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Editorial| A Copa da maioria

27 de janeiro de 2014 9

140127princSEG_webGanha destaque no país um movimento de protestos organizado pelas redes sociais que usa como grito de guerra uma frase ameaçadora: “Não vai ter Copa!”. O coro, entoado por manifestantes que se reuniram em várias capitais no último sábado, poderia ser encarado como uma simples bravata de ativistas inconsequentes. Mas não: está sendo levando a sério pelo governo, pelas autoridades de segurança e por todos os brasileiros conscientes do compromisso assumido pelo Brasil quando se candidatou à organização do Campeonato Mundial de Futebol da Fifa de 2014.
É legítimo que as pessoas cobrem rigor e transparência nos gastos com as obras da Copa, especialmente naqueles que envolvem recursos públicos. Da mesma maneira, devem ser consideradas perfeitamente democráticas as manifestações contrárias ao evento esportivo, muitas delas geradas por pessoas e organizações sociais que reclamam investimentos em áreas essenciais como saúde e educação. O que não parece adequado nem patriótico é o uso do sentimento anticopa para o atingimento de interesses subalternos. Basta um olhar atento sobre as manifestações para se perceber a presença de militantes políticos extremistas, tanto à direita quanto à esquerda, querendo ver o circo pegar fogo. É nesse jogo que os manifestantes bem-intencionados não devem entrar.
A Copa já não é mais apenas um compromisso dos governantes que estão no poder, como reafirmou a presidente Dilma Rousseff na última sexta-feira, ao se encontrar em Zurique com o presidente da Fifa, Joseph Blatter. O Mundial passou a ser uma responsabilidade de todos os brasileiros. Não há mais como voltar atrás. E seria mesmo uma insensatez interromper tudo o que está sendo feito para o grande evento esportivo, incluindo-se aí obras de infraestrutura em diversas cidades.
Vai ter Copa, sim! O Brasil não pode passar por um vexame histórico diante da comunidade internacional, principalmente neste momento em que busca investimentos externos para retomar o desenvolvimento econômico. Vai ter Copa, também, porque o povo brasileiro ama futebol e apoia majoritariamente a realização do evento. Vai ter Copa porque suspender a competição agora, além de causar prejuízos irreparáveis ao país, seria uma rendição à atitude fascista de grupos que tentam impor suas visões com gritos e ameaças.
O Brasil vive uma democracia e todos devem ter liberdade para se manifestar. Mas o limite para tais manifestações é o respeito a quem pensa diferente _ e uma maioria, até prova em contrário, quer, aceita ou pelo menos se mantém indiferente em realização ao Mundial.

NOSSAS POSIÇÕES EM 2014

Comentários (9)

  • Milton Ubiratan Rodrigues Jardim diz: 27 de janeiro de 2014

    E eu também concordo de que não deveria haver copa de futebol era bosta nenhuma, e que essa fortuna investida até agora, e ainda falta quase tudo por fazer, fosse investida principalmente em saúde, e aí não teríamos somente no R.S. 14 mil contribuintes esperando por uma consulta em ortopedia, mas não, o elememto Lula queria ficar na história como ele que trouxe a copa para o Brasil. Deveria ser cobrado dele a conta!

  • Claudio diz: 27 de janeiro de 2014

    A Suécia aquele pais pobre da europa já abriu mão de sediar uma olimpiada, agora os bufões do desgoverno querendo usar a copa como mais um palanque eleitoreiro insistiu e desviou muito dinheiro para construir monumentos desnecessários e inuteis, monumentos esses que deveriam ser totalmente da iniciativa privada, se assim o quisessem e nunca do poder público. Isso para não falar dos gastos que são 3 vezes maiores que os anteriores juntos. Só resta mesmo torcer pela alemanha.

  • Luis Paulo diz: 27 de janeiro de 2014

    Aquele verme foi lah pedir a FIFA para fazer a copa no Brasil (a FIFA pediu 8 sedes mas ele quis 12). Na época (2007) ele disse que nao seria gasto nem um centavo de dinheiro publico, lembram? Agora que se sabe a verdade sobre o custo da copa para os cofres públicos o povo estah revoltado. A maioria do povo não eh a favor da copa nestas condições. Agora eh tarde para desistir, mas os protestos acontecerão.
    Com a olimpiada serah a mesma coisa. Mas neste caso ainda dah tempo para desistir.

    FORA OLIMPIADA

  • Tiago Machado diz: 27 de janeiro de 2014

    Concordo com o editoral, em especial a parte que fala que seria uma rendição à atitude fascista de grupos que tentam impor suas visões com gritos e ameaças. Pra cada 1 real investido na Copa, 4 retornam em benefícios aos país, seja em geração de empregos, seja em obras e infraestrutura. O Brasil é o país do futebol, não do baseball ou do basquete. Nada mais natural que o país se candidate e promova o evento símbolo desta modalidade esportiva. O que não foi natural foi o país do futebol, o país pentacampeão ficar tanto tempo sem sediar o evento. Alías, Se não fazer Copa resolvesse problemas sociais, os problemas do país estariam todos resolvidos, porque a última Copa ocorreu aqui em 1950, ou seja há 64 anos. Na época, nem TV a cores existia. Na real, os que gritam contra a Copa o fazem por questões meramente políticas e eleitorais. 1950. Quando o Brasil foi escolhido como sede, não deram um pio a respeito. Aí na véspera do evento, surgem com manifestações mascaradas, oportunistas e fascistas. Que os caranguejos anti-copa voltem para o balde e o país faça uma grande Copa do Mundo para orgulho de todos os brasileiros que torcem e ajudam a construir um país melhor.

  • Maria Luiza diz: 27 de janeiro de 2014

    Não acho correto a mídia dizer que o país se comprometeu com a Copa e agora tem que arcar com as consequencias, todos os brasileiros são responsáveis. O povo brasileiro nunca pediu isto, fizesse uma enquete se preferiam escola, hospital, transporte decente ou gastar 9 bilhões com estádios para ver o que o povo diria. Está se tentando corresponsabilizar o povo, e isto é revoltante, enquanto isto o governo que abriu as torneiras para essa megalomania ficam passeando e gastando como se fôssemos a Suiça, com gasto de 27 mil/dia por uma suite presidencial.

  • sonia diz: 27 de janeiro de 2014

    QUEM SÃO VCS p/ determinar que não querem?se 1% não quer somos 99 % que querem …seu direito termina qdo começa o MEU !EU QUERO!

  • Tiago Silva Machado diz: 27 de janeiro de 2014

    Abaixo os caranguejos da Copa. Copa é investimento para o país, é emprego, é mais infraestrutura. Só quem vive com uma viseira nos olhos pode não gostar. Quero Copa, Quero Olimpíada, Quero até Jogos de Inverno. Queremos ser o país do esporte, mas queimamos fusca de operário para mostrar contrariedade contra eventos que vão trazer ganhos para o país. Se trazer Copa prejudicasse a saúde, seríamos o país como melhor saúde do mundo, porque faz 64 anos que não tem Copa aqui e nem Olimpíada. Nem TV existia quando fizemos a única COpa do Mundo de nossa história.

  • Alarico da Silva Moraes diz: 27 de janeiro de 2014

    Se fosse o FHC que tivesse trazido a Copa, os direitosos de plantão estariam bem faceiros dizendo ser o melhor feito do mundo. Como foi um operário, nordestino que teve a ideia e a realizou, aí não pode. Até o México e Áfrico do Sul realizaram Copas recentemente, mas o Brasil, país do futebol não pode. Só o que faltava.

  • Rafael Beck diz: 27 de janeiro de 2014

    Vale lembrar que os gastos públicos foram em estrutura para as cidades e capacitação profissional, vide minha cidade, Novo Hamburgo, que avançou muito (não o suficiente) na questão de mobilidade urbana e recebeu cursos do PRONATEC voltados ao turismo. Os estádios privados foram financiados pelo BNDES, ou seja, o recurso retornará. Tenho certeza que será a copa das copas e o Brasil sairá Hexacampeão! Pro pessoal manifestante: “Não tem contradição, queremos COPA, SAÚDE E EDUCAÇÃO!”

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