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Editorial| Comunicadores candidatos

04 de outubro de 2013 9

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Como já se tornou praxe na antevéspera de campanhas eleitorais, partidos de diversas tendências do espectro político convidam comunicadores e jornalistas para integrar seus quadros de candidatos. Trata-se de um movimento perfeitamente compreensível: profissionais reconhecidos pelo público e com visibilidade na mídia têm potencial para se tornarem candidatos competitivos. A RBS respeita a ação partidária e a opção de seus colaboradores que decidem concorrer, mas rejeita veementemente qualquer vínculo ou compromisso com candidaturas eleitorais. Por isso, estabelece claramente no seu Guia de Ética e Autorregulamentação Jornalística o afastamento imediato de colaboradores que se proponham a disputar cargos eletivos ou que aceitem participar de propaganda partidária ou campanha eleitoral.
A RBS não tem nem apoia candidatos ou partidos. Nossos veículos têm por orientação editorial abrir espaços equilibrados e adequados a todos os concorrentes. Cada vez que um ex-comunicador do Grupo RBS participa de uma disputa eleitoral, esse cuidado é ainda maior, para que o candidato não seja beneficiado nem prejudicado e tenha tratamento compatível com a sua relevância no processo, assim como os demais postulantes a funções públicas.
No momento da confirmação ou da oficialização da candidatura, o comunicador deve deixar a empresa. O afastamento é uma premissa inarredável, pois manter um potencial candidato em espaços de mídia seria injusto e desleal para com os demais participantes da disputa. A RBS também recomenda que seus jornalistas e comunicadores evitem manifestar publicamente suas preferências partidárias ou inclinações ideológicas, para evitar danos à própria imagem e para não comprometer a independência e a credibilidade dos veículos que representam.
Os únicos candidatos da RBS são seus ouvintes, telespectadores, leitores e usuários de seus veículos e plataformas de comunicação. Esforçamo-nos para que eles sejam candidatos permanentes à prerrogativa de acessar informações verdadeiras, opiniões independentes e plurais, que lhes permitam escolher de forma livre e consciente seus dirigentes políticos.
Em respeito a esse público e para evidenciar a transparência na cobertura de processos eleitorais, o Grupo RBS publica suas normas internas a cada eleição, compartilhando as orientações repassadas a seus funcionários e renovando compromissos pétreos com a ética, a independência e o fortalecimento da democracia em nosso país.
Por isso, no momento em que se encerra o prazo legal para a filiação partidária dos candidatos que concorrerão ao pleito do próximo ano, a RBS reitera o cumprimento de sua norma referente ao afastamento dos comunicadores que optaram por se candidatar a cargos políticos.

Comentários (9)

  • Milton Ubiratan Rodrigues Jardim diz: 4 de outubro de 2013

    Esse é o pensamento de Zero Hora hoje, mas quando o Jornalista Ibsen Pinheiro candidatou-se, aparecia todos os dias fazendo seu programa, o que ajudou-o a eleger-se, acredito que se não fosse por esse motivo, o mesmo não teria conseguido. Ainda bem que mudou, pois seria muito desleal a concorrência!

  • Cristiano diz: 4 de outubro de 2013

    RBS vocês também devem ter cuidado ao publicar as manchetes, para não fazer como fizeram no começo da semana, ao publicar em zerohora.com, uma machete que dizia que Tarso e Ana Amélia empatavam em pesquisa, quando só quem abria o link veria que o empate era técnico, este tipo de manchete parece tendenciosa, pois empate técnico ou real, faz toda a diferença para o eleitor que decide seu voto baseado em pesquisas.

  • Ismael diz: 4 de outubro de 2013

    Desculpe, mas isso parece completamente inócuo.

    Ana Amélia Lemos, trabalhou quantos anos nessa empresa?

    Sempre estará associada a ela na mente do eleitor.

    E as inclinações ideológicas e preferências (e antipatias) partidárias que expressava diariamente seguem direitinho o que faz em campanha. Embora discretamente, sempre ficou claro.

    Então, se confirmada como nova governadora, quero ver se o nível de cobrança com ela será o mesmo que com as ações do atual governo.

    Isso, infelizmente, parece não ter ocorrido com Yeda Crusius e Fogaça.

  • Fábio diz: 4 de outubro de 2013

    Defender a ética em editorial é bonitinho, mas a prática recente da empresa já mostrou um Antonio Britto sendo poupado da virulência que foi usada pela empresa contra Olívio Dutra por exemplo. Falar é molezinha, quero ver é fazer.

  • Larissa diz: 4 de outubro de 2013

    A RBS pensa que engana a quem? Sempre teve posição política clara. A verba. A RBS apoia seus amigos/candidatos porque pode disputar uma fatia mais grosso do bolo das verbas publicitárias. Por isso implica tanto com o governo do PT, que distribui de forma mais harmônica o investimento em publicidade. Ah, e duvido que meu comentário seja publicado!

  • Antônio Carvalhal diz: 4 de outubro de 2013

    Mas é muita desfaçatez escrever um editorial desses. Um dos maiores males que existem no Rio Grande do Sul é o grupo RBS. Podem ter CERTEZA de que a Ana Amélia Lemos – que antes eleição de representante de classe tinha ganho, vai ser a nova governadora do Estado, pois a RBS fará de TUDO para que isso aconteça. O pior governador da história do Estado, que faz o Rio Grande sofrer até hoje sua incompetência, foi o Antônio Britto, que ganhou COM A FORTE AJUDA da RBS. Quero ver se ao menos vão ter a hombridade de publicar meu comentário.

  • BENJAMIN BARBIARO diz: 4 de outubro de 2013

    HÁ ÉTICA NA POLÍTICA?VALE TUDO…

  • Ismael diz: 4 de outubro de 2013

    Um pedido, para que se promova uma mudança de verdade na política e principalmente na cobertura politica:

    Que a RBS, seja pioneira no Brasil, seguindo veículos como NY Times, e declare abertamente qual candidato apoia.

    O Estado de SP fez isso nas últimas eleições presidenciais declarando apoio ao Serra.

    Mas foi uma iniciativa que ficou incompleta por dois fatores:

    1 – Indicar apoio somente perto do final da campanha.

    2 – Escreveu uma justificativa que em nada aparenta bom jornalismo, foi mais uma campanha raivosa Anti-PT que apresentando boas justificativas para apoiar seu candidato.

    Se a RBS fizer isso, garanto que ganhará mais respeito dos leitores, mesmo os que se opuserem a escolha, como provavelmente farei.

  • aldo della rosa diz: 7 de outubro de 2013

    O Grupo RBS é líder por competência e como qualquer grande ou pequena empresa, precisa defender seus interesses. Nós no lugar deles faríamos o “mesmo”. Nem sempre a ética é positiva para o progresso. A RBS precisa de um estado forte e fará de tudo pra colaborar para isso, agora se no meio do processo receberá bônus, talvez seja merecido…

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