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Artigo| O Rio Grande tem saída?

15 de maio de 2014 2

O RS, por sua
grandeza e por
sua gente, achará
uma saída

DARCY FRANCISCO CARVALHO DOS SANTOS
Contador e economista

O título deste artigo é o mesmo de um livro que estou lançando com a participação de mais três colegas e que já está nas livrarias.
Ele começa com a economia estadual, que é a quarta do país, mas, por ser muito dependente da agricultura, sofre os efeitos das secas, do câmbio e da variação dos preços internacionais.
Mas, a despeito de sua importância econômica, nosso Estado gerou déficits sistemáticos em suas contas públicas, num percentual anual superior a 15% da receita, entre 1970 e 1998. Isso, mais os juros altos, explica o enorme endividamento que se formou nesse período.
A renegociação ocorrida em 1998, em virtude de fatores subsequentes, não trouxe os efeitos esperados. A repactuação proposta pela Presidência da República apenas abrirá espaço para mais endividamento, agravando a situação futura.
Sofremos também os efeitos da repartição inadequada da carga tributária nacional, em que os Estados vêm perdendo participação desde 1960.
Descuidamo-nos com o problema previdenciário, não constituindo um fundo para as aposentadorias e pensões que são concedidas sob regras altamente concessivas. As reformas de 1998 e de 2003 não resolveram o problema da precocidade das aposentadorias.
Se cumprirmos integralmente as vinculações da receita e não contivermos as demais despesas, nosso déficit ultrapassa 12% da receita corrente. Com os reajustes salariais semestrais concedidos até 2018 a categorias representativas dos servidores, esse déficit potencial passará a ser real, no próximo período governamental. Como agravante, as fontes de financiamento esgotaram-se, com destaque para os depósitos judiciais, dos quais o atual governo sacou mais de R$ 5 bilhões!
Na educação, o problema maior é o não cumprimento do piso nacional e a consequente formação de um passivo trabalhista de R$ 10 bilhões até o final do ano. No tocante à qualidade, depois de ocuparmos as primeiras posições no país, temos caído sistematicamente a cada ano.
O consolo que nos resta é que o RS, por sua grandeza e por sua gente, achará uma saída.

Comentários (2)

  • Léslie Zanetti diz: 15 de maio de 2014

    Gostaria de ser otimista e dizer que o RS tem saída,mas infelizmente a nossa realidade é outra.O futuro governo sendo ele do partido que for sofrerá essas consequências,e,se for um governo de pulso forte e propor mudanças drásticas terá a “cabeça cortada” pela grande maioria inclusive pelo próprio “povo” que só olha o próprio umbigo além de não ter a mínima noção da nossa realidade.Enfim essa é uma situação que só tende a se arrastar por muitos mandatos e sem solução alguma.

  • BARBOSA diz: 15 de maio de 2014

    Pra tudo tem uma saída, basta querer, pro Brasil a saída é fazer uma nova constituição e mudar tudo, mas com a participação popular e sem políticos.

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