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Interativo| Editorial diz que é direito e dever da polícia reprimir depredadores. Você concorda?

30 de janeiro de 2014 20

Zerohora.com adianta o editorial que os jornais da RBS publicarão no próximo domingo para que os leitores possam manifestar concordância ou discordância em relação aos argumentos apresentados. Participações enviadas até as 18h de sexta-feira serão selecionadas para publicação na edição impressa.
Ao deixar seu comentário, informe nome e cidade.

Editorial Interativo

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ATIVISTAS E DELINQUENTES

As inesperadas manifestações populares de junho do ano passado trouxeram muitas lições para o país, entre as quais a de que os jovens da era digital têm consciência social e a de que as instituições tradicionais (governos, políticos, imprensa etc.) precisam se qualificar para recuperar a confiança do público. Mas os protestos também serviram para evidenciar a diferença entre os brasileiros que efetivamente lutam por um país melhor e aqueles que se aproveitam de situações de descontrole para agredir, depredar e defender interesses obscuros. E isso está ficando cada vez mais claro nesta nova onda de mobilizações que atinge as principais capitais, a maioria sob o pretexto de boicote à Copa do Mundo.
A violenta reação popular contra um jovem identificado como integrante do movimento Black Bloc, em São Paulo, é a prova de que os brasileiros começam a tratar de forma diferente manifestantes e delinquentes.
Protestar contra a Copa pode _ ninguém está confortável com os gastos volumosos de recursos públicos nos estádios e nas obras de infraestrutura. Reclamar transporte público qualificado e tarifas razoáveis também é legítimo, considerando-se que este é um serviço essencial malcuidado pelos governantes. O que não é civilizado nem aceitável é queimar ônibus, quebrar vidraças, atacar bancos e prédios públicos, fazer arrastões e jogar pedras na polícia. Isso é delinquência.
As polícias brasileiras precisam ser mais prestigiadas. Da mesma maneira como devemos exigir policiais bem preparados para defender os cidadãos, sem abusar do poder que lhes foi conferido pela população, também temos que valorizar o trabalho desses servidores encarregados de manter a ordem pública. Por uma dessas deformações sociais difíceis de entender, começou a recair sobre os policiais brasileiros uma série de restrições. Mesmo quando chamados a controlar tumultos, eles são criticados por prender e por fazer uso de suas armas, mesmo quando se defendem de agressões. Ora, democracia não é exatamente isto.
Se não podemos aceitar policiais que agridem imotivadamente, também não podem nos servir policiais que não agem nem reagem. Se reconhecemos que há delinquentes entre os manifestantes, o mínimo que se pode esperar é que os policiais os reprimam para proteger os cidadãos. Melhor uma polícia ativa e eficiente do que a justiça pelas próprias mãos, como tentaram fazer os participantes de um evento em São Paulo ao identificar o black bloc mascarado protestando contra a Copa.
Depredadores e incendiários não podem mais ser chamados de manifestantes. Estes nasceram da democracia, aqueles querem assassiná-la.

 

Para que possamos avaliar seu comentário sobre este editorial, com vistas à publicação na edição impressa de Zero Hora, informe seu nome completo e sua cidade.

Comentários (20)

  • benhur o. branco – Cruz Alta -RS diz: 30 de janeiro de 2014

    Concordo totalmente, e vou mais longe deverá ser proibida qualquer manifestação durante a Copa. Chega de querer mostrar como somos selvagens e mal-educados,e de exibir nossos mazelas e desgraças internacionalmente, como se o mundo pudesse ou quisesse ajudar-nos a melhorar o país. Façamos como todos os demais países, mostremos o que temos de bom e bonito e internamente procuremos resolver o que não está bem.

  • Márcio De Carvalho Damin diz: 30 de janeiro de 2014

    Direito são imaginários.Pela Constituiçao é dever do governo proporcionar moradia,salário digno,segurança,etc.Na realidade nada disso existe.A polícia é despreparada,mal equipada e execrada pela população por exageros cometidos em situações isoladas.O país se transformou em uma grande disputa de grupos antagônicos que se digladiam entre si estimulados por um governo que vislumbra um regime comunista.A polícia,a Igreja,os valores morais,os bodes expiatórios são vários na busca da perpetuação no poder.De fato é dever da polícia reprimir depredações,contudo a exploração política dos desvios cometidos será em prol de uma divisão cada vez maior entre as pessoas que,enclausuradas cada vez mais em seus pequenos grupos,fortalecem os obscuros planos do governo.

  • Roberto Mastrangelo Coelho – Porto Alegre diz: 30 de janeiro de 2014

    Parece que estamos perdendo a escala de valores, pois de forma alguma deveríamos reprimir a polícia, quando esta, em defesa do patrimônio publico ou privado usa da sua energia para agir contra os delinquentes, em qualquer circunstância. As manifestações são válidas, mas perdem o seu valor pela ação de vandalismo de uma minoria. Por outro lado, os nossos políticos deveriam criar leis severas contra aqueles, que através de manifestações para determinados fins, se aproveitam para depredar o patrimônio público e privado.

  • Rafaela Silva diz: 30 de janeiro de 2014

    Do que adianta a Polícia reprimir se a Justiça liberta? O país vivendo uma inversão de valores, em que a política é considerada profissão digna enquanto o trabalhador é assaltado e devolve o seu mísero dinheiro à monopolização das privadas e estatais.

  • Luiz Oliveira diz: 30 de janeiro de 2014

    Estou sonhando ou, finalmente, parte da imprensa parece ter acordado para o estado de anomia, de desordem e desrespeito à lei que está se generalizando neste país? Estou sonhando ou, finalmente, parte da imprensa, como parece indicar este editorial, parece reconhecer sua parcela de culpa ao dar ares glamourosos a bandidos, vândalos e delinquentes, chamando-os, eufemisticamente, de black blocks, praticamente colocando-os na posição de agentes de transformação social? Estou sonhando ou, finalmente, parte da imprensa resolveu chamar bandido de bandido?
    Já não era sem tempo. Este editorial traz, implícito, um reconhecimento do nefasto erro, cometido por grande parte da imprensa, durante a cobertura das manifestações de junho passado, de não ter dado o respaldo necessário à ação repressora, constitucional, diga-se de passagem, da polícia aos delinquentes. Cada ação de repressão era tratada como se fosse algo desproporcional, arbitrário, brutal, como se os policiais estivessem extrapolando suas funções ao buscar coibir a ação destrutiva de criminosos disfarçados de manifestantes, aos quais se resolveu dar feições heróicas, chamando-se os mesmos de blacks blocks.
    Quero chamar atenção para uma parte do editorial “Por uma dessas deformações sociais difíceis de entender, começou a recair sobre os policiais brasileiros uma série de restrições” . Essas deformações não são difíceis de entender. Essa deformação específica, a que o texto alude, tem origem em forças externas e internas, atuando em sincronia, de comum acordo, para alcançar determinados objetivos, dentre os quais está o de extinguir nossas polícias militares. O objetivo final dessa medida é deixar a população trabalhadora e honesta, atualmente acuada pela criminalidade, ainda mais à mercê dos bandidos. Somente no ano passado foram cerca de 60.000 homicídios. Mais brasileiros mortos em um único ano do que os EUA perderam em tropas durante toda a guerra do Vietnã. Mas por quê extinguir as polícias militares? A finalidade é que, dessa forma, sem ter a quem recorrer, desesperado, o povo abra mão de suas liberdades e aceite que o país perca parte de sua soberania, a fim de compartilhar o governo da nação com agências estrangeiras, que representam as forças externas, a que me referi anteriormente. Entre essas agências estrangeiras está a ONU, que tem interesse em acabar com as polícias militares brasileiras. Não estou delirando. Basta pesquisar na internet sobre isso.
    As forças internas que citei, estão representadas, por exemplo, por várias ongs que dizem representar os direitos humanos. Mas pelo repertório de atuação das mesmas, só se for os direitos dos “manos“. Essas ongs são as primeiras a gritar: “violência!” , “abuso!”, “arbitrariedade!”, quando, por exemplo, os policiais militares tentam cumprir o seu papel, reprimindo bandidos e delinquentes fantasiados de manifestantes, que destroem o patrimônio público e privado, e impedem o direito de ir e vir das pessoas decentes. Essas mesmas ongs não dão um pio sequer sobre esses crimes, mas se posicionam contra a ação policial. Daí que, acuados e acusados por todos os lados, desvalorizados, desprestigiados, por grande parte da imprensa e por essas ongs nefastas, os policiais já estão se resignando a simplesmente assistir os acontecimentos. A reação a esse estado de coisas, a essa escalada de anomia já está começando: a população começa a fazer justiça com as próprias mãos, como se viu em São Paulo.
    Mas nunca é tarde para mudar. Ainda é tempo de evitar o pior. Pesquisem sobre a “teoria das janelas quebradas” e verão que é muito melhor cortar o mal pela raiz.
    Esse editorial é mais do que oportuno e bem-vindo. Congratulações pela lucidez!

  • Clovis Picoral diz: 31 de janeiro de 2014

    O estado de omissão que se verifica atualmente na Brigada Militar e na Polícia Civil, para não falar no relapso Judiciário, levam à desordem e à destruição da propriedade privada e pública no Brasil, Rio Grande do Sul inclusive. O Sr Governador Tarso Genro parece ser o mais inerte e medroso de todos, já que não se manifesta e deixa a as forças da ordem sem rumo. Um exército sem comando e sem cérebro. Ou será sua inércia intencional ? Lembro que o Brasil estava assim em 1964: greves e desordens públicas causadas pelo dirigentes omissos e mais interessados nas suas ideologias do que na administração e boa ordem na sociedade.

  • Dantes diz: 31 de janeiro de 2014

    Brilhante comentário, Sr. Luiz Oliveira. Parabéns pela ponderação e lucidez !

  • rubens ciro diz: 31 de janeiro de 2014

    Os manifestantes estão usando dos mesmos métodos dos políticos:-Midia.- Só que os politicos fazem mídia gratuíta em grandes redes e, o nosso povinho não tem tal poder! Somos anônimos, mas agora com a tecnologia de comunicação, facilita.E para aparecer como eles, fazem passeatas que são FILMADAS!- Lógico, vândalos estarão sempre se infiltrando; assim como o setor público está infestado de vândalos que furtam, roubam, desvirtuam etc. O povo não tinha COMUNICAÇÃO, hoje tem…Cuidem-se políticos!

    rubens c calliari- pato branco pr.

  • Ivo Ricardo Lozekam – Porto Alegre – RS diz: 31 de janeiro de 2014

    A polícia tem papel fundamental neste processo de separar os depredadores do cidadão que apenas deseja demonstrar seu desejo de mudança. Em qualquer concentração de pessoas (show de astros, jogos de futebol) infelizmente sempre tem a presença de marginais que estão lá com intenção de depredar, furtar saquear. Com os protestos de rua não é diferente. Apenas não se pode confundir a voz das ruas com os depredadores. Os depredadores são meros coadjuvantes, que a polícia possa fazer seu trabalho e que a mídia não foque apenas neste aspecto e possa também mostrar a grandeza das manifestações e no momento histórico que estamos começando a viver.

  • Milton Ubiratan Rodrigues Jardim diz: 31 de janeiro de 2014

    Aqueles que vão as ruas para protestarem por uma causa justa, e realmente protestam sem baderna, tem todo meu apoio, assim como a polícia tem todo o meu apoio também quando mete o cacete naqueles infiltrados que vão para roubar e depredar. Mas é só acontecer isso e vem algum marginal dos direitos humanos contra a polícia. Atenção policiais, a sociedade descente está com vocês. Baixem o laço e prendam a gentalha!

  • Cássio Tagliari diz: 31 de janeiro de 2014

    A ordem é um dos pilares fundamentais do estado democrático de direito.
    Onde não há ordem, não há estado. A polícia tem a obrigação de garantir a ordem, usando para isso os meios que se fizerem necessários. E, quem deve definir quais são esses meios é o próprio comando da brigada, cujos integrantes aprendem as técnicas para tal.
    É irracional políticos e intelectuais querem definir métodos de ação da polícia. Do jeito que isso vai, qualquer dia esse pessoal vai querer se meter também na forma como um médico faz uma cirurgia..

  • Cássio Tagliari diz: 31 de janeiro de 2014

    Cássio Tagliari – São Leopoldo

  • sidnei diz: 31 de janeiro de 2014

    cordão de isolamento deve ser feito por intelectuais, sociólogos, magistrados, promotores, alguns jornalistas, talvez artistas, afinal vestirem a pele do lobo, sentir na pele o calor dos fatos, não apenas ‘lek lek’…

  • José Luiz do Amaral Silveira diz: 31 de janeiro de 2014

    Sou a favor de uma policia repressiva e a favor da população desprotegida.A policia tem que manter a ordem sempre na defesa do patrimônio público e privado.Estamos numa democracia temos o direito de protestar,mas vandalismo sou totalmente contra.

  • Leonardo Araujo diz: 31 de janeiro de 2014

    Quem usa a violência como argumento, não pode refutá-la como contra-argumento.

  • Deivis Nunes Tech diz: 31 de janeiro de 2014

    Esplêndido Luis Oliveira.

  • Rose Antunes diz: 31 de janeiro de 2014

    Realmente os valores estão se invertendo. Chegamos a pensar que estamos ficando insanos…mas não!!! Tem gente defendendo os bandidos e culpando os policiais. Com certeza a violência não pode ser incentivada, mas se não houver outra maneira pra defender os cidadãos de bem….”cacetete e spray de pimenta neles”

  • Leandro Gonçalves diz: 31 de janeiro de 2014

    Tenho certeza que a policia deve reprimir os baderneiros.
    Porém, a nossa POLICIA esta atuando que nem a PM do RJ, como no filme Tropa de Elite, “quem quer rir, tem de fazer rir”, aqui em POA, estão subindo o morro entrando nas vilas para pegar a mesada semanal, permitindo que traficantes possam comercializar as drogas………..
    Até aonde podemos confiar na PM do RS? Para fazer uma barreira ou balada segura, vão todos armados até o pescoço……. para entrar numa vila e pegar a mesadinha, discretamente para não chamar, vão com um Palio velhinho………
    Infelizmente, toda essa situação que estamos vivendo hoje, é consequência da nossa decisão frente as URNAS……. Só nós podemos mudar essa situação….

  • Paulo Pereira diz: 31 de janeiro de 2014

    Esse editorial é ridículo e as opiniões que seguem são piores ainda.
    O Estado brasileiro é uma piada, essa república golpista está falida, o tempo dela já está expirado, ela só serve aos interesses das elites que detêm o poder político desse país.
    Não há nada de errado em nenhuma forma de protesto, seja pacífico ou não. Todo protesto é válido. A expressão agressiva é reflexo do descaso do Estado com o povo.
    A polícia militar deveria ter sido extinta com a promulgação da constituição cidadã, é ridícula, uma corporação que tem um justiça independente onde os próprios membros se julgam, e que na ampla maioria os processo terminam em nada, já que não fiscalização externa, apenas há o acompanhamento da mídia para os casos bizarros, mas existe milhares de casos pelo país onde os polícias comentem diversos tipos de abusos.
    É licito o uso de máscaras em protestos até então já que não há disposição que diga ao contrário. É inabordável esse assunto, qualquer movimento nesse sentido, serie o primeiro a ir as ruas, munido de tudo que posso carregar.
    Na copa vai ser pior, e espero que esse governo seja derrubado, e que a república seja por fim eliminada junto com toda a classe corrupta de políticos que ela serviu.
    E que os herdeiros de Dom Pedro II, posso se sentar ao torno e levar esse país a um futuro realmente próspero.

  • Enio Santos de Freitas diz: 31 de janeiro de 2014

    Para todas as pessoas que pregam o imobilismo da polícia, as quais afirmam que a mesma somente deve intervir para “garantir a vida ou a integridade física” e nada mais, pergunto: O que deve fazer (ou não fazer) a polícia se eu e mais uma meia dúzia de “manifestantes” sairmos quebrando vitrines e portas de bancos em protesto “pelo aumento do buraco da camada de ozônio”? Ou se o protesto for contra “um determinado tipo de música, sertaneja por exemplo”? Pelo que elas dizem, o PM deve perguntar se vou assaltar e como vou responder que nada roubarei… ele nada fará…

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