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Artigo| O QUE PENSAR SOBRE A COPA?

23 de maio de 2014 0

ESTHER PILLAR GROSSI
Professora, coordenadora de pesquisa do Geempa

A segunda Copa do Mundo que vai acontecer no Brasil está tumultuada dentro de nós. As exigências da Fifa e uma perene desconfiança de que não poderíamos satisfazê-las foram criando um mal-estar generalizado. A expressão “Imagina na Copa” é como uma guilhotina no nosso pescoço.
Quando o Lula pleiteou que esta Copa acontecesse no Brasil, foi uma festa. Torcemos muito para que fôssemos premiados com tal decisão. E fomos.
A partir daí, temos vivido uma tortura, pelos atrasos das obras. A tudo isso se associa a percepção que tende a se generalizar de que não se aguenta mais como as coisas estão, percepção que se concretiza em manifestações de rua. Estamos no furacão de um conflito, o conflito de não suportar o presente, mas ainda não delinear como poderá ser o futuro.
A prática de que é dando que se recebe, mensalões, apadrinhamentos, incompetências e falta de compromisso com resultados são insuportáveis.
Também não dá para suportar o lucro como centro de tudo, como se dinheiro, única e exclusivamente, garantisse felicidade.
A política e a economia estão infelicitando gritantemente. Daí, protestos e muitos, desencontrados às vezes, incoerentes.
E a Copa acontecendo no Brasil, nesta hora trágica e solene.
As pessoas não sabem se a curtem com a vibração, a alegria, a descontração das outras ou se agora há que se ter outra conduta.
Deixemo-nos levar pelo que vier de dentro de nós quando pensamos em 11 jogadores em campo jogando em nosso nome, respeitando regras e buscando resultados.
No futebol, é absolutamente imprescindível respeitar as regras, sem o que não há jogo. E é também absolutamente indispensável perseguir resultados.
Particularmente em educação, este respeito é fundamental. Em cada período letivo, há regras a seguir e metas a atingir, pois as aprendizagens têm por essência tempo e espaço para acontecer.
Sobretudo quando se desfruta da descoberta estupendamente revolucionária de que “todos podem aprender”. Podem sim, desde que haja ensino com as luzes do pós-construtivismo, última e feliz contribuição da ciência nesta área, a qual inclui regras e metas para o aprender.

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