo seus autores. Os Administradores são culpados, sim, pelo abandono do trabalhador, essa de ligar para pedir socorro, buscando prevenção, definitivamente não é uma pedida “minimamente inteligente”!!! PAREM E PENSEM, pede socorro quem já sofreu a violência, já foi filmado reiteradas vezes entregando seus bens e a própria integridade física aos marginais que perambulam, armados, pela ruas centrais, quanto mais em nossas periferias, caso do recente matador de taxistas! socorro.

  • Roberto Mastrangelo Coelho – Porto Alegre diz: 16 de maio de 2013

    Sim. Priorizar os investimentos em educação, fazendo com que a evasão escolar reduzisse, permitindo que os jovens através de cursos profissionalizantes tenham uma melhor ocupação no mercado de trabalho. Por outro lado que os presídios deveriam permitir a reinserção dos indivíduos, após o término da pena, na sociedade, com a colocação dos mesmos no mercado de trabalho. Para isso deveria haver maior disciplina tanto nos presídos, quanto nas escolas, um maior contrõle da disciplina por parte dos governantes e das autoridades. Outro aspecto, seria a punição dos políticos nos crimes contra o patrimônio público como hediondo, afinal foram eleitos para representar os interesses da sociedade. Enfim todas essas situações convergem para os dirigentes e os políticos que administram a nossa nação, quer seja na esfera federal, estadual ou municipal.

  • MARIA HELENA GRAZZIOTIN NOBRE diz: 16 de maio de 2013

    Concordo plenamente. Se os governos se omitem, quem é que vai tomar as rédeas do País ? Os bandidos. Esta incumbencia não é dos brasileiros (povo) e sim dos governos. Que parem de mandar dinheiro para os Cumpanheiros dos Países vizinhos e, apliquem no Brasil, em Saúde, Ensino, Segurança, pobreza…..etc…etc…etc. As bolsas é o ensino para vagabundagem, roubos, prostituição.

  • Fausto Araújo Santos Júnior diz: 17 de maio de 2013

    Nossa Constituição é absolutamente relativa. Foi feita para projetar, por lei, o que significa uma utopia para qualquer nação, quem dirá para o Brasil de 1988, quando foi promulgada. E o resultado é o que vemos. Leis relativas só podem gerar justiça “relativa”.
    O Ser Humano não foi programado para ser altruísta naturalmente, ao contrário , foi programado para cuidar para não ser engolido. Somente com leis mais claras e absolutas, uma nação pode crescer sob o signo da Ordem e Progresso, nosso slogan, que está longe de chegar sequer próximo de ser uma verdadeira busca.

  • Márcio Damin diz: 17 de maio de 2013

    A situação da segurança pública é desenhada exatamente para gerar o medo e a insegurança.As leis não são lenientes por acaso;a policia não é mau paga e mau equipada por acaso;e a educação não é caótica por acaso.Uma população bem educada,que disponha de uma polícia efetiva e de leis que produzam uma sensação de tranquilidade,é uma população que terá seu pensamento crítico aguçado,podendo então enxergar de maneira mais clara o todo que a cerca,ou seja,os governantes dependem desse amedrontamento social para que perpetuem e expandam seu poder.

  • Luis Afonso diz: 17 de maio de 2013

    Depois de dez anos de um governo que tem entre seus principais apoiadores as FARC – que contaram com audiência privada de governador de Estado – e que detém o monopólio do trafico de drogas no país, não se pode dizer que a criminalidade é uma fatalidade. Sendo ela um subproduto direto do tráfico de drogas no pais, o governo federal é o responsável direto sim pela criminalidade.
    Induzir ao povo à entrega das armas e a não “reagir” é simplesmente sugerir que nos transformemos em patos a espera do abate.

  • magaiver santos silva diz: 17 de maio de 2013

    a lei de execução penal está fazendo aumentar a violência em muito, ela diz que o criminoso tem direito de cumprir apenas um sexto da pena de reclusão fechado, outra lei é o ECA que não pune os criminosos adolescentes que matam, estupram e roubam livremente sem medo de ser presos.

  • Ivo Ricardo Lozekam diz: 17 de maio de 2013

    Concordo plenamente, Educação, Polícia e Justiça Eficientes constituem a solução. No entanto, em tempos de campanha presidencial antecipada, corrupção em todas as esferas, desde Prefeitura, Fepam, Bombeiros, sem falar no Congresso, Senado e cúpula Federal, onde malucos tentam limitar os poderes do STF, fica claro e evidente que as prioridades governamentais não são nem Educação, nem Polícia, e nem Justiça, e sim o próprio umbigo e bolso. Resultado, um Estado incompetente e corrupto que não cuida das áreas que deveria cuidar, dentre elas educação e segurança. No entanto é eficiente na hora de arrecadar impostos, neste aspecto sim, servindo de modelo aos demais países.

  • Milton Ubiratan Rodrigues Jardim diz: 17 de maio de 2013

    O Sr. Roberto Rachewski está coberto de razões, pois também concordo que o único responsável por este desmando é o Governo, que trata vagabundo a panos quentes e ainda paga salário maior para um detento do que recebe um trabalhador.O Ex-presidente americano Benjamin Franklin disse certa vez: “Quando todas as armas forem propriedade do governo e dos bandidos, estes decidirão de quem serão as outras propriedades!”, parecia que estava a prever o futuro deste País que está a beira da banca rota moral!

  • Luis Lopes diz: 17 de maio de 2013

    Discordo em grande parte desse artigo, pois são muitos os fatores que contribuem para o aumento da violência e podem ter certeza, a própria sociedade, demagoga, hipócrita, egoísta e omissa favorece o aumento da criminalidade, quando elege maus legisladores por interesses próprios. Discordo, quando tal artigo menciona que as desigualdades sociais não são mais desculpas, pois ainda há muita desigualdade neste país, onde as grandes fortunas estão nas mãos de poucos. Poucos, que exploram a classe trabalhadora, com míseros salários e com grandes lucros às custas do trabalhador. Há, existe ainda àqueles grandes sonegadores de impostos, que lesam os cofres públicos, causando talvez, um dano bem maior à população do que a bandidagem comum, pois os recursos deixados de arrecadar pelos cofres públicos poderiam ser investidos na saúde, educação, segurança, saneamento básico, enfim, se matam muito mais pessoas por essses fatores do que pela criminalidade das ruas. Todos nós somos responsáveis, como sociedade, pelos atos ílicitos, dos quais, somos vítimas diariamente, mas lavamos às mãos, enquanto não somos às vítimas, simplesmente viramos às costas e nos limitamos à avisar à polícia, geralmente de forma anônima, quando presenciamos um delito, para nos omitirmo de um testemunho. Claro que todos nós temos a nossa dose de responsabilidade e não apenas à polícia, às autoridades. Agora, concordo plenamente quando o artigo menciona a fragilidade de nossa justiça, pois nosso códigos de leis, deviam ser revistos e revigorados de forma homogênea, ou seja, leis severas com punições severas para “TODOS”. Não podemos mais, como sociedade, compactuarmos com um justiça classista e seletiva como a justiça brasileira, como dois pesos e duas medidas. Os exemplos, estamos vendo diariamente pelos meios de comunicações, onde os grandes crimes praticados pelos nossos administradores e legisladores, estão até agora sem punições, embasados em um CP ultrapassado e obsoleto que favorece os “grandes criminosos” de “colarinho branco” impunes, servindo de exemplo ao “bandido comum”, que deve pensar: “- Se eles fazem e não são presos, eu posso fazer também”.

  • Pablo Cristiano do Prado Stockel diz: 17 de maio de 2013

    A questão da criminalidade (e de outras tantas que assombram o país) é o resultado de uma herança cultural colonizadora fortemente enraízada em nossa sociedade. O autoritarismo, a hierarquia, o personalismo (patrimonalismo) e a racionalidade pragmática (visão de curto prazo) são características que atrasam desenvolvimento nacional em todas as esferas. A melhor solução para mudar este quadro é um forte investimento (financeiro e intelectual) na educação de forma a mudar esta forma de pensar o Brasil. Porém, enquanto as decisões políticas e administrativas nas esfera governamental continuarem embasadas em interesses ideológicos e corporativistas (para não dizer individuais), nossa história será uma mera reprodução de uma maldita herança cultural exploradorae e de suas consequências (entre elas a violência).

  • Neuza diz: 17 de maio de 2013

    Concordo. Não acabam com a violência porque é de interesse deles. Acontece que tá ficando sério. Vamos ver até quando o brasileiro aguenta.

  • Carlos Maldonado diz: 17 de maio de 2013

    “Não endossamos totalmente a tese defendida pelo articulista, pois ele também sugere que a população se arme e reaja contra os criminosos _ o que, como a realidade comprova diariamente, quase sempre resulta em tragédia.” – Isso destoa e é uma grande falácia nesse bom editorial… o que a realidade comprova, diariamente, é que pessoas desarmadas e sem reação alguma, são mortas barbaramente e sem piedade alguma por bandidos cada vez mais jovens e mais cruéis. Essa propaganda desarmamentista só atrapalha o país. Basta ver os dados reais e deixar a ideologia de lado, para entender que mais armas com os cidadãos, significa menos crimes. Ademais, um Estado que não consegue prover segurança – e nenhum consegue – não pode falar em desarmar seus cidadãos. O Estado brasileiro precisa parar de querer tutelar o cidadão…

  • Calvin Furtado diz: 17 de maio de 2013

    Não, eu não concordo.

    Todos estes argumentos parecem um desabafo de uma garota de 15 anos, de classe média, que ouve o pai reclamar do governo enquanto lê as machetes de jornal, e que recentemente teria algum pertence furtado dentro de um Shopping Center.

    Ou no máximo um manifesto de um estudante de 19 anos que pagou cursinho, não passou na universidade federal, se sente injustiçado, critica todo o tipo de política social acreditando que o Brasil precisa mesmo é de mais polícia. Polícia não, quem sabe o exército armado na rua, de novo?

    Ou ainda, de um desses velhotes ricos que teve o carro importado arranhado por algum flanelinha por não querer lhe dar duas moedas. Ele sente saudade da juventude. Saudade de uma sensação de segurança, de quando a informação que lhe chegava era filtrada pelos censores e o AI-5 colocava tudo no seu devido lugar.

    Poderia parecer também a opinião de um senhor ou senhora de meia-idade, desses que só lêem um tipo de publicação regular diária, entendem tudo como uma verdade absoluta e desconhecem papel onde o jornal é impresso todos os dias não tem critério, aceita tudo que lhe é imposto, assim como o Lasier.

    Aliás, aonde foram parar os anarquistas marcarados?

  • Renato Mendonça Pereira diz: 17 de maio de 2013

    Não resta a menor dúvida.O desgoverno em nosso país é gritante em todas as esferas.Não existe uma preocupação com os problemas a serem resolvidos.São salários altíssimos,apadrinhamentos,máquina inchada com servidores improdutivos e além do mais sem nenhuma perpesctivas nem projetos.Uma gastança incontrolável,mordomias e muito luxo.Um verdadeiro paraíso as custas de quem realmente trabalha neste país e não recebe a assistência necessária e obrigatória.Uma vergonha escancarada vista pelo mundo afora.

  • Sérgio Lender diz: 17 de maio de 2013

    Concordo. Autoridades que adotam políticas de segurança equivocadas, sempre apontando a questão social como causa principal da criminalidade, e que, ainda, não dotam o Estado de casas prisionais adequadas e em número suficiente, são responsáveis pela crise de insegurança atual que mantém a população refém de atos criminosos.
    Sérgio Lender – Porto Alegre

  • Jéssica Lima diz: 17 de maio de 2013

    Eu acho que as autoridades têm culpa, mas não são as únicas culpadas. As autoridades precisam se adequar a nossa realidade e criar leis mais rígidas e impor mais segurança. Uma coisa curiosa que sempre noto é que, quando temos eventos, como o carnaval por exemplo, vemos um monte de brigadianos nos locais de festa, mas em outras épocas do ano aonde estão eles? Aonde eles estão quando caminhamos a noite, voltando da faculdade ou do trabalho? Devo mencionar também os “crimes” cometidos pelos menores de 18 anos, como o estupro no onibus, na cidade do Rio de Janeiro. O que vai acontecer com ele? ficará numa casa de menores infratores e liberado daqui dois anos para continuar estuprando mulheres inocentes? Sem falar naqueles que não só estupram como matam e torturam pessoas por aí. Isso acontece porque a impunidade é grande, o que faz com esses criminosos continuem agindo assim. Mas como disse, as autoridades não são as únicas culpadas, a família também é. Vemos muitas familias desestrutura por aí… mães com 4, 5 filhos, todos andando pelas ruas, sei lá com quem, sem atenção dos pais, longe das escolas. Os pais, sem dúvida possuem uma responsabilidade muito grande na educação e principalmente na formação de caráter de um cidadão. É preciso que estes se preocupem em passar valores e bons exemplos para seus filhos, para que assim possamos constituir uma sociedade melhor.

  • Mario diz: 17 de maio de 2013

    Um político em sua grande maioria são ” pavões” e tem enorme necessidade de ser mídia permanente e brincar de Deus, já que um povo sem cultura adora essas ” pseudas divindades ” Ocorre que eles não querem largar esse status de super heróis e fazem de tudo para ficar no poder e entre esse fazem tudo está o de não se indispor com nenhum segmento da sociedade como a bandidagem, pois para eles ” votos é ouro puro ” e não podem perder terreno na próxima eleição. E nós é que ficamos enjaulados devido a isso e o engraçado é que os socialistas só falam mal da ditadura e agora nós que trabalhamos para sustentar isso como é que estamos ? Isso não é um tipo de ditadura comandada pelos fora da lei ?

  • Flávio Luiz diz: 17 de maio de 2013

    Acredito que o problema da criminalidade seria amenizado com maior investimento na reeducação dos presos, que tal qual está, retornam piores das prisões para o convívio social. Medidas efetivas como maior emprego da tecnologia no monitoramento dos presos do regime semi-aberto (como as propaladas pulseiras eletrônica) e também bloquadores de sinal de telefone celular nos presídios, que acabam se tornando em “QGs” de criminosos. Ainda o aumento do policiamento ostensivo e preventivo, colocando nas ruas o exagerado efetivo de policiais militares “aquartelados” e que não atuam diretamente na atividade fim, para a qual foram contratados e treinados, faz-se necessário. Porém a questão da criminalidade é muito mais ampla em nosso estado e nosso país. Há outros fatores que precisam ser observados, como a omissão de nossa sociedade na cultura do “cada um por si” e na fomentação do crime através do consumo de drogas, receptação de produtos ilicítos, etc. As elites que se preocupam demasiadamente em proteger seus privilégios e acumulo de capital, em detrimento duma imensa classe de desfavorecidos do sistema, eis que a desigualdade social ainda é gritante, apesar de ter diminuido consideravelmente nos últimos anos. Por fim, a grande mídia tendenciosa, monopolista e aristocrática, que explora os fatos a seu próprio interesse, conforme cada governo se sucede no poder, manipulando a opinião pública, que é em sua maioria alienada e ainda com educação e opinião formada insuficientes para não seguir o “berrante”.

  • Gregório da Luz diz: 17 de maio de 2013

    No Brasil, não se pode caminhar olhando para frente: deve-se olhar para os arredores. Atentamente, zelamos por nossa segurança, cada um por si. Quando precisamos passar por locais nocivos, pensamos duas, três, quatro vezes, e, então, escolhemos outro trajeto, mais longo, entretanto mais seguro.
    Muitos desses jovens que matam deliberadamente nasceram nesse Brasil de violência banalizada. Não quero defendê-los, mas tentar achar explicações para a facilidade com que cometem tais atrocidades – além da impunidade: eles veem a violência mortal como o único modo de assalto – não que eu pense que de outra forma o crime seja aceitável – , sabendo de antemão que não serão severamente punidos. Não havendo, até agora, nenhuma mudança significativa do Estado em relação a isto, vivemos nessa equação que o crime atroz aumenta e a defesa continua a mesma.

  • Paulo Bento Bandarra – Porto Alegre diz: 17 de maio de 2013

    Afirma, o Ministro da Justiça, que a diminuição da maioridade é inconstitucional. Assim como sabemos que a pena de morte para criminosos (visto que para cidadãos é praticada livre e farta pelos bandidos) e as penas perpétuas são banidas pela Carta Magna. No entanto, estes três dados, estas três penas leves, foram colocadas na constituição se lixando para a opinião do povo e da sociedade, que sempre foram contrários às estas impunidades absurdas. Isto mostra claramente que a sociedade não tem representação de fato nas esferas políticas, nos três poderes, nestas e nas demais demandas. A ela, sobra apenas pagar a conta em vidas ceifadas e em impostos arrecadados cada vez maiores. A falta de referendos ou o seu descarte, como feito na única vez, em relação ao desarmamento, mostra este completo descaso com a opinião do eleitor. Não é a diferença social que determina a violência, basta ver que no Egito (1,2) e Índia (3,4) a taxa de homicídios é dez vezes menor que a nossa. E Cuba (5), comunista há mais de cinquenta anos e com um enorme contingente policial per-capta, a taxa é maior do que nos EUA (4,2). Certamente o combate à criminalidade não é feita pelos meios que a sociedade desejaria e defende. Mas ela é ignorada pelos poderes públicos que tratam a mesma como ovelhas a serem apenas conduzidas. Invertem a proteção aos criminosos em detrimento da população trabalhadora.

  • karen diz: 19 de julho de 2013

    Acredito que há falta de um verdadeiro estado democrático de direito. São vários os fatores que influem para que nossa sociedade atual esteja deste modo, parte a omissão dos governantes em apenas “mascarar” certos problemas. Saber que necessitamos por exemplo de mais recursos em quase todas as áreas prioritárias: segurança, saúde e educação.
    Pagamos altos impostos que não são devidamente repassados a população, má administração do que é público. Isso resulta em poucas viaturas tanto para bombeiros, policiais, além de hospitais com falta de equipamentos e lugares para pacientes em situações de emergência. É necessário que haja alto número de policiais preparados na ruas, bombeiros com viaturas novas, hospitais com equipamentos e lugares para todos que deste direito necessitarem. Além da justiça operar de forma igual e justa a todos que a descumprirem. Somente através da justiça, investimento, e educação de fácil acesso a todos, poderemos um dia sair sem medo.

  • Karen Beheregaray diz: 19 de julho de 2013

    Acredito que há falta de um verdadeiro estado democrático de direito. São vários os fatores que influem para que nossa sociedade atual esteja deste modo, parte a omissão dos governantes em apenas “mascarar” certos problemas. Saber que necessitamos por exemplo de mais recursos em quase todas as áreas prioritárias: segurança, saúde e educação.
    Pagamos altos impostos que não são devidamente repassados a população, má administração do que é público. Isso resulta em poucas viaturas tanto para bombeiros, policiais, além de hospitais com falta de equipamentos e lugares para pacientes em situações de emergência. É necessário que haja alto número de policiais preparados na ruas, bombeiros com viaturas novas, hospitais com equipamentos e lugares para todos que deste direito necessitarem. Além da justiça operar de forma igual e justa a todos que a descumprirem. Somente através da justiça, investimento, e educação de fácil acesso a todos, poderemos um dia sair sem medo.

  • lara todeschini diz: 2 de outubro de 2013

    Eu achei esse texto muito bom e completo, mas também achei que esse texto foi muito tecnico, e isso deixou o texto muito entediante…
    E ele foi tambem pois nós realmente temos ”medo de morrer” com isso…

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